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ALERTA: Marisa Lobo denuncia a liberação de 100 mil do Governo para ONG abortista

ALERTA: Marisa Lobo denuncia a liberação de 100 mil do Governo para ONG abortista


A psicóloga e pré-candidata ao cargo de Deputada Federal pelo Paraná esse ano, Marisa Lobo, afirmou que foi dado "um golpe na surdina para patrocinar aborto" no Brasil, após a publicação no Diário Oficial da União de um "Extrato de Termo de Fomento" que tem como um dos objetivos "elaborar estratégias de enfrentamento ao fundamentalismo religioso".

O documento citado deixa claro que a ONG "Católicas pelo Direito de Decidir" está sendo beneficiada pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres, ao receber a quantia de R$ 100.000,00 reais para "organizar uma Frente Popular Inter-religiosa" com o objetivo de "elaborar estratégias de enfrentamento ao fundamentalismo religioso".


A ONG "Católicas pelo Direito de Decidir" é uma organização de viés político, feminista e liberal, notadamente alinhada com partidos de esquerda, presente em 12 países no mundo. Fundada no Brasil em 1993, a organização já foi repudiada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em uma nota publicada no passado:

"Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista (...) que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada Catholics for a Free Choice", diz um trecho da nota.

"Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica", acrescenta o texto, segundo o Veritatis Splendor.

"Golpe na surdina", diz Marisa Lobo


A psicóloga, que também é pesquisadora de gênero e autora do livro "Ideologia de Gênero na Educação", fez a denúncia em sua página pessoal no Facebook. Segundo ela, o acordo firmado entre a União e a ONG abortista tem como intenção promover a legalização do aborto no Brasil.


"Eles utilizam o mesmo discurso de sempre, sobre direitos das mulheres, luta contra o fundamentalismo religioso e a defesa do Estado laico, mas todos nós já estamos cansados de saber que isso não passa de uma estratégia para promover a legalização do aborto e outras pautas feministas e LGBT", disse Marisa em resposta ao Opinião Crítica.

"Foi um golpe na surdina. Eles aproveitaram o momento da população envolvida com a Copa do Mundo e também a maior ausência dos parlamentares no Congresso essa época do ano", acrescenta.

Na página da ONG "Católicas pelo Direito de Decidir" são especificados os objetivos da organização, confirmando sua motivação política e ideológica:

"Nossas atividades são direcionadas para as mulheres, jovens, LGBTs, negras, pois acreditamos ser essencial o fortalecimento destes grupos sociais, sejam eles organizados ou não", diz um trecho, destacando "a construção do discurso ético-teológico feminista pelo direito de decidir que defenda a autonomia das mulheres, a diversidade sexual".


Para ler a íntegra do documento publicado no Diário Oficial da União, clique aqui.
REAÇÃO: MPF abre investigação contra homenagens a ditadores nas Universidades Federais

REAÇÃO: MPF abre investigação contra homenagens a ditadores nas Universidades Federais


O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás instaurou, nesta quinta-feira (12), Procedimentos Preparatórios (PP) para apurar se universidades e institutos federais no estado, quais sejam, Universidade Federal de Goiás (UFG), Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e Instituto Federal de Goiás (IFG), concederam homenagens a autor de graves violações de direitos humanos, nacional ou estrangeiro, vinculado a qualquer regime político-ideológico ou ditatorial.

De acordo com o procurador da República Ailton Benedito de Souza, os procedimentos basearam-se em Notícia de Fato instaurada a partir de informações veiculadas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), que solicitou informações a mais de cem instituições públicas de ensino superior, nas 27 Unidades da Federação, sobre a existência de homenagens concedidas a quaisquer dos 377 autores de graves violações de direitos humanos praticados durante a ditadura militar no Brasil, entre 1964 e 1985, já identificados no Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade.

Aílton Benedito entende que, em relação à UFG, ao IF Goiano e ao IFG, cabe ao MPF em Goiás a atribuição de iniciar a respectiva apuração. Assim, instaurou PP para cada um deles no intuito de prosseguir na investigação.

Além disso, estendeu o seu objeto para abranger não só a identificação de homenagens concedidas a autores de graves violações de direitos humanos praticados durante a ditadura, mas também em relação àqueles, nacionais ou estrangeiros, vinculados a qualquer regime político-ideológico ou ditatorial.

Como primeira medida, o MPF oficiará às três instituições de ensino para que forneçam, no prazo de 30 dias, informações que apontem a existência de títulos honoríficos, nomes de prédios, salas, espaços, ruas, praças ou logradouros dos respectivos campi que façam alusão a essas pessoas, inclusive quanto aos seguintes nomes:

Adolf Hitler, Kim II-Sung, Muammar al-Gaddafi, Francisco Franco, Augusto Pinochet, Josef Stalin, Kim Jong-Il, Slobodan Milosevic, Omar al-Bashir, Mao Tsé-Tung, Vladimir Lenin, Robert Mugabe, Benito Mussolini, Saddam Hussein, Pol Pot, Getúlio Vargas, Fidel Castro, Ernesto Che Guevara, Raul Castro, Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Para mais informações, leia a íntegra do despacho do procurador Ailton Benedito que determinou a instauração dos procedimentos.

Fonte: MPF-GO
CRP-12 divulga cartilha atacando psicólogos que ajudam LGBTs na mudança de orientação sexual

CRP-12 divulga cartilha atacando psicólogos que ajudam LGBTs na mudança de orientação sexual


O número de psicólogos frustrados com a psicologia no Brasil aumentou significativamente nos últimos anos. Em grande parte, isto se deve ao aparelhamento ideológico nos Conselhos de Psicologia, que no lugar de fiscalizar o exercício ilegal da profissão e regulamentar possíveis métodos, tem feito do poder público um palanque para promoção de interesses de grupos e pessoas, contrariando não apenas grande parte da categoria, como às leis que regulamentam a função das autarquias no país.

Um exemplo recente que comprova isso é a denúncia feita por um(a) profissional vinculado(a) ao Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina (12ª Região), acerca de uma cartilha distribuída pelo órgão aos profissionais do estado, versando em defesa da Resolução 01/99, que regulamenta a atuação dos psicólogos quanto ao tratamento das homossexualidades.


A referida Resolução, para o leitor que talvez não saiba, é alvo de críticas desde o momento em que foi criada, em 1999. Vários profissionais alegam que ela extrapola o simples dever de coibir atitudes preconceituosas e discriminatórias em relação à orientação homossexual.

Para esses profissionais, o documento possui uma margem de interpretação no parágrafo único do Artigo 3º e em todo o Artigo 4º (leia aqui para entender), que permite a utilização do texto de forma tendenciosa, no sentido de impedir que os psicólogos não possam emitir opiniões, fazer publicações, pesquisas acadêmicas, dar palestras ou mesmo exercer o direito à liberdade religiosa, sem que sejam perseguidos e acusados de violar o Código de Ética da profissão.


Com base nisso, alguns processos judiciais já foram movidos para tentar invalidar a Res. 01/99, e um deles obteve sucesso em 9 de setembro do ano passado (2017), quando o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara da Justiça Federal em Brasília, acatou o pedido de uma Ação Civil limitando a utilização da referida Resolução.

Manifestações nos Conselhos de Psicologia


Desde então, vários Conselhos de Psicologia têm se manifestado em defesa da Resolução 01/99, alegando que ela está sofrendo uma "onda de ataques" de psicólogos "fundamentalistas" que desejam o "retrocesso" na conquista de "direitos" das pessoas homossexuais, transexuais, travestis e etc.

A cartilha acima, do CRP-12, é uma dessas manifestações. A princípio, não haveria surpresa alguma se o texto estivesse resumido à derrota sofrida novamente pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), após o juiz Waldemar negar em 28 de junho desse ano (2018) o recurso que o órgão moveu contra a decisão de novembro passado. Todavia, o texto vai muito além.

Uma parte da cartilha diz o seguinte:

"A Resolução 001/1999 não proíbe que psicólogos(as) atendam pessoas que estejam em sofrimento psíquico por conta da orientação sexual que experienciam".

Até ai tudo bem, certo? Mas logo em seguida o texto continua da seguinte forma:

"A psicologia vem compreendendo, ao longo dos anos, que as orientações sexuais não-heterossexuais não devem ser tratadas como um problema em si. Neste sentido, o principal fator determinante de sofrimento seria o próprio sistema heteronormativo que estrutura a nossa sociedade", (grifo nosso).



Opa! Então, se o indivíduo procurar ajuda de um psicólogo alegando que está em conflito com sua homossexualidade, por exemplo, o profissional deve encarar que o fator determinante desse sofrimento é o "sistema heteronormativo que estrutura a sociedade"?

Segundo a recomendação do texto, sim! Para um leitor minimamente atendo, está claro que o documento faz um jogo de ideias, onde exclui todas às possibilidades de conflitos de natureza sexual, para culpar a "heteronormatividade" como o grande problema do sofrimento emocional que muitos LGBTs enfrentam.

Na página posta em nossa imagem de capa, o texto continua defendendo o mesmo argumento para tentar explicar o motivo pelo qual alguns LGBTs procuram os psicólogos querendo mudar de orientação sexual, como segue:

"Tais sofrimentos se relacionam a diversas situações de homofobia e transfobia que experienciam cotidianamente. Situações de violência que fazem os sujeitos sofrerem e que, por isso, precisam ser considerados pelos(as) psicólogos(as)".

Mais uma vez, o que o texto faz implicitamente é colocar a culpa de tais sofrimentos apenas na sociedade, família, na religião e no preconceito. Observe que não há qualquer consideração acerca de outras causas que possam originar tais conflitos, das quais falaremos mais adiante. Tudo se resume à duas coisas: "heteronormatividade" e "homofobia".

O que ativistas nos Conselhos de Psicologia lutam para esconder da sociedade


O que lemos acima é um exemplo clássico do que é fruto de uma ideologia. A ideologia faz exatamente isso: mascara a realidade para dar voz apenas ao que é do seu interesse, procurando impor como verdade algo que despreza todos os pensamentos contrários.

Caso não tenha lido, recomendamos o texto: "Aparelhamento Ideológico na Psicologia - Do Pensamento Científico ao Sindicalismo". Esse texto será importante para a sua compreensão acerca das diferenças entre ideologia e ciência, e como isso atualmente está afetando a ciência não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro.


Em primeiro lugar, a postura dos que defendem os argumentos postos na cartilha acima é fruto de uma compreensão original, que embora não explícita por falta de embasamento científico, está indiretamente na argumentação. Se trata da compreensão de que a homossexualidade, transgeneridade e outras expressões são inatas. Ou seja, de que tais pessoas "nascem assim".

Eles desejam que a sociedade e principalmente os próprios LGBTs pensem isso, pelo simples fato de que, se não nasceram assim, obviamente há uma explicação de caráter ambiental para o desenvolvimento de tais orientações sexuais. Ora, se não são inatas, como são construídas e firmadas?

Todos os seres humanos são heterossexuais por natureza


A única orientação sexual biologicamente herdada é a heterossexual. Para frustração do ativismo LGBT e contrariedade das suas falácias, a "heteronormatividade" não é uma norma por acaso. Ela é uma norma exatamente porque é, biologicamente, a norma.

"Às diferenças sexuais no comportamento, na cognição, nos valores e nas preferências são parte das naturezas humanas masculina e feminina inatas e distintas; homens e mulheres são intrinsecamente diferentes. Os cérebros humanos masculinos e femininos são diferentes, assim como seus órgãos reprodutores". (MILLER; KANAZAWA, 2007, p. 38)

Quem define isso não são ideias desconexas da realidade, muito menos qualquer viés de cunho moral ou religioso, mas os fatos da forma como a natureza nos apresenta. Mas a alienação ideológica é tão danosa entre os ativistas infiltrados nos Conselhos de Psicologia que até o conceito de "natureza" eles pretendem desconstruir. Mas a ciência está contra eles:

"Sabe-se hoje em dia que não são apenas fatores culturais ou sociais que levam um menino a ter um comportamento e a menina, outro. Existem, sim, fortes influências biológicas, orgânicas, hormonais nesta evolução de fatos. Assim, é muito mais comum uma menina procurar uma boneca do que brincar de mocinho". (GAUDERER, 1996, p. 110).


Nenhum ser humano nasce assexuado. Nossa definição sexual, assim como as características físicas associadas a ele, são pré-estabelecidas ainda no útero materno, evidenciando a heterossexualidade como um padrão biológico e não um mero capricho cultural. Portanto:

"A socialização de gênero ajuda a acentuar, solidificar, perpetuar e reforçar as diferenças inatas entre homens e mulheres, mas não causa e nem cria tais diferenças. Em outras palavras, homens e mulheres não são diferentes por serem socializados de maneiras diferentes, são socializados de maneiras diferentes porque são diferentes. A socialização de gênero não é a causa das diferenças de sexo, mas uma consequência". (MILLER; KANAZAWA, 2007, p. 38).

A construção das orientações sexuais


Em nível primário, não há sexualidade formada quando nascemos. Há apenas o sexo formado. Todavia, é perfeitamente lógico compreender e reconhecer (porque está provado cientificamente) que tanto a sexualidade do macho como da fêmea é direcionada pela influência genética dos seus corpos, o que justifica a heteronormatividade.

Contudo, há elementos do meio que interferem nessa formação, frutos de vários fatores. No aspecto afetivo e psicológico, a - identidade - sexual tanto do heterossexual quanto do homossexual (e etc.) são construídas socialmente. Note que utilizamos a palavra "identidade". Isso, porque, a identidade é o que orienta a sexualidade.


Identidade é a forma como nos vemos. A maneira como nos vemos é resultado das experiências que temos no decorrer da vida em relação com outras pessoas. Para Julie Harren Hamilton, especialista em terapia familiar, escritora e ex-professora assistente de Psicologia da universidade Palm Beach Atlantic (EUA), a identidade homossexual nasce "tipicamente a partir de uma combinação de fatores temperamentais e fatores ambientais que ocorre na vida de uma criança".

Esse entendimento está de acordo com a Psicóloga Angela Louzada Santos, Mestre em Psicologia e Educação, ao dizer que, segundo a psicanálise, "a relação primária com a mãe é fundamental para o organização psíquica do feminino e masculino", explicando que a homossexualidade surge como fruto dessa relação quando é conflituosa, o que significa ser uma adaptação a um conflito originalmente familiar.

A visão de Louzada também é defendida, por exemplo, pelo psicanalista Tony Anatrella e pelo psicólogo Gerard J. van den Aardweg, escritor e Doutor em Psicologia pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, o qual atribui a identificação com os modelos "materno" e "paterno" a origem da formação da identidade sexual (ou seja, orientação sexual, tanto hétero como homo).


"Normalmente, o instinto de imitação de um menino, depois de cerca de três anos, es­pontaneamente se dirige para modelos masculinos: pai, ir­mãos, tios, professores e, na puberdade, para outros heróis masculinos. A necessidade de imitação das meninas dirige-se para modelos femininos. Isso é visto como uma característica inata ligada ao sexo.", escreveu ele.

Traumas e conflitos familiares


Grande parte dos homossexuais, transgêneros, travestis e etc., relatam terem vivido em contextos familiares em conflito. O ambiente familiar e a relação com o pai, principalmente, é a principal fonte de sofrimento dos que procuram a clínica psicológica, segundo o relato de vários psicólogos clínicos.

Muitos desses "pacientes" não têm em mente a motivação de lidar com essas questões, especialmente quando são pessoas mais velhas, acima dos 30 anos, porque acreditam que já "nasceram assim". Por conta disso é comum buscarem ajuda para lidar com a ansiedade, depressão, compulsão, dificuldade de envolvimento emocional ou mesmo de libido, entre outros.


Entretanto, no decorrer dos atendimentos, a conscientização acerca desses conflitos pode fazer com que seja necessário explorar mais a fundo suas origens. É nesse período que vem à tona questões de ordem familiar, como relatos de ausência do pai, rejeição, abandono, agressão, superproteção da mãe ou avós e outros fatores.

Outro ponto chave são os relatos de abuso sexual. Há pessoas que, naturalmente, desenvolveram um bloqueio mental e afetivo acerca desses episódios. Se trata do que a psicanálise chama de "mecanismo de defesa". Ele é vital em determinado período da vida, para que a vítima do abuso consiga lidar com o sofrimento e seguir adiante.

Quando tais bloqueios são quebrados, por vontade própria do indivíduo que decide relatar esse episódios, muitos atribuem a orientação sexual ao que sofreram no passado, como consequência do trauma. Um exemplo recente disso é o caso de Graziele Galvão, veja aqui.

O que é um fato observado na atualidade, vários autores já confirmaram através de pesquisas. Veja abaixo alguns dos motivos atrelados ao desenvolvimento da orientação homossexual, segundo os respectivos pesquisadores:

"Distanciamento do pai cedo na infância, porque o pai foi percebido como hostil ou distante, violento ou alcoólatra, (Apperson 1968: Bene 1965: Bieber 1962, Fisher 1996: Pillard 1988: Sipova 1983);

Mãe superprotetora (meninos), (Bieber, T. 1971: Bieber 1962: Snortum 1969);

Mãe estava carente e exigente (meninos), (Fitzgibbons 1999);

Mães emocionalmente indisponíveis (meninas), (Bradley 1997: Eisenbud 1982);

Pais não conseguiram incentivar (representatividade/referencial) a identificação do mesmo sexo, (Zucker 1995)

Falta de brincadeiras mais “duras” (meninos), (Friedman, 1980: Hadden 1967a);

Falta de identificação com colegas do mesmo sexo (dificuldade de socialização), (Hockenberry 1987: Whitman 1977);

Não gostam de esportes de equipe (dificuldade de socialização) (meninos), (Thompson 1973);

Falta de coordenação manual ou visual e resultante provocação dos colegas (meninos), (estigmatização) (Bailey 1993: Fitzgibbons 1999: Newman 1976);

O abuso sexual ou estupro, (Beitchman 1991: Bradley 1997: Engel 1981: Finkelhor, 1984; Gundlach 1967);

Fobia social ou timidez extrema, (Golwyn 1993);

Perda dos pais por morte ou divórcio, (Zucker 1995);

Separação dos pais durante decisivas fases de desenvolvimento. (Zucker 1995)."

Então, a heteronormatividade e a homofobia são os problemas?


Finalmente, como o(a) leitor(a) já deve ter observado, daria para transformar esse texto em um artigo muito extenso se fosse o nosso interesse, repleto de citações e exemplos do cotidiano. Todavia, esse não é o espaço adequado para um debate mais profundo.

Os exemplos citados são apenas alguns e eles deixam claro que é possível, sim, que pessoas homossexuais, transgêneros e outros passem por conflitos associados ao desenvolvimento e fixação de suas orientações sexuais, e que isso não tenha relação alguma com os argumentos apresentados na cartilha do CRP-12.

Além do contexto familiar e dos traumas sexuais, há um terceiro ingrediente nisso tudo, que é a "modelagem cultural". O que a perspectiva behaviorista da psicologia explica como "reforço de contingência" está sendo explorado ao máximo nos meios de comunicação, de forma que crianças e adolescentes atualmente estão sendo induzidos à crise de identidade por conta dessa promoção desenfreada das ideologias sexuais.


É justamente por essa ampla gama de possibilidades acerca da formação da identidade sexual que o profissional de psicologia não pode ser tolhido de acolher o sofrimento dos seus clientes com ressalvas e imposições político-partidárias.

Assim como há indivíduos homossexuais plenamente realizados, e vivendo bem assim, há muitos outros que não estão felizes e desejam mudar tal condição. O que os psicólogos devem fazer, ignorar ou simplesmente fazê-los acreditar que é culpa do "sistema"?

Compreender o motivo desse desconforto de forma enviesada não é uma postura científica, muito menos ética. Cabe lembrar o Artigo 2º, letra "b" do Código de Ética do psicólogo, que não vale apenas para os "fundamentalistas", mas também para os "progressistas".

Se o sofrimento trazido por um LGBT na clínica psicológica é fruto de uma origem traumática e um contexto de sofrimento, que para tal indivíduo explica a sua condição sexual na atualidade, isso deve ser considerado e trabalhado pelo profissional da psicologia sem qualquer enviesamento ideológico, quer no sentido de adaptação e permanência na condição sexual atual, quer no sentido de mudança.

Em todo caso, mudanças são possíveis, sim. E quem às determina é o próprio indivíduo que sofre, bem como a natureza do sofrimento. Reconhecer e aceitar isso é algo que se os ativistas nos Conselhos de Psicologia não tiverem a honestidade intelectual de fazer, terão que engolir!


Por: Will R. Filho

REFERÊNCIAS:


MILLER, Alan. S; KANAZAWA, Satoshi. Por que homens jogam e mulheres compram sapatos. Rio de Janeiro. Prestígio, 2007.

GAUDERER, Christian. Sexo e Sexualidade da Criança e do Adolescente. Rio de Janeiro. Rosa dos Tempos, 1996.
Procurador declara guerra ao Conselho Federal de Psicologia por "lobby transgênero"

Procurador declara guerra ao Conselho Federal de Psicologia por "lobby transgênero"


O procurador da República Ailton Benedito, atual chefe do Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, concedeu uma entrevista esta semana para a rede BBC Brasil, onde falou de um processo que entrou contra o Conselho Federal de Psicologia, por impedir que psicólogos tratem transexuais.

A reportagem nitidamente tentou influenciar o entendimento do leitor sobre a postura do Dr. Ailton, mas sua fala deixou evidente a coerência dos seus argumentos, o que para o público em geral é suficiente para uma boa compreensão.


O ponto em destaque é a posição do procurador em relação à Resolução 01/2018, publicada pelo Conselho Federal de Psicologia em janeiro desse ano, a qual viola os direitos constitucionais dos psicólogos, além de ser uma afronta ao verdadeiro pensamento científico, conforme já explicamos em outra matéria.

Na prática, o Dr. Ailton Benedito assume uma posição de extremo significado para a ciência psicológica no Brasil, visto que há anos o Sistema Conselho de Psicologia vem sendo aparelhado ideologicamente às custas dessa categoria profissional.

A iniciativa do procurador representa um avanço e sua atuação é um contraponto necessário em nosso país. Leia a entrevista abaixo.

Entrevista com o Procurador da República Ailton Benedito


Na opinião de Benedito, a proibição do CFP [na Resolução 01/2018] viola o livre exercício da profissão de psicólogo, um direito fundamental previsto na Constituição. "Não cabe ao conselho determinar o que é doença ou impor censura prévia a atuação de psicólogos em eventos de natureza científica ou de comunicação que tratem do tema", afirma.


"Acredito que existe um lobby transgênero em instituições da sociedade, sobretudo voltado à formulação de políticas públicas. Para mim, é inconcebível que, pelo fato de se declarar transgênero, uma pessoa possa usufruir de direitos em condição privilegiada."

'Proteger a população'

Benedito também argumenta que a resolução vai contra o direito dos pacientes de buscar assistência psicológica, além de impedir o desenvolvimento científico na área caso as pesquisas não sejam "do agrado de determinadas visões postas no conselho".

"Uma pessoa pode ser hétero e não conviver bem com sua condição e precisar de assistência psicológica. Isso pode acontecer com qualquer ser humano, mas, como está na resolução, qualquer assistência oferecida pode ser interpretada como uma violação, mesmo que seja para que se conviva melhor com a própria condição", defende Benedito.


A princípio, a ação ajuizada pelo promotor na 4ª Vara da Justiça Federal foi recusada. O mérito da questão não foi julgado – o juiz entendeu que não cabia uma ação civil pública em primeira instância para julgar uma resolução de um órgão federal. Agora, Benedito recorre ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O CFP refuta as acusações do procurador. Pedro Paulo Bicalho, diretor do conselho e professor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, considera a ação movida por Benedito um "grande equívoco" e diz que a resolução reconhece a possibilidade de alguém se identificar com um gênero diferente, algo "considerado válido pela ciência".

"Nossa resolução é baseada em uma série de evidências científicas, construídas ao longo dos anos, de que a transexualidade é uma identidade como qualquer outra. E que é legítimo que uma pessoa queira viver com um gênero diferente do que nasceu", afirma Bicalho.

[Opinião Crítica - Não existem "evidências científicas" acerca de uma identidade que diverge do sexo biológico. Tal afirmação é uma falácia. O que há são ideologias que ignoram, isto sim, a ciência propriamente, para fazer parecer que há tais identidades, baseando-se unicamente no - discurso - e não em fatos. A justificação de Bicalho é vergonhosa].


"Queremos justamente prestar atendimento a essas pessoas para que elas possam ter uma convivência social. O que a resolução impede é que psicólogos tratem essa condição como doença e apliquem terapias de reversão. Se não é doença, não há o que ser revertido."

[Opinião Crítica - Bicalho confirma em sua fala o caráter autoritário e, portanto, ideológico da sua posição em relação aos transtornos de identidade de gêneros. Ele confirma que o objetivo dos psicólogos é - exclusivamente - reforçar o conflito de identidade em pessoas que possuem gêneros divergentes do sexo biológico, ao passo que proíbe os profissionais auxiliarem pessoas que desejam harmonizar o gênero psíquico com o físico].

A posição está alinhada ao entendimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em sua nova classificação de doenças, divulgada no mês passado, deixou de tratar a transgeneridade como um transtorno mental. "Não podemos reconhecer o charlatanismo como uma prática profissional", diz Bicalho sobre os que oferecem "reversão" ou "cura".

[Opinião Crítica - A OMS não define o que é ou não passível de ter tratado como um conflito de ordem sexual em um consultório psicológico. Quem define isso é a pessoa que sofre. A OMS, assim como o próprio Conselho Federal de Psicologia, além de não poder limitar a ciência, é também um órgão influenciado por ativistas que não estão interessados em tratar esses e outros temas de forma científica, mas sim política e ideológica.


As chamadas "terapias de reversão" existem, e não como charlatanismo, como diz desonestamente Bicalho, mas como fruto de pesquisas e milhares de experiências positivas em atendimentos clínicos realizados por psicólogos e psicanalistas fora do Brasil].

"Temos que proteger a população daqueles que, em nome da ciência, têm condutas que não são aprovadas pela própria ciência."

[Opinião Crítica - Bicalho inventou uma nova ciência. A ciência do CFP, onde não se admite posições, estudos, teorias e resultados contrários ao que eles definem como "ciência". Sua narrativa é fajuta e intelectualmente desonesta. Querem definir o que é científico pelo discurso e não pelos fatos. Não vão conseguir].

Contra a 'ideologia de gênero'

Benedito, por outro lado, argumenta que a postura do CFP torna impossível debater ou questionar a situação de transgêneros "se não for para referendar a ideia de que não se pode ter um conflito interior por sua condição".

"Isso é muito comum hoje em tudo que diz respeito à ideologia de gênero que está sendo imposta nas instituições públicas", diz o procurador, usando um termo empregado por críticos a uma corrente de pensamento que defende que o gênero de uma pessoa é construído ao longo de sua vida e não está, necessariamente, vinculado ao sexo biológico.


Não é a primeira vez que Benedito faz críticas ligadas a esse tema. Em uma dos suas postagens no Twitter, publicada em junho, ele diz: "Adultos que não sabem o que são nem o que desejam ser acharam a ideologia de gênero para solucionar seus problemas de identidade: usam o Estado para impor a desintegração do Ser como modelo para crianças e adolescentes".

Em outra postagem, diz que "ainda se chegará ao ponto de a 'orientação sexual' dissonante da biologia ser usada como excludente penal. Por exemplo, se um homem, alegando que se sente uma 'boneca de 10 aninhos', mantiver uma relação sexual com criança de 10 anos e alegar que 'boneca' não pratica estupro".

O procurador cita como exemplo de privilégios a transgêneros a permissão para que, ao serem presas, travestis e mulheres transsexuais possam ficar em alas femininas e a criação de cotas para transgêneros em cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Cariri, no Ceará.

Também já criticou a autorização de que essas pessoas possam usar em documentos um novo nome, condizente com o gênero com o qual se identificam.

"É problemático que grupos sociais pouco representativos gerem obrigações para a sociedade. Uma coisa é a condição da pessoa para si mesma, outra é essa condição ser um pressuposto para exercício de direitos."


Por sua vez, Bicalho afirma: "Falar que pessoas marginalizadas e estigmatizadas, que são expulsas da escola e não são absorvidas pelo mercado de trabalho e têm uma expectativa de vida de 35 anos, desfrutam de privilégios é uma piada de extremo mau gosto".


Com informações: BBC
Pernambucano cria "violão terapêutico" para crianças com paralisia cerebral

Pernambucano cria "violão terapêutico" para crianças com paralisia cerebral


Reinaldo Amorim Casteluzzo nasceu em Petrolina, interior do Estado de Pernambuco. Veio de uma região de rara beleza natural, próxima do Rio São Francisco. Porém, com tristeza, testemunhou as estatísticas do seu município que, em 2010, tinha 12,5% dos seus habitantes vivendo entre a linha da pobreza e da indigência e 8,3% abaixo dessa linha, sem recursos para viver, apesar da redução de 47,6% nesse percentual. Ele também teve uma vida difícil.

Mas, aos cinco anos de idade, o garoto contou com uma virada a seu favor. Ganhou um violão de presente da mãe, para ser compartilhado com os dois irmãos. Deslanchou. Seguiu carreira de músico, aprendendo o violão clássico. E o irmão se tornou luthier.

Na década de 1980, Reinaldo começou a atuar como professor e não demorou a perceber que não havia instrumentos adaptados mundialmente, escolas especializadas ou métodos dirigidos a pessoas com deficiência. Nessa época, dava aulas de violão em um conservatório. Notou que alguns alunos tinham mutilações, deficiências congênitas, não tinham mobilidade nas falanges.

No entanto, tinham em comum o fato de amar a música. Não faltavam aos recitais de violão e piano.
Decidiu que faria algo para incluí-los nesse universo. Ingressou no mestrado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Orientado pelo pediatra Roberto Teixeira Mendes, avaliou o uso de um violão adaptado por crianças com paralisia cerebral (PC). O violão foi criado por Reinaldo sob a alcunha de “violão terapêutico”.

Reinaldo fez uma intervenção com 22 jovens da Apae de Arthur Nogueira, SP, atendidos pelo HC da Unicamp. Apresentou-lhes o violão que, num primeiro momento, não levantou suspeita. Aos primeiros acordes, eles perceberam que o instrumento era diferente: podia ser tocado só com uma mão. E mais: os jovens estavam diante do seu inventor.

Para a intervenção, o pesquisador foi acompanhado de uma psicóloga, de uma assistente social e de uma professora de música. Eles aplicaram um questionário aos pacientes, que avaliou o conceito de autoestima, de Rosenberg (1965), adaptado para língua portuguesa.

Noventa dias após a primeira intervenção, o questionário foi reaplicado. Os resultados surpreenderam. Todos os alunos com paralisia cerebral conseguiram tocar o instrumento e uma grande mudança se operou neles: no visual, no bem-estar e na qualidade de vida.

Violão


Reinaldo criou o violão terapêutico de 12 cordas com base teórica que segue as notas fundamentais da música e que foi trabalhado na luthieria para permanecer com a mesma estética do tradicional, mas exercendo a função de três violões.

“Eu os acoplei em um braço só. Ficou um pouco largo, contudo pode ser construído com outras medidas. Fiz várias tentativas. Essa foi a invenção que mais deu certo: uma afinação chamada ‘cebolão’, no popular, de modo que as notas que pertencem à escala já estão todas afinadas”, contou.”

O violão convencional, informou, tem seis cordas e precisa da sincronia das duas mãos para tocar. “O nosso, inédito no mundo, é afinado de uma forma que dispensa o uso de uma das mãos, ficando somente a mão que tange as cordas, que dedilha e faz a batida rítmica.”

Esse violão veio com a proposta de tocar rapidamente porque a mão que faria os acordes acaba sendo substituída pela afinação. “As cordas têm uma afinação que foi construída com a invenção do violão, vinda do alaúde e dos instrumentos remotos”, explicou. “Com uma palheta ou com o próprio dedilhado, já se alcança o acorde desejado.”

O novo violão é aparentemente formado por três acordes. Porém, o método completo emprega mais de 30 acordes. Um capotraste também é utilizado para transpor as notas, afinado em “lá”, mas pode ser transposto para “si”, “dó”, “ré” e outras notas.

“Gosto tanto do violão que eu não quero ver uma pessoa que não o toque por não ter condições físicas”, disse. “Para quem tem dois braços, o violão é o instrumento mais fácil que existe.”

No violão convencional e no adaptado são três cordas grossas (mi, lá, ré). “Eu peguei o ‘mi’ da corda grossa do violão e o abri numa escala tonal (antes era só modal – só dava o ‘mi’). Agora eu consigo fazer o ‘mi’, o ‘lá’ e o ‘ré’ numa escala tonal, com quatro sons cada. Estão abertos em acordes, e não só melódicos da escala modal”, esclareceu.
Produções

Reinaldo é classicista e foi influenciado por compositores como Francisco Tárrega e Andrés Segovia (o maior intérprete violonístico, pai do violão erudito). Tem 15 CDs gravados, lançou vários métodos de ensino de violão e compôs mais de 200 músicas instrumentais.

O violonista foi duas vezes premiado no Festival de Música Cidade Canção (Femucic), da TV Cultura do Paraná, graças à sua técnica violonística apurada, construída em 40 anos de estudos eruditos. “Mas a minha grande obra mesmo foi o violão que toca com apenas uma mão. Na verdade, inventei dois violões. Outro eu esqueci no passado, pois não anotei o seu processo. Mas um dia eu me lembro”, torce.

Ao falar sobre outras adaptações, o músico imagina que a nova geração de violões poderá ganhar algum recurso eletrônico de uma mão que faça os acordes sozinho. “Mas o nosso é artesanal e deve continuar sendo o modelo tradicional, pois pode ser tocado em qualquer lugar”, sublinhou.

Ele também falou da expectativa de colocar o seu violão no mercado, porque já tem muitos pedidos, apesar de não se dedicar só a essa área. “Já vendemos mais de 50 violões, porém o custo ainda é alto. Um violão não sai por menos de R$ 2 mil.”

Reinaldo acrescentou que o seu instrumento serve tanto para o paciente quanto para uso pelo terapeuta, em sua atividade profissional. “Em uma semana, qualquer pessoa consegue tocar dezenas de músicas. Alguns participantes da pesquisa tinham comprometimento nos dois braços, outros eram cadeirantes. Para um dos alunos, tivemos que prender uma palheta nos dois dedos. Ele conseguia fazer poucos movimentos, mas era tudo o que precisávamos para a nossa intervenção”, garantiu.

A pesquisa de Reinaldo envolveu pessoas com paralisia cerebral, todavia o seu método pode contemplar pessoas com AVC, sem membro superior ou com outras deficiências, crianças e adultos sem deficiência que sentem que o instrumento fere-lhes os dedos ou que não têm muito tempo para aprender.

O músico crê que pode ter dado o start para a adaptação de instrumentos como o cavaquinho, a viola, a guitarra. “Os alunos sequer sonhavam em tocar violão, por acharem que era impossível. Mas já esperávamos esses resultados porque a música tem o poder de distrair e de acalmar. Explicar isso cientificamente é complexo, quando se analisa a fisiologia, entretanto, comportamentalmente, os resultados foram incontestáveis”, explicou.

Reinaldo, hoje atuando na área terapêutica, contou que agora será preciso elaborar todas as etapas do procedimento para desenvolver o violão, construir o instrumento a um menor custo e oferecê-lo a centros de reabilitação ou às pessoas que trabalhem com reabilitação. “Essa é uma apenas uma retribuição que damos no sentido de incluir essas pessoas, pois elas podem fazer muito mais do que pensamos”, atestou.


Fonte: UNICAMP
Presidente do STJ diz que postura de Favreto foi um "flagrante desrespeito" ao judiciário

Presidente do STJ diz que postura de Favreto foi um "flagrante desrespeito" ao judiciário


A tentativa desesperada do ex-advogado do Partido dos Trabalhadores (PT) que hoje atua como desembargador no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Rogério Favreto, continua lhe rendendo boas "esculachadas" no mundo jurídico.

Dessa vez, quem se posicionou foi a presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ministra Laurita Vaz, classificando a postura do desembargador como um "flagrante desrespeito" ao próprio TRF-4.

Deltan Dallagnol, coordenador da operação Lava Jato em Curitiba, publicou logo após o posicionamento da Ministra um texto em sua página pessoal no Facebook, onde ressalta a coerência das decisões do juiz Sérgio Moro e do presidente do TRF-4,  Thompson Lenz. Leia abaixo:

"As decisões do Des. Rogério Favreto, no último domingo, não são apenas mais uma expressão da leniência do sistema judicial com réus poderosos.

Em decisão proferida há pouco, a Ministra Laurita Vaz, presidente do Superior Tribunal de Justiça, chamou a decisão de “inusitada e teratológica”. Afirmou que houve “flagrante desrespeito” a julgamentos proferidos pelo próprio Tribunal Regional Federal e também pelo Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.

Para a julgadora, o Desembargador inventou um “fato novo” que não tem nada de novo e “sequer se constituiria em fato jurídico relevante para autorizar a reapreciação da ordem de prisão”. Para ela, isso é algo “óbvio e ululante”.

Segue a Ministra deixando claro que o Desembargador agiu “totalmente fora da competência”, isto é, agiu manifestamente fora do poder que legalmente detinha. Sua decisão causou “perplexidade e intolerável insegurança jurídica”.

Alguns comentaristas tentaram desqualificar as diferentes decisões proferidas domingo como se fossem todas inadequadas, mas não podem ser comparadas. A Ministra Laurita Vaz avaliou corretamente a situação.

Para ela coube ao Juiz Sergio Moro, “com oportuna precaução”, “diante dessa esdrúxula situação processual”, “consultar o Presidente do seu Tribunal se cumpriria a anterior ordem de prisão ou se acataria a superveniente decisão teratológica de soltura”. Do mesmo modo, “coube ao Relator da ação penal originária (...) avocar os autos do habeas corpus para restabelecer a ordem do feito”.

De fato, o Juiz Federal Sergio Moro emitiu uma não-decisão que simplesmente reconheceu que havia decisões conflitantes do Tribunal e uma indefinição sobre qual cumprir, suscitando a autoridade responsável pelo processo, o Desembargador João Pedro Gebran. É verdade que era domingo, mas o próprio Supremo já decidiu que juiz pode despachar até nas férias, então é evidente que tinha autoridade para decidir o caso no domingo. O Desembargador Gebran avocou os autos e decidiu regularmente.

O que causou espanto é o que aconteceu em seguida, quando o Desembargador Favreto tentou se sobrepor à decisão legítima da autoridade competente.

Como colocou a Ministra, “não satisfeito, o Desembargador Federal Plantonista insistiu em manter sua decisão, proferindo outras, aumentando o tom, ameaçando o Juízo Federal de primeiro grau (pediu a provocação da Corregedoria da Corte Regional e do CNJ, ‘a fim de apurar eventual falta funcional’) e a autoridade Policial Federal (advertindo sobre as consequências de desobediência de ordem judicial), estipulando prazos diminutos para cumprimento imediato da ordem de soltura.”

Tudo isso, como bem colocou a julgadora, foi um “tumulto processual, sem precedentes na história do direito brasileiro”. Nesse contexto, o Presidente do Tribunal atuou de modo legítimo, dentro do poder que lhe confere a Resolução que trata do plantão judicial, e dirimiu a dúvida sobre qual decisão deveria ser cumprida, afastando a atuação ilegítima do Desembargador Favreto.

Assim, erra quem compara as decisões legítimas emitidas pelo Juiz Sergio Moro, pelo Desembargador Gebran e pelo Presidente do Tribunal, Desembargador Thompson Lenz, com as decisões insistentes do Desembargador Favreto que violaram uma série de regras de atuação da Justiça.

Dentre essas regras, estão as regras de plantão, de competência, de colegialidade e do juiz natural. Violaram-se até mesmo regras do habeas corpus, pois não havia qualquer fato novo ou mesmo urgência que justificasse a atuação em plantão, já que se questionou a impossibilidade de conceder entrevistas e o suposto cerceamento de direito político e não a legitimidade da prisão (a liberdade, de modo muito peculiar, foi só um "meio" para permitir exercício político-partidário)".
Deputado quer impedir que "alunos transexuais" usem o nome social nas escolas de base

Deputado quer impedir que "alunos transexuais" usem o nome social nas escolas de base


O Projeto de Decreto Legislativo 898/18, do deputado Professor Victório Galli (PSL-MT), está em tramitação na Câmara dos Deputados e tem como objetivo impedir o uso de nomes sociais por alunos travestis e transexuais nos registros escolares do ensino básico.

Para isso, o texto pede a sustação da Resolução 33/18 do Ministério da Educação que autoriza as instituições de ensino a tratar seus alunos, crianças do ensino fundamental e adolescentes do ensino médio pelos nomes sociais.


Pela resolução do MEC, os alunos maiores de 18 anos podem solicitar o uso do nome social às escolas, enquanto que os menores de 18 anos devem apresentar um pedido assinado por seus representantes legais.

Nome social é o nome pelo qual pessoas trans preferem serem chamadas cotidianamente, em contraste com o nome oficialmente registrado, que não reflete sua identidade de gênero.

Antes de ser debatida no Plenário da Câmara, o texto deve ser analisado nas omissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Na justificativa, o Deputado Victório chamou de "aberração" a Resolução nº 33, ao que parece, explicando que a medida é uma tentativa de propagar a ideologia de gênero na educação:


"Este Projeto de Decreto Legislativo tem por finalidade sustar o Parecer nº 33, de 17 de janeiro de 2018, do Ministério da Educação, que busca propagar a chamada identidade de gênero determinando que maiores de 18 anos portando documentos podem solicitar que a matrícula nas instituições de ensino seja feita usando o nome social, e no caso de estudantes menores de idade, a solicitação deve ser apresentada pelos seus representantes legais", diz o texto.

"Nesse Sentido, rogo seja revogada a Portaria 33 de 17 de janeiro de 2018 do Ministério da Educação para sessar essa aberração, restabelecendo o status quo anterior", conclui.

Com informações: JM Notícias.
Após chamar Deus de "filho da p..." presidente filipino pede provas da sua existência

Após chamar Deus de "filho da p..." presidente filipino pede provas da sua existência


O presidente das Filipinas, que recentemente provocou indignação por chamar Deus de estúpido, levantou novas controvérsias em seu país, de maioria católico romano, dizendo que renunciará se alguém puder lhe provar que Deus existe.

Rodrigo Duterte, que teve um relacionamento espinhoso com a Igreja, questionou novamente em um discurso na sexta-feira alguns dos princípios básicos da fé cristã, incluindo o conceito de pecado original, que ele diz que até infecta crianças inocentes e "só poderia ser removido através do batismo em uma igreja por uma taxa".

"Onde está a lógica de Deus?", Duterte perguntou em um discurso na abertura de um evento de ciência e tecnologia no sul da cidade de Davao.

O líder de 73 anos disse que, se houver "uma única testemunha" que possa provar, talvez com uma foto ou uma selfie que um humano possa "ver e falar Deus", ele renunciará imediatamente.

Duterte, no entanto, sugeriu que deve haver um Deus ou um ser supremo que impeça bilhões de estrelas e corpos celestes de colidirem em uma frequência que poderia ter ameaçado a raça humana.

Na semana passada, ele foi atacado, inclusive por alguns de seus aliados políticos, por chamar Deus de "estúpido" em outro discurso, com um bispo católico chamando-o de "psicopata".

Duterte lamentou naquele discurso que o pecado de Adão e Eva na teologia cristã resultasse em "todos os fiéis destituídos da graça divina".

"Quem é esse Deus estúpido? Esse filho da p**** é realmente estúpido", disse ele na semana passada. "Você não estava envolvido, mas agora você está manchado com um pecado original ... Que tipo de religião é essa? Isso é o que eu não posso aceitar, uma proposta muito estúpida".

O senador da oposição Antonio Trillanes IV rebateu Duterte descrevendo-o como "um homem mau" e suas observações como "muito consistentes com a falsidade, a falta de coração e a crueldade de suas políticas".

O porta-voz do presidente, Harry Roque, defendeu seus comentários, dizendo que Duterte tem o direito de expressar sua opinião sobre religião e citou a revelação anterior do presidente de que ele já foi abusado sexualmente por um padre.

Na última sexta-feira (6), Duterte recordou essa experiência, quando ele disse que ele e outros estudantes foram molestados por um padre jesuíta estrangeiro, que morreu tempos depois.

Em meio às críticas, os funcionários organizaram uma reunião entre Duterte e o chefe da maior associação de bispos católicos para esta segunda-feira (9). Bispos filipinos abriram uma conferência anual em Manila no sábado e devem falar sobre as declarações de Duterte quando concluírem sua reunião na segunda-feira.

Alguns bispos católicos criticaram a brutal repressão de Duterte contra as drogas ilegais, que deixaram milhares de suspeitos mortos em confrontos com a polícia, junto com seus discursos vulgares e expletivos. Certa vez ele chamou o papa Francisco de "filho da puta" por provocar um tráfego monstruoso durante uma visita em 2015 em Manila, que prendeu Duterte por horas.

Fonte: ABC News