Professor Acusado de "Homofobia" lança Livro sobre "Heterofobia"!

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Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o Dr. Ademir Gomes Ferraz, que após um incidente de trânsito, ao postar comentário do caso em sua página pessoal no Facebook, foi acusado de "homofobia", enfrentando inúmeras críticas e, segundo ele, perseguição política de grupos ligados ao DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFRPE, agora é autor do livro chamado "Heterofobia: Um Risco para o Estado de Direito", que mesmo antes do seu lançamento oficial já alcançou a marca de 1.000,00 exemplares vendidos.

O Opinião Crítica chegou a entrar em contato com o Prof. Ademir Ferraz, à época do ocorrido, quando o mesmo foi entrevistado e bastante procurado pela mídia para dar esclarecimentos sobre o suposto caso de "homofobia". O mesmo foi solícito e acessível. As declarações do Professor foram contundentes e objetivas, já mencionando o livro que na época havia começado a escrever. Sobre a obra o Dr. Ferraz comentou:

"Não podemos tratar de todos os homossexuais como heterófobos que, sofrem desequilíbrio no sexo mental e, portanto, podem ser enquadrados na condição de doentes. E este tratamento é de forma política, sociológica e comportamental abstraindo a questão religiosa. Para isso centenas de pessoas estão enviando situações de desrespeito às normas estabelecidas para toda a sociedade...”

Após analisar as várias matérias feitas sobre o caso na época e as próprias declarações do Dr. Ferraz, podemos constatar se tratar de mais um caso de banalização da "homofobia" e cerceamento da expressão individual, dado a má interpretação dos fatos e interesses de grupos. Por esse motivo, com o interesse de contribuir para a divulgação de trabalhos que visam ponderar sobre os temas "homofobia, sexualidade, direitos LGBT e liberdade de expressão", todavia, por numa perspectiva não patrocinada pelo politicamente correto, o Opinião Crítica vem divulgar o lançamento oficial do livro "Heterofobia: Um Risco para o Estado de Direito", que será no dia 24 de abril, às 18:00h, na ADUFERPE, onde o autor dará uma palestra sobre o tema aos interessados. O espaço será aberto aos convidados o autor convida a todos que desejam contribuir de forma positiva e refletir o assunto por esse ângulo. Vale ressaltar que a publicação e divulgação de uma obra como essa desafia a "lógica" do que parece ser o "certo" em discussão nos círculos acadêmicos e políticos, por esse motivo também o Opinião Crítica valoriza essa iniciativa, que se analisada de forma intelectualmente honesta, deverá ser encarada como elemento de ponderação e amadurecimento da temática sexual. Abaixo segue a imagem do livro e sinopse autoral, link da editora e também algumas matérias sobre o caso:


"Em um momento difícil das afirmações e dos direitos sociais, causa espanto a falta de literatura clara evidenciando as contradições, os abusos, o que é direito e o que é dever dos diversos grupos étnicos e sexuais. Enquanto que aos grupos econômicos, a bibliografia é farta.


Isso nos leva a perguntar: Por quê? É esta resposta que dou neste livro. Às criticas ácidas que já sei que virão por maldade, por simples necessidade de descaracterização da obra, ou por ignorância, não necessito ser alertado sobre a forma do texto. Afinal, não sou escritor. Ninguém, minimamente instruído, pode esperar um texto similar a Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marques.


Minha afoiteza foi enfrentar a heterofobia, não me silenciar diante das agressões que sofri por meio de pessoas que nem mesmo sabem o que é homossexualismo. Aqui estão reveladas as verdades que a ciência esconde. Se o livro é mal escrito não tem importância: a importância é a revelação." (Sinopse) 

Link da Editora: Kyron

Matérias sobre o caso que originou o livro:

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/01/professor-da-ufrpe-diz-que-se-aborrece-com-homossexual-histerico.html

http://www.faroldenoticias.com.br/site/polemica-professor-da-ufrpe-e-criticado-por-manifesto-homofobico-na-internet/

http://www.leiaja.com/carreiras/2014/01/13/professor-da-ufrpe-e-acusado-de-homofobia-no-facebook/

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2014/01/15/interna_vidaurbana,484383/apos-declaracoes-homofobicas-professor-diz-que-pediria-perdao-de-joelhos.shtml

http://blognovasideias.com.br/vs1/2014/01/15/comissao-de-direitos-humanos-da-ufpe-emite-nota-de-repudio-ao-professor-ademir-ferraz/

Comentários e críticas nos comentários abaixo.

Abraço e até a próxima.

Levy Fidelix - Discurso de Ódio ou Ignorância? Leia para Entender!

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O ex-candidato a Presidente da República Levy Fidelix foi condenado a pagar multa no valor de 1.000.000,00 (um milhão de reais), por ter, segundo decisão do STF paulista, feito declarações "homofóbicas" de incitação ao "ódio" contra gays, travestis e lésbicas. Mas será que essa medida representa algum avanço social em relação ao público LGBT? Em quais pontos o Fidelix extrapolou o bom senso em suas declarações? Tentarei nesse texto fazer uma breve análise do que deve ser considerado discurso de ódio, sem, contudo, desconsiderar a liberdade que todos nos temos de ser, também, ignorantes! Leia com atenção.

Longe de concordar com o estereótipo do Fidelix, sua maneira de proferir alguns comentários não contribuem nada para um diálogo equilibrado com alguns setores. Todavia, quando levantamos a bandeira de incentivo a "diversidade", será que consideramos, de fato, essa diversidade como digna de respeito quando é, ao mesmo tempo, oposta ao que pensamos? O argumento principal de quem concorda com a punição do Levy Fidelix é o de que ele ultrapassou os limites da liberdade de expressão. Afirmam que as declarações do ex-candidato foram de incitação ao ódio e não apenas uma opinião, devendo ser, portanto, considerada crime pelo "discurso de ódio". Pois bem, antes de prosseguir vamos rever a fala do Fidelix no vídeo abaixo:

 

 Transcrevo abaixo a fala "homofóbica" de Levy Fidelix:

Dois iguais não fazem filhos. Me desculpe, mas aparelho excretor não reproduz (...) Como é que pode um pai de família, um avô ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? (certamente se referindo aos outros candidatos) Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha. Eu vi agora o santo padre, o papa, expurgar, fez muito bem, do Vaticano, um pedófilo. Está certo! Nós tratamos a vida toda com a religiosidade para que nossos filhos possam encontrar realmente um bom caminho familiar.”

Fidelix também declarou, ainda em resposta a Luciana Genro:

"O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Já pensou se a moda pega? Daqui a pouco reduz para 100 milhões. Vai para a avenida Paulista e anda um pouquinho. É feio o negócio. Pessoas que têm esses problemas precisam ser atendidos por ajuda psicológica. E bem longe da gente, porque aqui não dá."

Vamos a uma análise fria e honesta do discurso?__Na primeira fala Fidelix afirma que "dois iguais não fazem filhos" e que "...aparelho excretor não reproduz". Até esse momento, alguma mentira? NÃO! Alguma falsa acusação ou ignorância na sua afirmação? Também NÃO! Evidente, o que Fidelix declarou é verdade. Mas então por quê o estardalhaço contra essa primeira fala? A frieza, objetividade e simplicidade com que Fidelix fala sobre o assunto, de forma estritamente BIOLÓGICA, rompendo com a "imagem cultural" sobre a homossexualidade, tão difundida atualmente, esse foi o motivo do "problema". Fidelix associa a capacidade de reprodução ao conceito de família, por isso afirma taxativamente que "...órgão excretor não reproduz". Ora, família é um conceito mais abrangente que vínculos sanguíneos, diz respeito também aos afetos. Não precisa, necessariamente, haver reprodução para que um grupo social seja considerado família. Todavia, sabemos também que o conceito cultural e afetivo não é suficiente para resumir a definição de família, os vínculos sanguíneos são importantes pela diferenciação genética, da qual resulta a multiplicidade dos povos (etnias) e suas culturas, assim como pela estrutura (organização) social. Porém o fato mais importante e evidenciado aqui é que sejam famílias consanguíneas ou não, todas dependem da relação de sexos opostos para existirem, e é nessa perspectiva que Fidelix deposita seu argumento, contrário a união homossexual

Ele ERRA ao restringir a concepção "simbólica" de família, mas ACERTA ao dizer que biologicamente é impossível a partir duma relação homossexual, por si só, surgir novos grupos sociais (famílias). 

Até então, juridicamente falando, Fidelix cometeu algum crime? NÃO! No decorrer da sua fala ele exemplifica suas próprias concepções morais, as quais veem a união homoafetiva como algo inaceitável, implicitamente um "mau caminho". Pensar assim é crime? Também NÃO! Assim como não é crime pensar o contrário de Fidelix e enxergar a família tradicional, bem como a heterossexualidade, como "maus caminhos". Ambos os casos dizem respeito a opinião. A declaração de Fidelix até então é abrangente, moralista, de caráter pessoal e diz respeito a sua liberdade de consciência garantida em lei. Por mais que sua objetividade incomode, não sejam palavras delicadas (polidas) ou simplesmente "politicamente corretas", suas afirmações foram válidas como direito a liberdade de consciência e expressão. 

E quanto a Pedofilia?

Fidelix ao emendar na mesma fala um caso de pedofilia, faz associação com a união homossexual. Penso, todavia, que não podemos concluir se a sua intenção foi colocar a homossexualidade em par de igualdade com a pedofilia, o que seria um erro, ou se foi apenas uma referência a um exemplo de moralidade vindo do Papa. Como essa citação veio após ele mencionar a importância da instrução dada por um pai e avô, imagino que ao citar o Papa, sua intenção foi utilizá-lo como exemplo de atitude moral, de instrução e correção, e não de igualar pedofilia com a homossexualidade. Todavia, pelo fato disso não ter ficado claro e sua referência a pedofilia ter se restringido apenas a atitude do Papa, penso que devido a grande margem de interpretações ele não deveria ser julgado por essa citação.

Mas finalmente, ele foi homofóbico ou não?

Não se pode diagnosticar qualquer fobia apenas por uma fala, mas eu diria que foi, sim, infeliz e equivocado ao tratar de forma generalizada a homossexualidade, julgando como sendo "problemas" de pessoas que "...
precisam ser atendidas por ajuda psicológica". Ora, se quisesse argumentar a homossexualidade como sendo ou não um problema, que fizesse dentro dos termos de alguma ciência, filosofia (ciência) ou religião, em outro contexto e propósito, mas não como afirmação "solta" e descompromissada em um debate POLÍTICO. Isto, sim, é o que podemos chamar de PRECONCEITO e imprudência. Fidelix NÃO estava ali defendendo um posicionamento científico ou estritamente religioso, mas sim pessoal. A impossibilidade de constatar que todo homossexual precisa de ajuda psicológica (como pressupõe sua afirmação), torna seu discurso descabido, pois se destina indiscriminadamente a um público muito diverso e abrangente que não pode ser taxado meramente por uma opinião sem fundamentos. Ele agrava sua fala quando também diz "...
E bem longe da gente, porque aqui não dá.". Deixando evidente um sentimento de "repulsa" do ex-candidato para com a condição do homossexual, o que não tem a ver com aceitar para si, concordar ou não com essa condição, mas sim de tolerar e respeitar como diferença humana. Em outras palavras, Fidelix deveria ter se restringido nesse assunto apenas ao campo social, político e humano, podendo sim abordá-lo segundo seus valores morais, como fez, de fato, mas evitando tratá-lo no mérito da ciência.

Então Fidelix mereceu a punição judicial?

Discordo por um motivo muito simples: assim como o discurso de Fidelix teve erros e acertos, tratando de forma abrangente uma sexualidade que diz respeito a um comportamento e condição psicossocial de indivíduos, muitos outros também fazem discursos semelhantes em relação a vários outros grupos sociais, que possuem estilos de vida diferentes da maioria, e que por isso são, as vezes, igualmente julgados preconceituosamente. Lembrando que faço esta associação pelo fato de que a homossexualidade NÃO É RAÇA, mas sim comportamento desenvolvido e/ou adquirido com base numa relação sócio-afetiva multifatorial. Esse é o motivo pelo qual o julgamento deve ser diferente a quem dirige um discurso como esse a população negra, por exemplo. Na questão racial não há o que ser contra ou a favor. Qualquer pensamento fora disso é repudiante, ignorante e deve ser passível de punição, pois raça não se discute mérito ou condição. Por outro lado, tudo o que diz respeito ao comportamento e, portanto, a sua "mutabilidade" cultural, é plenamente possível discutir, respeitando as condições apropriadas, a exemplo da homossexualidade.

Penso também que há uma significativa diferença entre discurso de ódio e a ignorância alheia.  Esse é o principal motivo da minha discordância em relação a punição imposta ao Fidelix. Se a compreensão do "discurso de ódio" não for bem definida, corremos o risco de vetar a expressão e liberdade de consciência da população como um todo, confundindo discursos ignorantes com incitação ao ódio. O que se precisa deixar claro é que essa tal "liberdade" não vale apenas para os "sábios", mas também para os "ignorantes", ou será que todos tem a obrigação de serem refinados na oratória e no intelecto? Além disso, nem sempre o que consideramos sábio ou assertivo é resultado do nível de instrução de um indivíduo, mas da maneira como ele interpreta a própria vida, e isso também não diz respeito a liberdade e a diversidade? SIM! Ora, penso que discurso de ódio - é a incitação a violência, ao confronto, a difamação e ofensas explícitas a uma pessoa, grupos ou símbolos de representação social. É o incentivo a intolerância, ao desrespeito, a pejoração e a discriminação. Por outro lado, discurso ignorante - é falar sobre o que não conhece ou não sabe o suficiente, resultando em preconceito. Apresentar dados, fatos e ideias distorcidas e equivocadas sobre algo. É falar estando enganado, por carência de aprendizado, falta de experiência, reflexão ou mesmo debilidade cognitiva. Logo, penso que Fidelix não incitou a violência, porque não chamou para o confronto, não incentivou a discriminação ou ofensas. Seu discurso foi moralista e restrito ao campo ideológico, mas não provocativo! Embora ele próprio tenha discriminado em sua última fala, não foi um ato de incentivo, mas sim expressão particular da sua ignorância em relação a condição homossexual. Fidelix caiu no erro da ignorância e não de incitação ao ódio. Então pergunto: 

...ser ignorante sobre algo é crime? Se for, teremos que multar ou encarcerar 80% da população por ser ignorante sobre os mais diversos assuntos.

O que o movimento LGBT alega?

Na PRÁTICA, que o simples fato de uma pessoa se posicionar de modo contrário a homossexualidade, isso representa, por si só, um incentivo a intolerância, ao desrespeito e a discriminação, sendo considerado discurso de ódio, mesmo que não seja um discurso direto contra a comunidade LGBT. Eles alegam que as ideias, palavras expressas, mesmo não sendo incentivadoras de violência, mas declaradamente contrárias às práticas homossexuais, servem de "ponte/elo" com a prática de quem comete crimes contra essa comunidade, fomentando suas atitudes e, por isso, sendo indiretamente cúmplices de atos criminosos.

O Movimento LGBT está correto em pensar assim?

NÃO! Pelo fato de não fazer diferenciação entre discursos que representam posicionamentos ideológicos científicos e, portanto, fundamentados em estudos, os discursos filosóficos, religiosos, e discursos ignorantes (de pessoas leigas) dos discursos de ódio (violência). Eles colocam na mesma categoria pessoas leigas e que possuem conceitos válidos ideologicamente sobre a homossexualidade, mas contrários a ela, com pessoas que tratam de forma odiosa e violenta o assunto. Ao igualar, se tornam repressores, fazendo do assunto "homossexualidade" algo absoluto, imune à críticas e opiniões de todos os tipos, sejam elas válidas ou não. Isso é um jogo antidemocrático!

Então o que é preciso fazer para punir discursos que são realmente de ódio, sem interferir na liberdade de consciência, filosofia, religião, ciência e expressão, garantidas pela Constituição aos cidadãos de bem?

A primeira coisa é fazer cumprir a legislação que já possuímos, a qual prevê punição para toda pessoa que se sentir moral ou fisicamente agredida pela violação dos direitos individuais, a honra e a liberdade. Segundo é especificar, detalhadamente, o que significa discurso de ódio. Em quais circunstâncias é possível considerar a fala de uma pessoa um crime de incitação à violência e não uma mera opinião, seja ela ignorante ou não. Terceiro, dispor a população ao esclarecimento do que realmente precisa ser esclarecido ao invés de coibir sua compreensão, ou fazer valer apenas um aspecto dessa compreensão, tratando-a como "dogma" e  ignorando as demais visões. Quarto, promover a cultura humana do respeito às diferenças e a real diversidade, e não apenas a diversidade das partes. A moderação e o amadurecimento dos discursos surgirão à medida que os grupos sociais não enxergarem uns aos outros como carrascos de ideias e liberdades, mas contribuintes de uma mesma causa; a causa humana!

Comentários, críticas e sugestões abaixo.

Abraço e até a próxima...

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