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Associação de Médicos em Portugal se manifesta contra a ideologia de gênero: "Não tem base científica"

Associação de Médicos em Portugal se manifesta contra a ideologia de gênero: "Não tem base científica"

Associação de Médicos em Portugal se manifesta contra a ideologia de gênero: "Não tem base científica"

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) apelou hoje ao Presidente da República para vetar a lei que permite a mudança de gênero no registo civil a partir dos 16 anos sem a necessidade de relatório médico.


Em comunicado, os médicos católicos dizem que a dispensa de um parecer médico reveste-se de "uma enorme gravidade em termos de saúde pública".

A lei, aprovada na sexta-feira na Assembleia da República, "exclui a medicina, não tem qualquer base científica, já que não se apoia em qualquer diagnóstico médico de disforia de gênero, e dispensa o tratamento médico necessário para estes casos", diz o comunicado da associação.

Os médicos católicos sustentam que a lei não se baseia em "novas descobertas científicas, nem tão-pouco foi pedida pelos médicos portugueses", sendo suportada por uma "ideologia de gênero", que é "uma construção cultural, um produto da cultura e do pensamento humano, sendo totalmente desvinculada da biologia".

"Esta teoria assenta na ideia radical de que os sexos masculinos e femininos não passam de uma construção mental, cabendo à pessoa escolher a sua própria identidade de género", sublinham.

Mas, afirmam, "a ciência, e a medicina em particular, não aceita a supremacia absoluta da dimensão psicológica/sociocultural sobre a identidade sexual".

Para os médicos, o ideal é que haja "uma harmonia entre ambas", considerando não ser ético "provocar desordens psicopatológicas artificiais, através da difusão de uma ideologia radical destinada a criar um 'homem novo'".

"A história ensina-nos que sempre que a medicina se subjugou à ideologia, os resultados foram desastrosos para a humanidade, pelo que a AMCP apela ao Sr. Presidente da República para que vete esta lei", salienta o comunicado.

Os médicos dizem estranhar que seja permitida a mudança de gênero numa idade em que se considera que os jovens ainda não têm maturidade para votar, conduzir um automóvel ou ingerir bebidas alcoólicas.

"É questionável a capacidade de discernimento de um jovem de 16 anos poder decidir, de forma madura, livre e responsável, sobre a mudança de gênero", afirmam, dizendo que nesta idade o córtex pré-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decisões) ainda não atingiu o desenvolvimento completo, pelo que não existem condições neurobiológicas de maturidade para uma tomada de decisão desta natureza.

Por outro lado, a lei não garante a exclusão de outras doenças psiquiátricas que possam estar na origem deste pedido, dizem, defendendo que estas patologias devem ser avaliadas e tratadas pelos psiquiatras e por outros profissionais de saúde competentes.

A associação diz que existem casos de disforia de gênero na população geral, cuja prevalência "é muito baixa" (0,003% - 0,005%), e entende que é "um risco a Assembleia da República produzir uma legislação baseada nesta casuística, sobre uma matéria tão sensível".

Comentário:

Todos os argumentos da Associação de Médicos Católicos de Portugal possuem base científica. O leitor que porventura se deixar levar pela identificação católica da entidade para julgar inadequado o pedido se equivoca.

O trecho adiante merece destaque, pois ele é o "x" da questão: "A ciência, e a medicina em particular, não aceita a supremacia absoluta da dimensão psicológica/sociocultural sobre a identidade sexual".

De fato, a desconexão entre a dimensão biológica e psicológica é a marca dos ideólogos de gênero, o que contraria radicalmente a lógica de um entendimento que preza pela harmonia dessas duas dimensões.

Fonte: Diário de Notícias
Comentário: Will R. Filho

Aula de música melhora a capacidade cognitiva das crianças e deve estar no currículo escolar, diz estudo

Aula de música melhora a capacidade cognitiva das crianças e deve estar no currículo escolar, diz estudo


A educação musical foi dizimada em escolas de todo o mundo, devido à competição com matérias acadêmicas e uma crescente falta de financiamento. Hoje em dia, a oportunidade de aprender um instrumento é vista mais como um luxo do que uma parte necessária da educação.

"Apesar das indicações de que a música tem efeitos benéficos na cognição, a música está desaparecendo dos currículos do ensino geral", diz o Dr. Artur Jaschke, da Universidade de Amsterdã, que liderou o estudo com o Dr. Henkjan Honing e o Dr. Erik Scherder.

"Isso nos inspirou a iniciar um estudo de longo prazo sobre os possíveis efeitos da educação musical sobre as habilidades cognitivas que podem estar por trás do desempenho acadêmico", disse ele.

Os pesquisadores conduziram o estudo com 147 crianças em várias escolas holandesas, usando um método musical estruturado desenvolvido pelo Ministério da Pesquisa e Educação na Holanda, juntamente com um centro especializado em educação artística.

Todas as escolas seguiram o currículo regular da escola primária, com algumas oferecendo aulas suplementares de música ou artes visuais. Nestas, as crianças receberam aulas teóricas e práticas.

Após 2,5 anos, o desempenho acadêmico das crianças foi avaliado, assim como várias habilidades cognitivas, incluindo habilidades de planejamento, inibição e memória.

Os pesquisadores descobriram que as crianças que receberam aulas de música tiveram melhorias cognitivas significativas em comparação com todas as outras crianças do estudo. As aulas de artes visuais também mostraram um benefício: as crianças dessas classes melhoraram significativamente a memória de curto prazo visual e espacial em comparação com os alunos que não receberam nenhuma lição suplementar.

“As crianças que receberam aulas de música mostraram um melhor raciocínio baseado em linguagem e a capacidade de planejar, organizar e concluir tarefas, bem como melhorar o desempenho acadêmico”, diz o Dr. Jaschke.

“Isso sugere que as habilidades cognitivas desenvolvidas durante as aulas de música podem influenciar as habilidades cognitivas das crianças em assuntos completamente diferentes, levando a um melhor desempenho acadêmico geral", conclui.

Os pesquisadores esperam que seu trabalho contribua para destacar a importância da música e das artes na cultura humana e no desenvolvimento cognitivo.

"Ambas as aulas de música e artes devem ser aplicadas em todas as escolas primárias holandesas até o ano de 2020", diz o Dr. Jaschke. "Mas, considerando os nossos resultados, esperamos que este estudo apoie os desenvolvimentos políticos para reintegrar a educação musical e artística nas escolas de todo o mundo".


Por: Emma Duncan / Frontiers 
ABORTO: A falácia da saúde pública e da clandestinidade - Contrariando os argumentos

ABORTO: A falácia da saúde pública e da clandestinidade - Contrariando os argumentos


Um dos argumentos mais absurdos favoráveis à descriminalização do aborto e sua ênfase como medida de saúde é o de que muitas mulheres morrem por fazer o aborto em clínicas clandestinas. Que grande parte delas são de origem humilde, "negras", excluídas socialmente quando, por outro lado, mulheres ricas e com influência social fazem aborto de forma segura e sem consequências criminais.

O assunto então se resume à mera questão de "classe", poder aquisitivo e referência social, como se essa fosse a ênfase da questão. Será?

Outro argumento muito difundido é o da moralidade religiosa. Os defensores do aborto como "direito de liberdade" dizem que uma pessoa não pode usar sua concepção religiosa para querer, supostamente, impor uma decisão ao outro, limitando sua liberdade em escolher ter ou não um filho, porque, afinal, se trata apenas de uma questão religiosa e não, também, de ética humana, certo?


Outro argumento, talvez o mais falacioso: o de que se o corpo é da mulher, logo, ela deve ter total direito sobre o seu corpo. Consequentemente, se essa mulher estiver carregando um bebê no útero, mas julgar que possui direito o suficiente para condenar a morte a vida do "feto", ela pode.

Não vamos refutar diretamente os três argumentos nesse texto, mas apenas o primeiro. Acreditamos que o leitor é inteligente o bastante para perceber que as respostas estão implícitas no próprio conteúdo.

Aborto: a falácia da clandestinidade como justificativa para a legalização


Em primeiro lugar, a descriminalização do aborto não é redução de danos, porque não se trata de uma decisão que envolve apenas um indivíduo, ou de uma condição na qual se veja "dependente" e prejudique a sua vida sem ter a intenção. A possibilidade de fecundar uma vida não é fruto de uma sequência involuntária de acontecimentos, mas consciente e na maioria das vezes intencional.

Não é matéria de saúde no que compete ao fazer ou não, meramente, um "tratamento", como quem está adoecido e precisa tomar um analgésico para resolver o problema. A associação e toda ênfase que os defensores do aborto fazem como medida de saúde é uma tentativa de reduzir a complexidade  do assunto, procurando resumir no tema "saúde" uma problemática que vai muito além e invade a concepção do que é a vida humana.


Às consequências dessa investida são trágicas, porque sua influência faz com que a população passe a enxergar a vida humana (feto) como algo passível de "tratamento", tal como uma doença indesejada, a qual podemos expulsar do corpo com intervenções médicas.

A verdade, porém, é que a descriminalização do aborto propagada como medida de saúde é uma forma de abstenção de responsabilidade do Estado frente a um problema de ordem ética/moral, cultural, educacional, política, familiar, que diz respeito a maneira como valorizamos a vida. Em suma, é um problema que embora acarrete consequências na esfera da saúde, parte do social em toda sua conjuntura.

Em segundo lugar, se o problema da "clandestinidade" for o grande responsável pelas mortes e complicações de saúde das mulheres que fazem abordo clandestino, logo, não deveríamos aplicar essa mesma premissa a outros problemas de ordem social que são igualmente crimes, tais como o tráfico de drogas, exploração sexual/tráfico humano (de menores e adultos), comércio de órgãos e armas?

Ora, analise com honestidade e siga essa simples lógica: em todos os casos citados acima existem comorbidades associadas que afetam as pessoas envolvidas pelo simples fato de estarem às margens da lei. Quantas pessoas não perdem suas vidas ou são violadas em seus direitos por se envolverem clandestinamente nessas atividades?

Seguindo a lógica de quem defende a descriminalização do aborto como medida pública de saúde devido às consequências da clandestinidade, deveríamos também:

01 -  Descriminalizar o tráfico de órgãos


Já que vender ou não seu próprio fígado, por exemplo, deveria ser uma escolha do proprietário, certo? Do contrário, inúmeras cirurgias clandestinas são feitas pelo tráfico de órgãos, expondo os "doadores" a riscos extremos de saúde. Sendo assim, porque não legalizar o comércio de órgãos e disponibilizar a extração deles no SUS? Se o lema "meu corpo, minhas regras" valem para retirar algo que não é "apenas" um órgão, mas a vida de um ser humano, qual é o problema de vender um pulmão?

02 - Descriminalizar todas às drogas ilícitas e principalmente o seu comércio (tráfico)


Se a justificativa para legalizar o aborto é o simples fato de algo ser clandestino e, por causa disso, acarretar vários danos ao usuário devido ao fato dele não poder fazer o que deseja por meios legais e "controlados",  é absolutamente lógico dizer que deveríamos também legalizar imediatamente o uso e venda de crack, cocaína, heroína, maconha, etc.

Às consequências na esfera da saúde de pessoas infectadas por hepatite, HIV, tuberculose, mortes por overdose, cirrose e tantos outros males em decorrência do uso clandestino e descontrolado de drogas é absurdamente maior do que os casos de aborto. Logo, não há o que se discutir sobre a validade do argumento em favor do aborto como sendo, também, o mesmo para o problema das drogas (todas elas).

03 - Descriminalizar o tráfico humano/sexual


Os argumentos são rigorosamente os mesmos utilizados na questão das drogas e do tráfico de órgãos. Se o problema são as consequências em decorrência da clandestinidade, especialmente no que compete ao suposto "direito de escolha" de uma pessoa, deveríamos também legalizar a exploração sexual, reconhecendo como "profissão" a prostituição de quem vende não só o próprio corpo, como "administra" o de outro.


Os exemplos acima são suficientes para demonstrar a razão do argumento em favor da descriminalização do aborto como "medida de saúde" ser falso, uma vez que partindo da saúde, meramente, muitas problemáticas sociais que operam na clandestinidade, isto é, como crimes, poderiam ser abordadas e aparentemente justificadas, mas nem por isso serem tratadas como legais.

Você concordaria em legalizar o tráfico de órgãos ou a exploração sexual e porte de armas? Porque, se você defende a descriminalização do aborto como "medida de saúde" em decorrência da clandestinidade, está obrigado(a) à concordar que - todos - os outros exemplos também devem ser descriminalizados.

A criminalização do aborto é uma questão ética e de problemática social


O ponto de partida para análise do tema "aborto" não deve ser a saúde, mas sim o social. E quando nos referimos ao social, falamos principalmente de educação, ética e cultura. Não devemos deixar de acolher as consequências do aborto da esfera da saúde. Todavia, precisamos falar do aborto como um problema de natureza social e não sanitarista.

Sendo assim, pela perspectiva da educação, ética e cultura, entendemos que o problema do aborto diz respeito fortemente ao senso de responsabilidade pessoal de uma pessoa perante a cultura que pertence, com base na educação que possui e o contexto onde vive. Evitar o aborto, portanto, significa atuar nessas áreas.

Não é uma questão de "classe", pois atualmente tanto o "rico" como o "pobre" dispõem meios de serem informados quanto a comportamentos sexuais de risco. Se recursos econômicos favorecem o aborto com menos chance de sequelas para mulheres "ricas", isso não tem absolutamente nenhuma relação com a raiz do problema, em si, mas apenas com a sua proporção, comprovando se tratar de uma problemática social, uma vez que atinge todas as camadas da sociedade.


Em outras palavras, o fato da mulher "rica" e a mulher "pobre" recorrerem ao aborto exclui a justificativa da legalização do aborto como medida oriunda das diferenças de classe.

Por exemplo: se uma mulher engravida em pleno sec. XXI por transar sem camisinha, chamando isso de "gravidez indesejada", onde está o problema: na saúde ou em sua responsabilidade? Isso também vale para quem se preveniu, mas o método falhou.

Salvo em caso de estupro, toda relação sexual voluntária envolve a responsabilidade dos riscos, e isso não é, definitivamente, uma questão de saúde, mas sim de educação, consciência humana e responsabilidade social. Por qual razão, então, a vida de um inocente deve pagar o preço como consequência dessas decisões?

Se é para defender a liberdade, que ela comece pelos mais indefesos


Por fim, o tema é amplo e quando o encaramos via natureza dos fatos, como um fenômeno de competência social, cultural, familiar, educacional, ética, vemos o quanto carece de pessoas aptas para abordá-lo de forma que às ideologias não contaminem a percepção do todo.

Há muito mais no seio popular a repetição de um discurso do que a análise crítica sobre ele. Há muito mais, acredite, interesses comerciais da indústria do aborto nas possibilidades de um novo negócio de exploração da vida humana, do que o favorecimento da vida da mulher.

Pense nisso.


Por: Will R. Filho
Entidades perdem 80% do imposto sindical em 2018, após Reforma Trabalhista

Entidades perdem 80% do imposto sindical em 2018, após Reforma Trabalhista

A reforma trabalhista começa a descortinar efeitos dramáticos para as finanças de entidades sindicais, profundamente afetadas pelo fim da obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical.


As organizações patronais são as primeiras a amargar perdas. Números atuais da arrecadação da contribuição mostram que elas tiveram redução de cerca de 80% em 2018 na comparação com o ano passado, considerando as maiores confederações e federações setoriais, além das 20 entidades empresariais que mais arrecadam.

Essas organizações patronais em todo o país recolheram mais de R$ 300 milhões em janeiro de 2018. Em todo o ano passado, o valor global arrecadado somou R$ 1,4 bilhão, o que indica que o buraco no caixa das entidades pode chegar a R$ 1,1 bilhão se os recursos não entrarem ao longo do ano.

Embora a informação disponibilizada pelo Ministério do Trabalho via Lei de Acesso à Informação (LAI) traga períodos distintos para cotejamento, a diferença de R$ 1,1 bilhão representa a perda potencial que as entidades devem sentir em seus orçamentos neste ano. Isso porque o imposto sindical é recolhido em 31 de janeiro. Depois disso, eventuais entradas no caixa são consideradas residuais. Já o recolhimento-base das entidades de trabalhadores é 31 de março.

O derretimento é geral. Pequenos sindicatos e grandes confederações são atingidos pelas novas regras introduzidas pela reforma trabalhista. Chama atenção o enfraquecimento das receitas das federações estaduais de comércio e das indústrias, que são as maiores potências arrecadadoras entre as entidades patronais.

No fechamento de janeiro deste ano, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contabilizou só R$ 2,3 milhões de entrada do imposto sindical contra uma arrecadação de R$ 16,9 milhões ao longo de todo ano de 2017, uma queda de mais de 85%. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, esperava zero e se surpreendeu com o valor.

“O que entrou foi completamente voluntário, não pedimos. Também não contamos com compensação do Sistema S. Fizemos um ajuste, reduzindo custos, para cobrir os 15% que o imposto sindical representava no orçamento”, explica Skaf. Ele admite que isso incluiu renegociação de contratos, junção de departamentos e cortes.

A redução da arrecadação do imposto sindical e de outras receitas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) começou com a recessão econômica de 2014 e 2015. Desde então a entidade vem “reorientando suas despesas”, conta o vice-presidente-executivo Ricardo Maia.

“Não estamos fazendo cortes agora. Ajustes de custos e estrutura já ocorreram nos últimos três anos em todo o Sistema Firjan, decorrentes da redução do emprego no Rio e em consequência da queda na arrecadação da contribuição compulsória sobre folha, nossa outra fonte de receita. Nossa estrutura de atendimento foi reduzida em 30%”, completa ele.

A queda de arrecadação da Firjan do imposto sindical em 31 de janeiro de 2018 na comparação com o ano passado foi de 82,5%, para R$ 1,2 milhão. O dirigente da federação acrescenta que o reforço dessa receita será residual ao longo do ano. “Se ocorrer, não será nada acima de R$ 100 mil de fevereiro a dezembro”, diz Maia.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) admite que sua responsabilidade de representar 1,8 milhão de estabelecimentos comerciais e de serviços paulistas “sofrerá” com a queda de 79,1% da arrecadação do imposto sindical em apenas um ano, de R$ 29,3 milhões em 2017 para R$ 6,1 milhões em 31 de janeiro.

“Estamos revendo planejamento orçamentário para cumprir nossa função com as receitas existentes. Cortes, como de funcionários, redução de representações e trabalhos institucionais, já foram observados e poderão ocorrer para haver o devido ajuste à atual realidade. Entretanto, outras receitas de serviços a serem implementados serão revertidas em favor da [atividade de] representação”, informa Ivo Dall’Acqua Junior, vice-presidente da Fecomercio-SP.

O dirigente sindical lembra que há dezenas de ações protocoladas no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o fim da obrigatoriedade de pagamento do imposto sindical por parte de trabalhadores e empresas. “A Fecomercio-SP não entrou no Judiciário contra a reforma trabalhista, mas acompanha as ações que estão tramitando. Também é importante destacar que ainda existe a facultatividade do recolhimento. A tendência de queda se manterá, mas podemos ter ligeira elevação [em relação à maior parte da arrecadação registrada em 31 de janeiro] fundada na consciência do empresariado da necessidade de manutenção do sistema sindical de representação”, acrescenta Dall’Acqua Junior.

Por meio de nota oficial, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) defendeu uma fonte de receita alternativa, mas não detalhou o assunto. “Esperamos que sejam criadas alternativas para substituir a contribuição sindical, preservando as atividades de representação dos sindicatos empresariais.”

Já José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), descarta qualquer possibilidade de reativação de qualquer tipo de taxa similar ao imposto sindical. “De jeito nenhum, fomos uma das primeiras entidades a defender o fim da contribuição obrigatória. Se sindicato é bom e produz resultado, as empresas vão querer ficar nele. Isso [o fim da obrigatoriedade de recolhimento do imposto sindical] é bom para acabar com os sindicatos que não representam nada, que são só burocráticos, do lado empresarial e dos trabalhadores.”

Na passagem de 2017 para 2018, a perda de arrecadação do Sinduscon-SP foi de 91%, passando de R$ 7,6 milhões para pouco mais de R$ 600 mil. Ainda no ano passado, antes mesmo de a reforma trabalhista entrar em vigor, a entidade se reestruturou. Cortou metade dos funcionários da sede e de subsedes, terceirizou departamentos administrativos e está apostando na transformação de empresas filiadas em associadas, que pagam uma mensalidade ao sindicato.

“Temos espaço grande para crescer e ampliar nossas receitas, apesar das perdas. Temos 12 mil empresas filiadas. Desse total, nos últimos meses, já conseguimos convencer 1,2 mil a se associarem”, complementa Ferraz Neto.


Fonte: Valor
Deputado cria projeto de lei para tratar manifestações do MST como "terrorismo"

Deputado cria projeto de lei para tratar manifestações do MST como "terrorismo"


Já está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei que enquadra as ações do Movimento Sem Terra (MST) como ato terrorista. 


Segundo a proposta apresentada pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB), movimentos que envolvam ação individual ou coletiva de pessoas que ocasionem “invasão de prédios públicos, de propriedade privada, urbana ou rural, bloqueio de vias públicas, impedimento ou tentativa de impedimento do direito de ir e vir, depredação ou destruição de máquinas, equipamentos, instalações, prédios ou plantações” serão punidos de acordo com o que já prevê a Lei Antiterror, de 2016.

Em sua justificativa para o projeto, o parlamentar afirma que a Lei em questão não considerava atos terroristas as ações que envolvessem causas políticas, sociais, sindicais e religiosas. Mesmo que os atos tenham gerado qualquer tipo de depredação ou invasão.

“Uma ressalva na Lei que não pode ser admitida, pois gera impunidade e a existência de casta que pode cometer crimes de terror livremente”, completa o deputado.

Nos últimos meses, foram vários os exemplos de integrantes do MST bloqueando ruas com facões em punho. Em um dos casos mais recentes, trabalhadores da fábrica Guararapes em Natal foram impedidos de entrar na empresa por “manifestantes” do MST.

Para Rogério Marinho, “poderosos chefes de milícias paramilitares, eufemisticamente denominados líderes de movimentos sociais, organizam e fazem propaganda aberta em redes sociais de ações que aterrorizam produtores e trabalhadores rurais e a população em geral.

Eles chantageiam os Poderes do Estado e a sociedade brasileira sem sofrerem qualquer repressão ou punição. Praticam todos os tipos e modalidades de terror no reino da impunidade. Estão inatingíveis pela Lei, ferindo de morte o preceito constitucional, democrático e republicano de que a Lei vale para todos”.

Ainda de acordo com o parlamentar, grupos terroristas armados e organizados, “travestidos de movimentos sociais”, cometem “atos que levam pânico, prejuízos psicológicos, materiais e atentam contra a propriedade e a vida do cidadão no campo e nas cidades brasileiras”.

“Ninguém pode estar autorizado a cometer crimes contra a segurança da coletividade. Nenhuma causa política justifica ações planejadas para infligir terror na população. Movimentos sociais e políticos, hoje, estão liberados a cometerem atentados, pois se tornaram inimputáveis. O absurdo deve ser corrigido. Quem comete crimes de terror em nome de causa social? São terroristas que devem ser enquadrados pela Lei”, disse Rogério.

Para o deputado, “vândalos, baderneiros e desocupados, embalados por palavras de ordem embrutecedoras, depredam o patrimônio público e privado sem pudor em nome das mais diversas reivindicações. Virou comum ver, no país, centenas de pessoas organizadas saírem às ruas para causar tumulto, bagunça e depredação; geram terror na população.

Participam de ações planejadas e financiadas com o claro objetivo de espalhar medo intenso e chamar a atenção dos meios de comunicação para fins propagandísticos. Afrontam policiais com violência. Provocam, incendeiam pneus, espalham lixo e quebram o patrimônio de pessoas que levaram uma vida de trabalho e esforço para construir”.

Na opinião do tucano, esses grupos “não são manifestantes: são criminosos terroristas liderados por políticos oportunistas e movimentos ditos sociais nutridos, no passado, com dinheiro dos pagadores de impostos. A paz social e a paz política precisam prevalecer.

As manifestações podem e devem ocorrer em clima de normalidade e respeito como é próprio de um regime democrático. O inaceitável é a impunidade dos que impõem seus ideais políticos por meio do terror e da força. A criminalização de movimentos que utilizam métodos terroristas e não respeitam a propriedade privada e a vida das pessoas é ato necessário para haver justiça no país”.


Fonte: Blog do BG
Doutor em Psicologia diz que a ideologia de gênero é uma doutrina "completamente insana"

Doutor em Psicologia diz que a ideologia de gênero é uma doutrina "completamente insana"

O psicólogo Dr. Jordan Peterson condenou recentemente a doutrinação de alunos da sétima série para a ideologia de gênero, chamando ela de doutrina “completamente insana”.


Falando ao ator e apresentador de podcasts Duncan Trussell no início deste mês, Peterson explicou que personagens de desenhos animados inofensivos como 'genderbread person' são usados ​​para ensinar às crianças que o sexo biológico, o sentido psicológico do sexo, a maneira como se vestem e seus sentimentos eróticos em relação aos outros são independentes uns dos outros.

“Às vezes é um unicórnio, às vezes é um boneco de vegetal, e isso é chamado de Unicórnio de Gênero ou Genderbread [pessoa]. Ah, tem um ursinho de pelúcia também”, disse Peterson [referindo-se ao fato de que qualquer coisa, incluindo coisas absurdas, podem ser consideradas formas de "gênero"].


O material [escolar] apresenta quatro listas classificadas como “sexo atribuído ao nascimento”, “identidade de gênero”, “expressão de gênero” e “preferência sexual”. As crianças são convidadas a colocar um X em qualquer lugar para indicar onde elas se identificam mais e compreendem mais.

"Isso é de grau 7", disse Peterson [comentando a dificuldade de compreensão dos assuntos, inadequada para crianças]. “Isso é basicamente direcionado para o ensino médio e superior. E assim você vê que está inculcando um tipo particular de filosofia de identidade”, disse ele.

O autor do livro best-seller "12 Regras para a Vida: Um Antídoto para o Caos", explicou que há problemas com essa “doutrina”.

"O primeiro problema é que a evidência de que existem diferenças biológicas entre homens e mulheres é esmagadora", disse Peterson.

"A grande maioria das pessoas que fazem sexo biológico também afirmam que são psicologicamente do mesmo sexo biológico", continuou o psicólogo. "Então a ideia de que eles são independentes [sexo e gênero] é completamente insana".

Embora haja homens que sejam mais femininos do que outros homens e mulheres que sejam mais femininas do que outras mulheres, homens femininos tendem a se identificar como homens e mulheres masculinas como mulheres, observou ele.

Outro problema em fazer divisões entre sexo biológico, “gênero”, “expressão de gênero” e "orientação sexual" é que torna outras ideias de seus adeptos completamente ilógicas. Peterson usou a proibição da terapia de conversão como exemplo.


"O lobby LGBT está totalmente contra qualquer coisa que cheire à terapia de conversão, a ideia de que você poderia converter alguém que tem uma identidade primariamente homossexual para alguém que tem uma identidade basicamente heterossexual", disse ele a Trussell.

“É ilegal em Ontário e em muitos estados [americanos] tentar isso agora [conversão]. Mas se há completa independência entre a biologia, a identidade, a expressão e a preferência sexual, então não há razão para supor que não possa ser mudado [a orientação sexual]”.

Reforçando seu argumento, Peterson fez uma conclusão final sobre a ideologia de gênero, a saber, que o gênero é totalmente fluido. Alguns ativistas ensinam que uma pessoa pode ser um homem um dia e uma mulher no outro, ou até mudar a identidade sexual de minuto a minuto.

"Se isso [o gênero] é fluido, e depende apenas da escolha subjetiva, que é o que a legislação insiste agora, então por que esse argumento não pode ser usado pelos conservadores para dizer exatamente a mesma coisa sobre a preferência sexual?", questiona ele.

Peterson não se importaria se os pós-modernistas fossem logicamente incoerentes se não tivessem tido tal influência na sociedade contemporânea. Ele comparou a nova legislação tornando o “gênero” uma questão de escolha subjetiva, divorciada das realidades biológicas objetivas às leis feitas na Rússia comunista.

“Uma das coisas aterrorizantes sobre [ O Arquipélago Gulag ] é que [seu autor] Soljenitsyn descreve que essas leis foram aprovadas no início do século 20 na União Soviética”, disse ele.

Essas leis geralmente resultavam de idéias utópicas ideologicamente motivadas, mas tinham resultados devastadores.

“Conforme as leis se desdobraram, eles revelaram seu caráter assassino e distorceram o sistema para que fosse executada pelo código legal”, explicou Peterson. "E se você colocar em lei que não entende completamente - o que é uma coisa muito fácil de fazer - você vai acabar com consequências nunca previstas". [Ou seja, se o único critério para legalizar e reconhecer uma identidade de gênero for a "subjetividade", qualquer coisa pode ser "gênero" e isso vai acarretar consequências desastrosas].


“Então, uma das coisas muito perigosas sobre o que está acontecendo atualmente, acredito, é o ataque total à identidade de gênero como tal. A lei agora basicamente afirma que identidade de gênero é algo que é determinado apenas subjetivamente", explica Peterson.

Peterson ganhou fama em 2016, após denunciar no YouTube que se recusou a ser obrigado pelo governo canadense a usar pronomes transgêneros [no tratamento de seus clientes e outras pessoas].

Peterson também discursou perante um Comitê do Senado canadense se opondo ao Bill C-16, um projeto de lei que, quando aprovado, acrescentou a chamada "expressão de gênero" (ou seja, cross-dressing) e identidade de gênero (transexualismo) como direitos no Canadá, incluídos no Código Penal. [Na prática, se trata de uma Lei que visa punir quem se opõe à ideologia de gênero no país, semelhante à PL122 que tentaram impôr aqui no Brasil].

[Sobre: Jordan Peterson é Doutor em Psicologia e Cientista Político, atua como Psicólogo Clínico e Professor de Psicologia da Universidade de Toronto, no Canadá, uma das mais renomadas instituições de ensino superior do mundo, além de já ter atuado como Professor Adjunto da Universidade de Harvard, nos EUA, e escrito vários artigos científicos e livros, como o mencionado na matéria.]


Por: Dorothy C. McLean
LifeSiteNews
Adaptação: Opinião Crítica
ONU pressiona a Polônia para legalizar o aborto de bebês com Síndrome de Down - "Direito das mulheres"

ONU pressiona a Polônia para legalizar o aborto de bebês com Síndrome de Down - "Direito das mulheres"

Um grupo de "especialistas em direitos humanos" das Nações Unidas pediu ao parlamento polonês que rejeitasse uma lei pró-vida que visa salvar a vida de bebês doentes ou que possuem alguma alteração genética, como a Síndrome de Down.  


O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre a discriminação contra as mulheres, afirma que a lei “Stop Aborcji”, se aprovada, prejudicaria a saúde das mulheres e violaria as obrigações internacionais de direitos humanos da Polônia.

Atualmente, na Polônia, existem apenas três condições sob as quais uma mãe pode optar para que o médico encerre a vida do seu bebê: quando sua vida ou saúde correm sério risco, quando a criança é resultado de um ato criminoso, ou quando o feto tem uma deficiência grave. É essa última possibilidade que a lei "Stop Aborcji" pretende remover.


Em um comunicado de imprensa, os “especialistas” pró-aborto das Nações Unidas reclamaram que o governo polonês não havia respondido às suas comunicações mais recentes sobre a lei proposta.

A lista de infortúnios que eles preveem que poderia recair sobre as mulheres polonesas, se elas forem obrigadas à preservar a vida de seus filhos em gestação, inclui danos à sua “igualdade, dignidade, autonomia e integridade corporal”, restringindo o “acesso à informação e seus direitos a uma vida privada e exposição a formas de tratamento cruel e desumano”.

O projeto “Stop Aborcji” foi apoiado por bispos católicos da Polônia, que pediram aos católicos que mostrassem apoio ao projeto através de uma campanha via correios. Mais de 800.000 poloneses pediram ao seu parlamento, ou Sejm, para aprovar o projeto de lei.

Aleksander Stępkowski, professor de direito e ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Polônia, disse à LifeSiteNews que a declaração do Grupo de Trabalho da ONU não tem base razoável.

"Desde que se estendeu a proteção dos nascituros na lei polonesa em 1993, a mortalidade materna diminuiu drasticamente na Polônia e agora é uma das taxas mais baixas do mundo", afirmou. “É muito menor do que em países com amplo acesso ao aborto (8 vezes menor do que nos EUA, 5 vezes menor do que no Reino Unido)”.

“A proteção adicional da vida [nascituro] na Polônia resultará em mais uma redução na mortalidade materna”, previu ele.


Stępkowski observou que a pressão de "especialistas da ONU" não é novidade, e que essa afirmação mais recente é intelectualmente embaraçosa.

"Não se baseia apenas em superstições e mitos promovidos pelo aborto internacional [defensores], mas também exemplifica uma atitude arrogante em relação à sociedade civil polonesa e, mais genericamente, à democracia", afirmou.

“Os chamados 'especialistas', não tendo nem mandato democrático nem responsabilidade com a sociedade [porque não foram eleitos diretamente pelo povo], estão instando um governo democrático a desconsiderar a vontade das 830.000 mulheres e homens poloneses que, em apenas 3 meses, apoiaram por escrito a lei cívica que protege muitas crianças da cruel morte nos consultórios ginecológicos”, observou o professor.

Stépkowski expressou seu desgosto pelo fato de a ONU ter divulgado a declaração em 22 de março, um dia depois do Dia Mundial da Síndrome de Down da ONU. Bebês não nascidos com Síndrome de Down são atualmente as “vítimas mais freqüentes” das disposições atuais nas leis da Polônia para permitir o aborto eugênico, disse ele.

Ele observou que o Comitê para a Proteção de Pessoas com Deficiência da ONU disse que o aborto eugênico é um exemplo de discriminação contra pessoas com deficiência e espera que a pressão que os "especialistas" pró-aborto querem exercer sobre a Polônia tenha um efeito sobre os legisladores poloneses.


Por: Dorothy C. McLean
LifeSiteNews
Comunismo - China cria órgão de imprensa para controlar "as notícias e a opinião pública", alertam especialistas

Comunismo - China cria órgão de imprensa para controlar "as notícias e a opinião pública", alertam especialistas


Um novo órgão de imprensa, batizado como "Voz da China", será a nova arma do Partido Comunista para promover os valores da "nova era" do país, liderada por Xi Jinping.

No plano de reestruturação da indústria audiovisual anunciado nesta semana e que deve entrar em vigor ainda neste ano, a China não esconde suas pretensões. São constantes as regras para tentar melhorar a gestão da censura e a propaganda do governo.

Serão parte da "Voz da China", que terá controle direto do Departamento de Propaganda do Partido Comunista, a emissora "CCTV", a "Rádio Nacional da China" (CNR) e a "China Rádio Internacional" (CVI).

A medida pretende, segundo um documento divulgado pela agência estatal "Xinhua", fortalecer a "direção centralizada e unificada do partido sobre as notícias e a opinião pública". Além disso, o objetivo é "reforçar a gestão de importantes propagandas".

O anúncio ocorre depois do fim da Assembleia Nacional Popular, a reunião política anual mais importante da China. No encontro, Xi consolidou seu poder em um nível somente alcançado por Mao Zedong.

A Assembleia Nacional Popular eliminou as restrições sobre a reeleição para mandatos presidenciais e incluiu na Constituição várias teorias políticas defendidas por Xi.

A reforma do setor audiovisual estatal é a primeira medida tomada desde então. O Departamento de Propaganda supervisionará o conteúdo de todas as notícias e publicações para fortalecer a gestão e adequar as três empresas, de acordo com o documento divulgado pela "Xinhua", ao "socialismo com características chinesas".

Apesar de a censura sobre a imprensa no país não ser novidade, a reestruturação deixa explícito o controle sobre a informação a partir de um grande órgão que permitirá supervisionar com facilidade tudo o que for publicado, eliminando qualquer divergência dentro do aparelho de propaganda do regime comunista.

A especialista em veículos de imprensa do Instituto de Ciências Humanas de Viena, Ling Li, explicou à Agência Efe que o Partido Comunista Chinês poderá, desta forma, responder às crises de relações públicas com maior rapidez e enviar instruções às empresas estatais de comunicação sem demora.

"Isso significa que esses veículos perderão ou terão uma oportunidade reduzida de aproveitar o atraso e informar sobre assuntos delicados antes de a censura do partido chegar, como costumavam fazer no passado", explicou.

"Em outras palavras, o urso abraçará mais de perto seus veículos de imprensa", opinou o pesquisador do Projeto de Veículos de Mídia da China da Universidade de Hong Kong, David Bandurski.

Segundo ele, o controle da informação e da ideologia é "essencial" para a sobrevivência do regime, apesar do "poder branco", como o Ocidente é reconhecido, apresentar um grande desafio para o sistema centralizado e autoritário da China.

"O desafio será como projetar vozes que, de alguma maneira, tenham impacto nas pessoas, sobretudo enquanto uma única opinião é propagada. É uma contradição interna contra a qual a China lutou durante anos através da sua propaganda em nível exterior. É possível que essa fusão possa piorar ainda mais o problema", explicou Bandurski.

Para organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional (AI), a criação da "Voz da China" é "alarmante", pois o órgão será utilizado para projetar, sob medida, a imagem de Xi e a promoção da influência econômica chinesa no mundo.

"A nova plataforma parece estar orientada a promover opiniões do partido para a audiência internacional, com objetivo de mudar os valores universais promovidos pelas democracias ocidentais e os países de Estado de Direito", criticou em entrevista à Efe o pesquisador da AI Patrick Poon.

A indústria cinematográfica também não escapa da reestruturação e também será supervisionada pelo Departamento de Propaganda. Segundo o documento divulgado pela "Xinhua", o objetivo é "desenvolver o único e importante papel do cinema na difusão das ideias, da cultura e do entretenimento".

"O departamento organizará a censura do conteúdo dos filmes, orientará e coordenará os principais eventos relacionados ao cinema de caráter nacional e assumirá a responsabilidade das coproduções no exterior", descreve o documento.


Por: Jèssica Martorell
Fonte: EFE