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Dependência química: Exercício físico combate o desejo pelo consumo de drogas, diz estudo

Dependência química: Exercício físico combate o desejo pelo consumo de drogas, diz estudo

Pesquisas com camundongos sugerem que o exercício pode fortalecer a determinação de um usuário de drogas, alterando a produção de peptídeos no cérebro, o que ajuda no combate a dependência química, revela um estudo da revista ACS Omega.


Estudos mostraram que o exercício físico pode reduzir o desejo pelo consumo de droga e consequente recaída dos dependentes. Embora esse mecanismo fosse desconhecido, se pensava que o exercício alterasse a associação aprendida entre pistas relacionadas à droga e as sensações recompensadoras ao consumir a substância, possivelmente alterando os níveis de peptídeos no cérebro.

Jonathan Sweedler, Justin Rhodes e seus colegas da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, decidiram explorar essa teoria quantificando essas mudanças peptídicas em camundongos.


Os ratos receberam injeções de cocaína durante quatro dias em câmaras especiais com uma textura de piso distinta para produzir uma associação da droga com esse ambiente. Os animais foram então alojados por 30 dias em gaiolas, algumas das quais incluíam uma roda de exercício.

Os pesquisadores descobriram que os ratos que se exercitaram nessas rodas tinham níveis mais baixos de peptídeos cerebrais relacionados à mielina, uma substância que ajuda a preservar memórias.

A reexposição ao ambiente associado à cocaína afetou de maneira diferente os ratos que praticaram exercícios e os sedentários:

Em comparação com os ratos sedentários, os animais com rodas de exercício mostraram uma preferência reduzida pelo ambiente associado à cocaína. Além disso, os cérebros dos corredores reexpostos ao ambiente de estímulo continham níveis mais altos de peptídeos derivados da hemoglobina, alguns dos quais estão envolvidos na sinalização celular no cérebro.


Enquanto isso, peptídeos derivados da actina diminuíram nos cérebros de camundongos sedentários reexpostos. A actina está envolvida no aprendizado e na memória e está relacionada ao desejo de busca pelas drogas.

Os pesquisadores dizem que essas descobertas relacionadas a mudanças nos peptídeos ajudarão a identificar biomarcadores para a dependência de drogas e consequente recaídas.

Comentário:

A maioria dos estudos relacionados à dependência química procura traduzir o problema do abuso de drogas em uma linguagem biomédica, apontando possíveis "causas" e "soluções" provindas de alterações químicas no organismo do usuário. Essa linha de raciocínio, no entanto, apenas reflete o modelo clinicalista de saúde que há décadas norteia boa parte dos trabalhos voltados para esse tema.

O estudo acima, por exemplo, demonstra isso. Seu objetivo em última instância é identificar "biomarcadores" que possibilitem a criação de fármacos específicos para o combate da dependência química. A lógica em questão, portanto, é muito mais comercial do que crítica do problema.



É evidente que o exercício físico afeta o organismo, ajudando na produção ou inibição de determinadas substâncias que, consequentemente, irão afetar o sujeito, lhe ajudando ou prejudicando. O problema está em compreender tais efeitos isoladamente, especialmente no caso dos seres humanos.

A motivação para o exercício é a chave da questão, e não o exercício por si só. Certamente os camundongos que puderam se exercitar o fizeram porque o movimento em uma câmara fechada, onde são prisioneiros, lhes possibilitou maior sensação de liberdade e conforto, ao invés dos outros que não puderam se exercitar.

O ambiente mais próximo da sua vida instintiva e a consequente sensação de prazer, naturalmente inibiu o desejo dos camundongos atletas pelo uso da cocaína, quando comparados ao grupo que foi privado dessa oportunidade.

A ociosidade é, por si só, um incentivo ao entorpecimento, quando sabe-se que ele está disponível. Portanto, compreender às respostas do comportamento partindo do seu ambiente motivador é imprescindível para lidar com o problema da dependência química, e esta é a realidade vivenciada pela maioria dos dependentes químicos. Para mais informações quanto a isso, estude Bruce Alexander.

Por: Katie Cottingham
Editora da ACS
Comentário: Will R. Filho
Maconha: A nova porta de entrada para o vício em drogas entre adolescentes, diz estudo

Maconha: A nova porta de entrada para o vício em drogas entre adolescentes, diz estudo


O "padrão de porta de entrada" do uso de substâncias por adolescentes está mudando, e a maconha é, cada vez mais, a primeira substância na sequência do uso de drogas por adolescentes, segundo pesquisadores da Escola de Administração Pública da Universidade de Columbia. 


Tradicionalmente, os estudantes experimentam cigarros e álcool antes da maconha, mas desde 2006, menos de 50% dos adolescentes experimentam cigarros e álcool antes de experimentarem a cannabis pela primeira vez. Os resultados foram publicados na revista Drug and Alcohol Dependence .

"O consumo de álcool e cigarros declinou vertiginosamente nas populações de adolescentes por 20 anos, enquanto o consumo de maconha não diminuiu", disse a PhD. Katherine M. Keyes, professora associada de Epidemiologia na Columbia Mailman School.



“A percepção de risco do uso da maconha sobre a saúde entre os adolescentes também está diminuindo, prevendo potenciais aumentos futuros. Em resumo, no momento em que as substâncias na sequência da 'porta de entrada' estão mudando, às percepções do público sobre as drogas de abuso também mudam", acrescenta.

Os pesquisadores usaram dados de 40 pesquisas anuais de alunos da 12ª série norte-americana para estudar as tendências históricas no grau médio de início do consumo de maconha, álcool e cigarros; a proporção que experimentou álcool e/ou cigarros antes do primeiro uso de maconha, e a probabilidade de uso de maconha até o 12ª ano após experimentar bebidas alcoólicas/cigarros. Um subconjunto de 246.050 alunos foi questionado quando eles usaram cada substância pela primeira vez.



A porcentagem de estudantes que experimentaram álcool antes do consumo de maconha atingiu o pico em 1995, o ano em que 69% dos adolescentes em determinada série relataram beber álcool antes do uso de maconha. (...).

Em 1995, 75% dos alunos da 12ª série que experimentaram cigarros e maconha usaram cigarros antes da maconha; em 2016, a proporção caiu para 40%. A proporção que relatou experimentar cigarros no mesmo período da maconha aumentou de 20% em 1994 para 32% em 2016.

“Reduzir o tabagismo entre adolescentes tem sido uma conquista notável dos últimos 20 anos”, observou Keyes. “Agora, o papel mais proeminente da maconha nos estágios iniciais das sequências de uso de drogas e suas implicações é importante para continuarmos monitorando. Seu crescente uso sugere que a maconha é, e continuará a ser, um dos principais alvos dos esforços de prevenção ao uso de drogas".

Comentário:

Observe o que a pesquisadora afirma: "Às percepções do público sobre as drogas de abuso também mudam". Esta conclusão é muito significativa, porque ela diz respeito ao papel da cultura sobre a concepção de abuso de drogas, bem como a forma como a substância é encarada.

Vemos um grande esforço por parte de alguns movimentos em querer não apenas descriminalizar o uso da maconha, mas torná-lo algo bom, aceitável e sem potencial de prejuízo sobre os usuários, o que é mentira. É sobre esse ativismo que Katherine M. Keyes se refere ao falar de "percepções" que mudam.

A diminuição no consumo de álcool e cigarro seria algo bom se não fosse acompanhada da substituição pela maconha. Neste caso, o quadro que temos é ainda mais preocupante, porque o efeito que cada substância provoca no organismo é diferente, bem como o seu potencial de dependência e consequentemente o tratamento.

A maconha possui um potencial maior de dependência e os efeitos são mais danosos e imediatos se comparados aos do cigarro, por exemplo, ou mesmo do álcool se consumido moderadamente. Apesar de todas serem drogas, o uso mais frequente de uma substância com nocividade maior do que outras é um péssimo sinal.

Fica o alerta.


Por: Stephanie Berger
Editora da Universidade de Columbia
Comentário: Will R. Filho
No Peru, milhares marcham contra a ideologia de gênero: "Não se meta com meu filho"

No Peru, milhares marcham contra a ideologia de gênero: "Não se meta com meu filho"


Na última quinta-feira, 15 de novembro, milhares de pessoas participaram da marcha que tem como lema #ConMisHijosNoteMetas (Não se meta com meus filhos), convocada pelo grupo de mesmo nome para rechaçar a imposição da ideologia de gênero no Peru.

A manifestação pacifica foi realizada em um clima de festa na Praça San Martin e nas ruas ao redor do centro histórico de Lima, assim como em outras cidades do país, onde milhares de pessoas saíram com cartazes azuis e rosa do grupo #ConMisHijosNoTeMetas.



Nos cartazes, escreveram lemas como “famílias fortes tornam um Estado forte”, “Estado: Não te quero na minha casa, meus filhos não te pertencem”, “não se deixem enganar, a abordagem de gênero é ideologia”, “Eu não autorizo ​​o governo a ensinar ideologia de gênero” e “para ensinar respeito e tolerância não preciso de ideologia de gênero“.

A manifestação multitudinária começou por volta das 10h e durou até cerca de 13h. Participaram deste evento mães e pais de família, avós, famílias inteiras e público em geral. Eles escutaram algumas pessoas que recordaram ao presidente do Peru, Martín Vizcarra, que a maioria dos peruanos se opõe à ideologia de gênero.

“A exigência é clara: Não à ideologia de gênero! Porque é uma ideologia totalitária, anti-humana e anticientífica que busca ser imposta na sociedade através de leis inconstitucionais promovidas pelo atual governo”, assinalou o grupo em um comunicado.

“O grupo #ConMisHijosNoTeMetas rechaça que as escolas e instituições educativas se tornem centros de doutrinação ideológica onde procuram padronizar os nossos filhos em um pensamento único e falso”, indicou.



“As experiências semelhantes em outros países, onde se permitiu a aplicação da ideologia de gênero, demonstram as terríveis consequências nas crianças: transtornam a identidade, estimulam a sexualização precoce, manipulam seu corpo com hormônios e perturbam gravemente o seu desenvolvimento natural,” disse a nota.

Por tudo isto, o grupo exigiu o “fim da ideologia de gênero no Estado peruano” através da revogação da “Política Nacional para a Igualdade de Gênero” e seu instrumento político, o “Plano Nacional de Igualdade de Gênero”.

Peruanos marcharam contra a ideologia de gênero no país


Além disso, pediram a revogação do Decreto Legislativo 1408 que eliminou a Lei de Fortalecimento da Família “e impôs o absurdo de ‘famílias democráticas'”.

Do mesmo modo, exigiu a “eliminação incondicional da ideologia de gênero na educação, especialmente no Currículo Nacional de Educação no ensino fundamental e todo o material educacional”.

#ConMisHijosNoTeMetas também exigiu que o governo não “interfira de forma arrogante e inconstitucional” em outros poderes do Estado “para obrigá-los a adotar a ideologia de gênero.

A ideologia de gênero ou a abordagem de gênero é uma corrente que considera que o sexo não é uma realidade biológica, mas uma construção sociocultural. Atualmente, vários governos tentam impor esta ideologia através da educação de crianças e jovens.


Fonte: ACI
Visando CPI, psicólogos criam canal de denúncia contra ativismo nos Conselhos de Psicologia

Visando CPI, psicólogos criam canal de denúncia contra ativismo nos Conselhos de Psicologia



Após a cassação do registro profissional da psicóloga Patrícia de Sousa Teixeira, em Santa Catarina, uma reação em massa de psicólogos indignados com a atuação do Sistema Conselho de Psicologia está colocando em cheque a transparência e legitimidade dessa autarquia, alvo de críticas por esses profissionais que acreditam haver um "aparelhamento político e ideológico" no órgão.

"Não podemos admitir que um órgão público que existe para regulamentar e fiscalizar a profissão dos psicólogos no Brasil, seja utilizado como cabide de militante político, movimentos sociais e outros grupos interessados em fazer uso do nosso dinheiro para querer impor uma agenda ideológica que contraria boa parte dos profissionais, e em muitos casos a própria psicologia enquanto ciência", disse Marisa Lobo, uma das articuladoras do movimento.



Marisa foi a responsável por entregar no último dia 12 um "dossiê contra o Conselho de Psicologia" ao deputado Maco Feliciano, que prometeu abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis desvios de finalidade praticados pelos gestores da autarquia.

"Convocamos todos os alunos e profissionais que de alguma forma estão se sentindo intimidados, ameaçados ou mesmo punidos, para enviar sua denúncia para os emails que criamos, colocando seu nome e explicando a situação. Se possível mandem fotos, áudios, imagens, provando o que considera um caso de perseguição ou ativismo político e ideológico", explica Marisa.

Caso de perseguição


A própria Marisa Lobo enfrentou em 2014 um processo disciplinar movido no Conselho Regional de Psicologia do Paraná, por supostamente ter violado o Código de Ética ao vincular seu nome profissional à religião, o que foi negado pela psicóloga.

O registro de Marisa chegou a ser cassado, mas no mesmo ano a psicóloga reverteu a decisão no Conselho Federal de Psicologia, provando sua legitimidade. No ano seguinte, em 2015, Marisa foi processada novamente pelo CRP, mas dessa vez por denunciar abertamente que estava sendo perseguida politicamente pela autarquia. O órgão acionou a justiça alegando "danos morais".

Todavia, Marisa venceu novamente o CRP, enterrando de vez o processo contra ela e mostrando que a liberdade de expressão não pode ser vencida por intimidação ideológica. Entenda mais detalhes desse caso aqui.

Como denunciar?

Em resposta ao Opinião Crítica, Marisa Lobo disse que às denúncias serão selecionadas com base na relevância e disponibilidade do denunciante de oferecer mais informações e até mesmo participar, como testemunha, da Comissão Parlamentar de Inquérito que deverá ser aberta no próximo ano.

A intenção da CPI será investigar não apenas desvios de finalidade do Sistema Conselho de Psicologia, como denúncias de ativismo nos cursos de psicologia, praticado por "professores militantes", assim como a falta de apuração sobre o exercício ilegal da profissão de psicólogo no Brasil.

Às denúncias devem ser encaminhadas para os seguintes emails:

Exclusivo para alunos: denunciadealunoscrp@gmail.com

Exclusivo para profissionais: denunciadeprofissionaiscrp@gmail.com

"Há milhares de profissionais indignados com o ativismo nos Conselhos de Psicologia. Eles apenas não sabem como reagir, e por isso muitos ficam em silêncio, achando que estão sozinhos. Mas acontece que isso só piora a situação e é por isso que precisamos tomar providências em conjunto", destaca Marisa.



"Denunciar é o primeiro passo, porque assim vamos reunir provas contra esse povo que está tentando transformar a psicologia no Brasil em uma espécie de grupo com partido e ideologia próprias, o que é absurdo, porque nossa profissão é uma ciência e não um movimento social", conclui a psicóloga.


Comunista, China condena a prisão escritora após a publicação de livro homossexual

Comunista, China condena a prisão escritora após a publicação de livro homossexual


Uma escritora chinesa foi condenada a dez anos de prisão após publicar um livro que contém cenas de eróticas gays, o que provocou grande indignação no país asiático, onde as autoridades censuram o conteúdo homossexual ao equipará-lo com a pornografia e os abusos sexuais.

A romancista, de sobrenome Liu e conhecida sob o pseudônimo Tianyi, foi condenada por um tribunal da província de Anhui (no leste) porque o seu livro "Gongzhan", que relata a história de amor proibida entre um professor e um estudante, contém "um comportamento sexual obsceno entre homens" e "atos sexuais pervertidos como violações e abusos".



Segundo um relatório policial citado pelo jornal oficial "Global Times", a polícia precisou que foram vendidos mais de 7 mil "exemplares pornográficos" da obra, dos quais a autora obteve "lucro ilegais" de 150 mil iuanes (cerca de US$ 21,6 mil) em poucos meses.

A sentença, já recorrida pela escritora, também foi criticada por alguns especialistas, como o advogado Deng Xueping, que a considerou desproporcional e exigiu que seja revisada ao estar baseada em uma interpretação judicial de 1998.

"Está afastada de todas as mudanças que aconteceram na sociedade", afirmou o advogado Deng Xueping ao jornal "South China Morning Post".

Apesar do homossexualismo ser legal na China desde 1997 e ter sido desqualificado como desordem mental em 2001, uma grande maioria dos chineses vê esta condição sexual como uma doença, enquanto este coletivo, que na China é formado por cerca de 70 milhões de pessoas, carece de qualquer tipo de proteção.


O sociólogo e sexólogo chinês Li Yinhe também opinou que embora a escritora tenha "violado a lei, uma sentença de um ano seria demais, imagina então uma de dez anos".

A decisão judicial também provocou indignação nas redes sociais, onde os usuários do Weibo, similar ao Twitter, criticam que outros crimes mais graves como os abusos sexuais não recebem um castigo adequado no país asiático.

Por exemplo, uma usuária contou que em maio sofreu uma agressão sexual em Pequim e o seu agressor foi condenado somente a oito meses de prisão.

O homossexualismo é contemplado como um ato "anormal" na legislação chinesa, por isso que as autoridades desenvolveram diferentes normativas para censurar a divulgação de conteúdo gay.

"Vídeos que mostram atos ou relações sexuais 'anormais' como o incesto, o homossexualismo e a violência ou o abuso sexual devem ser eliminados", detalha uma regulação sobre conteúdo na internet lançada em 2017.


Fonte: EFE

A "profecia Sílvio Santos" - Já é possível sonhar com um futuro Governo Moro?

A "profecia Sílvio Santos" - Já é possível sonhar com um futuro Governo Moro?


No momento em que o presidente leito, Jair Messias Bolsonaro, anunciou ter convidado o juiz federal Sérgio Moro para assumir o cargo de Ministro da Justiça, o pensamento que passou pela cabeça de milhões de brasileiros certamente foi a imagem do maior nome da Operação Lava Jato sendo o futuro presidente do Brasil, entre eles o apresentador Sílvio Santos, do SBT.

A verdade é que apesar de muito cedo para especular tal possibilidade, no mundo da política estratégias são traçadas e pensadas muito antes do que imaginamos. Diferente do que muitos pensam, a cogitação de Sérgio Moro presidente do Brasil, futuramente, é plenamente real e fundamentada nos fatos que cercam o cenário político atual.



"Nunca antes na história desse país..." (eita!) o brasileiro se envolveu tanto com política. Leia-se aqui, todas às camadas sociais e não apenas setores específicos, como era no passado. Antes mesmo de Jair Bolsonaro ter sido oficializado candidato esse ano, Sérgio Moro já aparecia na lista de possíveis candidatos ao pleito em 2016, fruto da imensa aprovação popular ao seu trabalho na Lava Jato.

Apesar de já ter afirmado que jamais assumiria um cargo político (e de fato, ser Ministro da Justiça não é assumir cargo político), ao aceitar o cargo de Ministro da Justiça, Moro demonstra seu desejo de contribuir com o país, sinalizando que é possível, sim, haver mudança de pensamento no futuro.

Se Bolsonaro fizer um bom governo, o que muitos esperam, certamente quatro anos será pouco para "consertar" o Brasil. A reeleição dele ou de um indicado (por eventual impossibilidade) estará garantida, abrindo caminho para um novo nome em 2026 e reforçando, assim, os que já estão na sua equipe.



Se apenas metade do trabalho feito por Sérgio Moro na Lava Jato for realizado no Ministério da Justiça nos próximos anos, seu nome sairá fortalecido como nunca. Existe Eduardo Bolsonaro, o filho de maior projeção - política - do atual Presidente, mas seu nome até então parece soar muito mais como alguém das trincheiras, capacitado para atuar na linha de frente da Câmara ou do Senado. Mudanças são possíveis, mas diante de um Moro mais maduro e aprovado é difícil imaginar um quadro diferente.

Profecia Sílvio Santos


Recentemente o apresentador Sílvio Santos recebeu a ligação do Presidente Bolsonaro durante o programa que anualmente levanta dinheiro para as AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), transmitido ao longo do último sábado (10).

“Nesses vinte e poucos anos que apresento o Teleton, é a primeira vez que um presidente faz a gentileza de ligar para o programa”, disse o apresentador, que em seguida cantou a pedra ressoada por muitos brasileiros:



”Sei que o Brasil não é um peso leve. Sei que o Brasil precisa de um presidente que tenha vontade de acertar e o senhor, nas primeiras medidas que tomou, já começou acertando. Aliás, eu não vou falar aquilo que penso, mas acho que nos próximos oito anos o senhor vai ficar no nosso governo e depois nos outros oito anos, tenho a impressão, é um palpite, não sou político, mas a sua escolha do juiz Moro… então eu acho que você pode ficar oito anos, depois passando para o Moro e ele fica mais oito. Então, o Brasil vai ter 16 anos de homens com vontade de fazer o Brasil caminhar", disse o profeta Sílvio.

Assista:


Conselho de Psicologia será investigado em CPI após cassação de psicóloga em SC

Conselho de Psicologia será investigado em CPI após cassação de psicóloga em SC


A psicóloga e escritora, Marisa Lobo, tomou conhecimento do caso envolvendo a também psicóloga do município de Tubarão, em Santa Catarina, Patrícia de Sousa Teixeira, que teve o seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Psicologia do seu estado, após a divulgação de um vídeo onde aparece falando contra a ideologia de gênero e em defesa da "família tradicional".



Noticiamos o caso de Patrícia Teixeira aqui, alertando contra o que parece ter sido mais um caso de perseguição político-ideológica de ativistas infiltrados no Sistema Conselho de Psicologia do país, contra os profissionais que discordam das pautas ideológicas promovidas por esses, notadamente alinhados com políticas de esquerda.

Com base nisso, a psicóloga Marisa Lobo, que por diversas vezes já precisou lutar na justiça contra o Conselho Regional de Psicologia de Curitiba, se encontrou esta semana com o deputado federal Marco Feliciano, para lhe entregar um "dossiê" contra o Conselho Federal de Psicologia, pedindo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o "aparelhamento político e ideológico" nessa autarquia.



"Entreguei ao Deputado Marco Feliciano um dossiê contra o Conselho de psicologia, provando seu aparelhamento político. Em reunião, o deputado prometeu tomar providências, e garantiu que vai pedir uma CPI, audiências públicas para discutir sobre a perseguição política, religiosa e ideológica contra psicólogos que não aceitam serem doutrinados por conselhos e universidades", escreveu Marisa em sua rede social.

A psicóloga também abordou a questão dos alunos em sala de aula, dizendo que muitos estão sendo coagidos por professores "doutrinadores":

"Entreguei também prints com várias denúncias, pedido de ajuda de alunos de psicologia que tem sido oprimidos por professores que igualmente os persegue em sala de aula, impedindo o verdadeiro conhecimento científico", acrescenta.

Caso Patrícia Teixeira


A cassação da psicóloga Patrícia Teixeira parece ter sido o estopim para a iniciativa de investigar o aparelhamento ideológico no Sistema Conselho de Psicologia. Marisa Lobo garantiu que este caso também será analisado na CPI, que tem como objetivo apurar denúncias e propor soluções, se necessário jurídicas, contra o ativismo nesses órgãos públicos.

Assista baixo o momento em que Marisa se encontra com Marco Feliciano:


Irmão de Bolsonaro diz que ele pescava de canoa e vendia peixes na praça, em Eldorado

Irmão de Bolsonaro diz que ele pescava de canoa e vendia peixes na praça, em Eldorado


Nos limites do Vale do Ribeira se encontra Eldorado, a cidade no qual o presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi criado pescando e buscando ouro no rio com seus amigos de infância, que lembram dele como um jovem curioso, brincalhão e aplicado na escola.

Bolsonaro chegou com 10 anos a esta remota cidade no sul do estado de São Paulo, rodeada de reservas naturais e que se sustenta de pequenos cultivos de banana e palmito e um turismo ainda incipiente.



Neste local foi criado o futuro chefe de Estado brasileiro, em plena ditadura militar e perto então de uma área de treinamento da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma guerrilha de extrema esquerda que lutou contra o regime.

Os vizinhos que conviveram com o presidente eleito lembram dele como um "menino normal" de "família humilde", desmontam a imagem de machista, racista e homofóbico que carregou durante a campanha eleitoral e rejeitam a ideia de que represente uma ameaça à democracia por ser um nostálgico da ditadura.

Seu pai ganhava a vida como dentista prático, ou seja, sem formação oficial. Com esse trabalho, alimentou Jair e seus cinco irmãos, outros dois homens e três mulheres (um sétimo morreu pouco depois de nascer).


Vários deles vivem ainda em Eldorado. O mais velho, Angelo Guido Bolsonaro, cuida de uma modesta loja de produtos eletrônicos (Eletrônica Bolsonaro) situada em frente a uma delegacia.

"Sou consciente de que por quatro anos não vou ver meu irmão", afirmou resignado Angelo Guido.

Angelo lembra que Jair passava bastante tempo no rio que rodeia a cidade, o Ribeira de Iguape, buscando o ouro narravado nas lendas locais, mas do qual nunca viu um rastro.

Também pescava com rede e canoa e, se o dia fosse produtivo, vendia uma parte na praça da cidade. Nessas aventuras, era acompanhado de Haroldo Sebastião Coutinho, que hoje tem 68 anos e nunca pensou que seu amigo de infância fosse se tornar presidente.

'Bastião', como era chamado por Bolsonaro, descreve o amigo de infância como "muito observador" e "estudioso", e, ao mesmo tempo, que gostava de brincar com seus companheiros e pôr apelidos em todo mundo.


"Naquele tempo era assim, hoje se fala bullying, mas era uma brincadeira, de boa", contou o homem que foi também companheiro de classe de Bolsonaro no colégio Dr. Jayme Almeida Paiva, onde o presidente estudou durante toda sua adolescência no turno da noite.

Seu professor de Física e Química era Valdemir Roque Vegini, já aposentado aos 72 anos e que recorda do jovem Bolsonaro como um aluno como os outros, mas destacado.

"Era um menino que perguntava bastante, não eram perguntas de 'pergunto por perguntar', ele queria aprender, percebemos sua vontade de querer mais. Foi um ótimo aluno de notas 9, 8 e 10. Respeitoso", detalhou Vegini à Efe.

Valdemir acredita que Bolsonaro "tem tudo para ser um bom presidente", o que para ele, como seu antigo professor, representa "um orgulho tremendo".

O atual diretor da escola, Domingos Felix Pontes, de quem o pai de Bolsonaro tirou um molar quando era criança, guarda em uma gaveta o último e amarelado boletim de notas do capitão da reserva do exército.

A melhor nota foi de Matemática (9,6) e a pior (7,6) na matéria denominada OSPB (Organização Social e Política Brasileira), que transmitia a ideologia conservadora do regime militar e exaltava o nacionalismo.

"Aparentemente, se o comparamos com os alunos que temos hoje, não seria o melhor da escola, mas estaria entre os bons alunos", assegurou Pontes.

Dali, o hoje governante eleito saiu para ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, já que nesses anos fazer carreira no exército era visto como algo bom e um emprego garantido para "uma cidade que não tinha nada", comentou o professor.

Antes de se alistar, Bolsonaro, conhecedor das trilhas da região, ajudou os soldados na busca pelo capitão Carlos Lamarca, que desertou como militar para se transformar em guerrilheiro da VPR.

Segundo Valdemir, que também deu aula às suas três irmãs, Bolsonaro defendeu depois o ambiente político "no qual ele sempre esteve", mas acredita que "entre o dizer e o fazer existe uma distância grande".

"Tenho certeza que não vai usar o exército para manter a ordem. Não há necessidade porque o Brasil não precisa disso hoje", completou.

Bolsonaro prometeu a seu irmão Angelo e a seu amigo Haroldo que sua primeira viagem depois que assumir a presidência, no próximo dia 1º de janeiro, será para Eldorado, que já costumava visitar uma vez por ano para se reunir com família e não perder as raízes da cidade que lhe viu crescer.


Por: Carlos Meneses Sánchez / EFE