Mc Anitta - Pornografia ou Funk? O que a TV Ainda não Mostra

 

Para quem gosta da Mc Anitta já deve estar acostumado com a erotização nas músicas Funk. Se esse for o seu caso, talvez esse texto não lhe sirva. Mas, para os que tem interesse de repensar a realidade que influencia constantemente suas vidas é interessante continuar a leitura.

Antes de pontuar algumas questões sobre a erotização musical e o "fenômeno" Mc Anitta, Bonde das Maravilhas e outros, pedimos que assista o trecho de um show onde Anitta apresenta parte da sua performance "musical" e outro das adolescentes "Maravilhas", abaixo:






Antigamente (poucos anos atrás) fazíamos diferença entre música de "cabaré" e música convencional, popular, etc. Essas diferenças eram tão evidentes que era fácil identificar uma música de prostíbulo, por exemplo, apenas pela melodia, forma de cantar e, claro, pelas letras. 

Quando uma família reunida ou pais com seus filhos por algum motivo ouviam essas músicas, tinham o cuidado de não deixar com que esses filhos continuassem ouvindo letras que insinuavam relações sexuais, malícias, práticas de duplo sentido e etc
Crianças dançando Funk na Sala de Aula. Alguma Coincidência?
Atualmente a coisa é bem diferente. O que antes eram músicas restritas a ambientes dedicados à venda de sexo, hoje fazem parte da família cotidianamente. 

Os filhos não apenas ouvem e gostam das músicas e "artistas" dos cabarés modernos, como tem dos próprios pais o incentivo de "liberdade" necessários para que tenham esses "artistas" como exemplos de vida.

Na prática, a função dos velhos prostíbulos continua a mesma, a única diferença está no conceito por trás da "diversão" e a "carinha" dos novos personagens. Tenhamos "pena" dos antigos cafetões de esquina. Pois, não é mais preciso ir à uma casa da "mama" para achar sexo fácil. Basta ir a um dos shows da Anitta ou tantos outros "ídolos" da música, dita "popular". 

O melhor é que você além de poder aprender novas posições sexuais, tais como às reveladas na imagem abaixo, onde crianças demonstram ter aprendido muito bem, provavelmente não precisará pagar pelo sexo, pois certamente ali haverá muitos que desejarão colocar em prática os ensinamentos da "artista", certo?

Contra o Funk da Anitta?

Crianças "dançando" funk
Não somos contra o Funk ou qualquer outro estilo musical, pois entendemos que o gosto musical não determina o caráter de uma pessoa, sendo também algo particular. Nossa crítica é contra o fato da erotização musical ter se tornado comum ao ponto de não haver qualquer tipo de censura, mas pelo contrário, estar sendo aclamada por uma maioria de pessoas motivadas, também, pela mídia que impulsiona tal cultura apenas por interesses comerciais.

Tenha como exemplo o "Bonde das Maravilhas", Anitta e tantos outros que dividem espaço nos horários nobres da TV em programas ditos "familiares". Eles chamam isso de boa cultura e os resultados estão nas imagens acima. Isso favorece a banalização das relações humanas, de maneira que já vemos o reflexo na instabilidade emocional, afetiva/psicológica de uma geração que vai se formando praticamente sem limites e/ou preocupação com a importância de princípios éticos tão essenciais para uma vida em sociedade.

A mídia faz o ídolo?

Desde que em harmonia com às ideologias de quem "domina" os meios de comunicação, sim, a mídia faz o ídolo. Liberalismo, fama, dinheiro e sexo, são ideais de uma classe que atua por trás do grande sistema.

Todo personagem que representa esses ideais serão muito bem aceitos por eles. Mas não de qualquer maneira, pois é preciso convencer. Uma carinha bonita, história comovente e disposição para agradar são requisitos imprescindíveis para cair nas graças de quem faz o ídolo. Sujeite-se a isso e ganharás o mundo. 

Grande parte dos "artistas" globais não o são por mérito, mas por privilégios, de agradar à quem precisa ser agradado.  De ser como (e quando) eles desejam, para que suas ideias sejam muito bem representadas e o modelo possa, em fim, ser aceito como ideal.

Qualquer coisa que contrarie isso será motivo de desprezo, isolamento e se preciso difamação, para que nada possa manchar a imagem do "modelo ideal". Desse modo o bom pode se tornar ruim, enquanto o ruim pode ser bom. 

Quem entre os pobres mortai terá senso crítico para julgar tal manipulação de ideias? Se a "massa" já tem dificuldade em não ser modelada, o que dirá quando os poucos instrumentos de conscientização (críticos, setores acadêmicos, religiosos, mídia independente, etc) forem limitados ou desacreditados? 

Não é moralismo!

Quando escolhas, sejam elas quais forem, se tornam objeto particular de cada cidadão, tudo bem, pois é na particularidade de nossas decisões que colocamos em prática o que entendemos ser o melhor para nós, certo? Mas, quando por outro lado, as muitas possibilidades de escolhas deixam de existir, passando a resumir em alguns poucos elementos a opção de vida dos cidadãos, temos um grande problema.

Isso mostra que muito provavelmente alguém ou algo está direcionando ou reduzindo nossas opções, na intenção de fazer com que a população goste daquilo que for do seu interesse. É simples: a maioria das pessoas são o que lhes oferecem. 

O que é oferecido é o que vende mais fácil, rápido e da forma mais banal possível.

Exemplificando isso na cultura, por qual motivo vemos no Brasil músicas como "Ahhh Le Lek, Lek, Lek"; "Eguinha Pó-co-tó"; "Brega da Rã"; "Camaro Amarelo" e milhares de outras pobrezas musicais fazendo enorme sucesso, enquanto verdadeiras obras artísticas não são conhecidas? Ou: o que é mais fácil ser reproduzido, a sinfonia de Beethoven ou o MC Leozinho?

Portanto, não se trata de sexo. A erotização (comportamento erótico) faz parte da sensualidade humana, quando no momento e ambiente adequados. Se trata de modelagem cultural.

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Anônimo
23 de agosto de 2014 16:48

Concordo com vc. Aproveita escreve um texto criticando alguma emissora de tv, que tambem nao fica atras

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