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"A Teologia da Libertação nada tem a ver com o Senhor Jesus", argumenta pastor

"A Teologia da Libertação nada tem a ver com o Senhor Jesus", argumenta pastor


Segundo Gustavo Corção (1896-1978), o Concílio Vaticano II, realizado entre 1961 e 1965, escancarou as portas da Igreja Católica a uma bem ensaiada cristologia de esquerda. Pelo menos, foi o que eu entendi ao ler as páginas iniciais do Século do Nada, desse inconformado e corajoso pensador católico brasileiro.

Infelizmente, Corção não estava errado; interpretara ele precisa e claramente os objetivos daquele concílio. Então, atentemos às alocuções da Santa Sé.

O Papa Paulo VI, ao concluir os trabalhos conciliares, declarou solenemente: “A religião do Deus que se fez homem se encontrou com a religião, porque ela é tal, do homem que se faz Deus”. Mais adiante, acrescentou o pontífice romano: “Sabei reconhecer nosso novo humanismo: nós também, nós, mais quem quer que seja, nós temos o culto do homem”.

Sim, querido leitor, o que esperar de um líder, tido como cristão, que, formal e publicamente, troca a cristologia do Novo Testamento, por uma cristificação humanista, materialista, comunista e despida de Deus? Não se pode adotar a ambas; são irreconciliáveis. Ou se fica com a primeira. Ou com a segunda. Professar a primeira e a segunda é algo ilógico, pois antagônicas e excludentes.

Como um abismo chama outro, o Concílio Vaticano II acabou por provocar a Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. Realizada em Medellin, na Colômbia, de 24 de agosto a 6 de setembro de 1968, o conclave trabalhou a seguinte temática: “A Igreja na presente transformação da América Latina à luz do Concílio Vaticano II”. Foi nessa ocasião que a Teologia da Libertação começou a grassar por toda a América Latina, principalmente no Brasil. A esquerdização da igreja romana já era uma indesejável, mas indisfarçada realidade. Nesse encontro, ganharam destaque os documentos sobre a justiça, a paz e a pobreza da igreja. Tais palavras, a propósito, são habilmente trabalhadas pelo maxismo cultural, visando a subversão da ordem social.

Até a ascensão de Karol Józef Wojtyła ao papado, Karl Marx era mais citado que Agostinho e Tomás de Aquino, em boa parte dos seminários e paróquias romanas de nosso pobre, sofrido e crédulo continente. O papa Bento XVI, firmado em sua cristologia bíblica e conservadora, também não abriu espaço à Teologia da Libertação. Mas o seu sucessor, oriundo de um contexto esquerdista e caótico, ensaiou conceder algumas guaridas à tal “doutrina”.

A Teologia da Libertação, aliás, não é tão recente como se imagina, nem tão exclusivamente católica quanto se supõe. Se recorrermos a história da América Latina, encontraremos a sua gênese no frade dominicano espanhol Bartolomé de las Casas (1474-1566). Missionário na ilha hoje ocupada pelo Haiti e pela República Dominicana, las Casas logo se incomodou com a situação do nativo caribenho frente à opressão ibérica. E, para denunciar o colonizador europeu, escreve ele O Paraíso Destruído.

O erro de Bartolomé não foi contrapor-se às injustiças. Todo cristão está intimado a clamar aos Céus e à Terra contra a tirania. Em orações, clamores e lágrimas, a Deus; e, em petições devidamente protocoladas, aos reis e aos governadores. A estes, apresentemos as reivindicações dos profetas hebreus e dos apóstolos de Jesus Cristo. E, para tanto, não precisamos torcer as Escrituras, nem lançar mão de uma hermenêutica libertária e violenta. O Antigo e o Novo Testamento trazem provisões necessárias, a fim de se implantar a justiça, o direito, a concórdia e a solidariedade entre os homens. Ao que parece, o religioso dominicano não levou isso em conta.

No decorrer da vida atribulada das nações latino-americanas, outros ideólogos católico-romanos foram surgindo aqui e ali. Haja vista Gustavo Gutiérres. Usando habilmente o método sócio-crítico de interpretação das Escrituras, o teólogo peruano, nascido em 1928, publicou, em 1971, a sua Teologia da Libertação. Com as lentes do marxismo, passou ele a ensinar que a missão da igreja é libertar o oprimido do sistema capitalista. E, para fundamentar sua tese, foi buscar os exemplos mais improváveis e inapropriados nas Escrituras, como se Moisés e o próprio Cristo fossem tão comunistas quanto Lênin e Stalin. No ano seguinte, o teólogo brasileiro Leonardo Boff lançaria o seu Jesus Libertador.

Na construção da teologia comunista, não deixaram de contribuir também alguns teólogos protestantes como o alenão Jürgen Moltmann (1026-), com a sua Teologia da Esperança. Infelizmente, algumas igrejas evangélicas históricas, no Brasil, acabaram por aderir à cristologia marxista. Algumas, sem o saber; outras, premeditadamente. Há que se mencionar, ainda, o influente teólogo batista norte-americano Harvey Cox, autor de A Cidade Secular.

Se alguma cristologia é possível, a partir da Teologia da Libertação, não é certamente a do Novo Testamento. Desse arremedo todo, saiu um cristo caricato, blasfemo e tão esquerdista quanto os marxistas que infelicitaram a Rússia, a Coreia do Norte, Cuba e, mais recentemente, a Venezuela. Sim, querido e inconformado leitor, o cristo que daí ascende nada tem a ver com o Jesus do Calvário. Em nada difere de Fidel, Che e de outras figuras bem conhecidas dos brasileiros.

Não precisamos da Teologia da Libertação, para corrigir as desigualdades sociais. Homens como Martinho Lutero, João Wesley e Robert Raikes, ao proclamarem a Palavra de Deus tal como no-la confiaram os profetas hebreus e os apóstolos de Jesus, fizeram mais pela humanidade do que Marx e Lênin.
O irmão Raikes, por exemplo, levou o Reino Unido a experimentar a maior revolução espiritual, moral e social do século 18. Ao fundar a Escola Dominical, no dia três de novembro de 1783, demonstrou que as crianças de rua podiam ser plenamente recuperadas pelo Evangelho de Cristo, sem que nenhum sangue precisasse ser derramado. A partir daí, o Reino Unido começou a experimentar um progresso extraordinário em todas as áreas. Aliás, foi com a Escola Dominical que teve início o ensino público obrigatório nas ilhas britânicas.

Se a França contasse com uma escola como a do irmão Raikes, não teria arcado com as consequências desastrosas de sua revolução. Enquanto as crianças inglesas frequentavam a Escola Dominical, as francesas eram mortas por um movimento insuflado por homens que nenhum valor emprestavam à Bíblia Sagrada.         

Certa vez, Jesus viu-se constrangido a evadir-se, para que o povo não o aclamasse rei (Jo 6.15). Isso aconteceu após o Mestre Divino ter alimentado quase cinco mil pessoas com os cinco pães e os dois peixinhos de um rapaz. Se o Filho de Deus fosse um desses demagogos, que, a cada sinal de crise, aparecem para infelicitar ainda mais a América Latina, teria ele confiscado os pães e os peixinhos daquele garoto, para estatizá-los. Em seguida, racionaria cada naco de pão e farelo de peixe.

O meu Cristo não é comunista. Todavia, Ele morreu por todos igualmente, a fim de que, junto a Ele, usufruíssemos de uma doce e indelével comunhão.

A Teologia da Libertação nada tem a ver com o Senhor Jesus. A palavra de Cristo, sendo a mais elevada verdade, traz a libertação completa da alma (Jo 8.32). Em sua obra redentora, o único sangue que teve de ser derramado foi o dele, não o de seus discípulos. Que contraste com os tiranos que, embalados pelo marxismo, dizimam suas gentes em nome de uma ideologia perversa, demoníaca e já satânica. Definitivamente, a cristologia da Teologia da Libertação jamais libertará o ser humano de sua real miséria: o pecado. Enquanto isto, nós proclamamos que Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura os enfermos, opera sinais e maravilhas e, em breve, levar-nos-á para o Céu.

Eu amo o Cristo da Bíblia!


Por: Claudionor de Andrade
Fonte: CPAD
Aborto: "Você não precisa ser religioso para saber que é errado", explica Dr. Tassos Lycurgo

Aborto: "Você não precisa ser religioso para saber que é errado", explica Dr. Tassos Lycurgo


O aborto é um dos temas mais discutidos no mundo atual, mas na maioria das vezes trazido para o campo da religião, fazendo parecer que o debate se resume às crenças e não a outros aspectos da moralidade humana. Foi pensando nisso que o Dr. Tassos Lycurgo gravou um vídeo onde apresenta argumentos que desconstroem a noção de que apenas religiosos são contra o aborto.

Tassos Lycurgo é um dos maiores nomes da apologética cristã no Brasil, uma área da teologia dedicada à "defesa da fé", nome esse que intitula a igreja na qual Lycurgo atua como pastor, localizada em Natal, no Rio Grande do Norte.

Entretanto, o currículo do Dr. Lycurgo é abrangente. Ele é Advogado, Professor Efetivo da UFRN, atuando como docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Design da UFRN e foi Professor Visitante da Oral Roberts University (EUA).

Lycurgo também é Pós-Doutor em Apologética Cristã (Oral Roberts University, EUA) e em Sociologia Jurídica (UFPB), Doutor em Educação – Matemática/Lógica (UFRN), Mestre em Filosofia Analítica (Sussex University, Inglaterra), Especialista em Direito Material e Processual do Trabalho (UNIDERP), Graduado em Direito (URCA), Filosofia (UFRN), Liderança Avançada (Haggai Institute, Tailândia), Ministério Pastoral (RBT College, EUA), e Estudos Bíblicos (RBT College, EUA), tendo também estudado na Noruega.

Assista os argumentos apresentados pelo Dr. Tassos Lycurgo abaixo:


O pesadelo da esquerda se confirmando - Janaína Paschoal pode ser a vice de Bolsonaro

O pesadelo da esquerda se confirmando - Janaína Paschoal pode ser a vice de Bolsonaro


A advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, vê com bons olhos a possibilidade de ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro (PSL).

Filiada ao PSL, ela diz ainda não ter sido chamada para o posto, mas o pré-candidato disse durante uma entrevista para a jornalista Mariana Godoy publicada no dia 6 desse mês, que se o senador Magno Malta realmente recusar o convite de ser o seu vice-presidente (recusa já foi feita), Janaína Paschoal é a sua opção.

"Não tenho como responder porque nada me foi perguntado", disse a advogada em entrevista à Rádio Eldorado nesta quinta-feira (19), segundo informações do Bahia Notícias. "Se essa dupla acontecer, será para revolucionar o país", acrescentou a advogada, sugerindo implicitamente que poderá aceitar o convite.

Nesta quarta, o PRP anunciou que desistiu da aliança com o PSL, inviabilizando a presença do general reformado Augusto Heleno como vice de Bolsonaro, outra carta na manga que o pré-candidato tinha em vista.

Segundo Janaína, desde a desistência do PRP ela vem recebendo ligações pedindo para ela ser vice de Bolsonaro. No entanto, ela reforçou que nenhum convite foi feito até o momento. "São duas pessoas de personalidade muito forte. Não conheço ninguém que ame mais o Brasil do que eu. Para o país seria algo significativo", disse.

A possibilidade de uma chapa Bolsonaro-Janaína pode ser tudo o que a oposição ao pré-candidato não deseja, visto que o ingresso de uma mulher como vice-presidente do país poderá derrubar de uma vez por todas às acusações de misoginia e preconceito contra o presidenciável em relação à figura feminina.

Outro ponto vantajoso para Bolsonaro é o fato de Janaína Paschoal ter ficado conhecida no país inteiro por sua contundência durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, com profundo conhecimento jurídico (não por acaso, professora da USP) e identificação com pautas conservadoras. Ou seja, não seria uma figura desconhecida da população e com bastante popularidade nas redes sociais.

Por outro lado, a personalidade forte e emocional de Janaína Paschoal, somada a do pré-candidato, pode contar como ponto negativo, visto que é importante haver um equilíbrio de ânimos em situações de crise institucional, como a que atravessa o país.

Em todo caso, os benefícios de ter a advogada como vice-presidente parecem pesar muito mais do que se tivesse outras figuras, como a do próprio senador Magno Malta. Janaína é tão emocional quanto, mas parece poder agregar mais no lado intelectual e jurídico do possível Governo Bolsonaro.
"Ninguém quis me ouvir", desabafa Marisa Lobo após repercussão da pedofilia como doença

"Ninguém quis me ouvir", desabafa Marisa Lobo após repercussão da pedofilia como doença

"Ninguém quis me ouvir", desabafa Marisa Lobo após o tratamento da pedofilia como doença

A psicóloga, escritora e pré-candidata ao cargo de deputada federal pelo Paraná esse ano, Marisa Lobo, fez um desabafo em sua rede social após a grande repercussão que vem tendo a discussão envolvendo a aceitação social da pedofilia como uma "doença".

O caso ganhou muita visibilidade depois que uma reportagem da GloboNews onde a pedofilia é tratada como uma doença que "não tem cura" viralizou nas redes sociais, fazendo com que muitos percebessem que esta é uma estratégia do ativismo pedófilo para conseguir reconhecer a pedofilia como uma "orientação sexual", conforme explicamos em outra matéria.


"Fui a primeira a denunciar a reclassificação da pedofilia como orientação sexual pela APA [Associação Americana de Psiquiatria] e OMS [Organização Mundial de Saúde]. Só agora estão se preocupando? A coisa é tão séria que fui condenada a pagar 30 mil reais por denunciar discursos que favorecem a aceitação social da pedofilia", escreveu Marisa.

A condenação que Marisa Lobo se refere foi por ela ter denunciado o discurso de uma pessoa famosa (o nome não foi revelado por segredo de justiça) que tratou a pedofilia de forma flexível, sugerindo que não é, necessariamente, um crime e que pedófilos, de fato, "amam" crianças. A psicóloga precisou fazer uma vaquinha online para conseguir pagar a indenização.

"O judiciário me puniu e não a pessoa que fez um vídeo pedindo para a sociedade lançar um olhar de 'Amor' ao 'coitado' do Pedófilo. E quem me defendeu? Quem se importou?", continua a psicóloga.

"Agora por ser um momento político todo mundo está fingindo se importar? Preguiça viu, de ver tantos políticos que podiam ter feito alguma coisa e nem comentaram o que aconteceu comigo, para não dar visibilidade ao meu nome", desabafa, referindo-se a sua tentativa de ingressar na política, destacando que a tentativa de reconhecer a pedofilia como uma "doença" realmente faz parte da sua aceitação social.


"Eu queria gritar, aproveitar o caso para mostrar a sociedade que sim, a aceitação da pedofilia legalmente está às portas. Mas vivemos em uma hipocrisia e oportunismo político, agora todos querem discutir o assunto?", acrescenta. "Quando implorei, ninguém quis me ouvir, eu era a louca exagerada. E agora?".

"Por isso entrei para a política, colocando meu nome para lutar por um espaço na Câmara federal. Precisamos lutar com conhecimento, contra essas ações orquestradas maquiavélicas. Não por oportunismo como alguns pensam, e sim como uma oportunidade de provar para a nação brasileira que com conhecimento e boa vontade política é sim possível barrar essa e outras aberrações que estão tomando conta do Brasil", conclui.
“A pedofilia é uma orientação sexual imutável, assim como a heterossexualidade”, diz palestrante

“A pedofilia é uma orientação sexual imutável, assim como a heterossexualidade”, diz palestrante


Uma estudante de medicina alemã provocou grande repercussão depois de ser filmada dizendo a uma platéia que “a pedofilia é uma orientação sexual imutável, assim como... a heterossexualidade”.

Mirjam Heine deu uma palestra em defesa dos pedófilos durante o TEDx Talk,  “de organização independente”, na Universidade de Würtzberg, na Alemanha, em maio passado. O título dado à palestra de Heine foi “Por que nossa percepção da pedofilia tem que mudar”.

Apresentando seu tema com a “história de Jonas”, uma pedófila de 19 anos que estuda direito e joga futebol, ela pediu aos ouvintes que deixassem de lado sua repulsa por pedófilos.


"Qualquer um poderia nascer como pedófilo", disse ela.

Segundo o estudante de medicina, a pedofilia é apenas mais uma “orientação sexual imutável, como, por exemplo, a heterossexualidade”. Heine pediu a seu público que diferencie a atração sexual por criança, que ela acredita ser aceita e tolerada como “sentimentos” involuntários, do abuso sexual infantil, que ela destacou como algo sempre errado.

"A diferença entre a pedofilia e outras orientações sexuais é que viver essa orientação sexual terminará em um desastre", disse ela.

Enquanto isso, Heine fez a afirmação surpreendente de que “estudos científicos” mostram que apenas 20 a 30% de todos os molestadores de crianças são pedófilos.

"A grande maioria dos criminosos não são pedófilos, mas são sexualmente interessados ​​em adultos", afirmou. Seu exemplo foi um homem que abusa sexualmente de sua enteada porque está zangado ou com ciúmes de sua mãe.

Às vezes as idéias de Heine se mostraram confusas. Ela disse que a heterossexualidade e a pedofilia eram ambas orientações, enquanto dizia que a pedofilia pode ser "heterossexual", "homossexual" e "bissexual".


Ela insinuou que uma não pedófila poderia abusar sexualmente de uma criança, mas também incluía em sua definição de pedófilos pessoas atraídas, em menor medida, para adultos. E embora ela pareça pensar que as pessoas "nascem" como pedófilas, ela também disse que a pedofilia tem fatores biológicos, sociais e psicológicos.

Para Heine, a pedofilia não é algo que alguém realmente faz, mas algo que alguém gostaria de fazer, como uma preferência sexual de que "viveriam livremente", se não fosse contrário ao que entendemos por uma vida moralmente correta.

Heine ressaltou que o isolamento social dos pedófilos é um fator importante na probabilidade de agredirem sexualmente crianças. Mas para ela, "isolamento social" não significava ficar sem pais ou amigos - significava a relutância do pedófilo em contar-lhes sobre suas inclinações sexuais.

"Por exemplo, eles não podem dizer a seus filhos que não podem ir à praia porque as crianças em trajes de banho podem estar lá também", disse Heine. "Eles nunca podem ser completamente francos com outras pessoa".

A abertura sobre os sentimentos sexuais é crucial para Heine. Ela acredita que a habilidade de um pedófilo de ser “franco” e ter sua “orientação” reconhecida, tolerada e aceita é fundamental para evitar a agressão sexual infantil.

"Não devemos aumentar o sofrimento dos pedófilos excluindo-os, culpando-os e ridicularizando-os", disse Heine. "Ao fazer isso, aumentamos seu isolamento e aumentamos a chance de abuso sexual infantil."

O ponto central para o argumento de Heine é que os pedófilos não são culpados por seus sentimentos e pensamentos, apenas por suas ações. Ela não aborda, no entanto, o tema da fantasia deliberada ou do uso de pornografia. E, ao mesmo tempo, ao argumentar que os pedófilos não podem mudar seus “sentimentos”, ela encorajou seu público a mudar seus próprios sentimentos de repulsa por pedófilos.


"Assim como os pedófilos, não somos responsáveis ​​por nossos sentimentos", disse ela. "Nós não os escolhemos... mas é nossa responsabilidade superar nossos sentimentos negativos sobre os pedófilos e tratá-los com o mesmo respeito que tratamos as outras pessoas".

De acordo com o site Breitbart, uma vez que a palestra foi postada no YouTube, o vídeo de Heine resultou em uma enorme discussão online. Em resposta, os organizadores do evento TEDx independente excluíram o conteúdo e até hoje eles tentam remover “cópias ilegais” da Internet.

“Depois de rever a palestra, acreditamos que [a palestrante] cita pesquisas de maneiras que estão sujeitas à sérias interpretações errôneas. Isso levou alguns espectadores interpretarem a palestra como um argumento em favor de uma prática ilegal e prejudicial”, escreveram os organizadores do evento.

A TED Talks continuou: “Além disso, depois de entrar em contato com a organização para entender o motivo pelo qual o vídeo havia sido retirado, nós entendemos que a palestrante solicitou que ele fosse removido da internet porque ela tinha sérias preocupações sobre sua própria segurança”.

“Nossa política é e sempre foi a de remover as palestras dos palestrantes quando eles pedem que o façamos. É por isso que apoiamos a decisão do organizador do TEDx de respeitar os desejos deste orador e manter a conversa off-line”, acrescenta.

Mais tarde, a TED Talks acrescentou em sua declaração que não apóia ou defende a pedofilia.

Comentário:

Não se engane! O leitor menos familiarizado com o ativismo sexual pode acreditar no "conto dos equívocos", caindo na armadilha de que a fala da palestrante foi um "erro de interpretação" ou equívoco da mídia acerca do que foi dito durante a palestra. Pura ilusão!

A ideia apresentada pela estudante de medicina é detalhada, persuasiva e precisa. Ela sabe exatamente o que diz. Não há equívoco algum, mas sim uma estratégia de acomodação gradual de conceitos chocantes para a sociedade. A ideia central é introduzir o debate, para através dele cogitar possibilidades, sendo a maior delas a aceitação social da pedofilia.

No âmbito científico, o discurso da estudante é medíocre, algo comum entre os que tentam transformar ideologias em dados objetivos. Não há qualquer comprovação da imutabilidade acerca das orientações sexuais, muito menos de que a pedofilia é uma orientação sexual sob influência biológica. Essa é uma afirmação ridícula.

No final das contas o que temos é mais uma investida da engenharia social visando transformar a sociedade através do discurso. Se você está lendo essa notícia sobre um fato ocorrido do outro lado do mundo, é porque certamente os engenheiros culturais obtiveram algum sucesso. A polêmica faz parte dele, mesmo quando exposta criticamente, como fizemos aqui.

Temos consciência disso, mas ao mesmo tempo sabemos que esse é um processo impossível de impedir pela omissão dos fatos. Nossa alternativa é, antes que eles assumam o status de verdade, combatê-los dizendo que são mentiras, vacinando a sociedade antes que ela seja contaminada por completo.

Veja o trecho da palestra no vídeo abaixo (em inglês):




Comentário: Will R. Filho
REAÇÃO: Pediatras brasileiros emitem nota contra desenho "Super drags" da Netflix

REAÇÃO: Pediatras brasileiros emitem nota contra desenho "Super drags" da Netflix


O desenho "Super drags", anunciado pela Netflix no dia 31 de maio desse ano, nem foi ao ar e já está causando a indignação de vários profissionais de saúde, especialmente da saúde mental, por apresentar um apelo infantil voltado para questões ideológicas relacionadas ao mundo LGBT.

Como já havíamos alertado em outra matéria, apesar da Netflix alegar que o desenho é voltado para adultos, o simples fato de utilizar uma linguagem infantil através da animação revela a intenção implícita dos produtores em querer alcançar o público infantil, e esta opinião é confirmada pela Sociedade Brasileira de Pediatria em uma nota publicada esta semana contra a exibição do programa.

"A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em nome de cerca de 40 mil especialistas na saúde física, mental e emocional de cerca de 60 de milhões de crianças e adolescentes, vê com preocupação o anúncio de estreia, no segundo semestre de 2018, de um desenho animado, a ser exibido em plataforma de streaming, cuja trama gira ao redor de jovens que se transformam em drag queens super-heroínas", diz o início da nota.

Em seguida, a entidade destaca que crianças não possuem a capacidade cognitiva suficiente para compreender questões morais complexas envolvendo a sexualidade, uma vez que elas podem acabar tendo acesso ao conteúdo por outros meios, como gravações clandestinas compartilhadas pela internet.

"A SBP respeita a diversidade e defende a liberdade de expressão e artística no país, no entanto, alerta para os riscos de se utilizar uma linguagem iminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto, o que exige maior capacidade cognitiva e de elaboração por parte dos espectadores", acrescenta.

O órgão também ressalta que o Supremo Tribunal Federal recentemente baniu a lei que restringia o conteúdo transmitido pelos meios de comunicação através de classificações indicativas, deixando apenas para os pais e os próprios veículos utilizarem o bom senso junto às crianças, tornando esse controle ainda mais frágil.

Na prática, sabemos que muitos ativistas vinculados ao movimento LGBT sabem da dificuldade dos pais atualmente em controlar o conteúdo que os filhos veem na TV e internet. O mesmo aconteceu com o desenho pornográfico "A Festa da Salsicha", transmitido pelo canal HBO em horário nobre, também denunciado por nós em outra matéria.

"Essa decisão [do STF] deixa crianças e os adolescentes dependentes, exclusivamente, do bom senso das emissoras de TV e plataformas de streaming, agregando um complicador a mais às relações delicadas existentes no seio da família, do ambiente escolar e da sociedade, de forma em geral", continua a nota.

Por fim, a SBP também destaca os prejuízos na formação mental e afetiva das crianças e adolescentes ao serem expostos a esses conteúdos, pedindo que a Netflix cancele o lançamento da transmissão.

"Vários estudos internacionais importantes comprovam os efeitos nocivos, entre crianças e adolescentes, desse tipo de exposição. Ressalte-se o período de extrema vulnerabilidade pela qual passam esses segmentos, com impacto em processos de formação física, mental e emocional.

Sendo assim, a SBP reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e com a diversidade, mas apela à plataforma que cancele esse lançamento, como expressão de compromisso do desenvolvimento de futuras gerações", conclui.

Para ler a nota completa clique aqui.
Dormir pouco aumenta risco de adquirir doenças como alzheimer e parkinson, aponta estudo

Dormir pouco aumenta risco de adquirir doenças como alzheimer e parkinson, aponta estudo


A compreensão do sono tornou-se cada vez mais importante na sociedade moderna, onde a perda crônica de sono se tornou excessiva e generalizada. Como evidências indicam uma correlação entre a falta de sono e os efeitos negativos para a saúde, a principal função do sono permanece um mistério. 


Mas em um novo estudo publicado em 12 de julho na revista PLOS Biology, Vanessa Hill, Mimi Shirasu-Hiza e colegas da Universidade de Columbia, em Nova York, descobriram que micro-organismos que dormem em moscas de frutas compartilham o defeito comum de sensibilidade ao estresse oxidativo agudo e, portanto, que o sono apóia os processos antioxidantes.

A compreensão dessa antiga relação bidirecional entre o sono e o estresse oxidativo na pequena mosca da fruta poderia fornecer informações muito necessárias sobre doenças humanas modernas, como distúrbios do sono e doenças neurodegenerativas.

Por que dormimos?


Durante o sono, os animais são vulneráveis, imóveis e menos responsivos aos seus ambientes; eles são incapazes de procurar comida, matar ou fugir de predadores. Apesar dos riscos implicados no comportamento do sono, quase todos os animais dormem, sugerindo que o sono preenche uma função essencial e evolutivamente conservada dos seres humanos, como nas moscas das frutas.

Os pesquisadores argumentaram que se o sono é necessário para uma função central da saúde, os animais que dormem significativamente menos do que o normal devem compartilhar um defeito nessa função central.

Para este estudo, eles usaram um grupo diversificado de mutantes de Drosophila (mosca da fruta) de sono curto. Eles descobriram que esses mutantes de sono curto realmente compartilham um defeito comum: todos são sensíveis ao estresse oxidativo agudo.

O estresse oxidativo resulta do excesso de radicais livres que podem danificar as células e levar à disfunção orgânica. Os radicais livres tóxicos, ou espécies reativas de oxigênio, se acumulam nas células a partir do metabolismo normal e dos danos ambientais. Se a função do sono é defender-se do estresse oxidativo, então o aumento do sono deve aumentar a resistência ao estresse oxidativo.

Hill e colaboradores usaram métodos farmacológicos e genéticos para mostrar que isso é verdade.

Finalmente, os autores propuseram que, se o sono tem efeitos antioxidantes, então certamente o estresse oxidativo pode regular o próprio sono. Consistente com essa hipótese, eles descobriram que a redução do estresse oxidativo no cérebro pela superexpressão de genes antioxidantes também reduz a quantidade de sono.

Em conjunto, esses resultados apontam para uma relação bidirecional entre o sono e o estresse oxidativo - isto é, as funções do sono para defender o corpo contra o estresse oxidativo e o estresse oxidativo, por sua vez, ajudam a induzir o sono.

Este trabalho é relevante para a saúde humana, porque os distúrbios do sono estão correlacionados com muitas doenças que também estão associadas ao estresse oxidativo, como as doenças de Alzheimer, Parkinson e Huntington.

A perda de sono pode tornar os indivíduos mais sensíveis ao estresse oxidativo e à doença subsequente. Por outro lado, o rompimento patológico da resposta antioxidante também pode levar à perda do sono e às patologias associadas à doença.

Comentário:

Os resultados obtidos nesse estudo são importantíssimos e de grande relevância em nosso contexto atual de vida. A sociedade está dormindo cada vez menos, em grande parte por conta do uso exaustivo da tecnologia.

A pesquisa sugere uma explicação razoável para o aumento de pessoas relatando sofrimento com estresse, o que traz como consequência outros males, afetando também a saúde mental dos indivíduos.

É importante prestar atenção aos efeitos da falta de sono e procurar estabelecer regras que limitem o uso demasiado de aparelhos como celulares, tablets e computadores. Esse é um desafio das famílias, mas também um dever dos meios de comunicação e profissionais em geral para com a sociedade.


Fonte: PLOS
Comentário: Will R. Filho
Sabia que você evitar o suicídio de outras pessoas por telefone? Saiba como nesse texto

Sabia que você evitar o suicídio de outras pessoas por telefone? Saiba como nesse texto


O telefone toca e, do outro lado da linha, alguém pede socorro. Uma separação que fez a rotina perder o sentido, a morte de alguém querido, problemas com dívidas ou apenas solidão. Muitas razões levam pessoas a buscar atendimento no Centro de Valorização à Vida (CVV).

Desde 1962, a ONG atende voluntariamente quem precisa conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. A ligação passou a ser gratuita pelo número 188, desde segunda-feira (2/7). Antes, pagava-se o custo de uma chamada local, não era possível ligar de um orelhão ou de um celular sem créditos.

Um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde, assinado em 2017, permitiu o acesso gratuito ao serviço. Em 2016, o canal atendeu 1 milhão de pessoas. A expectativa é de fechar 2018 com 3 milhões de ligações, conversas por chat, e-mail e encontros presenciais.
Com isso, o volume de telefonemas aumentou e os 2,7 mil voluntários espalhados pelo Brasil não serão suficientes para atender a demanda. O CVV precisa de novos candidatos e as inscrições devem ser feitas pelo site a partir de setembro. Interessados do Brasil inteiro podem participar.

Existem 70 postos no país. Um deles fica no Edifício Brasília Rádio Center, na 702 Norte. São uma copa, escritório e duas salas de 18 metros quadrados cada, com ar-condicionado e sofá. Depois de passar por treinamento, o voluntário dedica quatro horas de um dia por semana a esse espaço.

O atendente do chamado não conhece o rosto da pessoa a ser socorrida. Mesmo assim, nos minutos seguintes, terá um elo com o ser humano ajudado. Quem são os colaboradores que abrem mão do tempo em família, de momentos de lazer, para se voluntariar em um cenário tão delicado?

A professora aposentada Ana Fátima Macedo, 51 anos, perdeu o pai para o suicídio. Hoje, ajuda outras pessoas, pois quer evitar que elas cometam o mesmo ato de desespero. “Lembro de me sentir perdida na época, não sabíamos nem onde buscar informação, apoio emocional. Isso é um motivo para eu estar aqui, as coisas escolhem a gente”, afirma.

Ela fez o curso de formação. São cinco encontros para transmitir a filosofia do CVV e fazer atendimentos simulados. Foi aprovada e, há dois meses, atende telefonemas em uma sala, na Asa Norte. “A gente tenta traduzir para aquela pessoa o que ela está sentindo. O mais importante é ouvir sem dar conselhos. Esse é o maior desafio”, pontua.

Quando começou o trabalho, Ana esperava encontrar pessoas desesperadas. Surpreendeu-se, muitas vezes, com o tom aparentemente tranquilo na voz de gente com quem conversou. “O que mais escuto é: não tenho com quem falar. Naquele momento, você é a pessoa em quem o outro depositou confiança. É uma grande responsabilidade”, relata.

Para Gilson Aguiar, 60, contador aposentado e colaborador do CVV há 17 anos, o voluntário ganha mais do que dá. “Aprendemos a respeitar o outro, a ouvir sem julgamentos e a acolher de verdade. Somos amigos temporários”, diz.

Suicidas são minoria 


O aposentado leu no jornal um anúncio sobre a carência de voluntários na entidade e se ofereceu para a missão. Identificou-se com os valores do CVV e nunca mais deixou de atuar pela causa, sem cobrar nada em troca. Já atendeu em vários horários, inclusive na madrugada.

Datas comemorativas, como Dia das Mães, Natal e Ano Novo, são os picos de atendimentos. “São os momentos em que as pessoas se sentem mais sozinhas, quando os outros estão confraternizando e elas não têm ninguém para dividir os sentimentos”, relata.

Podemos não concordar com o que a pessoa está dizendo, com quem ela é, mas, naquele momento, nos obrigamos a escutá-la sem fazer juízo de valor. É um aprendizado valioso"
Gilson Aguiar, voluntário
Gilson já conversou com pessoas que perderam animais de estimação e precisavam desabafar, com gente que havia acabado de ser demitida ou tinha terminado uma relação amorosa. Os suicidas, segundo ele, são minoria. “Há coisas que temos medo de dizer para quem nos conhece. Às vezes, é mais fácil se abrir para um estranho, pois ele não vai tentar interferir demais”, acredita.

O professor Márcio Peixoto, 44, abre mão das tardes de domingo com a família para atender ligações no CVV, há 5 anos. “Encontrei-me aqui, aprendi a dar valor no que realmente importa, tornei-me mais centrado e tranquilo”, avalia.

Márcio ressalta que o trabalho do CVV não tem qualquer intenção de substituir, por exemplo, formas tradicionais de terapia. “Nós damos um ombro amigo, não somos psicólogos. Para ser voluntário, basta ter 18 anos e ser aprovado no curso”, explica.

Fonte: Metrópoles