Assassinos de Suzano se inspiraram em massacre de 1999 e em jogos de tiro

Assassinos de Suzano se inspiraram em massacre de 1999 e em jogos de tiro


A tragédia ocorrida em uma escola de Suzano reabriu uma discussão que, apesar de antiga, continua em debate e dividindo opiniões. Até que ponto jogos, filmes e séries violentas são capazes de influenciar o comportamento de uma criança, ao ponto de lhe fazer cometer um crime ou mesmo tirar a própria vida?



Para tentar contribuir um pouco com essa questão, nada melhor do que recorrer aos fatos, deixando teorias um pouco de lado para observar mais de perto a realidade. No caso de Suzano, por exemplo, chama atenção a semelhança com outro episódio, conhecido como o Massacre de Columbine, ocorrido em 20 de abril de 1999.



Na ocasião, também dois jovens, identificados como Eric Harris e Dylan Klebold, mataram 12 alunos e um professor, deixando outras 21 pessoas feridas. Eles utilizaram várias armas e vestimentas como se estivessem em um campo de combate, planejando em detalhes o passo-a-passo do atentado, exatamente como fizeram os assassinos de Suzano.

Assassinos do Massacre de Columbine, Eric Harris e Dylan Klebold

O que é importante destacar aqui para o propósito desse texto, é que os assassinos de Columbine eram aficionados por jogos de tiro e terror, como Doom, Wolfenstein 3D e Duke Nukem. Eric Harris chegou a produzir mapas para o jogo Doom.

Não apenas o tipo de vestimenta (predominantemente preta), planejamento, armas e desfecho final (suicídio) são semelhantes, como o gosto por jogos violentos. Na casa dos assassinos de Suzano, a polícia encontrou dois cadernos com nomes de jogos de internet e táticas de jogos de combate, segundo o G1.



No perfil [já deletado] de Luiz Henrique no Facebook, um dos assassinos de Suzano, havia fotos de jogos de tiro, assim como no de Guilherme Taucci [também deletado] havia referência a séries e filmes com o mesmo teor.

Em um fórum chamado "Outer Space", aparentemente voltado para amantes de games e do mundo digital, os usuários comentaram a tragédia de Suzano, informando algo crucial para a compreensão da motivação do crime:



"Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, era um dos atiradores que matou cerca de 10 pessoas na escola Raúl Brasil, em Suzano. O jovem assassino fazia parte de um grupo de cinco pessoas que tiveram a infeliz idéia de matar as crianças naquela escola. A arma do crime estava com skin igual do jogo free Fire", diz um dos usuários.

O jogo "Free Fire" virou uma febre no Brasil em 2018, sendo o mais baixado do segmento. Ele consiste em mapas onde os jogadores tem a missão de matar uns aos outros para sobreviver. Vence o que fica por último. Na imagem de capa dessa matéria, o personagem ao lado do corpo de Guilherme faz parte desse jogo.



Na imagem é possível observar que o personagem uma uma "besta", ou arco e flecha, assim como utilizou Guilherme, além de facas e armas de fogo. É impossível não associar ambos e perceber a relação de influência, ainda que a informação do fórum careça de confirmação.

Aumento de suicídio após a série "13 Reasons Why"


O potencial de influência comportamental de jogos violentos e séries de TV, ou filmes, é o mesmo, segundo a psicóloga Marisa Lobo, que recentemente comentou o episódio de Suzano, alertando para a necessidade dos pais em saber "o que entra na mente dos seus filhos".



"É bom lembrar que duas pessoas juntas cometendo esses crimes, são alienadas ou por terrorismo ou jogos, séries e filmes", disse Marisa. "Muitas séries de TV tem incentivado em seus enredos, violência e suicídio. Temos que discutir sobre isso em todo mundo".

De fato, segundo um estudo realizado na Universidade de Michigan no ano passado, publicado na na revista Psychiatric Services, confirmou que programações que fazem - ainda que implicitamente - apologia à violência e ao suicídio, influenciam significativamente o comportamento de alguns jovens.



Victor Hong, responsável pelo estudo, utilizou a série 13 Reasons Why como seu ponto de partida, ao entrevistar 87 jovens entre 2017 e 2018. Ele concluiu que esse tipo de conteúdo afeta jovens que já possuem alguma vulnerabilidade emocional. Ocorre que esta conclusão é de extrema gravidade, porque na sociedade atual conflitos emocionais são cada vez maiores entre os adolescentes, de modo que nem sempre é possível saber quando um filho ou filha possui um sofrimento real.



“Poucos acreditam que esse tipo de exposição na mídia leve crianças que não estão deprimidas a se tornarem suicidas. A preocupação é sobre como isso pode impactar negativamente os jovens que já estão no limite [emocional]”, explica Hong.

"Os pais cujos filhos podem ser vulneráveis ​​ou com alto risco de suicídio devem ser ainda mais diligentes sobre o que seus filhos assistem e se eles estão sendo expostos a conteúdo que poderia desencadeá-los. Eles também não devem fugir de conversas abertas, honestas e difíceis com seus filhos sobre esses tópicos", diz outra autora do estudo, a PhD. Cheryl King, que é psicóloga infantil e de adolescente do Hospital CS Mott, da U-M.

Um conjunto de fatores


Apesar da clara influência que jogos, filmes e séries violentas exercem sobre o comportamento dos jovens, eles não são suficientes para determinar crimes como o ocorrido em Suzano. Assim como Victor Hong ressaltou em sua pesquisa, é preciso haver uma vulnerabilidade prévia. Todavia, que tipo de vulnerabilidade?



Se trata de vulnerabilidade emocional, provocada pelo esvaziamento de valores e referenciais positivos na sociedade, assim como pela mudança nos padrões de vida da população. A falta de interação social saudável, a supervalorização do erotismo, do mundo virtual e relativismo, tem provocado sérias consequências no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.

Ao mesmo tempo que isso ocorre, produções de jogos e filmes com nítida exploração do terror, têm se tornado acessível com extrema facilidade por crianças e adolescentes, algo que não existia no passado, devido à inexistência das redes sociais e plataformas de download e streaming, como o YouTube.

Assim, se por um lado há uma crise de valores envolvendo a família e a educação pública, por outro há um avanço incontrolável na produção de conteúdos nocivos que fazem parte do cotidiano dos jovens. É desse contexto que partem tragédias como a de Suzano, fruto de jovens perdidos em sua própria cultura e ideais.

Por: Will R. Filho
"Pais, cuidem do que entra na mente dos seus filhos", diz psicóloga sobre chacina

"Pais, cuidem do que entra na mente dos seus filhos", diz psicóloga sobre chacina


Uma chacina ocorrida nesta manhã na cidade de Suzano, em São Paulo, onde dois adolescentes abriram fogo contra estudantes na Escola Estadual Raul Brasil, matando vários alunos, a diretora do colégio e em seguida se suicidaram, é um caso intrigante que chama atenção pela configuração dos fatos, o requinte de crueldade e a idade dos assassinos.



A escritora e psicóloga Marisa Lobo, que é especialista em saúde mental, comentou a tragédia em uma publicação logo após o incidente em Suzano, chamando atenção para o que ela chama de "caos social" como o principal fator motivacional para esse tipo de crime.

"Prestem atenção nas roupas, nos adereços, artefatos dos 'estudantes', jovens assassinos, como são muito semelhantes aos jogos violentos de vídeo games e as séries e filmes que alertamos como tendo influência direta no comportamento, principalmente em jovens, a ponto de induzirem atos violentos contra terceiros e a si mesmo", escreveu Marisa.



A psicóloga citou a polêmica série 13 Reasons Why e do jogo da Baleia Azul como exemplos, ambos que foram alvos de críticas de especialistas, tanto psicólogos como psiquiatras, devido ao conteúdo ligado à morte, que aparentemente contribuíram para inúmeros casos de suicídio entre adolescentes.



Marisa também destacou uma peculiaridade nesse massacre, que foi a participação conjunta de duas pessoas. "É bom lembrar que duas pessoas juntas cometendo esses crimes, são alienadas ou por terrorismo ou jogos, séries e filmes", destaca a psicóloga.

"Por mais que tenha uma motivação de 'vingança', há fatores correlacionados, inclusive uso de drogas (Nenhum fator isolado, porém correlacionado). A motivação aparente é apenas a ponta do iceberg do caos social, emocional gerado pela confusão cognitiva com a ficção e realidade", observa.



Em seguida, Marisa destaca sinais de que os assassinos, adolescentes, tinham identificação com jogos e filmes que incentivam o crime, à morte e outros atos violentos, possivelmente ideologias semelhantes.

"Notem que os assassinos (jovens) foram equipados, preparados até com arco e flecha (arma medieval), 38, artefatos (explosivos), foi um massacre premeditado. Onde, como, ou com quem se motivam? Lembro que hoje, muitos filmes, principalmente séries tem sido criticados por comprovadamente, segundo dados estatísticos, científicos, [terem] motivado crimes", argumenta a psicóloga.



"Os dois agiram sem compaixão, de forma violenta, estavam de preto e com máscaras de caveira. O que pode ter desencadeado o ataque ao colégio estadual em Susano/SP? Segundo a Associação Americana de Psicologia há sim uma relação consistente entre o uso de jogos de videogame violentos e o aumento de comportamentos agressivos e de cognição agressiva, e uma diminuição de comportamentos sociáveis, empatia e sensibilidade a agressões", continua. "Isso se aplica também às séries".



Por fim, Marisa explica que esses materiais sozinhos não são suficientes para tornar um jovem violento ou criar neles ideais assassinos, suicidas, mas sim um conjunto de fatores, dos quais envolve a cultura, a educação e outros influentes sobre o comportamento.

"Ressalto ainda que nenhuma influência sozinha leva alguém a se tornar mais violento, mas sim uma acumulação de fatores de risco. Muitas séries de TV tem incentivado em seus enredos, violência e suicídio. Temos que discutir sobre isso em todo mundo. Pais, cuidem do que entra na mente de seus filhos, as autoridades políticas também tem que se atentar para isso", conclui.
Chacina em escola de Suzano foi cometida por dois adolescentes, que se suicidaram

Chacina em escola de Suzano foi cometida por dois adolescentes, que se suicidaram


Dois adolescentes encapuzados mataram a tiros seis pessoas dentro da Escola Estadual Raul Brasil, de Suzano (SP), e cometeram suicídio em seguida, segundo a polícia. Cinco das vítimas eram estudantes, outra era funcionário da escola. O ataque ocorreu por volta das 9h30 desta quarta-feira (13).

Dentro da escola, a polícia encontrou um arco e flecha e garrafas que aparentam ser coquetéis molotov. Há ainda uma mala com fios, e o esquadrão antibombas foi chamado.



Ainda não há informação sobre feridos no ataque. A instituição foi isolada pela polícia e há muitos alunos e funcionários chorando ao redor.

A capitão Cibele, da comunicação da PM, disse que pouco antes dos disparos na escola, a polícia foi chamada para outra ocorrência com arma de fogo, perto dali.

"Mas ainda não podemos precisar se os casos estão relacionados. Policiais estavam indo para esse primeiro chamado e ouviram gritos das crianças. Foram então até a escola, onde os dois criminosos acabaram se matando", disse ela.

Fonte: G1
URGENTE: Atirador invade escola em São Paulo e abre fogo contra crianças

URGENTE: Atirador invade escola em São Paulo e abre fogo contra crianças

URGENTE: Atirador invade escola em São Paulo e abre fogo contra crianças

Ao menos oito crianças foram baleadas em uma escola municipal na cidade de Suzano, na Grande São Paulo. Ainda não há ainda informação sobre o estado de saúde das vítimas.

A informação foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (13/3).


Segundo um vizinho que se identificou como Juliano, uma pessoa entrou atirando na escola Raul Brasil, na região central da cidade, pouco após o início das aulas no período matutino. A escola oferece ensino fundamental e médio e um centro de estudos de língua.

Fonte: Metrópoles
URGENTE: Jornalista francês confirma que denúncia contra o Estadão é verdadeira

URGENTE: Jornalista francês confirma que denúncia contra o Estadão é verdadeira


A polêmica denúncia envolvendo a jornalista do Estadão, Constança Rezende, teve uma reviravolta catastrófica para a grande imprensa brasileira, um dia após a jornalista da Terça Livre, Fernanda Salles, ser atacada em rede nacional pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, acusada de disseminar informações "falsas" ao traduzir uma matéria francesa para o Brasil.



Isso porque o jornalista francês, Jawad Rahalib, responsável pela investigação que resultou na entrevista onde Constança aparece em declarações comprometedoras contra o presidente Jair Bolsonaro, publicou um novo artigo onde confirma a veracidade das informações trazidas aqui para o Brasil, revelando que parte da mídia brasileira estaria empenhada em "arruinar" o governo.

Jawad não apenas confirma a veracidade da sua matéria, como apresenta suas credenciais como jornalista experiente, citando outras investigações já realizadas por ele em diversos países do mundo, mostrando que a denúncia de manipulação de informações no jornalismo brasileiro [que teve a jornalista do Estadão como exemplo] não parte de um blogueiro qualquer, mas sim de uma equipe de profissionais.

Segue abaixo a tradução completa do texto onde Rhalib se manifesta, confirmando a versão da jornalista Fernanda Salles, da Terça Livre:



“Como parte do meu trabalho como documentarista investigativo, investiguei vários tópicos, em vários países: homossexualidade e prostituição no Vietnã, os filhos de centros de eliminação de lixo em Madagascar, o 'presumível' fim do apartheid na África do Sul, a primavera árabe no Marrocos, a exploração de migrantes indocumentados em estufas espanholas, a luta de Cocaleros e Evo Morales na Bolívia, as indústrias farmacêuticas diante da doença de Chagas, a liberdade dos artistas de enfrentar o fundamentalismo...



Nos últimos meses, comecei [a tratar] com minha equipe (jornalistas, sociólogos e estudantes-pesquisadores) nas seguintes questões: Como a mídia molda e distorce nossas vidas e nossa percepção da realidade? E quanto ao trabalho de jornalistas que nos entregam informações diariamente? Até que ponto os jornalistas podem ir para se tornar conhecidos, se tornar famosos, subir a escada?

Uma pesquisa realizada em vários países, incluindo o Brasil, que sofreu escândalos de corrupção no mais alto nível do estado. Uma investigação de jornalistas da esquerda, da direita, do centro, de todas as tendências.



Eu pessoalmente não conheço Constança Rezende, mas sua fúria contra o presidente brasileiro e sua comitiva, que eu não sou, aliás, um grande fã, intrigada nos presos... ele [Bolsonaro] fez dela um “sujeito” perfeito para estudar de perto.

Queríamos expor e entender como alguns jornalistas constroem sua credibilidade ao relatar rumores, histórias, opiniões e fatos sem, às vezes, ou com frequência, verificar a validade antes de transmiti-los ao maior número [possível de pessoas], por falta de tempo, [o que isto] significa.



É a corrida para quem entrega o furo, que faz o burburinho... por mais rentabilidade, para oferecer um retorno sobre o investimento aos seus proprietários, que colherão lucros às custas da INFORMAÇÃO.

Constança Rezende, como muitos jornalistas, infelizmente, estão hoje a serviço de empresas de “difusão” da informação, cujo leitor, o telespectador é um produto simples, vendido aos anunciantes em busca de clientes. O “tempo do cérebro humano disponível”, de acordo com a expressão formulada em 2004 por Patrick Le Lay, então CEO do grupo TF1, que vendeu, segundo ele, para a Coca-Cola “tempo do cérebro humano”.



Nestes últimos dois dias, aproveitei para ler as reações um do outro. Muita informação falsa sobre o assunto, muitas fantasias. Eu nunca mencionei os nomes das pessoas que colaboraram comigo. Isso é chamado de “proteção de fonte”, de todas as pessoas que contribuem diretamente para a coleta, escrita, produção ou disseminação de informações, através de um meio, para o benefício do público.

Meu blog não envolve a responsabilidade editorial e legal da Mediapart, que me oferece um espaço de informação, debates, trocas e discussões, respeitoso da liberdade de expressão. A Mediapart disse no Twitter que a informação publicada em seu site era falsa, eu os convido a perguntar, a cavar como costumam fazer, antes de fazer tal julgamento, questionar nossa investigação e nossa integridade.



Como eles podem alegar que minhas informações ou fontes são falsas quando não têm informações? Eles têm o direito de expressar sua solidariedade para com o jornalista em questão [Constança Rezende], mas não questionar meu profissionalismo ou o da minha equipe.

Não é porque o artigo é, neste caso, favorável a Bolsonaro, que eles têm o direito de se levantar como defensor de um jornalista acusado. Alguns meios de comunicação brasileiros me acusam de publicar informações falsas, convido-os a perguntar com os interessados. Pessoalmente, eu apenas informei o público.



Eu sou tão livre quanto Constança Rezende para publicar minha investigação com base em fatos reais e verificados, bem como em evidências físicas, como gravações de áudio. Eu não esperava esse aumento da mídia na twittosfera, mas isso prova que, todos os dias, o público forma opiniões, pontos de vista, preconceitos, sobre seus parentes, vizinhos, sobre produtos vendidos no supermercado, na política, na ecologia, religiões... no que lhe diz respeito de perto ou de longe.

Em suma, podemos dizer facilmente que os jornalistas estão em toda parte à nossa volta.

Jawad Rhali
Jornalista profissional belga"
Fonte original: Mediapart
Tradução: Terça Livre
Por: Will R. Filho
Associar caso Marielle à família Bolsonaro é algo criminoso, diz psicóloga: "Política suja"

Associar caso Marielle à família Bolsonaro é algo criminoso, diz psicóloga: "Política suja"


A prisão na manhã desta terça-feira (12) do policial militar reformado Ronnie Lessa, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, suspeitos de participarem dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e seu motorista, terminou favorecendo o oportunismo de opositores ao governo Bolsonaro, que rapidamente procuraram associar a imagem dos suspeitos à família do presidente.


Como é de se esperar, a grande imprensa fez a ligação entre o local de residência de um dos suspeitos, Ronnie Lessa, com a moradia do presidente Bolsonaro, induzindo o público a acreditar que existe alguma relação da família presidencial com o crime cometido contra a vereadora.

O próprio Jair Bolsonaro rebateu alguns jornalistas ao ser questionado sobre uma foto onde ele aparece com um dos suspeitos, algo que, na condição de político ligado ao setor militar, e residente na mesma região, não é surpresa alguma.


"Tenho foto com milhares de policiais civis e militares, com milhares no Brasil todo", disse Bolsonaro, segundo o G1, aproveitando para cobrar a descoberta do possível mandante e lembrar que ele também sofreu uma tentativa de assassinato.

"É possível que tenha um mandante. Eu conheci a Marielle depois que ela foi assassinada. Não conhecia ela, apesar dela ser vereadora lá com meu filho no Rio de Janeiro. E também estou interessado em saber quem mandou me matar", destacou o presidente.



Outra insinuação maliciosa da imprensa diz respeito ao suposto relacionamento do filho mais novo do presidente, Jair Renan, de 20 anos, com a filha de Ronnie Lessa. A suspeita de que houve um namoro entre os dois foi levantada pela imprensa devido à declaração do delegado que investiga o caso Marielle, ao ser questionado sobre a veracidade dessa informação.

“Isso tem [relação amorosa entre os dois], mas isso, para nós, hoje, não importou na motivação delitiva. Isso vai ser enfrentado num momento oportuno. Não é importante para esse momento”, disse o delegado Giniton Lages, segundo a Exame.


Para a psicóloga Marisa Lobo, uma das apoiadoras do presidente e ex-candidata a deputada federal em Curitiba, a correlação entre a família Bolsonaro com o caso Marielle visa atacar o governo e parte de irresponsabilidade, visto que não é possível prever a índole criminosa de todas as pessoas, especialmente no ambiente político.

"Psicopatas, assassinos, estão em toda parte. Se puderem estar dentro de igrejas, fazendo obras sociais, é onde estarão para mostrar que são seres bons, livres de qualquer suspeita. Os pedófilo costumam ajudar em obras sociais que envolvem crianças, e os corruptos pousam de honestos e até incentivam medidas contra a corrupção", escreveu Marisa em sua rede social.


Marisa sugere que em condomínios de luxo, devido ao alto poder aquisitivo, dificilmente os vizinhos se conhecem o bastante para saber as atividades uns dos outros, mas apenas o básico, o que não garante saber a idoneidade de cada um.

"O fato de um dos assassinos de Marielle morar no condomínio onde por acaso mora o deputado que hoje é o presidente do Brasil é normal. Esse ainda sabemos que é bandido e os outros vizinhos que moram perto da sua casa? E os nossos parentes?", questiona a psicóloga.


"A coisa mais desonesta que existe é a esquerda querer fazer essa associação criminosa para desconstruir o presidente, ou seja, para atacar o presidente, não se preocupando em atacar o Brasil. Que inferno é essa esquerda, e a direita radical também, são um bando de cegos fanáticos que não se importam com o país e sim com seus egos e suas mentiras fantasiosas", acrescenta.

"Que nossa polícia, nosso judiciário, nosso MP e principalmente a mídia, não sejam hipócritas, omissos e principalmente não sejam seletivos em suas investigações, suas condenações. E não cometam o erro gravíssimo de acusar um homem e uma família por tabela só porque um dos bandidos moram perto de sua casa, mais profissionalismo e seriedade por favor.


O Brasil não suporta mais tanta irresponsabilidade dos senhores. Os politiqueiros de plantão, sejam honestos e não usem esse tema para ganhar votos, estamos de saco cheio de tanta crueldade, oportunismo nesta politica suja", conclui Marisa.


Jornal francês tenta desmentir denúncia contra o Estadão, mas só confirma conteúdo

Jornal francês tenta desmentir denúncia contra o Estadão, mas só confirma conteúdo


O jornal francês Mediapart, veículo responsável pela publicação que revelou o ativismo político de uma jornalista do Estadão contra o governo Bolsonaro, tentou desmentir a notícia alegando falsidade nas informações replicadas pela Terça Livre. Todavia, o que poderia ser o fim da polêmica, terminou apenas colocando mais lenha na fogueira.

Vamos reproduzir o conteúdo exato do Twitter publicado pela Mediapart, fazendo alguns destaques sobre o texto, para que o leitor compreenda bem a ênfase que daremos na explicação adiante:



"Mediapart se solidariza com a jornalista @constancarezend, vítima de ameaças. As informações publicadas no 'club de Mediapart', que serviram de base para o tweet de @jairbolsonaro, são falsas. O artigo é de responsabilidade do autor e o blog é independente da redação do jornal", diz o Twitter.

O Estadão tratou logo de divulgar a publicação, insinuando que o caso teria sido desmascarado de uma vez por todas.



"O próprio site francês Mediapart, onde foram publicadas declarações distorcidas da repórter do 'Estadão' Constança Rezende, desmentiu na tarde desta segunda-feira, 11, em português, as acusações repercutidas pelo site Terça Livre e pelo presidente Jair Bolsonaro neste domingo", escreveu o Estadão.

O que muitos não percebem, no entanto, é o óbvio! Que o simples Twitter da Mediapart, na verdade, não negou a existência da denúncia, mas apenas confirmou a existência do seu conteúdo e sua autoria... independente!



Apesar de afirmar que "as informações publicadas" são "falsas", a mídia não explicou como os áudios divulgados por Jawad Rhalib são falsos. Como foram gravados, divulgados e transcritos pelo jornalista francês, neste link, assim como pela Terça Livre, conforme explicado aqui.

Ao invés disso, ela confirmou que a publicação "é independente" da sua redação e que o conteúdo "é de responsabilidade do autor". O que isto significa, na prática? Que a Mediapart fez uma declaração de falsidade que [pelo menos até o momento] ela mesma não pode comprovar, visto que não explicou a origem dos áudios.


O único que poderá dar cabo a essa história, confirmando ou negando, é o próprio jornalista francês, Jawad Rhalib. O Estadão informou que tentou entrar em contato com o mesmo, mas sem sucesso. Até lá, por se tratar justamente de uma investigação independente de Jawad, a Mediapart não tem conhecimento para decretar se o conteúdo das informações é ou não falso.


 Desespero da mídia 

O que está claro até o momento é que a grande mídia brasileira, alinhada com os ideais de esquerda em sua maioria, está desesperada por ver seu poderio discursivo ser ameaçado por pequenos canais alternativos, como a Terça Livre e centenas de outros, formados por jornalistas independentes.


Como resultado, um ataque massivo contra a jornalista Fernanda Salles, da Terça Livre, teve início. A intenção é manchar a reputação da jovem e com isso intimidar a iniciativa corajosa de denunciar as estratégias maliciosas da militância jornalística no Brasil.

"A estratégia da grande mídia agora é criar uma cortina de fumaça para que a DENÚNCIA seja esquecida. A esquerda faz assim desde sempre. Vão querer colocar o meu nome acima do FATO envolvendo Constança Rezende. Assim eles INVERTEM a narrativa. Canalhice!", escreveu Fernanda em sua rede social.


Fernanda também comentou o Twitter da Mediapart, negando que a mídia tenha refutado sua matéria, como já argumentado acima.

"Vamos desatando as mentiras uma por uma. Estão dizendo que o jornal francês desmentiu a própria matéria: MENTIRA. O jornal publicou uma nota em que afirma que a responsabilidade da matéria é inteira de Jawad Khalib, jornalista francês responsável pela denúncia original e pela gravação dos áudios", escreveu ela.

Por: Will R. Filho
Jornalista desmascara Estadão e desafia: "Por que não ingressam com uma ação?"

Jornalista desmascara Estadão e desafia: "Por que não ingressam com uma ação?"


Uma verdadeira guerra de informação está sendo travada entre a grande imprensa e pequenas mídias alternativas, como a Terça Livre, do jornalista Allan dos Santos.

Após a divulgação de uma matéria compartilhada por Bolsonaro em sua conta no Twitter, onde a jornalista do Estadão, Constança Rezende, teria dito em uma gravação de áudio que a intenção é arruinar o governo, teve início uma avalanche de ataques da grande mídia acusando a Terça Livre de ter veiculado mentiras contra a jornalista.



Abaixo, segue a gravação compartilhada por Jair Bolsonaro, alvo de todo o escândalo que está colocando em xeque a grande imprensa brasileira:


Segundo informações da Terça Livre, a denúncia foi realizada originalmente por um blog francês, o Mediapart, do jornalista Jawad Rhalib, após uma entrevista concedida por Rezende para uma "estudante" britânica de jornalismo.



Aparentemente, o que Rezende não sabia, contudo, é que a entrevista fez parte de uma pesquisa que teve como objetivo avaliar o nível de imparcialidade, ou militância, do jornalismo em países como o Brasil.

A matéria original francesa sugere que a jornalista do Estadão foi escolhida por ter se envolvido na denúncia contra Flávio Bolsonaro, em dezembro passado, no caso envolvendo o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).



"No artigo, Rhalib revela áudios de uma conversa com a jornalista do Estadão Constança Rezende. Segundo o francês, a jornalista, que foi a primeira a denunciar o filho de Jair Bolsonaro, atacou Flávio apenas para atingir o presidente e arruinar seu mandato", escreve Fernanda Salles na matéria polêmica da Terça Livre.

De fato, o jornalista francês Jawad Rhalib confirma a interpretação da Terça Livre. Veja um trecho da sua conclusão retirada da matéria original:



"A conversa registrada entre minha 'aluna' e Constança Rezende, do Estado de São Paulo, revela que a real motivação por trás da cobertura da mídia é a de 'arruinar' o presidente Jair Bolsonaro e provocar sua demissão", escreve Rhalib, que continua:

"Esse estudo de caso de como a mídia brasileira partidária lida com as notícias revela que elas não estão interessadas nos fatos reais, mas simplesmente usam histórias negativas, muitas vezes inventadas, sobre a família do presidente Bolsonaro, que por sua vez foi eleito democraticamente", conclui ele.



O Estadão, por sua vez, divulgou uma matéria tentando refutar a Terça Livre, dizendo que sua jornalista não concedeu entrevista ao jornalista francês citado na matéria. Realmente a entrevista não foi concedida para Jawad, mas sim para uma investigadora que se passou por estudante de jornalismo. Ocorre que esse detalhe não foi informado pela Terça Livre originalmente.



Outro deslize da jornalista Fernanda Salles foi ter adicionado o sinal de aspas [já corrigido] no título original na matéria da Terça Livre - "a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo" - indicando que essa teria sido a declaração de Constança Rezende, quando não foi. Por essa razão, o Estadão diz em sua matéria que:

“Constança Rezende não deu entrevista nem dialogou com o jornalista francês citado pelo Terça Livre. As frases da gravação foram retiradas de uma conversa que ela teve em 23 de janeiro com uma pessoa que se apresentou como Alex MacAllister, suposto estudante interessado em fazer um estudo comparativo entre Donald Trump e Jair Bolsonaro”,

Mas afinal, quem está certo?


01 - Terça Livre apenas divulgou a denúncia do jornalista francês Jawad Rhalib, assim como fez o jornalista americano L. Todd Wood, do jornal Washington Times, um dos mais respeitados dos Estados Unidos. Ou seja, não partiu da empresa Allan dos Santos a denúncia original;



02 - A entrevista de Constança Rezende realmente existiu, mas não com Jawad e sim com uma investigadora contratada por ele. Os áudios que aparecem na gravação, portanto, são verdadeiros;

03 - Na gravação, Constança Rezende dá entender que a intenção ao se envolver no caso de Flávio Bolsonaro e o COAF foi, de fato, para prejudicar o governo. Essa é a conclusão do próprio Jawad Rhalib, que transcreveu esse trecho da entrevista em sua matéria original.

"Rezende declara resolutivamente que só escreve no caso Flávio Bolsonaro para 'arruinar' o presidente Jair Bolsonaro", conclui Jawad. Ou seja, mesmo que Rezende não tenha dito exatamente a a frase divulgada no título da Terça Livre, o jornalista francês confirma que esta foi a sua intenção;



04 - Apesar da baixa qualidade do áudio, a fala de Rezende inclui um "porque" que faz uma junção comprometedora de raciocínios entre seu trabalho e uma possível ruína do governo, algo que, segundo Allan dos Santos, é justamente o que sustenta a acusação contra ela.

Jornalista desafia o Estadão


Diante desses fatos, o proprietário da Terça Livre, Allan dos Santos, gravou um vídeo desafiando a imprensa brasileira, especificamente o Estadão, a ingressar com uma ação judicial contra sua empresa. Ele disse que se trata de uma gerra de "Davi contra Golias", mas que tem confiança e "orgulho" pela denúncia feita em sua mídia.

Allan desafiou o Estadão a desmentir os áudios da gravação, provando que as declarações de Cosntança Rezende não possuem, de fato, o caráter interpretativo replicado por sua jornalista, assim como pelos demais jornalistas estrangeiros. Assista a fala de Allan no vídeo abaixo:



Por: Will R. Filho