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Por que podemos sofrer mais com a morte de um cachorro e não com a de parentes?

Por que podemos sofrer mais com a morte de um cachorro e não com a de parentes?

por que amamos tanto os cachorros e sofremos com a sua morte

Quando as pessoas que nunca tiveram um cachorro vêem seus amigos de cachorro lamentarem a perda de um animal de estimação, provavelmente acham que é tudo um pouco exagerado; afinal, é "apenas um cachorro".

No entanto, aqueles que amam um cão sabem a verdade: seu próprio animal de estimação nunca é "apenas um cachorro".

Muitas vezes, confiei a amigos que, de maneira culpada, me confessavam que eles sofriam mais com a perda de um cachorro do que com a perda de amigos ou parentes. A pesquisa confirmou que, para a maioria das pessoas, a perda de um cão é, em quase todos os aspectos, comparável à perda de um ente querido humano.

Infelizmente, há pouco em nosso manual cultural - nenhum ritual de pesar, nenhum obituário no jornal local, nenhum serviço religioso - para nos ajudar a superar a perda de um animal de estimação, o que pode nos deixar mais envergonhados de mostrar publicamente tristeza por nossos cães mortos.

Talvez se as pessoas percebessem o quão forte e intenso o vínculo é entre as pessoas e seus cães, tal pesar se tornaria mais amplamente aceito. Isso ajudaria muito os donos de cães a integrar a morte em suas vidas e ajudá-los a avançar.

Uma ligação interespecífica como nenhuma outra


O que é exatamente sobre os cães que fazem os humanos se relacionarem tão intimamente com eles?

Para começar, os cães tiveram que se adaptar a viver com humanos nos últimos 10 mil anos. E eles fizeram isso muito bem: eles são o único animal que evoluiu especificamente para ser nossos companheiros e amigos.

O antropólogo Brian Hare desenvolveu a “Hipótese da Domesticação” para explicar como os cães se transformaram de seus ancestrais lobos cinzentos nos animais socialmente habilitados com os quais agora interagimos da mesma maneira que interagimos com outras pessoas.

Talvez uma razão pela qual nosso relacionamento com os cães possa ser ainda mais satisfatório do que nossos relacionamentos humanos é que os cães nos fornecem um feedback positivo incondicional e não crítico. (Como diz o velho ditado: "Que eu me torne o tipo de pessoa que meu cachorro acha que eu já sou")

Isso não é um acidente. Eles foram seletivamente criados através de gerações para prestar atenção às pessoas, e exames de ressonância magnética mostram que cérebros de cães respondem aos elogios de seus donos tão fortemente quanto à comida (e para alguns cães, elogiar é um incentivo ainda mais eficaz do que comida).

Os cães reconhecem as pessoas e podem aprender a interpretar estados emocionais humanos apenas pela expressão facial. Estudos científicos também indicam que os cães podem entender as intenções humanas, tentar ajudar seus donos e até mesmo evitar pessoas que não cooperam com seus donos ou os tratam bem.

Não é de surpreender que os humanos respondam positivamente a esse afeto, assistência e lealdade não correspondidos. Basta olhar para os cães e fazer as pessoas sorrirem. Os donos de cães obtêm uma pontuação mais alta em relação às medidas de bem-estar e, em média, são mais felizes do que as pessoas que possuem gatos ou nenhum animal de estimação.

Como um membro da família


Nosso forte apego aos cães foi sutilmente revelado em um estudo recente de “misnaming”. O misnaming acontece quando você chama alguém pelo nome errado, como quando os pais chamam erroneamente um de seus filhos pelo nome de um irmão. Acontece que o nome do cachorro da família também se confunde com membros da família humana, indicando que o nome do cachorro está sendo retirado do mesmo grupo cognitivo que contém outros membros da família. (Curiosamente, a mesma coisa raramente acontece com nomes de gatos.)

Não é de admirar que os donos de cães sentem muito a falta deles quando se vão.
A psicóloga Julie Axelrod apontou que a perda de um cão é tão dolorosa porque os donos não estão apenas perdendo o animal de estimação. Isso poderia significar a perda de uma fonte de amor incondicional, uma companhia primária que proporciona segurança e conforto, e talvez até mesmo um protegido que tenha sido orientado como uma criança.

A perda de um cão também pode prejudicar seriamente a rotina diária de um proprietário mais profundamente do que a perda da maioria dos amigos e parentes. Para os proprietários, suas programações diárias - até mesmo seus planos de férias - podem girar em torno das necessidades de seus animais de estimação. Mudanças no estilo de vida e rotina são algumas das principais fontes de estresse.

De acordo com uma pesquisa recente, muitos proprietários de animais enlutados interpretam equivocadamente visões e sons ambíguos com os movimentos, jeitos e choramingos do animal de estimação falecido. Isso é mais provável de acontecer logo após a morte do animal de estimação, especialmente entre os proprietários que tinham níveis muito altos de apego aos seus animais de estimação.

Enquanto a morte de um cachorro é horrível, os donos de cães se acostumaram tanto com a presença tranquilizadora e sem julgamentos de seus companheiros caninos que, na maioria das vezes, acabarão ganhando um novo.



Por: Frank T. McAndrew - The 
ALERTA: Consumo de açúcar durante a gestação diminui a capacidade cognitiva dos filhos, aponta estudo

ALERTA: Consumo de açúcar durante a gestação diminui a capacidade cognitiva dos filhos, aponta estudo

consumir açúcar durante a gravidez

Um novo estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine apontou que ocorre empobrecimento na cognição infantil, particularmente na memória e na aprendizagem, quando as mulheres grávidas ou seus filhos consomem maiores quantidades de açúcar. No entanto, o consumo de frutas pelas crianças teve efeito benéfico e foi associado a maiores escores cognitivos.

A pesquisa está cada vez mais focada no impacto adverso do consumo de açúcar na saúde, especialmente o xarope de milho rico em frutose. O consumo de açúcar entre os americanos está acima dos limites recomendados e as Diretrizes Dietéticas Atuais para os americanos enfatizam a importância de reduzir os açúcares adicionados nos alimentos.

Eles são incorporados em alimentos e bebidas durante a preparação ou processamento, com bebidas açucaradas (SSBs), sendo o maior contribuinte nas dietas dos americanos. Também há evidências de que o consumo de açúcar pode impactar negativamente o desenvolvimento cognitivo das crianças.

"O objetivo do nosso estudo foi examinar associações da gravidez e o consumo de açúcar dos filhos (sacarose, frutose) com a cognição infantil", explicou a principal pesquisadora, Juliana FW Cohen, da Faculdade de Ciências da Saúde, Merrimack College. "Além disso, examinamos associações de consumo materno e infantil de SSBs, outras bebidas, incluindo refrigerante diet, suco e frutas relacionados à cognição infantil.".

Pesquisadores coletaram dados de avaliação alimentar de mais de 1.000 mulheres grávidas de 1999 a 2002 que participaram do Projeto Viva. As dietas dos filhos foram avaliadas na primeira infância. A cognição infantil foi avaliada no início e no meio da infância (aproximadamente aos 3 e 7 anos, respectivamente).

Os resultados deste estudo indicam que consumir mais frutas e menos açúcar, bem como evitar refrigerante diet durante a gravidez, pode ter um impacto significativo no funcionamento cognitivo da criança.

As principais descobertas incluem:

O consumo de açúcar materno, especialmente de SSBs, foi associado à pior cognição na infância, incluindo habilidades não-verbais para resolver problemas novos e memória verbal mais fraca;

O consumo de SSBs materno foi associado à menor inteligência global associada tanto ao conhecimento verbal quanto às habilidades não verbais;

O consumo de soda dietética materna foi associado a habilidades motoras visuais, visuais e espaciais finas mais precárias na primeira infância e a habilidades verbais mais pobres na metade da infância;

O consumo de SSBs na infância foi associado à menor inteligência verbal na metade da infância;

O consumo infantil de frutose e frutas na primeira infância foi associado a maiores escores cognitivos em várias áreas e maior vocabulário receptivo;

O fruto foi adicionalmente associado com maiores habilidades motoras e visuais na primeira infância e inteligência verbal em meados da infância;

O consumo de suco de frutas não foi associado à cognição melhorada, o que pode sugerir que os benefícios são de outros aspectos das frutas, como os fitoquímicos, e não a própria frutose.

“Este estudo fornece evidências de que não deve haver mais atrasos na implementação do novo rótulo de Informações Nutricionais. O novo rótulo fornecerá informações sobre os açúcares adicionados, para que as mulheres grávidas e os pais possam fazer escolhas informadas sobre os açúcares adicionados e limitar mais facilmente sua ingestão. Este estudo também fornece suporte adicional para manter os programas federais de nutrição, como o Programa Especial de Nutrição Suplementar para Mulheres, Bebês e Crianças (WIC) e o Programa Nacional de Almoço Escolar, porque sua promoção de dietas mais ricas em frutas e menor em açúcares adicionados pode estar associado à melhora da cognição infantil”, comentou a Drª. Cohen.


Por: Jillian B. Morgan - Elsevier 
Reino Unido quer proteger crianças das redes sociais e ameaça Facebook e Twitter contra ações "moralmente incorretas"

Reino Unido quer proteger crianças das redes sociais e ameaça Facebook e Twitter contra ações "moralmente incorretas"


O Reino Unido procura proteger os menores do uso de redes sociais e, para isso, o ministro de Saúde britânico, Jeremy Hunt, afirmou neste domingo que o Governo não duvidará em endurecer as leis se estas plataformas não fizerem algo a respeito.

O titular de Saúde publicou hoje uma carta no jornal britânico "Sunday Times" dirigida às redes sociais Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat, na qual os acusou de "fazer vista grossa" quanto ao impacto que o uso tem sobre as crianças.

Hunt deu um prazo de um mês para que informem sobre as medidas tomarão para proteger os menores ou, caso contrário, antecipou que o ministro de Cultura, Meios de Comunicação e Esportes, Matthew Hancock, está considerando endurecer a legislação.

"Me preocupa que suas empresas pareçam satisfeitas com uma situação na qual milhares de usuários descumprem seus próprios termos e condições quanto à idade mínima de acesso", escreveu o responsável da pasta de Saúde.

"Temo que estejam fazendo vista grossa com toda uma geração de crianças que estão expostos aos daninhos efeitos secundários emocionais das redes sociais de forma prematura", acrescentou.

Algo que qualificou de "moralmente incorreto" e "profundamente injusto para os pais" que têm que enfrentar a desagradável "escolha" de permitir que as crianças utilizem "plataformas às quais são muitos jovens para acessar" ou "exclui-las da interação social que frequentemente estão tendo a maioria de seus companheiros".

Atualmente, a idade mínima para acessar o Facebook, Instagram, Twitter e Snapchat é de 13 anos, ainda que esta última conta com uma versão para menores de 13.

"Estou preocupado com os meus filhos, de 3, 6 e 7 anos, porque a excessiva dependência das redes sociais está sendo normalizada", lamentou o político, que pediu que as autoridades revisem o impacto destas tecnologias na saúde mental dos jovens.

A presidente do Real Colégio de Psiquiatras do Reino Unido, Wendy Burn, concordou com o ministro ao considerar que "o autoregulamento" das redes sociais neste terreno "fracassou".

Por sua vez, o diretor de políticas do Facebook, Karim Palant, manifestou que seu grupo dá "as boas-vindas ao compromisso do ministro de Saúde" e assegurou que "compartilha sua ambição de criar um ambiente seguro e de apoio para os jovens 'on-line'".

Na semana que vem, o ministro de Cultura, Meios de Comunicação e Esportes se reunirá com 17 representantes das redes sociais mais populares entre os menores de 18 anos, entre elas, Facebook, Google, Instagram, Snapchat, YouTube, Twitter, AskFM, Tumblr e Pinterest, para abordar este assunto.

"Se não pudermos confiar em suas políticas, deveremos tomar a ação e não duvidaremos em endurecer a lei", afirmou Hancock.

Este debate ocorre após o escândalo que envolveu o Facebook, ao ser revelada a filtragem de dados de milhões de usuários da rede social.


Fonte: EFE
Trump diz que o Dia da Terra é uma "celebração das bençãos dadas por nosso Criador"

Trump diz que o Dia da Terra é uma "celebração das bençãos dadas por nosso Criador"


O presidente americano, Donald Trump, agradeceu neste domingo a Deus pela criação da Terra no dia mundial de comemoração do planeta, celebrado em 22 de abril.


"Hoje, a nossa nação lembra o Dia da Terra, uma celebração das bençãos dadas por nosso Criador. Entre elas, apreciamos a nossa magnífica terra e as vias fluviais, abundantes recursos naturais e fauna única", afirmou Trump em comunicado presidencial divulgado pela Casa Branca.

O líder afirmou que é dever da nação "reconhecer a importância destes dons que sustentam a vida, e é a nossa responsabilidade protegê-los para o nosso próprio benefício e o das gerações vindouras".

Trump aproveitou o Dia da Terra para justificar sua polêmica política com relação ao meio ambiente, marcada principalmente pela sua saída do Acordo de Paris contra a mudança climática e por uma ampla desregularização do setor petroleiro.

Essa retirada ajuda cessar "todas as implementações" dos compromissos climáticos dos Estados Unidos no marco de Paris, entre eles o fixado pelo seu antecessor no cargo, Barack Obama (2009-2017) para reduzir para 2025 as emissões de gases do efeito estufa entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005.

"A minha Administração se dedica a eliminar regulações desnecessárias e prejudiciais que restringem o crescimento econômico e dificultam que as comunidades locais prosperem e elejam as melhores soluções para o seu entorno", disse ao respeito o líder.

Em janeiro, Trump aprovou uma proposta para ampliar as águas sobre as quais pode haver explorações na busca de fontes de petróleo ou gás que abrange a maior parte do litoral do país.

"Sabemos que uma economia forte e orientada ao mercado é essencial para proteger estes recursos", acrescentou hoje Trump na sua nota.

A ferrenha postura do presidente, que considera que a mudança climática não tem nada a ver com a atividade humana, levantou muitas críticas entre várias organizações ambientais, que apresentaram ações contra Trump por vários motivos.


Fonte: EFE
Associação de Médicos em Portugal se manifesta contra a ideologia de gênero: "Não tem base científica"

Associação de Médicos em Portugal se manifesta contra a ideologia de gênero: "Não tem base científica"

Associação de Médicos em Portugal se manifesta contra a ideologia de gênero: "Não tem base científica"

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) apelou hoje ao Presidente da República para vetar a lei que permite a mudança de gênero no registo civil a partir dos 16 anos sem a necessidade de relatório médico.


Em comunicado, os médicos católicos dizem que a dispensa de um parecer médico reveste-se de "uma enorme gravidade em termos de saúde pública".

A lei, aprovada na sexta-feira na Assembleia da República, "exclui a medicina, não tem qualquer base científica, já que não se apoia em qualquer diagnóstico médico de disforia de gênero, e dispensa o tratamento médico necessário para estes casos", diz o comunicado da associação.

Os médicos católicos sustentam que a lei não se baseia em "novas descobertas científicas, nem tão-pouco foi pedida pelos médicos portugueses", sendo suportada por uma "ideologia de gênero", que é "uma construção cultural, um produto da cultura e do pensamento humano, sendo totalmente desvinculada da biologia".

"Esta teoria assenta na ideia radical de que os sexos masculinos e femininos não passam de uma construção mental, cabendo à pessoa escolher a sua própria identidade de género", sublinham.

Mas, afirmam, "a ciência, e a medicina em particular, não aceita a supremacia absoluta da dimensão psicológica/sociocultural sobre a identidade sexual".

Para os médicos, o ideal é que haja "uma harmonia entre ambas", considerando não ser ético "provocar desordens psicopatológicas artificiais, através da difusão de uma ideologia radical destinada a criar um 'homem novo'".

"A história ensina-nos que sempre que a medicina se subjugou à ideologia, os resultados foram desastrosos para a humanidade, pelo que a AMCP apela ao Sr. Presidente da República para que vete esta lei", salienta o comunicado.

Os médicos dizem estranhar que seja permitida a mudança de gênero numa idade em que se considera que os jovens ainda não têm maturidade para votar, conduzir um automóvel ou ingerir bebidas alcoólicas.

"É questionável a capacidade de discernimento de um jovem de 16 anos poder decidir, de forma madura, livre e responsável, sobre a mudança de gênero", afirmam, dizendo que nesta idade o córtex pré-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decisões) ainda não atingiu o desenvolvimento completo, pelo que não existem condições neurobiológicas de maturidade para uma tomada de decisão desta natureza.

Por outro lado, a lei não garante a exclusão de outras doenças psiquiátricas que possam estar na origem deste pedido, dizem, defendendo que estas patologias devem ser avaliadas e tratadas pelos psiquiatras e por outros profissionais de saúde competentes.

A associação diz que existem casos de disforia de gênero na população geral, cuja prevalência "é muito baixa" (0,003% - 0,005%), e entende que é "um risco a Assembleia da República produzir uma legislação baseada nesta casuística, sobre uma matéria tão sensível".

Comentário:

Todos os argumentos da Associação de Médicos Católicos de Portugal possuem base científica. O leitor que porventura se deixar levar pela identificação católica da entidade para julgar inadequado o pedido se equivoca.

O trecho adiante merece destaque, pois ele é o "x" da questão: "A ciência, e a medicina em particular, não aceita a supremacia absoluta da dimensão psicológica/sociocultural sobre a identidade sexual".

De fato, a desconexão entre a dimensão biológica e psicológica é a marca dos ideólogos de gênero, o que contraria radicalmente a lógica de um entendimento que preza pela harmonia dessas duas dimensões.

Fonte: Diário de Notícias
Comentário: Will R. Filho

Aula de música melhora a capacidade cognitiva das crianças e deve estar no currículo escolar, diz estudo

Aula de música melhora a capacidade cognitiva das crianças e deve estar no currículo escolar, diz estudo


A educação musical foi dizimada em escolas de todo o mundo, devido à competição com matérias acadêmicas e uma crescente falta de financiamento. Hoje em dia, a oportunidade de aprender um instrumento é vista mais como um luxo do que uma parte necessária da educação.

"Apesar das indicações de que a música tem efeitos benéficos na cognição, a música está desaparecendo dos currículos do ensino geral", diz o Dr. Artur Jaschke, da Universidade de Amsterdã, que liderou o estudo com o Dr. Henkjan Honing e o Dr. Erik Scherder.

"Isso nos inspirou a iniciar um estudo de longo prazo sobre os possíveis efeitos da educação musical sobre as habilidades cognitivas que podem estar por trás do desempenho acadêmico", disse ele.

Os pesquisadores conduziram o estudo com 147 crianças em várias escolas holandesas, usando um método musical estruturado desenvolvido pelo Ministério da Pesquisa e Educação na Holanda, juntamente com um centro especializado em educação artística.

Todas as escolas seguiram o currículo regular da escola primária, com algumas oferecendo aulas suplementares de música ou artes visuais. Nestas, as crianças receberam aulas teóricas e práticas.

Após 2,5 anos, o desempenho acadêmico das crianças foi avaliado, assim como várias habilidades cognitivas, incluindo habilidades de planejamento, inibição e memória.

Os pesquisadores descobriram que as crianças que receberam aulas de música tiveram melhorias cognitivas significativas em comparação com todas as outras crianças do estudo. As aulas de artes visuais também mostraram um benefício: as crianças dessas classes melhoraram significativamente a memória de curto prazo visual e espacial em comparação com os alunos que não receberam nenhuma lição suplementar.

“As crianças que receberam aulas de música mostraram um melhor raciocínio baseado em linguagem e a capacidade de planejar, organizar e concluir tarefas, bem como melhorar o desempenho acadêmico”, diz o Dr. Jaschke.

“Isso sugere que as habilidades cognitivas desenvolvidas durante as aulas de música podem influenciar as habilidades cognitivas das crianças em assuntos completamente diferentes, levando a um melhor desempenho acadêmico geral", conclui.

Os pesquisadores esperam que seu trabalho contribua para destacar a importância da música e das artes na cultura humana e no desenvolvimento cognitivo.

"Ambas as aulas de música e artes devem ser aplicadas em todas as escolas primárias holandesas até o ano de 2020", diz o Dr. Jaschke. "Mas, considerando os nossos resultados, esperamos que este estudo apoie os desenvolvimentos políticos para reintegrar a educação musical e artística nas escolas de todo o mundo".


Por: Emma Duncan / Frontiers 
ABORTO: A falácia da saúde pública e da clandestinidade - Contrariando os argumentos

ABORTO: A falácia da saúde pública e da clandestinidade - Contrariando os argumentos


Um dos argumentos mais absurdos favoráveis à descriminalização do aborto e sua ênfase como medida de saúde é o de que muitas mulheres morrem por fazer o aborto em clínicas clandestinas. Que grande parte delas são de origem humilde, "negras", excluídas socialmente quando, por outro lado, mulheres ricas e com influência social fazem aborto de forma segura e sem consequências criminais.

O assunto então se resume à mera questão de "classe", poder aquisitivo e referência social, como se essa fosse a ênfase da questão. Será?

Outro argumento muito difundido é o da moralidade religiosa. Os defensores do aborto como "direito de liberdade" dizem que uma pessoa não pode usar sua concepção religiosa para querer, supostamente, impor uma decisão ao outro, limitando sua liberdade em escolher ter ou não um filho, porque, afinal, se trata apenas de uma questão religiosa e não, também, de ética humana, certo?


Outro argumento, talvez o mais falacioso: o de que se o corpo é da mulher, logo, ela deve ter total direito sobre o seu corpo. Consequentemente, se essa mulher estiver carregando um bebê no útero, mas julgar que possui direito o suficiente para condenar a morte a vida do "feto", ela pode.

Não vamos refutar diretamente os três argumentos nesse texto, mas apenas o primeiro. Acreditamos que o leitor é inteligente o bastante para perceber que as respostas estão implícitas no próprio conteúdo.

Aborto: a falácia da clandestinidade como justificativa para a legalização


Em primeiro lugar, a descriminalização do aborto não é redução de danos, porque não se trata de uma decisão que envolve apenas um indivíduo, ou de uma condição na qual se veja "dependente" e prejudique a sua vida sem ter a intenção. A possibilidade de fecundar uma vida não é fruto de uma sequência involuntária de acontecimentos, mas consciente e na maioria das vezes intencional.

Não é matéria de saúde no que compete ao fazer ou não, meramente, um "tratamento", como quem está adoecido e precisa tomar um analgésico para resolver o problema. A associação e toda ênfase que os defensores do aborto fazem como medida de saúde é uma tentativa de reduzir a complexidade  do assunto, procurando resumir no tema "saúde" uma problemática que vai muito além e invade a concepção do que é a vida humana.


Às consequências dessa investida são trágicas, porque sua influência faz com que a população passe a enxergar a vida humana (feto) como algo passível de "tratamento", tal como uma doença indesejada, a qual podemos expulsar do corpo com intervenções médicas.

A verdade, porém, é que a descriminalização do aborto propagada como medida de saúde é uma forma de abstenção de responsabilidade do Estado frente a um problema de ordem ética/moral, cultural, educacional, política, familiar, que diz respeito a maneira como valorizamos a vida. Em suma, é um problema que embora acarrete consequências na esfera da saúde, parte do social em toda sua conjuntura.

Em segundo lugar, se o problema da "clandestinidade" for o grande responsável pelas mortes e complicações de saúde das mulheres que fazem abordo clandestino, logo, não deveríamos aplicar essa mesma premissa a outros problemas de ordem social que são igualmente crimes, tais como o tráfico de drogas, exploração sexual/tráfico humano (de menores e adultos), comércio de órgãos e armas?

Ora, analise com honestidade e siga essa simples lógica: em todos os casos citados acima existem comorbidades associadas que afetam as pessoas envolvidas pelo simples fato de estarem às margens da lei. Quantas pessoas não perdem suas vidas ou são violadas em seus direitos por se envolverem clandestinamente nessas atividades?

Seguindo a lógica de quem defende a descriminalização do aborto como medida pública de saúde devido às consequências da clandestinidade, deveríamos também:

01 -  Descriminalizar o tráfico de órgãos


Já que vender ou não seu próprio fígado, por exemplo, deveria ser uma escolha do proprietário, certo? Do contrário, inúmeras cirurgias clandestinas são feitas pelo tráfico de órgãos, expondo os "doadores" a riscos extremos de saúde. Sendo assim, porque não legalizar o comércio de órgãos e disponibilizar a extração deles no SUS? Se o lema "meu corpo, minhas regras" valem para retirar algo que não é "apenas" um órgão, mas a vida de um ser humano, qual é o problema de vender um pulmão?

02 - Descriminalizar todas às drogas ilícitas e principalmente o seu comércio (tráfico)


Se a justificativa para legalizar o aborto é o simples fato de algo ser clandestino e, por causa disso, acarretar vários danos ao usuário devido ao fato dele não poder fazer o que deseja por meios legais e "controlados",  é absolutamente lógico dizer que deveríamos também legalizar imediatamente o uso e venda de crack, cocaína, heroína, maconha, etc.

Às consequências na esfera da saúde de pessoas infectadas por hepatite, HIV, tuberculose, mortes por overdose, cirrose e tantos outros males em decorrência do uso clandestino e descontrolado de drogas é absurdamente maior do que os casos de aborto. Logo, não há o que se discutir sobre a validade do argumento em favor do aborto como sendo, também, o mesmo para o problema das drogas (todas elas).

03 - Descriminalizar o tráfico humano/sexual


Os argumentos são rigorosamente os mesmos utilizados na questão das drogas e do tráfico de órgãos. Se o problema são as consequências em decorrência da clandestinidade, especialmente no que compete ao suposto "direito de escolha" de uma pessoa, deveríamos também legalizar a exploração sexual, reconhecendo como "profissão" a prostituição de quem vende não só o próprio corpo, como "administra" o de outro.


Os exemplos acima são suficientes para demonstrar a razão do argumento em favor da descriminalização do aborto como "medida de saúde" ser falso, uma vez que partindo da saúde, meramente, muitas problemáticas sociais que operam na clandestinidade, isto é, como crimes, poderiam ser abordadas e aparentemente justificadas, mas nem por isso serem tratadas como legais.

Você concordaria em legalizar o tráfico de órgãos ou a exploração sexual e porte de armas? Porque, se você defende a descriminalização do aborto como "medida de saúde" em decorrência da clandestinidade, está obrigado(a) à concordar que - todos - os outros exemplos também devem ser descriminalizados.

A criminalização do aborto é uma questão ética e de problemática social


O ponto de partida para análise do tema "aborto" não deve ser a saúde, mas sim o social. E quando nos referimos ao social, falamos principalmente de educação, ética e cultura. Não devemos deixar de acolher as consequências do aborto da esfera da saúde. Todavia, precisamos falar do aborto como um problema de natureza social e não sanitarista.

Sendo assim, pela perspectiva da educação, ética e cultura, entendemos que o problema do aborto diz respeito fortemente ao senso de responsabilidade pessoal de uma pessoa perante a cultura que pertence, com base na educação que possui e o contexto onde vive. Evitar o aborto, portanto, significa atuar nessas áreas.

Não é uma questão de "classe", pois atualmente tanto o "rico" como o "pobre" dispõem meios de serem informados quanto a comportamentos sexuais de risco. Se recursos econômicos favorecem o aborto com menos chance de sequelas para mulheres "ricas", isso não tem absolutamente nenhuma relação com a raiz do problema, em si, mas apenas com a sua proporção, comprovando se tratar de uma problemática social, uma vez que atinge todas as camadas da sociedade.


Em outras palavras, o fato da mulher "rica" e a mulher "pobre" recorrerem ao aborto exclui a justificativa da legalização do aborto como medida oriunda das diferenças de classe.

Por exemplo: se uma mulher engravida em pleno sec. XXI por transar sem camisinha, chamando isso de "gravidez indesejada", onde está o problema: na saúde ou em sua responsabilidade? Isso também vale para quem se preveniu, mas o método falhou.

Salvo em caso de estupro, toda relação sexual voluntária envolve a responsabilidade dos riscos, e isso não é, definitivamente, uma questão de saúde, mas sim de educação, consciência humana e responsabilidade social. Por qual razão, então, a vida de um inocente deve pagar o preço como consequência dessas decisões?

Se é para defender a liberdade, que ela comece pelos mais indefesos


Por fim, o tema é amplo e quando o encaramos via natureza dos fatos, como um fenômeno de competência social, cultural, familiar, educacional, ética, vemos o quanto carece de pessoas aptas para abordá-lo de forma que às ideologias não contaminem a percepção do todo.

Há muito mais no seio popular a repetição de um discurso do que a análise crítica sobre ele. Há muito mais, acredite, interesses comerciais da indústria do aborto nas possibilidades de um novo negócio de exploração da vida humana, do que o favorecimento da vida da mulher.

Pense nisso.


Por: Will R. Filho
Entidades perdem 80% do imposto sindical em 2018, após Reforma Trabalhista

Entidades perdem 80% do imposto sindical em 2018, após Reforma Trabalhista

A reforma trabalhista começa a descortinar efeitos dramáticos para as finanças de entidades sindicais, profundamente afetadas pelo fim da obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical.


As organizações patronais são as primeiras a amargar perdas. Números atuais da arrecadação da contribuição mostram que elas tiveram redução de cerca de 80% em 2018 na comparação com o ano passado, considerando as maiores confederações e federações setoriais, além das 20 entidades empresariais que mais arrecadam.

Essas organizações patronais em todo o país recolheram mais de R$ 300 milhões em janeiro de 2018. Em todo o ano passado, o valor global arrecadado somou R$ 1,4 bilhão, o que indica que o buraco no caixa das entidades pode chegar a R$ 1,1 bilhão se os recursos não entrarem ao longo do ano.

Embora a informação disponibilizada pelo Ministério do Trabalho via Lei de Acesso à Informação (LAI) traga períodos distintos para cotejamento, a diferença de R$ 1,1 bilhão representa a perda potencial que as entidades devem sentir em seus orçamentos neste ano. Isso porque o imposto sindical é recolhido em 31 de janeiro. Depois disso, eventuais entradas no caixa são consideradas residuais. Já o recolhimento-base das entidades de trabalhadores é 31 de março.

O derretimento é geral. Pequenos sindicatos e grandes confederações são atingidos pelas novas regras introduzidas pela reforma trabalhista. Chama atenção o enfraquecimento das receitas das federações estaduais de comércio e das indústrias, que são as maiores potências arrecadadoras entre as entidades patronais.

No fechamento de janeiro deste ano, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contabilizou só R$ 2,3 milhões de entrada do imposto sindical contra uma arrecadação de R$ 16,9 milhões ao longo de todo ano de 2017, uma queda de mais de 85%. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, esperava zero e se surpreendeu com o valor.

“O que entrou foi completamente voluntário, não pedimos. Também não contamos com compensação do Sistema S. Fizemos um ajuste, reduzindo custos, para cobrir os 15% que o imposto sindical representava no orçamento”, explica Skaf. Ele admite que isso incluiu renegociação de contratos, junção de departamentos e cortes.

A redução da arrecadação do imposto sindical e de outras receitas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) começou com a recessão econômica de 2014 e 2015. Desde então a entidade vem “reorientando suas despesas”, conta o vice-presidente-executivo Ricardo Maia.

“Não estamos fazendo cortes agora. Ajustes de custos e estrutura já ocorreram nos últimos três anos em todo o Sistema Firjan, decorrentes da redução do emprego no Rio e em consequência da queda na arrecadação da contribuição compulsória sobre folha, nossa outra fonte de receita. Nossa estrutura de atendimento foi reduzida em 30%”, completa ele.

A queda de arrecadação da Firjan do imposto sindical em 31 de janeiro de 2018 na comparação com o ano passado foi de 82,5%, para R$ 1,2 milhão. O dirigente da federação acrescenta que o reforço dessa receita será residual ao longo do ano. “Se ocorrer, não será nada acima de R$ 100 mil de fevereiro a dezembro”, diz Maia.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) admite que sua responsabilidade de representar 1,8 milhão de estabelecimentos comerciais e de serviços paulistas “sofrerá” com a queda de 79,1% da arrecadação do imposto sindical em apenas um ano, de R$ 29,3 milhões em 2017 para R$ 6,1 milhões em 31 de janeiro.

“Estamos revendo planejamento orçamentário para cumprir nossa função com as receitas existentes. Cortes, como de funcionários, redução de representações e trabalhos institucionais, já foram observados e poderão ocorrer para haver o devido ajuste à atual realidade. Entretanto, outras receitas de serviços a serem implementados serão revertidas em favor da [atividade de] representação”, informa Ivo Dall’Acqua Junior, vice-presidente da Fecomercio-SP.

O dirigente sindical lembra que há dezenas de ações protocoladas no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o fim da obrigatoriedade de pagamento do imposto sindical por parte de trabalhadores e empresas. “A Fecomercio-SP não entrou no Judiciário contra a reforma trabalhista, mas acompanha as ações que estão tramitando. Também é importante destacar que ainda existe a facultatividade do recolhimento. A tendência de queda se manterá, mas podemos ter ligeira elevação [em relação à maior parte da arrecadação registrada em 31 de janeiro] fundada na consciência do empresariado da necessidade de manutenção do sistema sindical de representação”, acrescenta Dall’Acqua Junior.

Por meio de nota oficial, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) defendeu uma fonte de receita alternativa, mas não detalhou o assunto. “Esperamos que sejam criadas alternativas para substituir a contribuição sindical, preservando as atividades de representação dos sindicatos empresariais.”

Já José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), descarta qualquer possibilidade de reativação de qualquer tipo de taxa similar ao imposto sindical. “De jeito nenhum, fomos uma das primeiras entidades a defender o fim da contribuição obrigatória. Se sindicato é bom e produz resultado, as empresas vão querer ficar nele. Isso [o fim da obrigatoriedade de recolhimento do imposto sindical] é bom para acabar com os sindicatos que não representam nada, que são só burocráticos, do lado empresarial e dos trabalhadores.”

Na passagem de 2017 para 2018, a perda de arrecadação do Sinduscon-SP foi de 91%, passando de R$ 7,6 milhões para pouco mais de R$ 600 mil. Ainda no ano passado, antes mesmo de a reforma trabalhista entrar em vigor, a entidade se reestruturou. Cortou metade dos funcionários da sede e de subsedes, terceirizou departamentos administrativos e está apostando na transformação de empresas filiadas em associadas, que pagam uma mensalidade ao sindicato.

“Temos espaço grande para crescer e ampliar nossas receitas, apesar das perdas. Temos 12 mil empresas filiadas. Desse total, nos últimos meses, já conseguimos convencer 1,2 mil a se associarem”, complementa Ferraz Neto.


Fonte: Valor