Jornalistas que denunciaram esquema da mídia contra o governo são ameaçados de morte

Jornalistas que denunciaram esquema da mídia contra o governo são ameaçados de morte

Jornalistas do Terça Livre ameaçados de morte

Os jornalistas Allan dos Santos e Fernanda Salles, ambos do canal Terça Livre, disseram nesta segunda-feira (22) através das suas redes sociais que receberam ameaças de morte e violência, envolvendo não só eles, como suas famílias.

“Estão ameaçando meus filhos, minha esposa e a Fernanda Salles. Estão exigindo o fim do Terça Livre. Não iremos parar e as autoridades já estão cientes de tudo”, escreveu Allan em sua conta no Twitter, dirigindo-se ao ministro da Justiça, Sérgio Moro.



“Estimado Ministro Moro, minha família (esposa e filhos) estão sendo ameaçados de estupro e morte. Sei que a imprensa não divulgará estas ameaças. Contamos com o senhor para que este criminoso pague por seus crimes”, completou.

Fernanda, por sua vez, disse que isso não impedirá à continuidade do seu trabalho. "Os mesmos canalhas que estão ameaçando o @allantercalivre e sua esposa resolveram me ameaçar também", escreveu ela em suas redes sociais. "Não vamos retroceder", frisou.

Entenda o contexto


O canal Terça Livre foi alvo de uma perseguição massiva da grande mídia nos últimos dias, após divulgar a matéria de um jornalista estrangeiro denunciando um suposto esquema da grande mídia contra o governo de Jair Bolsonaro.



Na ocasião, na página de um blog francês, o Mediapart, o jornalista independente Jawad Rhalib publicou sua entrevista com uma jornalista do Estadão, que posteriormente foi traduzida pelo Terça Livre e publicada em seu site.

"No artigo, Rhalib revela áudios de uma conversa com a jornalista do Estadão Constança Rezende. Segundo o francês, a jornalista, que foi a primeira a denunciar o filho de Jair Bolsonaro, atacou Flávio apenas para atingir o presidente e arruinar seu mandato", escreveu Fernanda Salles.



Por conta disso, Allan Santos e Fernanda Salles foram acusados de "fake news". No entanto, poucos dias após a polêmica explodir no Brasil, o próprio Jawad Rhalib publicou outra matéria confirmando a veracidade das suas informações. Desde então a grande mídia silenciou sobre o caso.

Não é possível associar ameaças ao caso


É importante frisar que não é possível fazer qualquer tipo de associação direta das ameaças sofridas por Allan Santos e Fernanda Salles com a polêmica matéria envolvendo o Estadão e sua jornalista. Qualquer acusação desse tipo é falsa.



No entanto, este caso foi relembrado apenas para que o leitor entenda o contexto no qual, no mundo do jornalismo independente, a Terça Livre está inserida, assim como outras mídias, onde fazer um trabalho sério de denúncia e pensamento livre do "politicamente correto" envolve riscos reais.

Aparentemente, às ameaças partiram de perfis "fakes" nas redes sociais, conforme o print de tela abaixo, divulgado pelas vítimas, algo que de forma alguma deve ser ignorado, uma vez que detalhes da vida pessoal dos jornalistas foram citados, como endereço e nome dos parentes:


A Associação brasileira de jornalistas investigativos (ABRAJI) se manifestou sobre o caso, condenando às ameaças em nota:

"A Abraji considera que ninguém deve ser alvo de ameaça ou intimidação em razão do que publica. O uso de ameaças de violência para intimidar comunicadores é um atentado à liberdade de expressão e à democracia. Tal prática não pode ser tolerada ou ficar impune. Conclamamos as autoridades a investigar a autoria dos emails, a aplicar as sanções cabíveis e a garantir a segurança dos atingidos", diz o texto.



Por fim, o Opinião Crítica, como uma das mídias independentes que atuam em prol da informação alternativa no Brasil, se solidariza com os jornalistas Allan Santos e Fernanda Salles, repudiando qualquer tentativa de intimidação.

Somos pequenos, mas somos muitos.
Pernambuco abre concurso "em especial" para "lésbicas, bissexuais, travestis e trans"

Pernambuco abre concurso "em especial" para "lésbicas, bissexuais, travestis e trans"

Concurso para transexuais, bissexuais e transexuais
Governo de Pernambuco abre concurso polêmico "em especial" para o público LGBT. Reprodução: Google

O governo de Pernambuco, liderado atualmente por Paulo Câmara, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), resolveu mostrar que quando se quer inventar, não importa o que diga à Constituição Federal, basta dar uma canetada e torcer para encontrar brechas na Lei que "justifique" suas decisões.

A inovação dessa vez foi a criação deu um concurso de fotografia para mulheres, mas "em especial", para "lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais".



O "em especial" é curioso, porque deixa o questionamento sobre como será interpretada à seleção e julgamento dos resultados de forma justa entre os concorrentes, já que "em especial" destaca à ideia de privilégio. Afinal, não haveria motivo para tal destaque se todos fossem tratados igualmente, certo?

O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado da Mulher, liderada por Silvia Cordeiro, que é feminista. A criação do concurso não é por acaso e parece refletir bem a inteligência ao modo "dilmês" da secretária, que certa vez declarou em uma entrevista quando questionada o que seria o feminismo, o seguinte:



"É um conceito ideológico de dizer que a sociedade se estrutura em categorias de gêneros. Hoje, com os avanços da medicina, você pode até se transformar em um homem fisicamente, mas você é uma mulher". (destaque nosso).

Com pérolas como essa, sem qualquer "chão" de lucidez científica, mas apenas misturando alhos com bugalhos ideológicos, é que parece estar montado o governo de Pernambuco atualmente, do qual seu governador, Paulo Câmara, tem envergonhado a muitos, ficando distante em coerência do seu antecessor, Eduardo Campos, que apesar de ter sido, também, do PSB, prezava pelo bom senso.

Segundo à Constituição Federal, em seu Art. 5°, "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza", referindo-se a direitos e deveres, tanto para homens como mulheres.



E se a ideia de um concurso, não importa qual seja, é promover o bem dos que desejam se candidatar, o parágrafo IV do Art. 1° também diz que isso deve ser feito "sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.".

Logo se percebe que "políticas afirmativas", quanto mais afirmativas são, mas discriminatórias se tornam, alimentando um ciclo de segregacionismo que vai na contramão da lógica de uma sociedade mais equitativa e justa possível. Veja o recorte da convocação abaixo, segundo o NE10.

Por: Will R. Filho
Travesti faz tumulto em igreja durante culto e é levado preso pela Polícia Militar

Travesti faz tumulto em igreja durante culto e é levado preso pela Polícia Militar

Travesto é preso pela Polícia Militar
Testemunhas disseram que o travesti estava transtornado. Reprodução: Google

Uma travesti de 28 anos foi detida pela Polícia Militar e encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga nesta sexta-feira (19), acusada de causar tumulto dentro de uma igreja evangélica, impedir o andamento do culto e tentar agredir fieis no local.

O caso ocorreu por volta das 10h de hoje, em templo situado na Avenida Bandeirantes, na Vila Bandeirantes.

Segundo informações do boletim de ocorrência, testemunhas que acompanhavam o culto e acionaram a equipe policial relataram que a travesti teria entrado na igreja totalmente transtornada e descontrolada, gritando com todos que estavam no local e até mesmo pegou os óculos de uma fiel, devolvendo o objeto logo em seguida.


Ao ser abordada pelos policiais, ainda de acordo com o boletim de ocorrência, ela disse que iria permanecer no local, porque não tinha dinheiro para ir embora e além disso a igreja era pública.

Diante  da insistência da travesti em ficar na igreja, os policiais utilizaram algemas para levar a acusada à Depac Piratininga, onde o caso foi registrado como ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo.

Comentário:

O que chamou atenção foi o argumento utilizado pelo travesti de ser a igreja um local "público", segundo o B.O. Com base nisso vale a pena destacar alguns pontos para esclarecer essa questão, porque é muito importante nos dias de hoje, onde igrejas são alvos de manifestações nem sempre pacíficas.


Locais públicos não são locais onde tudo se permite. Até para andar ou viver nas ruas há regras. Experimente invadir a pista dos veículos, impedir o uso de um ponto de ônibus, retirar às roupas, fazer barulho na frente de um hospital, intimidar pessoas, etc., etc. Há inúmeras regras.

No caso dos templos religiosos, essas regras são ainda mais específicas, porque obedecem não ao poder público, primeiramente, mas à doutrina seguida pela religião da qual o templo pertence, e isso está na Constituição Federal, em seu Art. 5°, no seguinte parágrafo:

"VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias".


"Proteção" no texto se refere ao Estado com seu poder de polícia protegendo tanto os "locais" (templos e outros) como "a suas liturgias", isto é, a realização de cerimônias conforme cada doutrina. Portanto, se vai entrar em um templo, você precisa respeitar o que ali é praticado, não importa quão público ele seja.

Comentário: Will R. Filho
"Licença-menstruação" - Projeto prevê até três dias de folgas do trabalho para mulheres

"Licença-menstruação" - Projeto prevê até três dias de folgas do trabalho para mulheres

Projeto de licença-menstruação para mulheres
Projeto de lei visa oferecer até três dias de folgas durante o período menstrual. Reprodução: Google

Um projeto de lei na Câmara dos Deputados, em Brasília, defende uma proposta interessante: dar uma folga para mulheres que estejam menstruadas.

O texto diz o seguinte: “A empregada poderá ser afastar do trabalho por até (três) dias ao mês, durante o período menstrual, podendo ser exigida a compensação das horas não trabalhadas”. Ou seja: menstruou, folgou, compensou.



O projeto é de autoria do deputado federal Carlos Bezerra (MDB-MT), ex-governador do Mato Grosso. Apesar de ainda ter um longo caminho até ser aprovado, o PL já foi enviado para a Comissão em Defesa do Direito da Mulher na Câmara.

Licença existe em alguns países, mas tabu atrapalha


A ideia é inspirada em uma empresa britânica que já oferece esse tipo de licença. Por lá, elas podem ir para casa em caso de cólicas ou outros incômodos relacionados à menstruação que você deve conhecer: inchaço, enjoo, diarreia e por aí vai.



Os patrões britânicos decidiram por não colocar um dia fixo no mês para essa licença para não associar o período a uma doença, mas a um tempo para as mulheres respeitarem e valorizarem o próprio corpo.

Em países asiáticos, como a Coreia do Sul, a licença-menstruação existe há ao menos uma década. No Japão, a lei data da década de 40, em uma tentativa de preencher a lacuna deixada no mercado de trabalho após a Segunda Guerra Mundial.

Um estudo do governo do Reino Unido, publicado no ano passado, mostra que as dores da menstruação foram o principal problema relacionado à saúde reprodutiva nos 12 meses anteriores à pesquisa. A questão foi mais citada do que problemas relacionados ao sexo e sintomas da menopausa.

As entrevistas, porém, esbarram em um dilema: as mulheres não falariam sobre o assunto no trabalho, por vergonha ou receio de sofrerem preconceito. Uma das entrevistadas chegou a comparar o esforço de trabalhar com dores a de um soldado em guerra.



Outro estudo feito por uma ONG na Austrália, em 2016, apontou que 58% das australianas e mulheres de outros países disseram que um dia de folga durante o período menstrual aumentaria a produtividade durante todo o mês. Mais de 3,4 mil mulheres responderam a um questionário para discutir o tema.

No projeto de lei brasileiro, escrito em 2019, o deputado argumenta que a produtividade da mulher cai devido a cólicas, inchaços nas pernas, enjoo, diarreia e outras questões relacionadas ao ciclo, com base em levantamento de uma consultoria de saúde.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido. O PL precisaria entrar na pauta da comissão, ser votado e enviado ao plenário da Câmara.

Comentário:

Esse é um exemplo de projeto de lei que valoriza a mulher, de fato, e que poderia ter o apoio da sociedade. Obviamente, possui algumas preocupações, como o uso indevido do direito para outras finalidades, que não o descanso em decorrência dos sintomas da menstruação.

Outro possível problema seria a não contratação de mulheres devido à proposta. Mas convenhamos, esse não é o mérito do projeto. A possibilidade de empresas recusarem o público feminino por isso é algo paralelo, e que ainda assim perderia o sentido se o rendimento fosse realmente melhor após o descanso.



Em todo caso, se incômodos como uma forte enxaqueca podem ser o suficientes para um dia de folga, por que os múltiplos sintomas da menstruação não seriam? Vale destacar ainda que o horário poderá ser compensado, ficando a critério da mulher decidir quanto tempo precisa.

Fonte: Universa
Comentário: Will R. Filho
Mesmo com retirada de radares, PF registra a maior redução de acidentes em 12 anos

Mesmo com retirada de radares, PF registra a maior redução de acidentes em 12 anos

Redução de acidentes nas rodovias após retirada de radares

BRASÍLIA, 22 de abril (PRF) - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerra a Operação Semana Santa 2019 com redução no número de acidentes, acidentes graves e pessoas mortas nas rodovias federais.

Números preliminares mostram que durante os quatro dias de operação o órgão registrou 759 acidentes que resultaram em 962 feridos e 50 mortos. As ações de fiscalização focaram nas condutas associadas com o maior número de acidentes como ultrapassagens irregulares, excesso de velocidade, alcoolemia ao volante e falta de equipamentos de segurança.


Ao todo, 105.245 pessoas e 109.324 veículos foram fiscalizados pela PRF durante os quatro dias de operação. As fiscalizações resultaram em 35.077 autuações. Ultrapassagem irregular e excesso de velocidade foram, assim como nos últimos feriados, as condutas mais registradas pela PRF.

Foram 4.665 ultrapassagens indevidas e 75.800 imagens capturadas pelos radares fotográficos por excesso de velocidade. Também foram autuados 980 condutores por alcoolemia, 26% a mais que em 2018. O número de crianças sendo transportadas em desacordo com a legislação também subiu 9%, 512 flagrantes deste ano contra 470 no ano anterior.


Redução de acidentes


Mesmo com as ações educativas e fiscalizações em pontos estratégicos, o órgão contabilizou 759 acidentes, uma redução de 11% em comparação a mesma operação de 2018, quando foram registrados 854 acidentes.


 A queda no número de acidentes, em especial os acidentes graves, refletiu positivamente na redução do total de mortos. Neste ano os acidentes foram responsáveis por 50 mortes no trânsito – redução de 28% em relação ao mesmo feriado do ano passado, quando foram registrados 70 óbitos.

Também foram registradas 962 pessoas feridas contra 905 em 2018. O número de mortos e de acidentes graves foram os menores em 12 anos, conforme série histórica:



"O mundo precisa levantar-se contra a perseguição e opressão aos cristãos", diz Araújo

"O mundo precisa levantar-se contra a perseguição e opressão aos cristãos", diz Araújo

Ernesto Araújo condena ataques em Sri Lanka e fala de perseguição aos cristãos

Ernesto Araújo, ministro de Relações Exteriores no governo de Jair Bolsonaro (PSL), afirmou neste domingo (21) que o “mundo precisa levantar-se contra a perseguição e opressão contra os cristãos” em suas redes sociais.

Araújo comentou os atentados em Sri Lanka que resultaram na morte de quase 300 pessoas de maioria cristã, provocados por um grupo terrorista islâmico conhecido como National Thowheeth Jama'ath, conforme informações de outra matéria.


 O ministro foi replicado pelo filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, que também disse se tratar de um ato de "cristofobia", questionando o motivo pelo qual o mundo, leia-se: grande mídia, parece ignorar essa realidade.

"Neste domingo de Páscoa, no Sri Lanka, mais de 200 cristãos pagaram com a vida pela sua fé no Cristo, e amanhecerão com Ele no paraíso. O martírio faz parte da fé. Mas o mundo precisa levantar-se contra a perseguição e opressão aos cristãos", escreveu Ernesto Araújo no Twitter.


Eduardo Bolsonaro, por sua vez, disse que os “cristãos são muito perseguidos em outros países, em que pese ninguém falar em cristofobia”.

O presidente Bolsonaro também lamentou o ocorrido e condenou à natureza dos ataques, destacando que "mesmo neste dia sagrado, o extremismo deixa rastros de morte e dor. Em nome dos brasileiros, condeno os ataques que deixaram centenas de vítimas no Sri Lanka, inclusive em igrejas, onde se celebrava a Ressurreição de Cristo. Que Deus possa confortar os que agora sofrem!".
[Vídeo] Ministro do STF, Gilmar Mendes é esculachado por brasileiros em rua de Portugal

[Vídeo] Ministro do STF, Gilmar Mendes é esculachado por brasileiros em rua de Portugal

Gilmar Mendes em Portugal

PORTUGAL, 21 de abril (Painel Político) - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a esposa estavam em um restaurante em Lisboa, Portugal, quando foram alvos de protestos de brasileiros. O caso aconteceu neste sábado (20).

Em português e em inglês, um rapaz não identificado passou a criticar publicamente a atuação de Gilmar Mendes em julgamentos de casos envolvendo acusados de crimes de corrupção.



Nas imagens ainda é possível ver que outras pessoas também entoavam falas inaudíveis, outras filmavam e outras batiam palmas para os discursos contrários ao magistrado. Veja a cena:


"Nenhum direito conquistado pela comunidade LGBT será violado”, diz Damares Alves

"Nenhum direito conquistado pela comunidade LGBT será violado”, diz Damares Alves

Ativismo LGBT e a ministra Damares Alves
Ministra Damares Alves reforça a responsabilidade do governo com direitos LGBTs. Reprodução: Google

BRASÍLIA, 22 de abril (Opinião Crítica) - A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, voltou a reforçar em suas redes sociais, nesta segunda feira, que a comunidade LGBT no país não será desprezada pelo governo Bolsonaro, no tocante à conquista de direitos civis.

"Muito se especulou sobre os direitos da comunidade LGBT na gestão do Governo Bolsonaro. Derrubando toda notícia pessimista e até mesmo caluniosa, a estrutura foi mantida", escreveu Damares, destacando o papel de Marina Reidel, que é transexual, neste setor.


"A Diretora de Promoções dos Direitos LGBT continua sendo a querida Marina Reidel, que é professora e mulher trans", frisou a ministra. "Não toleraremos violência contra quem quer seja. O Governo Bolsonaro tem como meta o respeito a dignidade humana, a paz, a empregabilidade e a não violência.".

Ponto sensível


O posicionamento de Damares Alves sobre este assunto não é visto com bons olhos por alguns que atuam há anos nesse meio. A psicóloga Marisa Lobo, por exemplo, autora do livro "Ideologia de Gênero na Educação", considera que é preciso ter muita cautela, devido às intenções do ativismo LGBT.


"Nunca me calei e não será agora. Todas as bandeiras pelas quais lutamos terão que ser respeitadas, pois foram elas que elegeram este governo. Não vou ficar refém de conhecidos, amigos que ocupam cargos hoje no governo federal", disse a psicóloga em outra ocasião, quando Damares disse que poderia sair de "mãos dadas" com feministas para lutar em favor de pontos comuns, nas ruas.


"Não vou deixar de dizer o que penso das atitudes equivocadas e um ministro seja ele ou ela quem for [...] Se fizerem coisas boas, vou elogiar, mas se fizerem coisas ruins (ações, falas, intromissões, perseguições, etc) vou denunciar sim", disse Marisa, que também já defendeu Damares Alves em outro momento.

Resumidamente, não se trata de não reconhecer direitos básicos da comunidade LGBT, mas sim de lutar contra a intenção de adquirir privilégios que podem colocar em risco à liberdade de expressão, acadêmica e até religiosa no país, como por exemplo o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26), no STF, que poderá criminalizar à "homofobia".


Por essas e outras razões, como a própria disseminação das questões de "gênero" nas escolas, a aproximação de Damares Alves com o ativismo LGBT deve ser encarada com cautela, valorizando os aspectos positivos do diálogo, mas com bastante ressalvas quanto ao seu conteúdo.