Acompanhando manifestação, Janaína muda discurso: "Nosso povo mostra maturidade"

Acompanhando manifestação, Janaína muda discurso: "Nosso povo mostra maturidade"

Acompanhando manifestação, Janaína muda discurso: "Nosso povo mostra maturidade"

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), que desde o início da semana passada veio se manifestando contrária às manifestações que ocorrem neste domingo, acaba de expor outra visão sobre os atos pró-governo, ressaltando o caráter democrático e também a "maturidade" do povo brasileiro.

"Acompanhando aqui as manifestações, as pessoas estão de parabéns, até agora, todas as pautas são democráticas. Ao pedir a Reforma da Previdência de Guedes e o Pacote de Moro, nosso povo mostra maturidade", escreveu a deputada.


"A sabedoria popular corrigiu os excessos", disse Janaína. Ao longo da semana, a deputada fundamentou suas críticas à organização das manifestações por, supostamente, haver pautas radicias, como o pedido de fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Todavia, apenas uma minoria adotou esse discurso, não sendo essa a verdadeira pauta das manifestações.

Em sua publicação nas redes sociais neste domingo, Janaína faz parecer que houve uma mudança de pauta, o que na verdade não ocorreu. Ela, em sua interpretação, é que estava equivocada ao julgar como radical a intenção da absoluta maioria dos manifestantes.


"Os cartazes pela CPI da Lava Toga não podem ser confundidos com pleitos autoritários. CPI é instrumento democrático. Eventuais desvio das pessoas que integram as Instituições não podem diminuir a importância das próprias Instituições. Vou sempre insistir nisso!", escreveu.

"Parabéns à Imprensa, que está deixando bem claro que pedidos autoritários são muito isolados. Vamos seguir com o domingo tranquilo, um recado, até agora positivo, está sendo dado. Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. Sigo na torcida pelo Brasil", conclui.
"Travesti não é mulher", diz mestre em Saúde Pública em correção à Damares Alves

"Travesti não é mulher", diz mestre em Saúde Pública em correção à Damares Alves


O escritor e mestre em Saúde Pública, Claudemiro Ferreira, autor do livro "Homossexualidade Masculina: Escolha ou Destino?" (Editora Thesaurus, 2008), fez uma publicação rebatendo uma declaração da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, feita na última sexta-feira (24).

Na ocasião, Damares comentou para o Correio Braziliense a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar a "homofobia" no país, afirmando que "é uma prioridade deste governo" combater a violência contra a comunidade LGBT, destacando "principalmente a mulher travesti".



Claudemiro, conhecido por denunciar frequentemente o ativismo ideológico do movimento LGBT no Brasil, motivo pelo qual já sofreu perseguições até do Ministério Público por defender ex-homossexuais, criticou a declaração da ministra: "Pesquiso esse tema há pelo menos três décadas e esta é a primeira vez em que vejo o termo 'mulher travesti'", escreveu ele em sua rede social.

Em seguida, o autor detalhou sua visão citando uma referência bibliográfica, como segue:



"Pesquiso acerca da homossexualidade há mais de três décadas. Tenho uma enorme biblioteca sobre o tema. Publiquei um livro polêmico acerca desse assunto. Entretanto, NUNCA encontrei NENHUMA pessoa SÉRIA que dissesse que travesti é mulher!

Qualquer pesquisa decente sobre o mundo dos travestis deixa evidente que nenhum deles pensa ser uma mulher.

O Dr. Carlos Alberto Messeder, Antropólogo, por exemplo, em seu livro "Intensidades Eróticas: a questão gay em debate" [2014], destaca trechos de suas entrevistas com vários travestis que, em suas próprias palavras, assim se definiram:

'Você se olha no espelho e se acha uma mulher... aquilo é uma ilusão. A nossa vida é feita de ilusões'. Luciana.



'Quem se acha mulher é louca! Eu sou travesti e estou feliz assim.' Adriana.

'A gente é admirada pelo público porque a gente não é mulher, entendeu? É um homem, tem pênis, mas é belíssima!' Suzane Kellen.

'Nós somos homens! Na hora 'H', temos que funcionar um pouco como homem.' Michelle.

'Todo travesti tem uma coisa masculina, não é? Eu prefiro ser travesti, que tem esse fascínio de parecer uma mulher, mas sem ser.' Paulete.


'O gostoso para mim é essa diferença... É ser diferente... É essa confusão... é confundir... O meu prazer está na sedução e na confusão... Travesti não tem sexo, não tem opção sexual definida totalmente... nele cabem todos os sexos.' Indianara.

'Homem na vida de travesti é um atraso... Descontrola a vida da gente totalmente... Na realidade, homem nasceu para a mulher, e a mulher para o homem... Um homem nunca vai dar certo com outro.' Rogéria.' [Pág. 129-35].
Manifestantes levam boneco de Rodrigo Maia com saco de dinheiro em ato pró-governo

Manifestantes levam boneco de Rodrigo Maia com saco de dinheiro em ato pró-governo

Manifestantes levam boneco de Rodrigo Maia com saco de dinheiro em ato pró-governo

Um grupo de manifestantes levou para às ruas neste domingo (26) um boneco que faz alusão ao presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, carregando um saco de dinheiro, durante ato de apoio ao governo de Jair Bolsonaro que acontece em várias cidades do Brasil.

A sátira provavelmente se refere a uma declaração do líder governista na Câmara, Major Vitor Hugo, que esta semana fez Rodrigo Maia surtar de raiva e romper relações com o colega de vida pública. O episódio ocorreu na terça-feira (21), durante a reunião do Colégio de Líderes da Câmara, encerrada pouco tempo atrás.


“Vítor Hugo está excluído da minha relação porque ele compartilhou no grupo de deputados que negociar é entrar na Câmara com um saco de dinheiro”, disse Maia durante o encontro.

Os manifestantes, então, parecem utilizar esse episódio contra Maia. A intenção é fazer pressão, para que o parlamentar colabore com o governo, no sentido de articular e colocar em pauta para votação os projetos essenciais para o país, como a reforma da Previdência.


Outra exigência dos manifestantes é a aprovação do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, o qual Rodrigo Maia já manifestou críticas e foi alvo de polêmicas por conta disso, devido ao fato de ser alvo de investigação por suspeita de corrupção.
Antagonismo fatal - Enquanto uns marcham pela maconha, outros lutam pelo Brasil

Antagonismo fatal - Enquanto uns marcham pela maconha, outros lutam pelo Brasil

Antagonismo fatal - Enquanto uns marcham pela maconha, outros lutam pelo Brasil
Os frutos da "Pátria Educadora" nas ruas do Brasil. Reprodução: Mídia Ninja

Na iminência das manifestações em prol de reformas importantes para o Brasil, marcadas para este domingo (26), um grupo de pessoas resolveu adotar outra pauta neste sábado (25), em cidades como Belo Horizonte: a descriminalização da maconha.

Centenas de pessoas, talvez milhares, saíram às ruas em vários município do país neste sábado, para pedir pela descriminalização da maconha em um país onde o número de usuários de drogas em situação de dependência química é cada vez maior, algo que demonstra o quanto às políticas públicas adotadas pelos governos anteriores, como a "redução de danos", foram fracassadas.


"Hoje em Belo Horizonte foi dia de levantar muita fumaça por uma política nacional de drogas que atenda a população, pela descriminalização e regulamentação da cannabis para consumo recreativo, medicinal e religioso, além da sua comercialização e distribuição, seja estatal ou privada", informou a Mídia Ninja, cuja natureza ideológica não precisa ser destacada.

Enquanto isso, outro público, preocupado com os rumos da política econômica do Brasil, organizou ao longo da semana manifestações para este domingo em prol de reformas necessárias para que o país volte a crescer, como a da Previdência, além da administrativa (MP870). O combate à corrupção, mediante a aprovação do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro e a instauração da CPI da "Lava Toga".


São dois grupos com visões antagônicas. Talvez, o primeiro, que anseia por "levantar fumaça", tenha sido o mesmo que saiu às ruas contra os supostos cortes de verbas para a educação, dias atrás. Quanta ironia! São estes os frutos da "Pátria Educadora" que fez a nossa cultura, literalmente, virar fumaça!

Público que pede pela descriminalização da maconha no Brasil. Reprodução: Mídia Ninja


Por: Will R. Filho
Manifestações pró-governo começam a tomar às ruas de várias cidades do Brasil

Manifestações pró-governo começam a tomar às ruas de várias cidades do Brasil


Apoiadores do governo Jair Bolsonaro começaram a se reunir em várias cidades do Brasil neste domingo. Em Belo Horizonte, apoiadores do presidente se concentram na Praça da Liberdade.

Um dos principais alvos dos manifestantes, em todo o País, é o Centrão - grupo de deputados que não se identifica nem com a oposição nem com o governo. Um de seus representantes é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


A multidão na orla de Copacabana, ao redor do Posto 5, também carrega faixas e cartazes pedindo o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Um boneco do presidente da Câmara o relaciona a casos de corrupção, e cartazes afirmam que "nem brasileiro ele é".

Também há muitos cartazes e faixas de apoio a Jair e seu filho Flávio Bolsonaro, senador investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio devido a movimentações bancárias consideradas suspeitas.


Em ato programado para acontecer em frente ao Congresso Nacional às 10h, em Brasília, em apoio as pautas do governo Bolsonaro, grupos de manifestantes já caminham em direção à Praça dos Três Poderes na manhã deste domingo.

Os manifestantes estão acompanhados de trios elétricos, identificados pelos movimentos Limpa Brasil e Direita Brasil. Também há pessoas concentradas em frente ao Parlamento.


Entre os apoiadores, em grande parte vestidos com roupas em cores verde e amarelo, pessoas carregam bandeiras do Brasil e também estampadas com o rosto do presidente Jair Bolsonaro. Faixas pedem aprovação de pautas do Executivo pelo Congresso, como a reforma da Previdência e do projeto anticrime e anticorrupção do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

De cima do trio identificado pelo Movimento Limpa Brasil, um homem no microfone defende ainda a instauração da CPI da Lava Toga, comissão parlamentar de inquérito para investigar o "ativismo judicial" em tribunais superiores.


Há pouco, de cima de um dos trios, uma mulher pediu para que pessoas se voluntariassem a vestir uma roupa de "lagosta do STF". O Supremo Tribunal Federal foi alvo de polêmica recente em função de um edital que prevê refeições com lagosta e vinhos com premiação internacional.

Em Belém do Pará, os manifestantes se concentraram no lugar chamado Escadonha do Cais do Porto, área turística da cidade e caminharam pelas avenidas Presidente Vargas e Nazaré. A caminhada já dura uma hora e meia. A PM não divulgou números. Os manifestantes carregam cartazes em defesa da Reforma da Previdência e ao pacote anticrime.


Caminhões já estão dispostos ao longo da Avenida Paulista, em São Paulo, onde devem se concentrar os atos favoráveis ao governo na cidade. Entre as pautas, apoio à reforma da Previdência, ao pacote anticrime do ministro Sérgio Moro e também críticas ao chamado Centrão. Com informações: Estadão.
“Eu era uma criança normal até ser abusado”, diz ex-homossexual durante entrevista

“Eu era uma criança normal até ser abusado”, diz ex-homossexual durante entrevista

ex-homossexual
Ex-homossexual diz que sofreu abuso sexual na infância. Reprodução: Google

A história de vida de Robson Staines, hoje casado, pai de quatro filhos e avô de uma menina, chama atenção para o encaminhamento judicial que o tema "homofobia" vem tendo no Brasil, após o Supremo Tribunal Federal do país formar maioria pela decisão de criminalizar, em outras palavras, a "discriminação" de gays, lésbicas, transexuais e travestis (LGBT).

Robson está entre os chamados ex-gays, ou ex-homossexuais, um grupo que frequentemente é criticado por integrantes do ativismo LGBT, os quais não reconhecem a possibilidade de uma pessoa mudar a sua orientação sexual.


Os ex-homossexuais, portanto, podem sofrer mais discriminação do que os próprios homossexuais, e pasmem, discriminação essa que parte muito da própria comunidade LGBT. Como ficaria o enquadramento jurídico para proteger o grupo de ex-gays, então?

Abuso sexual


Um dado que chama atenção nos testemunhos de muitos ex-homossexuais é o abuso sexual, especialmente durante à infância, frequentemente relatado por eles. Robson Staines, por exemplo, associa este fato ao desenvolvimento da sua orientação sexual:


“Comecei a ficar totalmente afeminado”, declarou ele em entrevista à Folha, ao lembrar do abuso que sofreu aos 11 anos. “Tive vários casos, me prostituí, me travesti. Eu me achava nojento para me envolver com alguma menina”.

Na mesma entrevista, Robsou falou que conseguiu mudar sua orientação sexual após ajuda da psicóloga Marisa Lobo, por se tratar de um "egodistônico", ou seja, uma pessoa que não aceitava tal orientação, neste caso, a homossexual.



Essas informações são de extrema importância no atual contexto de criminalização da "homofobia", visto que os profissionais que dizem existir ex-homossexuais, assim como a possibilidade de acolhimento psicológico dos "egodistônicos", são frequentemente taxados de preconceituosos e "homofóbicos".

Assim, como serão tratados, na forma da lei, os ex-homossexuais que contrariam o ativismo ideológico LGBT? E os profissionais que divergem das pautas sobre transexualismo, travestismo e outras questões relativas à ideologia de gênero? São preocupações reais eu ameaçam, e muito, a liberdade de consciência e pesquisa científica no Brasil.
Dória decepciona e diz que manifestações deste domingo é "algo inútil, inadequado"

Dória decepciona e diz que manifestações deste domingo é "algo inútil, inadequado"

Dória critica manifestações pró-reformas. Reprodução: Google

Os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSDB, criticam neste sábado as manifestações que estão sendo esperadas para amanhã, em favor do presidente Jair Bolsonaro e de seu governo. Doria chamou os atos de inúteis.

"O povo já foi à rua, já manifestou as suas posições. Consideramos como algo inútil, inadequado, e estabelecendo o potencial de confronto que não é o momento", disse o governador paulista.



As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Eduardo Leite também considerou a mobilização inoportuna e criticou a postura do presidente a respeito. “Estimular oficialmente não é adequado. O Brasil passou pelo processo eleitoral, há uma definição, buscamos a convergência de uma agenda que ajude o país a recuperar estabilidade, estimule investidores e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida da população”, comentou o governador do Rio Grande do Sul, ao ser questionado pela imprensa.



As declarações dos tucanos foram feitas neste sábado, durante durante o encontro do Consud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), fórum que reúne governadores do Sul e do Sudeste, que desta vez ocorreu em Gramado (RS). Esta foi a terceira reunião do grupo, que tem como marca o apoio à reforma da Previdência.

Na reunião deste sábado, os governadores debateram também a tramitação no Congresso da Medida Provisória 868, que cria um novo marco legal para o Saneamento Básico no país.

Comentário:


João Dória e Eduardo Leite reproduziram o mesmo discurso da deputada Janaína Paschoal e dos líderes do Movimento Brasil Livre. Eles não entenderam, ou fingem não entender, que a população brasileira, a ampla maioria responsável pelas verdadeiras mudanças no cenário político do país, não está mais interessada em participar da política a cada quatro anos.

A população entendeu que não é só para protestar - contra - algo que deve sair às ruas, mas também - em favor - de algo, neste caso específico, das medidas propostas pelo governo Bolsonaro. Não apenas contra políticos, mas também em favor deles, quando precisam. Essa é uma nova forma de pensar a lógica das manifestações populares no país, como já observou muito bem o jornalista Augusto Nunes.


Não se trata de não reconhecer a representatividade do Congresso Nacional, mas de assumir a responsabilidade de, como cidadãos, cobrar justamente desses representantes a aprovação de propostas para às quais foram eleitos. Não é autoritarismo, mas sim democracia.

A crítica vinda de João Dória certamente frusta a expectativa dos seus eleitores, visto que o mesmo se elegeu tendo como carro-chefe do seu discurso político o apoio ao até então candidato à presidência, Jair Messias Bolsonaro.

Fonte: Congresso em Foco
Comentário: Will R. Filho
Senadores do PT e REDE criam projeto querendo derrubar decreto de armas de Bolsonaro

Senadores do PT e REDE criam projeto querendo derrubar decreto de armas de Bolsonaro


BRASÍLIA, (Agência Senado) - A segunda versão do decreto sobre armas de fogo editado pelo presidente Jair Bolsonaro não convenceu alguns senadores, que insistem na inconstitucionalidade da norma.

Parlamentares do PT, da Rede e do Cidadania apresentaram projetos de decreto legislativo para derrubar as novas regras. Duas proposições estão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguardam a designação de relatores.


Uma das propostas, o PDL 286/2019, é assinada pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Fabiano Contarato (Rede-ES). Eles argumentam novamente que o Estatuto do Desarmamento só pode ser alterado por meio de lei e acrescentam que as alterações feitas pelo Executivo na segunda versão da norma não repararam os vícios existentes.

"O instrumento utilizado é uma maneira rasteira de driblar o Estatuto do Desarmamento. O Congresso é o local adequado para se realizar qualquer alteração no que diz respeito ao porte e posse de armas, uma vez que está havendo criação de direitos. Tal medida burla claramente os princípios da reserva legal e da separação dos Poderes [...] Não se pode deixar o Poder Executivo alterar uma política pública devidamente aprovada pelo Legislativo, instância adequada para o debate", justificam os parlamentares no texto.


Na mesma linha, o PDL 287/2019 foi apresentado por sete senadores do PT. Segundo eles, a tentativa do presidente de minimizar impactos negativos do primeiro decreto "não afastam a responsabilidade do Legislativo em proteger suas prerrogativas e extirpar do ordenamento jurídico esta verdadeira desregulamentação do Estatuto do Desarmamento".

Os oposicionistas também alegam que não houve qualquer estudo de impacto da medida para o sistema de saúde pública e apostam em um reflexo negativo para o setor:


"O decreto impactará no aumento da demanda para o sistema público de saúde, sobre seus setores de urgência e emergência, filas de cirurgias ortopédicas e serviços de reabilitação. O quadro se torna ainda mais grave com o congelamento de investimentos nos recursos federais. Ou seja: teremos uma combinação de aumento da demanda com restrição da oferta com evidente prejuízo para toda população", afirmam.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) é outra que não concorda com a medida do presidente Jair Bolsonaro. Ela também apresentou um projeto — que ainda não recebeu numeração — para derrubar as novas regras. Para a representante do Maranhão, persistem os vícios materiais e formais.

"As ilegalidades permanecem, uma vez que a norma editada exorbita e colide com dispositivos já em vigor no Estatuto do Desarmamento", alega a senadora na proposta.