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Bolsonaro Cresce, para o Desespero da Esquerda Light

Por: Ednaldo Bezerra

É impressionante o crescimento da popularidade do deputado Jair Bolsonaro! Em todas as cidades onde tem passado, ele é ovacionado e recebido como se fosse uma celebridade bastante querida. Creio que se fosse feita uma pesquisa de intenção de voto para presidência, o deputado já passaria dos 15%. Particularmente, isso não me espanta muito, pois, no início de 2013, escrevi um artigo intitulado “Chegou a vez da direita” e no ano das eleições escrevi “Carta aberta a Rodrigo Constantino” e “PP e PT ou Davi x Golias”, que já falavam da necessidade e da inevitável candidatura de Jair Bolsonaro à presidência.
 
Tal popularidade, sem dúvida, deixa a esquerda preocupada. Tanto é que no CADERNO DE TESES DO PT, item 157, está escrito: 

“Neste congresso conservador e sob a presidência de Eduardo Cunha, temas como a reforma política, a lei da mídia democrática, a punição dos crimes da ditadura militar, o combate à corrupção e mesmo a cassação do deputado Jair Bolsonaro só terão chance de êxito se houver intensa pressão social”.

Diante da impossibilidade de derrubá-lo legalmente, parece-me que a tática dos opositores e da mídia em geral tem sido criar um Bolsonaro fictício, uma figura radical, adepto de ditadura militar, homofóbico, e por aí vai. Nada mais enganoso; ou seja, há o homem real e o criado. Quem assiste a um vídeo na internet em que o Bolsonaro tece elogios ao deputado Clodovil, fatalmente se pergunta: “Cadê a 'homofobia'?”

O fato é que o deputado Jair Bolsonaro está incomodando não só os petistas, mas também aqueles que fazem parte e apoiam a esquerda “light”. Sim, porque ser contra o PT não significa ser de direita. Acho, inclusive, que a maioria dos jornalistas é de esquerda. O PSDB, por exemplo, é um partido de linha marxista, de esquerda. E há muitos que não toleram o PT e são tucanos. Dizer que esses camaradas são de direita é uma aberração. Não temos uma oposição de verdade; aliás, temos, de direita mesmo, só um combatente fazendo oposição implacável. Por isso, como disse alhures, querem tirá-lo de cena. O Bolsonaro tem a coragem, por exemplo, de combater um ponto primordial, ou seja, a farsa de que os militares foram vilões e a farsa de que no passado vivemos uma autêntica ditadura (o período do governo militar foi uma ditadura à brasileira, como diria o historiador Marco Antônio Villa). Assim, parece-me um equívoco pensar que o Bolsonaro defende a volta do regime militar, o deputado só está tentando desconstruir uma mentira engendrada pela esquerda. E é aí, nessa mentira, que está estruturada a força ideológica da esquerda brasileira.

Cabe dizer que temos no Brasil aqueles que são da esquerda radical, aqueles que são da esquerda moderada e os que são de direita. É bom ficar claro que não existe a dicotomia: socialistas ou militares (a função das Forças Armadas é outra) o que há é a dicotomia entre socialistas do PT ou socialistas do PSDB, e ambos distorcem os fatos relativos ao regime militar. Sempre farão assim, por questão ideológica. Claro! A realidade é que houve erros de ambos os lados, não tem nenhum santo. Creio que os militares não desejam vir a administrar o país novamente. Aliás, eles sequer cogitam essa possibilidade. Os tempos são outros! E qualquer regime autoritário é ruim! No entanto, faz-se necessário reconhecer a farsa engendrada pela esquerda com relação àquele período da nossa história. Há que se combater primeiro essa farsa e trazer a verdade histórica à tona, a fim de aniquilar a ideologia esquerdista. E são pouquíssimos indivíduos na mídia que fazem isso. Levantar bandeiras do PSDB é pregar o socialismo do mesmo jeito. Será que isso é difícil de perceber?

Enfim, precisamos de algo novo; ou seja, PT e PSDB representam o mesmo atraso socialista, e o deputado Bolsonaro está sabendo conquistar esse espaço que lhe foi deixado, daí a razão do crescimento de sua popularidade.

Fonte: MSM

Com Microcefalia e 24 anos, ela diz: "Sou Feliz e Existo" - Contra o Abordo!


Ana Carolina Cáceres, de 24 anos, moradora de Campo Grande (MS), desafiou todos os limites da microcefalia previstos por médicos. Eles esperavam que ela não sobrevivesse. Hoje, Ana tem 24 anos. Neste depoimento, ela defende uma discussão informada sobre o aborto.

"Quando li a reportagem sobre a ação que pede a liberação do aborto em caso de microcefalia no Supremo Tribunal Federal (STF), levei para o lado pessoal. Me senti ofendida. Me senti atacada.

No dia em que nasci, o médico falou que eu não teria nenhuma chance de sobreviver. Tenho microcefalia, meu crânio é menor que a média. O doutor falou: 'ela não vai andar, não vai falar e, com o tempo, entrará em um estado vegetativo até morrer'.

Ele - como muita gente hoje - estava errado.

Meu pai conta que comecei a andar de repente. Com um aninho, vi um cachorro passando e levantei para ir atrás dele. Cresci, fui à escola, me formei e entrei na universidade. Hoje eu sou jornalista e escrevo em um blog.

Escolhi este curso para dar voz a pessoas que, como eu, não se sentem representadas. Queria ser uma porta-voz da microcefalia e, como projeto final de curso, escrevi um livro sobre minha vida e a de outras 5 pessoas com esta síndrome (microcefalia não é doença, tá? É síndrome!).

Com a explosão de casos no Brasil, a necessidade de informação é ainda mais importante e tem muita gente precisando superar preconceitos e se informar mais. O ministro da Saúde, por exemplo. Ele disse que o Brasil terá uma 'geração de sequelados' por causa da microcefalia.

Se estivesse na frente dele, eu diria: 'Meu filho, mais sequelada que a sua frase não dá para ser, não'.

Porque a microcefalia é uma caixinha de surpresas. Pode haver problemas mais sérios, ou não. Acho que quem opta pelo aborto não dá nem chance de a criança vingar e sobreviver, como aconteceu comigo e com tanta gente que trabalha, estuda, faz coisas normais - e tem microcefalia.

As mães dessas pessoas não optaram pelo aborto. É por isso que nós existimos.

Não é fácil, claro. Tudo na nossa casa foi uma batalha. Somos uma família humilde, meu pai é técnico de laboratório e estava desempregado quando nasci. Minha mãe, assistente de enfermagem, trabalhava num hospital, e graças a isso nós tínhamos plano de saúde.

A gente corta custos, economiza, não gasta com bobeira. Nossa casa teve que esperar para ser terminada: uma parte foi levantada com terra da rua para economizar e até hoje tem lugares onde não dá para pregar um quadro, porque a parede desmancha.

O plano cobriu algumas coisas, como o parto, mas outros exames não eram cobertos e eram muito caros. A família inteira se reuniu – tio, tia, gente de um lado e do outro, e cada um deu o que podia para conseguir o dinheiro e custear testes e cirurgias.

No total, foram cinco operações. A primeira com nove dias de vida, para correção da face, porque eu tinha um afundamento e por causa dele não respirava.

Durante toda a infância também tive convulsões. É algo que todo portador de microcefalia vai ter - mas, calma, tem remédios que controlam. Eu tomava Gardenal e Tegretol até os 12 anos - depois nunca mais precisei (e hoje sei até tocar violino!).

Depois da raiva, lendo a reportagem com mais calma, vi que o projeto que vai ao Supremo não se resume ao aborto. Eles querem que o governo erradique o mosquito, dê mais condições para as mães que têm filhos como eu e que tenha uma política sexual mais ampla - desde distribuição de camisinhas até o aborto.

Isso me acalmou. Eu acredito que o aborto sozinho resolveria só paliativamente o problema e sei que o mais importante é tratamento: acompanhamento psicológico, fisioterapia e neurologia. Tudo desde o nascimento.

Também sei que a microcefalia pode trazer consequências mais graves do que as que eu tive e sei que nem todo mundo vai ter a vida que eu tenho.

Então, o que recomendo às mães que estão vivendo esse momento é calma. Não se desespere, microcefalia é um nome feio, mas não é esse bicho de sete cabeças, não.

Façam o pré-natal direitinho e procurem sobretudo um neurologista, de preferência antes de o bebê nascer. Procurem conhecer outras mães e crianças com microcefalia. No próprio Facebook há dois grupos de mães que têm um, dois, até três filhos assim e trabalham todos os dias tranquilas, sem dificuldade.

Caso o projeto de aborto seja aprovado, mas houver em paralelo assistência para a mãe e garantia de direitos depois de nascer, tenho certeza que a segunda opção vai vencer.

Se ainda assim houver pais que preferirem abortar, não posso interferir. Acho que a escolha é deles. Só não dá para fazê-la sem o mais importante: informação.

Quanto mais, melhor. Sempre. É o que me levou ao jornalismo, a conseguir este espaço na BBC e a ser tudo o que eu sou hoje: uma mulher plena e feliz.

*Este depoimento é resultado de uma conversa entre o repórter da BBC Brasil Ricardo Senra e Ana Carolina Cáceres. E começou com um comentário da jovem no perfil da BBC Brasil no Facebook.

Fonte: BBC Brasil 

Comentário do Opinião Crítica:

Sou contra o aborto em qualquer circunstância, mas concordo com a liberdade de escolha da mulher em caso de estupro e decisão médica quando a vida da mãe está em risco. Ambos os casos já previstos legalmente no Brasil. Nos casos de microcefalia, reafirmo o que já havia escrito contra o aborto de anencéfalos, AQUI. Destaco:

"...a anencefalia sendo uma má formação e não necessariamente a ausência de cérebro, permite que estruturas parciais (do cérebro) tenham a possibilidade, ainda que remota, de conceber vida a um corpo. Toda intervenção antecipada nesse processo de formação é um risco de assassinato, por desconsiderar possibilidades, as quais, só poderão ser plenamente conhecidas quando tidas a chance de completar o ciclo natural de formação. Diagnóstico preciso não é sinônimo de perfeição!

O humano que opta pela intervenção, se faz juiz de uma causa incerta, no que se refere a vida em suas desconhecidas possibilidades, pois ele próprio é quem julga poder dar ao organismo a certeza de que não viverá."

É com base na capacidade de adaptação do organismo, a exemplo do caso Ana Carolina Cáceres, que devemos enxergar a pessoa com microcefalia como alguém que poderá se desenvolver e obter uma vida mais normal possível. A grande verdade a ser compreendida e enfatizada, é que o aborto de microcéfalos e anencéfalos é uma forma de discriminação pejorativa da vida humana, permitindo que se faça escolha por condição física, em razão das dificuldades enfrentadas na vida do futuro bebê. Ora, é preciso deixar claro que microcefalia, assim como a anencefalia, não são doenças, mas sim uma síndrome de má formação, a exemplo da Síndrome de Down. O aborto não deixa de ser um assassinato porque o feto possui essa síndrome, simplesmente porque a presença da síndrome não significa ausência de vida, e vida humana, indefesa.

E quais são as melhores medidas?

A saúde é um processo SISTÊMICO, e como tal, deve ser tratada. É algo que começa nas ruas, na porta do cidadão e adentra sua casa, sua condição de vida e hábitos. 

O Aborto não é prevenção. Aborto é assassinato da vida que já existe, seja como medida única e isolada ou em paralelo com outras ações.

Prevenção é investir adequadamente em saneamento público, dando condições dignas de higiene e moradia para a população. Investir em EDUCAÇÃO AMBIENTAL, matéria essa que o brasileiro é muito mal formado. Educação sexual FAMILIAR, de base, onde pais e mães sejam incentivados a conscientizarem seus filhos sobre a importância de uma sexualidade madura e protegida. Investir em assistência médica de qualidade, criando meios de acesso facilitado a rede de saúde pública com todos os recursos necessários disponíveis. Ou seja, perceba que antes de chegar no atendimento clínico, a saúde começa na porta do cidadão, valendo-se de um conjunto multidisciplinar de conhecimentos, capazes de prevenir e combater diversos tipos de problemas pela raiz. É isso o que existe hoje no Brasil? SIM, no PAPEL (SUS), mas na prática, NÃO! 

Além dessas medidas, cabe dizer que uma rede de apoio diferenciada às famílias com microcefalia, onde seus portadores tenham como direito o acompanhamento e assistência especializada pela rede pública, na saúde e educação, por exemplo, é outra ação que soma apoio a vida da pessoa com essa síndrome, fazendo com que a dependência financeira da família para acesso a esses recursos seja praticamente eliminada. Ou seja: o argumento da "falta de condições financeiras" não terá sentido, muito menos medidas como o "bolsa microcefalia", se o SISTEMA PÚBLICO DE SERVIÇOS se adequar a essa NECESSIDADE populacional. Tendo em vista que as necessidades especiais estarão sendo supridas pelo governo (dos que não podem arcar com elas sozinhos), qualquer outra demanda será equivalente aos gastos comuns de uma família.

Mas,

Por que então o governo tenta implementar medidas tão radicais, como o aborto e o "bolsa microcefalia", quando inúmeras ações básicas de saúde que são da sua responsabilidade, não são cumpridas?

Por motivação política, incentivada especialmente por ideologias de grupo, que se aproveitam de contextos sociais específicos para criar as suas demandas e, assim, tentar implementar o que desejam para a sociedade em geral. 

Infelizmente a legalização do aborto por qualquer motivo (para os defensores, o direito da mulher sobre o seu corpo. Para o bebê, o corpo que é dele, entendeu?!)  já é uma luta antiga no Brasil. Utilizar situações como essas, onde problemas de saúde e condição precária de vida são marcantes, é uma tática de poder sensibilizar a população para que aceitem o aborto como uma "solução" possível do problema. Acontece que para a ideologia desses defensores, esse é a penas um passo necessário rumo a liberação geral do aborto por "direito de escolha" da mulher.

O "bolsa microcefalia", então, apesar de ser fruto de um projeto lançado ainda em 2007, no CONTEXTO ATUAL do Brasil, mazelado por crise econômica e escândalos políticos, não tem outro fundamento senão o de garantir a "fidelidade" política de mais uma parcela da população, vítima dessa síndrome. Essa é a característica primordial de um governo populista, de "esquerda", que na primeira oportunidade que surge, utiliza a ferramenta do assistencialismo para estreitar relação com a população, visando não a sua liberdade, autonomia e conforto, mas sim a sua dependência e subserviência. Essa é a razão pela qual, àquilo que deveria ser investido em serviços, produtos, atendimento de qualidade, é convertido em "benefício" para o "povo', na forma de dinheiro, porque o dinheiro além de ser uma oferta fácil e rápida, possui mais visibilidade e "valor" na compreensão simples da maioria do povo, igualmente simples.

Abraço e até a próxima...

DENÚNCIA - Preconceito contra Nordestinos no caso "Bolsa Microcefalia" - Zika Virus

É deplorável constatar que em um país como o Brasil, construído e alicerçado sobre o suor e sangue de um povo diverso cultural e etnicamente, ainda existem pessoas com tamanha ignorância, ao ponto de fazer discriminação racial pejorativa entre seres humanos, esbanjando preconceito e ódio contra àqueles que são nossos iguais. Essa é uma realidade que pude observar, por exemplo, nos comentários do site G1, dos quais destaco na imagem abaixo:


O texto se refere ao anúncio do governo, feito na quarta dia 27/01/16, de que famílias vítimas da microcefalia e com renda per capta de até R$220,00 terão direito a uma "bolsa" financeira no valor de um salário mínimo. Farei questão de pontuar as razões da minha DISCORDÂNCIA dessa medida no CONTEXTO em questão, em outro texto. Todavia, controvérsias à parte, o que venho denunciar nesse momento é o aparente preconceito humano de alguns usuários do site G1, chamados "Alípio", "Jorge Barbosa" e o pseudo "Brasil Nojo" que, como provado na imagem acima, capturada via Print Screen, incitam a discriminação e o preconceito contra o povo de origem nordestina. Agora, veja que segundo o artigo 20 da Lei n. 7.716/1989, é crime de racismo:

"Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pena: reclusão de um a três anos e multa."

O indivíduo chamado "Alípio", afirma no seu comentário que "nordestinos" farão fila para pegar a bolsa microcefalia. Ora, essa é uma clara sugestão e, portanto, indução (como consta no art. 20) de que nordestinos (povo de procedência nacional e distinção étnica) são MICROCÉFALOS, uma vez que o mesmo não se refere a pessoas vitimadas pela doença, mas sim ao termo "NORDESTINOS", como forma de classificar uma população em geral.

Logo após, o pseudo "Brasil Nojo" endossa o preconceito, afirmando que sim, haverá "gente dormindo na fila". Está evidente que se o comentário é uma resposta ao anterior, o termo "gente dormindo na fila" só pode se referir aos "nordestinos", caracterizando então mais uma incitação ao preconceito.

Em seguida, desconsiderando o pseudo "Xis Tudo", que comenta de forma generalizada ao se referir a "oportunistas" (difícil julgá-lo com tamanha aplicabilidade do termo), comenta o "Jorge Barbosa" de forma irônica, sarcástica, aparentemente querendo fazer uma piada com o fato de que "nordestinos" (...) "cabeças grandes", não poderiam ter o crânio reduzido (microcefalia). Não se engane! Essa "piada" é nada mais uma maneira sutil de também destilar preconceito contra os nordestinos, chamando-os de "cabeças grandes".

Diante desses FATOS, o que podemos constatar, senão que pessoas ignorantes e de ética vergonhosa ainda existem aos montes no Brasil? Com gente dessa qualidade, como é possível enxergar um Brasil que vai além da mediocridade política e cultura comum que se encontra? Ao invés disso, como se não bastassem as mazelas da corrupção que cicatrizam o nosso pais desde a sua "fundação", das condições climáticas áridas, secas, poluídas ou alagadas que desenham a paisagem de um território continental, ditando o ritmo e a qualidade de vida de milhões de seres humanos, temos no meio de nós "sujeitos" que fazem questão de atrasar nossa humanidade, sendo eles mesmos exemplos perfeitos de que algumas espécies não se adequam à "evolução", preferindo se comportar como irracionais, muito aquém dos microcéfalos que via plasticidade cognitiva e neuronal podem adquirir capacidade de aprendizagem, estabelecendo assim relações saudáveis em um mundo civilizado.

Racismo é crime, sendo assim, se você não faz parte desse universo "idiotizado" de racistas e xenófobos, faça a sua parte e ajude a combater atitudes desse tipo, denunciando as autoridades, compartilhando essa denúncia para que outros saibam e repudiem atos de preconceito. Abaixo deixo os links onde você pode fazer a sua denuncia. A imagem acima possui o link original e o recorte do dia e horário de captura da tela:

Aos xenófobos e preconceituosos contra o Nordeste, uma Rapadura Musical para quem não sabe o que é cultura:


Abraço e até a próxima...

Fonte de onde foi capturado os comentários na imagem acima: G1

A inconstitucionalidade do Enem

 
Se você acessou essa página, mas não vai se dispor a ler a representação judicial contra o INEP, perde a oportunidade de entender melhor como vem acontecendo a doutrinação ideológica na educação brasileira. O documento a seguir, o qual fiz questão de examinar cautelosamente, é um pequeno exemplo de como "engenheiros culturais" utilizam as ferramentas do ensino para influenciar ideologias que se não forem "aceitas", serão instrumento de exclusão e privação de liberdades contra àqueles que forem contrários a elas.

Segue:

"Leia AQUI a representação que será enviada pela Associação Escola sem Partido às unidades da Procuradoria da República nos 27 estados da federação, demonstrando a inconstitucionalidade da exigência do respeito aos "direitos humanos", na prova de redação do Enem/2015. 

Confiamos (?) no Ministério Público para promover, por meio da ação civil pública, a defesa da neutralidade política e ideológica do Estado e da liberdade de consciência e de crença dos estudantes brasileiros."

A Arrogância do Religioso e a Humildade do Pecador

 
 
Por Antognoni Misael
 
Os que se consideram “justos” olham o pecador de cima pra baixo; eles fazem questão de publicar as suas virtudes, méritos e conquistas; eles são obcecados em afirmar as suas diferenças para com os pecadores a fim de sugerir que eles, por serem “justos”, são os melhores.

Analisem Jesus, vejam que Ele ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da Lei – da boca pra fora. Se havia naquela época uma “capa religiosa” que só de olhar já se media o nível de espiritualidade do fiel, não tenho a menor dúvida de que Jesus não a usou.

Ao ler os Evangelhos, perceba que a autoridade dEle era recheada de legitimidade e adornada pela humildade, aquela mais completa possível ... a do Verbo que se fez gente da gente, simples, comum e que sabia lidar com as intenções do homem. Observe como Ele andou, por onde andou, com quem andou, como tratou gente simples, e como Ele lidou com os “doutores da lei".

Amigo leitor, você há de concordar comigo: Jesus não usou sua autoridade pra “colocar Anel no dedo”, um “paletó intimidador”, nem ao menos se apressou em procurar uma expressão de tratamento especial antes do seu próprio nome, tipo: Apóstolo, Bispo, Evangelista ou Pastor (não que isso seja errado, a saber, que há uma funcionalidade para a igreja sim!).

Aonde quero chegar é que o verdadeiro discípulo de Jesus não se considera um “justo” e sim justificado (pela fé que é dádiva de Deus), ele olha para o seu semelhante olho no olho, nem por cima, nem por baixo. Ele na verdade sabe que tornou a ser o que hoje é, por pura Graça de Deus.

Por que fui tão sucinto e direto nessa questão? Simples, porque a grande parte dos cristãos (das mais variadas vertentes religiosas) infelizmente, por estarem sendo mal nutridos teologicamente, parece desconhecer absolutamente a doutrina da Depravação total e da Redenção em Cristo por pura Graça. Eles se acham justos aos olhos de Deus e o pior, acham que sustentam a  salvação através de suas obras e conduta - estas não são elementos de conquistas espirituais, e sim consequências naturais do justificado .

Por isso amiguinho, não queira ser "o diferente", queira ser relevante! O mundo já tá cheio de diferença. 

DICA #1: Esqueça a capa religiosa, desça do salto e faça como o Cristo que saiu do seu lugar de glória!

DICA #2: Pare de construir o seu telhado de justiça... porque um dia a casa cai.

DICA #3 Anseie que os homens vejam Cristo em você, e não um "justo"religioso, vaidoso e legalista.

Por fim, há dois tipos de pecadores: os "pecadores que sabem que são pecadores", e "pecadores que pensam que são justos".

Eu sou o primeiro, e você?

Sola Gratia.
 
Fonte: Púlpito Cristão  (grifos do Opinião Crítica)

Mapa de Classificação da Perseguição Religiosa contra Cristãos

De acordo com a organização Portas Abertas, entidade especializada no auxílio a cristãos perseguidos por razões religiosas e políticas em todo planeta, o mapa abaixo apresenta as regiões onde essa população tem encontrado maior resistência a sua declaração de fé e liberdade de culto. Confira:


A Classificação da Perseguição Religiosa lista os 50 países com maior grau de perseguição para com aqueles que seguem a Cristo. Ela é atualizada anualmente com base em pesquisas da Portas Abertas, que consideram as leis no país, a postura das autoridades, da sociedade e da família em relação a cristãos, novos convertidos e igreja. 

Um questionário cobrindo esses aspectos determina a posição do país na Classificação. Atualmente, mais de 100 milhões de cristãos são perseguidos por causa de sua fé em Jesus, em mais de 60 nações. Isso faz com que os cristãos sejam o grupo religioso mais perseguido do mundo

Assim, de acordo com a pontuação nessa pesquisa, a Perseguição Religiosa é dividida em:
Extrema: quando as leis do país são regidas de forma a tirar toda a liberdade do cristão, levando-o à prisão, tortura e morte.

Severa: as leis do país podem não ser específicas quanto ao culto aberto e à religião, mas há perseguição tanto do governo, quanto da família, sociedade e grupo ao qual o cristão pertence. A violência também está presente nesse caso, mas de maneira mais esporádica e pontual. 

Alta: apesar da legislação do país permitir a prática de outras religiões, que não a oficial, grupos religiosos minoritários enfrentam a perseguição, através de violência, abusos de autoridade, ofensas e até prisões. 

A Disposição de Mudar e o Conforto de "Ser Assim"!


A vida seria muito mais fácil, porém certamente sem graça, se fosse uma configuração específica de algo, como um carro, por exemplo, que para funcionar corretamente basta fazer a manutenção e trocar peças quando necessário. O tempo passa, mas o carro permanece o mesmo, não muda, não se atualiza, aquele modelo GTi 1.6 será sempre o GTi 1.6 e sua mecânica permanecerá a mesma até que se torne inútil! Mas não somos carros, nosso funcionamento é muito mais complexo e não possui um padrão para que possamos compreender e resolver sempre que "der um problema", então o que devemos fazer quando a vida apresentar falhas? 

O que vou escrever não é um método, mas um passo necessário para que cada ser humano compreenda e encontre sua própria maneira de lidar com as "falhas". Esse passo se chama DISPOSIÇÃO! Sim, acredite, nenhuma outra característica é tão importante no comportamento humano, para solucionar conflitos, do que a disposição. Sem ela, não adianta o quão bom você é em compreender a vida. Autocrítica, coragem, inteligência, recursos financeiros ou profissionais, são meros acessórios quando você se depara diante de circunstâncias que exigem de você disposição. O fato é que praticamente tudo o que envolve nossa maneira de ver o mundo e lidar com ele, diz respeito a disposição que temos para pensar e praticar algo. Ou seja, é impossível pensar em corrigir falhas na vida sem considerar que primeiro eu preciso ter a disposição necessária para agir em prol de alguma mudança. Muitos são profundos conhecedores das dificuldades que possuem, sabem exatamente os maiores defeitos, porém não conseguem agir em favor do que necessitam para serem pessoas melhores, e isso diz respeito a falta de três disposições fundamentais, são elas:

01 - Disposição para aprender, sempre...

Se você leu o título e disse "ah, mas isso é óbvio", acabou de comprovar que possui dificuldade para aprender. É comum pensar assim quando algo lhe parece óbvio. No entanto, a disposição para aprender não se refere a ouvir, observar ou estudar, mas sim a capacidade de dedicar um pouco do seu tempo para analisar e buscar compreender "o novo" a partir de outras perspectivas, diferente das suas. A maioria das pessoas estão acostumadas a serem "filtros" de conteúdos, tendo contato apenas com o que para elas parece interessante, ao invés de analisar tudo quanto lhes vier ao encontro, para só então absorver o que for bom. Ou seja, na prática, só estão dispostas a aprender o que parece conveniente (leia-se: confortável, simples e objetivo!), o que não significa algo necessariamente bom. Isso é um grande problema, pois se para corrigir falhas for necessário "tocar" em áreas sensíveis da vida que geram incômodo, angústia e ansiedades, como irão mudar? É por esse motivo que muitos decidem "ser assim", eliminando qualquer possibilidade de melhoria em sua personalidade, consequentemente em toda a sua vida! Não é surpresa se ao longo do tempo passarem por inúmeras crises pessoais. Por outro lado, quem possui disposição para sempre aprender, não pode deixar de lado a próxima característica:     

02 - Disposição para avaliar, sempre...

Existe algo muito importante para ser compreendido nesse ponto. As pessoas em geral confundem avaliação com julgamento. Elas não avaliam e sim julgam partindo das perspectivas que já possuem, no fim de eliminar tudo àquilo que gera nelas algum desconforto. Isto é, elas recebem o conteúdo, mas tendo à frente uma "barreira de pressupostos" (opiniões) que não se abre as possibilidades de um novo entendimento. Isso não é avaliar! Penso que avaliar, sua essência, consiste na capacidade de considerar o maior número possível de possibilidades trazidas por algo, colocando seus próprios conceitos à prova perante ele! É receber, compreender a sua razão e verificar se o que trás confirma ou contraria meus próprios conceitos e os motivos. Para que isso ocorra é necessário que eu ponha "no chão" tudo o que diz respeito ao que "eu acredito", para que o novo tenha espaço e a possibilidade de ser aceito realmente exista. Não significa abrir mão do que se acredita, mas sim não fazer do que se acredita um conteúdo envelopado, lacrado, intransponível, e sim uma referência que servirá de base para o momento em que precisará se colocar e tomar decisões. Uma vez avaliado o conteúdo, seguimos para a próxima característica: 

03 - Disposição para mudar, sempre...

O ponto chave dessa característica consiste nas duas outras disposições, ou seja, aprendizado e avaliação. Por que a mudança muitas vezes é traumática para muitos? Há pessoas que nem podem ouvir falar em mudanças, que logo se incomodam, por quê? Ora, isso acontece devido ao fato de na maioria das vezes querermos IMPOR as mudanças, seja no outro ou em nós mesmos. Nenhuma mudança surte efeito positivo quando não é fruto de uma compreensão acerca da sua necessidade. Muitas vezes a pessoa apenas SENTE a necessidade, mas não a compreende, gerando angústia, ansiedade, compulsões. É nesse momento que a autocrítica (reflexão), bem como a relação com os outros se tornam tão importantes, pois é na REAÇÃO ao meio que não apenas me concebo enquanto sujeito (passo a existir), como  me percebo (me enxergo). A troca de experiências me possibilita enxergar no OUTRO minhas próprias falhas, através da reação que ele tem a meu respeito. A disposição para mudar, então, se partindo de um aprendizado e uma análise que conclua a necessidade de mudança, fará com que essa ocorra naturalmente, bem diferente da mudança "imposta" a qual muitos se submetem e por isso sofrem muito. No entanto, perceba que esse == naturalmente == só é possível porque aparece como consequência do saber aprender e saber avaliar, qualquer coisa fora disso pode significar, ao invés de mudanças positivas, experiências negativas e traumáticas.

Finalmente, esse texto é uma reflexão que parte das minhas próprias necessidades de mudança, mediante a relação de troca com outros no meu dia-a-dia. De uma forma ou de outra, alguma "evolução" acontece na minha forma de encarar o mundo quando dispenso um pouco de tempo para pensar sobre isso, não necessariamente escrever, mas especialmente pensar. E você, uma vez que "trocou experiência" comigo ao ler esse texto, será que pode aprender, avaliar e, quem sabe... mudar?

Abraço e até a próxima...

Legalização da Maconha - Da Liberdade à Falência Cultural




A legalização da maconha (ou descriminalização, se preferir!) é mais do que uma luta por direitos. É também um exemplo de como a “evolução” cultural da humanidade, apesar de todo desenvolvimento tecnológico/intelectual, não é sinônimo de um bom conhecimento para o humano. Na realidade, ele pode ser tão destrutivo quanto uma bomba atômica, a única diferença está na filosofia que lhe atribuímos e no formato que opera. No caso da bomba é a filosofia da “defesa”, enquanto para a maconha é a de liberdade! Ambos os pensamentos “justificados” por conceitos que lhes foram dados, igualmente destrutivos, mas com atuações diferentes. Então significa que a legalização da maconha na perspectiva cultural tem o mesmo efeito de uma bomba atômica? A diferença é que uma tem o efeito devastador visto imediatamente, enquanto a outra se percebe apenas com o tempo. Continue lendo para entender melhor:

Quando a sociedade dá sinais de “ópio”, alienação comum que se converte em corrupção, falta de segurança, exploração humana, financeira, desigualdade e tantos outros males que surgem, especificamente, da mente humana, ela procura meios para aliviar o “peso” da sua realidade. Outros preferem “fugir”, ao ter que encarar as exigências, também ausências, do meio em que vive. As drogas, com exceção dos motivos religiosos, historicamente representam as principais ferramentas de “alívio e fuga” utilizadas pelo ser humano. Elas criam a falsa sensação de que tudo vai bem (dentre outras coisas), uma alegria basicamente da química para a química, contrariando a consciência que muitas vezes acusa o sujeito de que algo está errado e precisa mudar. As drogas dizem o contrário, ainda que por um pouco de tempo, elas tem o poder de anestesiar a crítica, a dor, o sofrimento, a imaginação, ou fazê-los saltar para níveis potencialmente perigosos

A maconha de fato não é o problema por si só. Quem discute o tema legalização das drogas, analisando apenas a droga em questão, seus riscos no organismo, por exemplo, está fazendo uma crítica parcial e limitada sobre o assunto. A problemática é cultural e envolve a concepção de humano em convívio com a sociedade. Por esse motivo, não diz respeito apenas à maconha, cocaína, mas também ao álcool, cigarro e derivados. Reformulando então o que penso devera ser a ênfase do assunto, a questão seria:

Por que legalizar uma substância que é, na absoluta maioria das vezes, motivo de alienação e dependência humana? Não seria mais correto promover uma cultura onde as drogas não fossem um requisito de “subsistência” emocional para uma soma de pessoas em conflito com a realidade?

Incluo nisso todas as substâncias alucinógenas, pois como escrevi acima, a maconha apenas não representa o que está em questão, mas sim o que ela, como substância psicoativa, aponta existir numa sociedade em que diversos problemas “pesam” nos ombros de todos nós. Quem diz não haver relação do uso de entorpecentes, incluindo a maconha, com a dependência e os motivos de “fuga ou alívio” social, está sendo desonesto intelectualmente. Faço uso das palavras do ex-viciado Rodolfo Abrantes (ex-raimundos) em entrevista no Altas Horas, quando disse que para saber a relação de dependência de um usuário de maconha, por exemplo, basta retirar dele o baseado (cigarro) e ver como fica o seu estado. Não é preciso ir longe para constatar isso, vemos também nas mesas de bar, “baladas”, onde o consumo de cerveja e outras bebidas possuem extrema relação com o estado afetivo/psicológico dos sujeitos, ao ponto de tornar “sagrado” o momento de “encher a cara”. Nada anormal se não sugerissem muito mais do que um simples momento esporádico de prazer e descanso mental, mas também o de um “alívio” e “alegrias” sustentados por uma dependência real daquelas substâncias. 

Penso que temos diante de nós, não a legalização da maconha, mas do estado depressivo no qual se encontram diversas culturas humanas. Não por acaso as “doenças da alma”, como estão sendo chamados os transtornos de humor, tal como ansiedade (neurose), depressão, histerias e manias, são as que mais cresceram nos últimos anos, e com expectativas alarmantes.

Tornar legal, portanto, as drogas, é o mesmo que oficializar o estado de humor doentio no qual muitos jovens, adolescentes e adultos se encontram, fazendo uso de entorpecentes para “mascarar” a dura realidade de uma cultura cada vez mais sem identidade (Stuart Hall) que gira em torno do consumo, da exploração e do poder.

Por fim, o ser humano é livre para decidir sua própria vida, mas existem determinadas condutas que não se restringem apenas a esfera particular, pois tem o poder de afetar também os que estão a sua volta. Esse é um dos principais malefícios das drogas (em geral). O Estado, portanto, tem o dever de coibir qualquer ação que venha colocar em risco a saúde e o bem estar coletivo. Precisamos para isso rever nossos conceitos sobre cultura, querendo entender os verdadeiros motivos que levam ao uso de drogas e não meramente seus efeitos. Se o que leva jovens às ruas reivindicar o uso de maconha é o resultado de um desejo espontâneo pela liberdade em decidir a própria vida, ou se é o indício de uma cultura adoecida por uma opressão que já não nos permite mais decidir. Eu penso que vivenciamos o segundo caso, por isso afirmo sem dúvidas que SOU CONTRA a legalização da maconha!

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Abraço e até a próxima...

Comediante Shaolin, Morre aos 44 anos de Parada Cardíaca - Comentário

 

O ator e comediante Francisco Josenilton Veloso, o Shaolin, morreu aos 44 anos nesta quinta-feira (14) após uma parada cardiorrespiratória, em uma clínica particular de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Shaolin recebia cuidados médicos em casa desde 2011, após sofrer um acidente.

A informação foi publicada no Facebook de Laudiceia Veloso, viúva do artista.

"‎LUTO‬ Depois de 1821 dias, nosso guerreiro terminou sua batalha. É com muita tristeza que divido a nossa dor com todos vocês. Shaolin apresentou um quadro febril nesta terça e que, infelizmente evoluiu para uma infecção, precisando de internação imediata. Recebemos a notícia do hospital, neste momento, que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. As informações sobre velório e local de sepultamento, divulgarei mais tarde. Obrigada a todos pelas orações e pela força!", informou a viúva pela rede social.


Familiares do artista informaram que o velório e o enterro vão acontecer no cemitério Campo Santo Parque da Paz, na avenida Assis Chateaubriand, número 5.460, no bairro Velame, em Campina Grande. O velório fica aberto ao público das 11h (horário local) até as 15h, quando a cerimônia será reservada à família. O enterro está marcado para as 17h.

'Alegria de viver'
 
Apesar de estar acamado após quase cinco anos de acidente de carro, Shaolin, tinha alegria de viver. Isso é o que diz o cunhado do artista, Ricardo Santos. Segundo ele, Shaolin começou a ter complicações na terça-feira (12), quando apresentou um quadro de febre. "Laudiceia [esposa de Shaolin] medicou ele em casa com a orientação dos médicos, Shaolin reagiu, a febre passou na terça-feira mesmo", explicou Ricardo Santos.

Na quarta-feira (13), a febre voltou e a família e os médicos decidiram interná-lo em uma clínica no bairro da Prata, em Campina Grande. De acordo com o parente do humorista, ele estava em estado regular, mas durante a madrugada os familiares receberam dos médicos a notícia da morte.

"Assim que ele chegou, os médicos detectaram um quadro de infecção pulmonar, que é até natural para um doente acamado. A gente não esperava [a morte]. Nós esperávamos que com a medicação houvesse uma evolução e ele recebesse alta e já voltasse para casa, pelo menos, até o fim de semana", disse o cunhado.

O humorista não conseguia falar e se comunicava com expressões faciais. Mesmo com dificuldades, Shaolin era ativo na vida da família Veloso. "Ele estava 100% consciente. Tudo que se falava perto dele, ele demonstrava por meio da expressão facial. Ele ria quando achava engraçado, chorava quando achava triste. Ele tinha alegria de viver, que é o principal de tudo. Sempre teve muita força e lutou até o momento que pode. Jamais desistiu", contou Ricardo Santos.

Por conta da morte de Shaolin, o prefeito de Campina Grande, cidade natal do humorista, decretou luto oficial na cidade por três dias.

Filho comediante
 
O filho de Shaolin, Lucas Veloso, está seguindo a mesma profissão que o pai. Em entrevista em abril de 2014, ele contou que o pai acompanhava seus primeiros passos de perto. "Ele está consciente, entende tudo. É inclusive, digamos assim, o diretor do meu show. Todas as piadas eu testo com ele para saber se pode ou não ir", contou na época. 

Nesta quarta-feira, o jovem também publicou em seu perfil em uma rede social uma homenagem ao pai. "Não aprendi dizer 'adeus'/ mas deixo você ir, sem lágrimas no olhar/ seu adeus me machuca/ o inverno vai passar, e apaga a cicatriz." Descanse em paz, meu guerreiro! Desejo honrar sua alegria todos os dias! #LUTO", disse, citando música do cantor Leonardo, que era imitado por Shaolin. Até as 9h30 (horário local) a publicação já tinha mais de 4,7 mil compartilhamentos.

O acidente
 
Shaolin sofreu um acidente no dia 18 de janeiro de 2011 na rodovia federal BR-230, em Campina Grande. No mesmo dia, Shaolin foi socorrido e internado no Hospital de Emergência e Trauma da cidade. Pouco tempo depois, foi transferido para o Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde foi submetido a cirurgias e ficou internado por cerca de cinco meses.

O motorista do caminhão envolvido no acidente com o carro de Shaolin, Jobson Clemente, foi condenado no mesmo ano a dois anos em regime aberto, pena que foi convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de três salário mínimos. Em 2012 o Ministério Público chegou a pedir revisão da pena, considerada muito branda, mas o pedido foi negado em outubro de 2015.

Em 2015, quatro anos após o acidente que o deixou em coma, Shaolin conseguia se comunicar e interagir com a família através de "expressões faciais e dos olhos", conforme relatou sua à esposa época, Laudiceia Veloso.

Fonte: G1

Comentário Opinião Crítica:

Shaolin foi o tipo de comediante em que a comédia e ele não faziam separação. Diferente de muitos "comediantes" que se sustentam com roteiros prontos e scripts decorados, produzidos pelo marketing de interesse, alguns de nível "global" (se é que me entende), Shaolin tinha a comédia estampada no seu semblante, trejeitos peculiares de um artista 'nato', não precisando muito esforço para conquistar a plateia com sorrisos e aplausos.

Em um cenário tão decadente da comédia brasileira na mídia tradicional, certamente o Shaolin deixará um grande vazio, mas que ficará, com ele, suas lembranças de episódios e performances que carregarão a sua marca na história da comédia brasileira! Abaixo, deixo um vídeo de recordação em sua homenagem:


Abraço e até a próxima...

WELLINGTON E UM BRASIL DE ASSASSINOS "CIVILIZADOS"


O texto abaixo fala sobre o Massacre de Realengo, chacina ocorrida em 7 de abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Na época, o que escrevi já tratava o acontecido por outro ângulo. Agora, passado alguns anos e novas descobertas sobre o perfil do assassino Wellington Menezes de Oliveira, o enfoque do texto que foi escrito logo após o massacre, ganha ainda mais sentido, e por essa razão faço a republicação abaixo para que você leia e reflita esse conteúdo que se atualiza a cada nova notícia de tragédias semelhantes. Antes de continuar, peço que veja o vídeo abaixo e analise as palavras do próprio Wellington sobre o que para ele foram os motivos da tragédia em Realengo. Veja:



Assistiu o vídeo acima? Segue o texto:

Esse não é um texto para ser lido sem ser pensado com cuidado, pois a intenção aqui é mostrar a você, leitor, o outro lado dessa tragédia que coloca o assassino não como o principal autor do que aparenta ser um ato psicótico, mas apenas uma pequena peça num cenário no qual nós podemos ser os maiores cúmplices... 

Discutimos muito de quem é a culpa da tragédia de Realengo. Traçamos perfis diferentes para o assassino, procurando entender os motivos dessa tragédia. Nos revoltamos, choramos, entristecemos, estamos de luto. Sim, estamos de luto... Mas, em meio a toda essa barbárie o pior não é saber que este é apenas um único assassino, do qual iremos nos esquecer um dia por ter cometido algo diferente daquilo que estamos acostumados a ver, diariamente, como crime (você já estava esquecido, certo?). O pior é saber que NÓS podemos ser os principais responsáveis quando, muitas vezes, sem saber, não apenas CRIAMOS, mas também incentivamos esses e outros POSSÍVEIS assassinos como Wellington Menezes.

Qual a diferença daquele que expõe todas as suas alienações numa atitude brutal, daquele que vivencia as mesmas alienações, tão brutais quanto, no dia-a-dia de uma sociedade de aparências através do modo como é tratado por essa mesma sociedade? Ora, pensemos; não é aparência julgar que desfrutamos de leis, quando na prática o que vemos não são “medidas que garantem o direito dos indivíduos, mas sanções que preservam o controle das “massas” e resguardam o poder dos que fazem uso da justiça em prol de seus interesses”? 

Não é aparência julgar que lutamos por uma política de paz e amor, quando em nossas casas, ante aos olhos, você e eu damos lugar privilegiado aos filmes terroristas de Hollywood? Isso não é, também, uma espécie de alienação progressiva da mente?

Não é aparência julgar que educamos nossos filhos ao amor e respeito ao próximo, quando na verdade o que fazemos é jogá-los à educação feroz dos jogos de terror, crimes e destruição em massa? Mais que aparência de uma sociedade “civilizada”, isso é hipocrisia social.

De quem é a maior culpa para tragédias como a de Realengo? Do assassino Wellington Menezes? Tendemos à julgar que sim, e julgamos certo, pois o que julgamos é o que podemos ver pela consumação dos fatos, e ele foi quem consumou os fatos. Porém, deixando os fatos de lado e olhando as CIRCUNSTÂNCIAS que produziram e culminaram nesses fatos, nos deparamos com nada mais do que um sujeito qualquer, oriundo de um contexto familiar conturbado, confuso? talvez, mas afinal, e não há confusão em muitos contextos semelhantes, porém, com resultados positivos? talvez também! Isso depende do que entendemos por 'positivo' e da dimensão da dor sofrida por cada sujeito dentro desse contexto. É fato, porém, que cada um sabe a dimensão da própria dor e age por ela segundo às suas capacidades ou entendimento. Em todo caso, falamos de um sujeito fruto circunstancial de uma sociedade alienante, onde nós ditamos os costumes. Tachá-lo de psicologicamente doente é fácil, quando queremos ignorar os muitos fatores culturais que influenciam e/ou até determinam isso que chamamos de "doença".

Fico pensando; o que separa Wellington Menezes de nós e nossos filhos? Talvez (e assustadoramente), seja apenas a incapacidade dele em lhe dar com seus monstros de forma “civilizada”, precisando, como a maior parte dos lunáticos, criar para si um mundo paralelo às suas invencíveis frustrações, onde ELE DITA OS PRÓPRIOS COSTUMES... (!!!)

Contrário ao que imaginamos, nossas atitudes não correspondem ao que desejamos. O humano parece já não querer paz. Claro, a mídia não vive sem os lucros da violência-show. Nossos filmes, seriados, novelas, desenhos, programas, jogos e brincadeiras, todos tem em seu conteúdo uma bagagem de violência que sem ela parece não haver sentido e, sem perceber, estamos traduzindo toda essa "bagagem" em comportamento psicótico massivo.

A paz que buscamos não é a paz de um mundo disposto a abdicar de velhos costumes, mas a que nos interessa. A paz que nos cabe e atende apenas nos momentos que mais precisamos. Porque quando não, a falta dela é a garantia de grandes “espetáculos”, e enquanto assim for, estaremos sempre sujeitos ao ataque de outros Wellingtons!

Abraço e até a próxima...

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