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Método Paulo Freire ou Método Laubach?


Comentário: A reforma do ensino médio proposta pelo governo atual, tem sido motivo de conflito para diversas pessoas, especialmente profissionais da educação. Basicamente, o ponto de tensão das divergências está no que muitos supõem ser o "pensamento crítico", erroneamente associado a conteúdos, tais como o de Filosofia e Sociologia. Nesse viés, é comum ver pessoas citando Paulo Freire como referência disso que chamam de "pensamento crítico". Todavia, o método pelo qual Freire ficou conhecido no mundo inteiro, chamado "Método Paulo Freire", segundo o historiador Dr. David Gueiros Vieira, é uma espécie de "plágio" do Método de Laubach.

Sem desmerecer algum mérito de Freire como pensador e autor,  o qual certamente possui, mas exatamente querendo valorizar o verdadeiro pensamento crítico, face a realidade histórica de subversão ideológica do comunismo tão bem explicada por Yuri Bezmenov (veja aqui), capaz de moldar, justamente, até a forma como a história é contada, especialmente nos redutos acadêmicos, vejo como grande importância a leitura do artigo a seguir, publicado originalmente em 2004 no Mídia Sem Máscara.

                  Método Paulo Freire ou Método Laubach?
David Gueiros Vieira
O Método Laubach de alfabetização de adultos foi criado pelo missionário protestante norte-americano Frank Charles Laubach (1884 – 1970). Desenvolvido por Laubach nas Filipinas, em 1915, subseqüentemente foi utilizado com grande sucesso em toda a Ásia e em várias partes da América Latina, durante quase todo o século XX.

Em 1915, Frank Laubach fora enviado por uma missão religiosa à ilha de Mindanao, nas Filipinas, então sob o domínio norte-americano, desde o final da guerra EUA/Espanha. A dominação espanhola deixara à população filipina uma herança de analfabetismo total, bem como de ódio aos estrangeiros.
Frank C. Laubach (sentado ao centro) com missionários protestantes
em Lake Winnipesaukee, New Hampshire, no ano de 1961.

A população moura filipina era analfabeta, exceto os sacerdotes islamitas, que sabiam ler árabe e podiam ler o Alcorão. A língua maranao (falada pelos mouros) nunca fora escrita. Laubach enfrentava, nessa sua missão, um problema duplo: como criar uma língua escrita, e como ensinar essa escrita aos filipinos, para que esses pudessem ler a Bíblia. A existência de 17 dialetos distintos, naquele arquipélago, dificultava ainda mais a tarefa em meta.

Com o auxílio de um educador filipino, Donato Gália, Laubach adaptou o alfabeto inglês ao dialeto mouro. Em seguida adaptou um antigo método de ensino norte-americano, de reconhecimento das palavras escritas por meio de retratos de objetos familiares do dia-a-dia da vida do aluno, para ensinar a leitura da nova língua escrita. A letra inicial do nome do objeto recebia uma ênfase especial, de modo que aluno passava a reconhecê-la em outras situações, passando então a juntar as letras e a formar palavras.


Utilizando essa metodologia, Laubach trabalhou por 30 anos nas Filipinas e em todo o sul da Ásia. Conseguiu alfabetizar 60% da população filipina, utilizando essa mesma metodologia. Nas Filipinas, e em toda a Ásia, um grupo de educadores, comandado pelo próprio Laubach, criou grafias para 225 línguas, até então não escritas. A leitura dessas línguas era lecionada pelo método de aprendizagem acima descrito. Nesse período de tempo, esse mesmo trabalho foi levado do sul da Ásia para a China, Egito, Síria, Turquia, África e até mesmo União Soviética. Maiores detalhes da vida e trabalho de Laubach podem ser lidos na Internet, no site Frank Laubach.

Na América Latina, o método Laubach foi primeiro introduzido no período da 2ª Guerra Mundial, quando o criador do mesmo se viu proibido de retornar à Ásia, por causa da guerra no Pacífico. No Brasil, este foi introduzido pelo próprio Laubach, em 1943, a pedido do governo brasileiro. Naquele ano, esse educador veio ao Brasil a fim de explicar sua metodologia, como já fizera em vários outros países latino-americanos.



Lembro-me bem dessa visita, pois, ainda que fosse muito jovem, cursando o terceiro ano Ginasial, todos nós estudantes sabíamos que o analfabetismo no Brasil ainda beirava a casa dos 76% – o que muito nos envergonhava – e que este era o maior empecilho ao desenvolvimento do país.

A visita de Laubach a Pernambuco causou grande repercussão nos meios estudantis. Ele ministrou inúmeras palestras nas escolas e faculdades — não havia ainda uma universidade em Pernambuco — e conduziu debates no Teatro Santa Isabel. Refiro-me apenas a Pernambuco e ao Recife, pois meus conhecimentos dos eventos naquela época não iam muito além do local onde residia.

Houve também farta distribuição de cartilhas do Método Laubach, em espanhol, pois a versão portuguesa ainda não estava pronta. Nessa época, a revista Seleções do Readers Digest publicou um artigo sobre Laubach e seu método — muito lido e comentado por todos os brasileiros de então, que, em virtude da guerra, tinham aquela revista como único contato literário com o mundo exterior.

Naquele ano, de 1943, o Sr. Paulo Freire já era diretor do Sesi, de Pernambuco — assim ele afirma em sua autobiografia — encarregado dos programas de educação daquela entidade. No entanto, nessa mesma autobiografia, ele jamais confessa ter tomado conhecimento da visita do educador Laubach a Pernambuco. Ora, ignorar tal visita seria uma impossibilidade, considerando-se o tratamento VIP que fora dado àquele educador norte-americano, pelas autoridades brasileiras, bem como pela imprensa e pelo rádio, não havendo ainda televisão. Concomitante e subitamente, começaram a aparecer em Pernambuco cartilhas semelhantes às de Laubach, porém com teor filosófico totalmente diferente. As de Laubach, de cunho cristão, davam ênfase à cidadania, à paz social, à ética pessoal, ao cristianismo e à existência de Deus. As novas cartilhas, utilizando idêntica metodologia, davam ênfase à luta de classes, à propaganda da teoria marxista, ao ateísmo e a conscientização das massas à sua “condição de oprimidas”. O autor dessas outras cartilhas era o genial Sr. Paulo Freire, diretor do Sesi, que emprestou seu nome à essa “nova metodologia” — da utilização de retratos e palavras na alfabetização de adultos — como se a mesma fosse da sua autoria.

Tais cartilhas foram de imediato adotadas pelo movimento estudantil marxista, para a promulgação da revolução entre as massas analfabetas. A artimanha do Sr. Paulo Freire “pegou”, e esse método é hoje chamado Método Paulo Freire, tendo o mesmo sido apadrinhado por toda a esquerda, nacional e internacional, inclusive pela ONU.

No entanto, o método Laubach — o autêntico — fora de início utilizado com grande sucesso em Pernambuco, na alfabetização de 30.000 pessoas da favela chamada “Brasília Teimosa”, bem como em outras favelas do Recife, em um programa educacional conduzido pelo Colégio Presbiteriano Agnes Erskine, daquela cidade. Os professores eram todos voluntários. Essa foi a famosa Cruzada ABC, que empolgou muita gente, não apenas nas favelas, mas também na cidade do Recife, e em todo o Estado. Esse esforço educacional é descrito em seus menores detalhes por Jules Spach, no seu recente livro, intitulado, Todos os Caminhos Conduzem ao Lar (2000).

O Método Laubach foi também introduzido em Cuba, em 1960, em uma escola normal em Bágamos. Essa escola pretendia preparar professores para a alfabetização de adultos. No entanto, logo que Fidel Castro assumiu o controle total do poder em Cuba, naquele mesmo ano, todas as escolas foram nacionalizadas, inclusive a escola normal de Bágamos. Seus professores foram acusados de “subversão”, e tiveram de fugir, indo refugiar-se em Costa Rica, onde continuaram seu trabalho, na propagação do Método Laubach, criando então um programa de alfabetização de adultos, chamado Alfalit.

A organização Alfalit foi introduzida no Brasil, e reconhecida pelo governo brasileiro como programa válido de alfabetização de adultos. Encontra-se hoje na maioria dos Estados: Santa Catarina (1994), Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Sergipe, São Paulo, Paraná, Paraíba e Rondônia (1997); Maranhão, Pará, Piauí e Roraima (1998); Pernambuco e Bahia (1999).

A oposição ao Método Laubach ocorreu desde a introdução do mesmo, em Pernambuco, no final da década de 1950. Houve tremenda oposição da esquerda ao mencionado programa da Cruzada ABC, em Pernambuco, especialmente porque o mesmo não conduzia à luta de classes, como ocorria nas cartilhas plagiadas do Sr. Paulo Freire. Mais ainda, dizia-se que o programa ABC estava “cooptando” o povo, comprando seu apoio com comida, e que era apenas mais um programa “imperialista”, que tinha em meta unicamente “dominar o povo brasileiro”.

Como a fome era muito grande na Brasília Teimosa, os dirigentes da Cruzada ABC, como maneira de atrair um maior número de alunos para o mesmo, se propuseram criar uma espécie de “bolsa-escola” de mantimentos. Era uma cesta básica, doada a todos aqueles que se mantivessem na escola, sem nenhuma falta durante todo o mês. Essa bolsa-escola tornou-se famosa no Recife, e muitos tentavam se candidatar a ela, sem serem analfabetos ou mesmo pertencentes à comunidade da Brasília Teimosa. Bolsa-escola fora algo proposto desde os dias do Império, conforme pode-se conferir no livro de um educador do século XIX, Antônio Almeida, intitulado O Ensino Público, reeditado em 2003 pelo Senado Federal, com uma introdução escrita por este Autor.

No entanto, a idéia da bolsa-escola foi ressuscitada pelo senhor Cristovam Buarque, quando governador de Brasília. Este senhor, que é pernambucano, fora estudante no Recife nos dias da Cruzada ABC, tão atacada pelos seus correligionários de esquerda. Para a esquerda recifense, doar bolsa-escola de mantimentos era equivalente a “cooptar” o povo. Em Brasília, como “idéia genial do Sr. Cristovam Buarque”, esta é hoje abençoada pela Unesco, espalhada por todo o mundo e não deixa de ser o conceito por trás do programa Fome Zero, do ilustre Presidente Lula.

O sucesso da campanha ABC — que incluía o Método Laubach e a bolsa-escola — foi extraordinário, sendo mais tarde encampado pelo governo militar, sob o nome de Mobral. Sua filosofia, no entanto, foi modificada pelos militares: os professores eram pagos e não mais voluntários, e a bolsa-escola de alimentos não mais adotada. Este novo programa, por razões óbvias, não foi tão bem-sucedido quanto a antiga Cruzada ABC, que utilizava o Método Laubach.

A maior acusação à Cruzada ABC, que se ouvia da parte da esquerda pernambucana, era que o Método Laubach era “amigo da ignorância” — ou seja, não estava ligado à teoria marxista, falhavam em esclarecer seus detratores — e que conduzia a “um analfabetismo maior”, ou seja, ignorava a promoção da luta de classes, e defendia a harmonia social. Recentemente, foi-me relatado que o auxílio doado pelo MEC a pelo menos um programa de alfabetização no Rio de Janeiro — que utiliza o Método Laubach, em vez do chamado “Método Paulo Freire” — foi cortado, sob a mesma alegação: que o Método Laubach estaria “produzindo o analfabetismo” no Rio de Janeiro. Em face da recusa dos diretores do programa carioca, de modificarem o método utilizado, o auxílio financeiro do MEC foi simplesmente cortado.

Não há dúvida que a luta contra o analfabetismo, em todo o mundo, encontrou seu instrumento mais efetivo no Método Laubach. Ainda que esse método hoje tenha sido encampado sob o nome do Sr. Paulo Freire. Os que assim procederam não apenas mudaram o seu nome, mas também o desvirtuaram, modificando inclusive sua orientação filosófica. Concluindo: o método de alfabetização de adultos, criado por Frank Laubach, em 1915, passou a ser chamado de “Método Paulo Freire”, em terras tupiniquins. De tal maneira foi bem-sucedido esse embuste, que hoje será quase que impossível desfazê-lo.

Referências:
AYRES, Antônio Tadeu. Como tornar o ensino eficaz. Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, 1994.
BRINER, Bob. Os métodos de administração de Jesus. Ed. Mundo Cristão, SP, 1997.
CAMPOLO, Anthony. Você pode fazer a diferença. Ed. Mundo Cristão, SP, 1985.
GONZALES, Justo e COOK, Eulália. Hombres y Ángeles. Ed. Alfalit, Miami, 1999.
GONZALES, Justo. História de un milagro. Ed. Caribe, Miami (s.d.).
GONZALES, Luiza Garcia de. Manual para preparação de alfabetizadores voluntários. 3ª ed., Alfalit Brasil, Rio de Janeiro, 1994.
GREGORY, John Milton. As sete leis do ensino. 7ª ed., Rio de Janeiro, JUERP, 1994.
HENDRICKS, Howard. Ensinando para transformar vidas. Ed. Betânia, Belo Horizonte, 1999.
LAUBACH, Frank C.. Os milhões silenciosos falam. s. l., s.e., s.d.
MALDONADO, Maria Cereza. História da vida inteira. Ed. Vozes, 4ª ed., SP, 1998.
SMITH, Josie de. Luiza. Ed. la Estrella, Alajuela, Costa Rica, s.d.
SPACH, Jules. Todos os Caminhos Conduzem ao Lar. Recife, PE, 2000.
Fonte: MSM

Muito além dos Uniformes - A Ideologia de Gênero Atinge a Definição de Humano


Recentemente saiu nas mídias a informação de que uma escola baniu a utilização de uniformes específicos para meninos e meninas, com base na "ideologia de gênero". Ora, evidentemente, o formato de uma roupa não define o sexo de ninguém, mas como símbolo culturalmente estabelecido, aponta, sim, para a construção do gênero sexual vinculado a identidade sexual, isto é; macho ou fêmea. 

Para entender a complexidade do tema é fundamental que leia o texto: "Modelagem Cultural - A Poderosa Ferramenta de Manipulação em Massa". Clique AQUI para ler.

Mais do que meramente a utilização de uma vestimenta, vestimos valores construídos lentamente ao longo de séculos, essa é a razão pela qual devemos nos preocupar, não pelo estilo que tem a roupa, saia, short, calça ou vestido, isso é irrelevante... Mas pelo significado que ela possui e a influência que exerce na mente dos nossos jovens.

Tenho desenvolvido alguns escritos sobre a ideologia de gênero, os quais irei publicar no momento apropriado, academicamente falando. Todavia, alguns ensaios me permitem falar com tranquilidade sobre isso que na atualidade não tem relação alguma com os diferentes comportamentos sexuais em culturas passadas, os quais não procuravam dissociar o comportamento sexual do SEXO, propriamente biológico, muito menos dos estereótipos associados a ele (ao sexo), tais como linguagem e vestimenta, mas eram frutos de circunstâncias muito peculiares, na sua maioria de caráter ritualístico e filosófico.

Absolutamente distante do que fora a sexualidade no passado, a ideologia de gênero atual (até porque ela não existia no passado) está assentada em forte conteúdo ideológico, filosófico e político, lentamente construído nos últimos 120 anos, não em fatos produzidos pela lógica do saber humano amparado por áreas como a Biologia, Química e Psicologia. Estas matérias tem sido por muitos utilizadas de forma tendenciosa, para fundamentar não o que fatos objetivos revelam, mas o que a mente dos seus instrumentadores concebem como "modelo ideal".

Os discursos a favor do "gênero neutro" (porque a dissociação do sexo implica obrigatoriamente na indefinição do gênero) que ganham força na mídia e até mesmo em alguns setores acadêmicos, são PRODUTOS de uma transformação acerca da própria concepção de CIÊNCIA.
Os sujeitos que hoje produzem matérias relacionadas ao tema "gênero", não se veem obrigados a utilizar do conhecimento lógico, para afirmar, conclusivamente, o que para eles reflete seu mundo de "verdades". 

A sociedade, por outro lado, com força da mídia, repercute num processo de MODELAGEM CULTURAL o que apenas tem APARÊNCIA de autoridade, mas que na prática se resume a pensamentos (e pensadores) populistas, hora introduzidos na moda e ecoados como modelos de cultura e de ciência.

Precisamos discernir com urgência o que tem  sido fomentado em nossa cultura como mudanças necessárias para o bem estar dos seres humanos e boa convivência em sociedade. Caso contrário, corremos sério risco de ficarmos reféns da inovação, do modismo e das conveniências ideológicas de grupos e/ou pessoas que devido ao seu poder de influência, são capazes de afetar positiva ou negativamente uma geração inteira.

Triste para o mundo. Triste para essa geração. Pior ainda para as gerações futuras.

Abraço e até a próxima....

Para Jesus Cristo - Não Somos Diferentes de Hitler e Madre Tereza


Jesus Cristo nos faz perceber algo muito interessante: que não somos diferentes de assassinos, roubadores, corruptos, adúlteros, mentirosos, viciados, etc. Pessoas que aos olhos de muitos são "abomináveis e terríveis". Assim como não somos diferentes de pessoas consideradas "puras e santas". Todavia, essa IGUALDADE e unidade está no sentido da condição espiritual pecaminosa, a qual para Deus é a MESMA. Como está escrito: 

Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.

Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.
Todos se extraviaram, e juntamente SE FIZERAM INÚTEIS. Não há quem faça o bem, não há nem um só. (Romanos 3:9-12)

Paulo no texto aos romanos se refere a condição espiritual de pecado e não meramente a gestos isolados de bondade ou injustiça. Neste sentido, por mais que você faça ou julgue alguém fazendo ações bondosas, a condição espiritual sua ou da outra pessoa continua sendo de pecado. Ele está tratando de um contexto muito maior do que simples ações humanas que se consideradas separadamente podem ser interpretadas como boas ou más. Ele trata da condição espiritual da RAÇA HUMANA como um todo. Daí o motivo pelo qual está escrito na carta aos Efésios, capítulo 2, versículo 8 e 9, assim:

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Efésios 2:8,9
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Efésios 2:8,9
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Efésios 2:8,9
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Efésios 2:8,9
Cristo nos separa de uma vida em pecado, mas não da condição humana de PECADOR. Seremos libertos dessa condição apenas quando formos para "um novo céu, uma nova terra", como cumprimento da promessa da ressurreição em corpo transformado (1 Coríntios 15).

Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
1 Coríntios 15:42
A santificação e justificação em Cristo é quanto às obras da lei. Ora justificados por Cristo, somos santificados (separados) por Ele para uma vida em santidade, isto é; que "...não vive pecando" por obediência aos seus mandamentos (1 João 3:6). É justamente o reconhecimento dessa condição de pecador que nos leva a Cristo, pois ao saber que somos pecaminosos, percebemos o quanto somos carentes da Graça, e Graça imerecida. 

O Apóstolo Paulo se dizia afligido por um "espinho na carne" (2 Coríntios 12:7-9), exatamente como referência a sua condição humana pecaminosa. Cristo, portanto, produz em nós o reconhecimento do pecado como condição de IGUALDADE a todos os demais pecadores. Não somos pessoas melhores em NADA, apenas Cristo é o que existe de bom em nós, justamente porque Ele é quem nos faz perceber que espiritualmente, sem Ele, estamos todos na mesma condição. 

É por saber que não temos mérito algum e, portanto, diferença alguma em relação a outras pessoas, que ser um Adolf Hitler (exemplo de maldade) ou Madre Tereza (exemplo de bondade) não faz diferença a luz do sacrifício de Cristo na cruz, uma vez que o Amor e Graça de Deus são oferecidos a todos, sem distinção (João 3:16), pois assim como Deus não faz acepção de pessoas, também não faz acepção de pecados. Em outras palavras, quanto mais reconhecemos o "assassino, mentiroso, adúltero, ladrão" que existe em nós, mais dependemos de Cristo, mais procuramos a santificação e mais enxergamos "o outro" como alguém tão carente, dependente de Cristo e, portanto, SEMELHANTE a nós. 

A bondade de muitas pessoas que julgamos "puras" e "santas" só existe porque elas mesmas reconheceram Cristo como Senhor, do qual dependem espiritualmente, fazendo dEle o grande modelo de santidade e perfeição a ser seguido. Se existe algum mérito nisso, não é da pessoa, mas exclusivamente de Cristo. 

A maldade, por outro lado, existe em TODOS NÓS. O que diferencia um genocida populacional como Hitler de quem recebe troco errado no supermercado é a consequência do ato, os quais julgamos conforme o impacto imediato produzido, se mais ou menos grave a luz do que consideramos certo ou errado e principalmente do que isso acarreta fisicamente. Espiritualmente, no entanto, ambos são igualmente pecadores.

Por fim, esse texto foi escrito com base na seguinte afirmação:

"O grande mistério do homem não é o fato de a mesma raça humana ter a capacidade de produzir tanto um Hitler como uma Madre Teresa, mas o fato de cada pessoa conter, dentro de si, um Hitler e uma Madre Teresa". (Dr. Louis Markos )

Abraço e até a próxima...

Afogamento - As Aparências Enganam!


O novo mestre pula da lancha de pesca esportiva direto para a água, totalmente vestido. Dispara em meio às marolas suaves, os olhos fixos no seu destino enquanto se aproxima dos donos, que nadam entre o barco e a praia.


– Ele deve achar que você está se afogando — diz o homem para sua esposa.

Os dois haviam atirado água um no outro e ela havia gritado, mas agora eles estão simplesmente em pé, mergulhados até o pescoço.

– Está tudo bem… O que ele está fazendo? — pergunta ela, levemente aborrecida.

O marido faz sinal com as mãos para que volte, e grita:

– Estamos bem!

Mas nada detém as braçadas do capitão:

– Saia do caminho! — diz o mestre ao patrão atônito.


Segundos depois, uma menina de uns nove anos surge das águas, explode em lágrimas, berra pelo pai.

Ela ia se afogando a menos de 5 metros dele.

Como o mestre, que estava a 15 metros deles, sabia o que estava acontecendo, e o pai, não?

O marinheiro tinha treino e experiência para reconhecer um afogamento real — ao passo que o pai tinha do afogar-se a ideia que lhe deram os filmes e as novelas.

A Resposta Instintiva ao Afogamento — nome dado por Francesco A. Pia, Ph.D. — é o conjunto de ações que as pessoas realizam para evitar sufocamento real ou imaginário na água. E ela não corresponde às expectativas da maioria de nós. Os acenos frenéticos, a gritaria e a agitação vistos na televisão são coisa rara na vida real.


O afogamento é, quase sempre, um evento despido de drama exterior ou estrépito. Para dar uma ideia do quanto, considere as seguintes informações do Centro de Controle de Doenças dos EUA:
  • É a segunda causa de morte de menores de 15 anos (a primeira é o trânsito);
  • Das 750 crianças que vão se afogar nos próximos 12 meses, metade perecerá a menos de 25 metros de um pai ou outro adulto.
  • Em 10% desses 750 afogamentos, o adulto verá o afogamento se desenrolar diante dele, sem ter a menor ideia do que está de fato ocorrendo.
O afogamento não se parece com afogamento. Em um artigo para a edição do terceiro trimestre de 2006 da revista On Scene, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, Magazine, o Dr. Pia descreveu a reação instintiva ao afogamento como segue:
  1. Exceto em circunstâncias incomuns, pessoas sofrendo afogamento estão fisiologicamente incapacitadas de gritar pedindo ajuda. O sistema respiratório foi projetado para a respiração. A fala é uma função secundária ou associada. A respiração deve ser possível, antes que a fala ocorra.
  2. A boca de quem se afoga ora fica sob, ora sobre a superfície da água. Infelizmente, a boca não fica acima da linha d’água por tempo suficiente para permitir à vítima expirar, inspirar e pedir ajuda antes que volte a submergir.
  3. Pessoas em afogamento não acenam pedindo auxílio. O instinto natural leva-as a estender os braços lateralmente e fazer força com eles para baixo sobre a superfície da água, num esforço para erguer o corpo de modo a levantar a boca para poder respirar.
  4. Durante todo o tempo da resposta instintiva ao afogamento, quem está se afogando não consegue controlar o movimento de seus braços. Fisiologicamente, afogandos que se debatem na superfície da água não conseguem parar de se afogar para executar movimentos voluntários como acenar, mover-se em direção ao resgate ou alcançar algum equipamento de resgate.
  5. Do começo ao final da reação ao afogamento, o corpo da vítima permanece vertical na água, sem evidência de que use pernadas para manter essa posição. A menos que um salva-vidas a auxilie, a pessoa submergirá em um período de tempo entre 20 e 60 segundos.
Isto não equivale a dizer que uma pessoa que esteja a gritar por ajuda e se debater não esteja com problemas sérios — eles estão passando por uma situação de extremo estresse aquático, reação nem sempre presente antes da reação de afogamento. O estresse aquático extremo não dura muito, mas ainda não é o afogamento, e isso permite que as vítimas ainda possam ajudar no próprio salvamento agarrando cabos de resgate, por exemplo.

Outros indícios de que um afogamento está ocorrendo são:
  • Cabeça baixa na água com a boca na superfície da água
  • Cabeça para trás com a boca aberta
  • Olhar vítreo, vazio, sem foco
  • Olhos fechados
  • Cabelo na frente da teste ou dos olhos
  • Posição vertical na água sem o uso das pernas
  • Hiperventilação ou engasgamento
  • Braçadas em uma determinada direção, sem deslocamento naquela direção
  • Tentativa de rolar sobre as costas
  • Movinento da escalada, mas raramente para fora da água

Portanto, se um tripulante ou passageiro cai na água e tudo parece bem, é melhor desconfiar. Às vezes, o sinal mais comum de que alguém está a se afogar é… que ela não parece estar se afogando. Pode ocorrer que, aparentemente, esteja apenas boiando e olhando para o convés.

Como eliminar a dúvida? Um modo é perguntar se está tudo em ordem. Se houver alguma resposta, provavelmente está mesmo. Mas se a resposta for um olhar sem expressão, corra — você pode ter menos de 30 segundos para salvá-la.

Um último aviso, este para aos pais: criança faz barulho quando brinca na água. Se a sua ficar quieta, vá até ela e descubra o que há.

Adaptado de “Drowning doesn’t look like drowning”; originalmente publicado no Blog da Arca de Noé.

 

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