Ativista LGBT insinua que cirurgia de "mudança de sexo" é mais urgente que a do câncer

Ativista LGBT insinua que cirurgia de "mudança de sexo" é mais urgente que a do câncer

Cirurgia mudança de sexo e de câncer
Insinuação revoltou alguns seguidores. Foto: Reprodução - Google / Imagem meramente ilustrativa

Um ativista transgênero foi ridicularizado no Twitter depois de insinuar que as operações de "mudança de sexo" são mais importantes do que o tratamento de pacientes com câncer.

“Os pacientes trans foram chamados na semana passada e informaram que sua cirurgia há muito aguardada havia sido cancelada para permitir que mais mastectomias de câncer acontecessem. Não é responsabilidade deles”, twittou Toby Sinbad Walker.


“Nossa cirurgia não é cosmética", frisou o jovem, equiparando a condição transgênero a uma questão de saúde. "O tempo de espera dos transexuais é fatal”, acrescentou ele, antes de afirmar que pessoas transexuais sofrem risco de suicídio quando não conseguem suas operações.

Mudança de sexo é mais importante que a cirurgia do câncer

Walker descreve a si mesmo como uma "feminista interseccional", um "misto branco/índio/sírio" e um "bi-trans-man". Às reações ao seu tweet foram taxativas.

“Eu dou 100% de apoio à comunidade trans, mas se uma pessoa trans alegasse que a sua melhor cirurgia era mais importante que a mastectomia da minha mãe, teríamos um problema", escreveu uma internauta. "Você tem alguma ideia do quão rápido o câncer de mama pode se espalhar? Semanas podem significar a diferença da vida ou à morte”.


“Por que diabos as pessoas trans devem ter prioridade sobre as pessoas que precisam de tratamento para salvar suas vidas? Às pessoas que querem mudar de gênero devem estar na última parte da lista para esse tratamento”, acrescentou outro usuário.

Comentário:

O ponto importante dessa matéria não é o sujeito que pensa ser a "mudança de sexo" mais importante que o tratamento contra o câncer, mas o contexto que motiva a sua fala, seu pensamento. Ou seja, algo bem mais abrangente e complexo do que a mediocridade do seu raciocínio, pontualmente.


Walker não pensaria dessa forma, ainda que implicitamente, se não houvesse nele a impressão de - poder - possuir mais direitos que os outros, tanto ao ponto de parecer "especial", como se tivesse nascido com a bunda virada para à lua.

Essa noção de superpotência vem sendo plantada pelo ativismo LGBT, obviamente, do nível mais simples ao mais complexo, começando pela imunização das críticas, do contraditório, passando pela condenação do contraditório, depois pela imposição de uma agenda ideológica até chegar na conquista dos "direitos".


Nada disso tem relação alguma com as reais necessidades do público LGBT, de fato. Ou seja, da pessoa que deseja apenas ser reconhecida, compreendida e respeitada como tal, sem querer atrito com ninguém... um Clodovil da vida, por exemplo.

Tem a ver exclusivamente com os interesses dos que comandam a agenda - política - do grupo e pretendem através dela adquirir privilégios, ainda que isso custe a vida de pessoas que sofrem com um câncer.

Com informações: Summit
Comentário: Will R. Filho
Presidente Bolsonaro: “O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay"

Presidente Bolsonaro: “O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay"

Bolsonaro critica ativismo LGBT

O presidente Jair Bolsonaro esteve na manhã desta quinta-feira (25) em um café da manhã tradicional com jornalistas, onde comentou, entre outras coisas, a negativa do Museu Americano de História Natural de sediar uma cerimônia de homenagem a ele nos Estados Unidos, em junho.

Para Bolsonaro, a recusa se deve ao ativismo político da esquerda americana (democratas), uma vez que ele é aliado do presidente Donald Trump, que é de direita (republicano):



“Eu recebo (a homenagem) na praia, numa praça pública. Não é o museu que está me homenageando. O que houve foi pressão do governo local que é Democrata e eu sou aliado do (presidente dos EUA) Donaldo Trump”, disse ele, segundo a Exame.

Em seguida, Bolsonaro comentou sobre a origem das acusações midiáticas contra ele, citando suas denúncias acerca do "kit gay" que seria distribuído nas escolas públicas brasileiras em 2009, explicando que a pecha de "homofóbico" vem dessa ocasião.


“Eu comecei a assumir essa pauta conservadora. Essa imagem de homofóbico ficou lá fora”, disse o presidente.

Porém, Bolsonaro sugeriu implicitamente que há muito ativismo no Brasil sobre questões relacionadas ao mundo LGBT, como se quisessem tornar o país um local completamente voltado para esse movimento, ignorando os que pensam diferentes, o que ele rechaçou:

“O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias”, disse ele.
Pastor diz que deixou de ser gay com ajuda de psicóloga: "Fui estuprado novo demais"

Pastor diz que deixou de ser gay com ajuda de psicóloga: "Fui estuprado novo demais"

Pastor diz que deixou de ser gay com ajuda de psicóloga: "Fui estuprado novo demais"
Robson afirma que tentou se suicidar, mas ajuda psicológica e espiritual mudaram seu destino. Reprodução: Google

O nome dele é Robson Staines e certamente muitos já o viram em programas de TV como o da apresentadora Luciana Gimenez, do Super Pop, debatendo com outras pessoas sobre temas relativos à sexualidade.

Dessa vez, Robson foi entrevistado pelo jornal Folha de São Paulo, pouco depois da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, emitir um decreto revalidando à Resolução 01/99, do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe os psicólogos acolherem e ajudar homossexuais que desejam alterar sua orientação sexual, a chamada "cura gay" (saiba mais sobre isso aqui).


Contrariando a narrativa do ativismo LGBT e do próprio CFP, o testemunho de Robson, que atualmente é pastor evangélico, cantor, escritor, casado e pai de quatro filhos, exemplifica exatamente o que muitos psicólogos argumentam ao defender o acolhimento dos homossexuais "egodistônicos", isto é, que estão em conflito com a própria sexualidade por alguma razão pessoal.

No caso de Robson, um abuso sexual sofrido aos 11 anos, por um vizinho que invadiu sua casa quando estava sozinho, foi a razão que, segundo ele, o fez achar que era homossexual: “Ele pôs a mão na minha boca falando para eu ficar quietinho ou me mataria. Me machucou tanto que perdi a voz”, disse ele.


Robson disse que à "prática homossexual" foi sendo adotada por ele com o passar dos anos. ”Comecei a ficar totalmente afeminado. Isso começou a chamar a atenção das pessoas”, contou. “Tive vários casos, me prostituí, me travesti. Eu me achava nojento para me envolver com alguma menina”.

Robson contou ainda que pouco antes de começar a receber ajuda psicológica, por volta dos 20 anos, tentou o suicídio tomando 40 comprimidos de Valium com cachaça.

O papel da psicóloga Marisa Lobo



Robson Staines conta que mudou de vida ao se voltar para a fé cristã e iniciar um tratamento psicológico com a psicóloga Marisa Lobo, que anos depois viria a se tornar conhecida no país inteiro como a "psicóloga cristã".

“Ela teve a sensibilidade de entender que entrei na homossexualidade não por ter nascido gay. Fui estuprado novo demais. Eu achava que era sujo para ter envolvimento com uma mulher depois que um homem tinha me tocado”, disse ele “Com Deus e ajuda psicológica, estou totalmente livre da homossexualidade”.


Também questionada pelo jornalismo da Folha, na mesma matéria, se praticava a "cura gay", Marisa foi enfática ao dizer que não se trata de cura, mas de acolher o sofrimento do paciente e deixar com que ele mesmo encontre o seu caminho, mesmo que isto signifique deixar de ser homossexual, algo que ela considera possível.

“O que podemos fazer é atender o sofrimento psíquico do paciente. Nós, psicólogos, temos o dever de dar ao sujeito o lugar da sua existência, sem promessas nem induções, claro”, disse ela, explicando que a egodistonia se caracteriza "por um indivíduo que deseja uma orientação sexual diferente por causa de transtornos psicológicos e comportamentais associados”.

"Patrulha" do Conselho de Psicologia



Marisa Lobo aproveitou para criticar o que ela chamou de "patrulha" do Conselho de Psicologia sobre essas questões, razão pela qual os psicólogos lutam para suspender a Resolução 01/99, usada frequentemente por ativistas para tentar condenar os profissionais que discordam do ativismo LGBT.

Ela mesma já foi alvo de vários processos no CRP-PR, acusada injustamente de praticar "cura gay". No entanto, venceu em todos os casos e continua exercendo legalmente a sua profissão.



"Eu atendo qualquer pessoa que me procura, não importando a condição cultural, social, raça e orientação sexual.​ O meu paciente é o ser humano e seus conflitos, e ​é ele quem manda no setting terapêutico, não ​a ” patrulha” do conselho de psicologia", disse ela. ​

"Se ele ou ela tem conflito com sua sexualidade e busca alterá-la de alguma forma, vou acolher ​ em primeiro lugar e oferecer uma escuta digna, sem preconceito, e aos poucos ele ou ela (paciente) é que encontra seus lugar no mundo, eu ofereço apenas o canal para que isso possa acontecer como de fato é", conclui.
Bolsonaro para O Globo: "O jornalismo de vocês representa o que o Brasil não necessita"

Bolsonaro para O Globo: "O jornalismo de vocês representa o que o Brasil não necessita"

Bolsonaro critica o jornal O Globo
O presidente reagiu ao tom irônico do jornal O Globo. Foto: Reprodução - Google

O presidente da República Jair Messias Bolsonaro retomou suas postagens nas redes sociais, após ficar algumas horas sem o uso frequente das ferramentas, e como já se tornou comum, ele interagiu com algumas respostas aos críticos da sua atuação não apenas como governo, mas também do ponto de vista da capacidade... digamos, de comunicação.

A resposta de Bolsonaro foi ao jornal O Globo, que utilizando um tom irônico destacou em uma matéria a forma como o presidente leu o texto da sua transmissão em rede nacional nesta quinta-feira, para anunciar a primeira vitória do governo rumo à aprovação da reforma da Previdência.



"Com dificuldade de ler textos na TV, Bolsonaro queria fazer pronunciamento de improviso", diz a legenda de O Globo, que no decorrer da matéria acrescentou:

"Para ajudar o presidente, a equipe de televisão decidiu fazer uma alteração no teleprompter. O texto escrito todo em letras maiúsculas foi substituído por iniciais maiúsculas e as demais minúsculas para facilitar a compreensão das palavras".



A reação de Bolsonaro não demorou muito. O jornalismo de vocês está representando tudo que o Brasil não necessita atualmente!", escreveu o presidente, associando a qualidade do jornalismo global aos governos anteriores, provavelmente os da era petista:

"É lamentável, mas junto dos brasileiros colocaremos o Brasil em patamares muito melhores que deixados por governos anteriores e adorados por esta emissora! Boa noite!", concluiu.



Para a mídia, massacre no Sri Lanka foi realizado por terroristas "bem educados"

Para a mídia, massacre no Sri Lanka foi realizado por terroristas "bem educados"

Para a mídia, massacre no Sri Lanka foi realizado por terroristas "bem educados"

É bastante interessante como a utilização de alguns termos, adjetivos entre outros, indica o tipo de visão que determinado veículo de comunicação ou pessoa por trás dele possui ao relatar um fato.

Quando falamos de notícias relacionadas aos conflitos culturais, especialmente envolvendo grupos religiosos, como muçulmanos, judeus e cristãos, isso fica muito evidente.



Por exemplo: boa parte da grande mídia ao noticiar o perfil dos terroristas responsáveis pelo massacre de 359 pessoas no Sri Lanka, destacaram em suas manchetes que "autoridades identificam oito jihadistas, a maioria de classe média e bem educada". Essa foi a legenda de uma publicação do jornal Estadão, como você pode conferir abaixo (clique para ampliar):

Terrorismo no Sri Lanka foi cometido por pessoas "bem educadas"
O massacre no Sri Lanka foi cometido por terroristas "bem educados"
Podemos concluir então, a partir de tal premissa, que desenvolver uma ideologia que leva ao assassinato de 359 pessoas inocentes, incluindo mulheres, idosos e crianças, pode ser fruto de uma boa educação, certo?

Se fanáticos religiosos e intelectualmente desequilibrados podem ser considerados "bem educados", ao invés de projetos fracassados do que deveria ser, ai sim, uma boa educação, então o que significa educação se resume a uma formação acadêmica?



Jogou-se no lixo toda espécie de ética e moralidade, princípios e valores, como pressupostos básicos para o exercício de uma boa educação. É exatamente isso o que a grande mídia faz ao associar o conceito de "boa educação" com o terrorismo islâmico.

Formação acadêmica não significa boa educação, senão, e meramente, a aquisição acumulativa de informações que sozinhas não significam nada. O sentido moral que damos a tais informações é o que caracteriza a qualidade da 'minha' educação/formação.

Adolf Hitler foi um sujeito altamente bem instruído e assim como outros genocidas do século XX cometeu desastres inimagináveis contra à humanidade.



O que fica implícito em tais manchetes, na verdade, é a ideia sutil de que o terrorismo possui uma razão justificável, visto que parte de pessoas com boa formação. Tal suposição subjetiva reforça no inconsciente coletivo a legitimação de massacres como o de Sri Lanka, especialmente em sujeitos que pendem para tal radicalismo.

"Uau! Não são ignorantes, nem desequilibrados ou fanáticos... eles são bem educados", é a mensagem subliminar transmitida pela mídia, irresponsavelmente, quando na verdade deveria rechaçar qualquer tipo de associação vinculada à boa educação, mas sim ao terrorismo e tudo o que de ruim ele representa, e só!



Portanto, se não pensarmos educação como algo que vai além da formação, incluindo em seu conceito critérios éticos e de moralidade, estaremos nivelando esses assassinos com figuras como Madre Teresa de Calcutá, Marting Luther King e tantos outros que mesmo não tendo uma boa - formação -, foram realmente bem educados.

Por: Will R. Filho
Moro detona ex-primeiro ministro português em plena Lisboa: "Não debato com criminosos"

Moro detona ex-primeiro ministro português em plena Lisboa: "Não debato com criminosos"

Moro detona ex-primeiro ministro português em plena Lisboa: "Não debato com criminosos"
Sócrates e Lula chegaram ao auge da carreira política na mesma época, mas ambos foram acusados de corrupção.

BRASÍLIA, 25 de abril (Opinião Crítica) - O ministro da Justiça brasileiro Sérgio Moro esteve em Portugal para uma série de palestras este mês, onde falou sobre o combate à corrupção nos dois países. Na ocasião, um dos citados por Moro foi o ex-primeiro ministro português, José Sócrates, que é investigado na Operação Marquês, semelhante à Lava Jato, onde é acusado de ter praticado 31 crimes.

Sócrates chegou no auge da carreira na mesma época do ex-presidente Lula e ambos se tornaram fortes aliados internacionais, mas pelo visto, não só da vida política, mas também na criminal, visto que ambos foram investigados e condenados por crimes de corrupção. O português chegou a permanecer nove meses na cadeia de Évora e em seguida passou para o semiaberto. No total, ele é investigado por 31 acusações.


Sérgio Moro, então, se tornou alvo de críticas de Sócrates, que o acusou de ser um "político disfarçado de juiz", tendo grande repercussão em Portugal, mas não sobre o criminoso e sim para o ministro brasileiro, que foi aclamado pelos portugueses e altamente prestigiado durante suas palestras.

Durante uma entrevista à RecordTV Europa, exibida no programa “Fala Portugal” na última terça-feira (23), Sérgio Moro comentou às críticas, porém, encerrando o assunto sem dar qualquer crédito ao ex-presidiário. “Em relação à pessoa em particular, eu não debato com criminosos pela televisão. Então, não vou fazer mais comentários”, disse Moro.



"Em todo o lugar do mundo é difícil lidar com esses crimes de grande corrupção, envolvem pessoas poderosas. O sistema está preparado para [combater] outro tipo de criminalidade, mas todos os países precisam de avançar nessa área e enfrentar a grande corrupção”, completou Moro na entrevista, segundo o Observador.


Moro também elogiou os agentes da Operação Marquês no combate à corrupção, mas lamentou a dificuldade de concluir o processo.

“Aquilo que observo à distância, em relação ao caso desse primeiro-ministro português, é que há um trabalho que tem sido feito, com esforços consideráveis para apuração de provas, mas segundo algumas autoridades portuguesas com as quais falei, não há uma previsão de término desse processo”, disse ele após o fim da entrevista, para os jornalistas.
Novo ciclone deve atingir Moçambique nas próximas horas, ameaçando 700 mil pessoas

Novo ciclone deve atingir Moçambique nas próximas horas, ameaçando 700 mil pessoas

Novo ciclone deve atingir Moçambique nas próximas horas, ameaçando 700 mil pessoas

Um novo ciclone está a caminho de Moçambique e deve ganhar força ao longo desta quinta-feira. Um mês depois do Idai, que provocou mais de [1000 mortos] e milhares de desalojados, o país se prepara para ser atingido por rajadas de vento de até 150km/hora e chuvas intensas até ao final da semana.

Estima-se que este ciclone vá afetar 700 mil pessoas e, de acordo com as previsões meteorológicas, a zona de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, deverá ser a mais atingida pela tempestade tropical, que já atingiu o nível 3 de ciclone. A companhia aérea Moçambicana LAM decidiu suspender os voos entre Maputo e Pemba, no norte, devido à passagem do ciclone.



Ao longo da noite desta quarta-feira, o vento forte e a chuva provocaram já estragos nas ilhas Comores, região vizinha de Moçambique, e mataram três pessoas, de acordo com o Presidente Azali Assoumani, citado pela agência Reuters.

As autoridades das ilhas, que ficam perto de Madagáscar, encerraram os aeroportos e escolas durante 24 horas por precaução.



O governo moçambicano já ativou um fundo de emergência de 1,3 milhões de euros para ajudar as potenciais vítimas do ciclone. “Fizemos um levantamento preliminar daquilo que serão as necessidades e estão estimadas em cerca de 100 milhões de meticais (1,3 milhões de euros)”, disse a diretora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Augusta Maita.

Fonte: Observador

[Vídeo] Michelle Bolsonaro chora em 1° discurso no Senado e dá "bronca" em parlamentares

[Vídeo] Michelle Bolsonaro chora em 1° discurso no Senado e dá "bronca" em parlamentares

Michele Bolsonaro no Senado Federal, Brasília

A primeira-dama Michelle Bolsonaro estreou ao microfone do Senado, nesta quarta-feira (24), em uma sessão especial reservada à liberação de um medicamento a portadores de atrofia muscular espinhal (AME).

A portaria, que incorpora o Spinraza à lista de medicamentos essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS), foi assinada no plenário pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), em sessão comandada pelo senador Romário (Podemos-RJ), que preside a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).


Durante sua fala, Michelle defendeu um “olhar atento do governo” para pessoas com doenças raras, como a atrofia muscular, para garantir conforto e bem-estar aos pacientes. Ela se emocionou após a assinatura da portaria enquanto ouvia discurso da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é tetraplégica.

Michelle interrompeu sua breve exposição por duas vezes para pedir atenção a Mandetta e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), à sua fala. Tão logo assumiu o microfone, a primeira-dama lembrou a Alcolumbre que estava com a palavra. No momento, o senador conversava com outras pessoas em torno da Mesa.


“Senhor Davi, estou falando. Oi“, disse Michelle, aos risos, enquanto fazia gesto com o dedo apontado para si. “Desculpa, tá, Excelência“, completou a primeira-dama diante do pedido de desculpas de Alcolumbre. “Posso começar?“, perguntou, antes de prosseguir.

Alguns minutos depois, ela repetiu a “bronca” em Mandetta. “Ministro da Saúde, Mandetta. Ministro da Saúde, Mandetta...”, repetiu, olhando fixamente para ele, ao chamar a atenção do titular da pasta, no momento em que destacava a atuação dele na luta pela melhoria das condições de vida de pessoas com doenças raras. “Muito obrigada, obrigada por me ouvir e tentar solucionar o problema das nossas crianças com doenças raras“, continuou a primeira-dama.

Michelle classificou a incorporação do Spinraza aos medicamentos essenciais da rede pública como um passo dado em direção à melhoria da qualidade de vida de portadores de atrofia muscular espinhal. “É um problema social que requer um olhar atento do governo“, defendeu.


O remédio indicado para atrofia muscular espinhal (AME) tem tratamento que custa R$ 1,3 milhão por paciente ao ano. Segundo o Ministério da Saúde, o Spinraza deve ser o primeiro a ser comprado na modalidade chamada de compartilhamento de risco.

O novo modelo prevê o compartilhamento de riscos com os laboratórios. Nesse caso, o pagamento pelo medicamento de alto custo será feito mediante o progresso no tratamento do paciente. Gestão desse tipo é adotada em vários países, como Itália, Inglaterra, Canadá, França, Espanha e Alemanha.

Em dezembro de 2017, o governo começou a comprar o medicamento para cumprir 13 ações judiciais. Na época o preço do Spinraza oferecido ao Ministério da Saúde para o tratamento desse tipo de doença era de R$ 420 mil por ampola. O governo espera reduzir o custo para R$ 209 mil por ampola.