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Leite de Barata é a nova Aposta de Cientistas como Suplemento Alimentar!


Já pensou se um dia você fosse ao supermercado e encontrasse na prateleira uma bela embalagem tetra pak com os dizeres “Delicioso leite de barata”?! Tenho certeza que você se assustaria e aproximaria o rosto da embalagem pra ter certeza de que estava lendo certo.


Mas saiba que isso não é tão loucura assim. Existe mesmo leite de barata e ele é, segundo os cientistas, extremamente nutritivo. Tudo começou há mais ou menos 10 anos com a descoberta de uma espécie de barata vivípara, ou seja, diferente de outras baratas, que põem ovos, ela dá a luz a baratinhas já desenvolvidas. Consequentemente, ela precisa amamentar a cria. Agora, durma com essa: uma barata que “dá de mamar” pras baratinhas. Que cena linda… 😖
 
A espécie de barata analisada pelos pesquisadores produz cristais com os quais alimenta os filhotes. A análise mostrou que eles contêm todos os aminoácidos essenciais à alimentação humana, como um "superalimento". (Istock/Getty Images)

O que os cientistas descobriram é que os cristais de leite desse inseto tem 3 vezes mais energia que a quantidade equivalente de leite de vaca, além de ter muito mais proteína, bem como gorduras e açucares, sendo um alimento completo.


Mas, ordenhar baratas não é nada fácil. A novidade é que descobriram uma forma de desenvolver os cristais in vitro, o que tornaria possível a produção em massa desse suplemento altamente nutritivo.


Entretanto, não há planos para a comercialização do produto, O QUE NÃO QUER DIZER que, num futuro próximo, você não possa realmente se deparar com o tal leite de barata à venda numa prateleira por aí. Como bem especulam os cientistas e pesquisadores, os insetos serão parte integrante das nossas dietas, principalmente se a indústria de alimentos não der conta da demanda mundial.


Abaixo veja o vídeo com resolução atômica, mostrando o momento em que o tal "leite de barata" é expelido por um exemplar do inseto. É esta substância que os cientistas acreditam poder reproduzir em escala comercial no futuro:

 

Nova Lei de Estupro da Alemanha: "Não Quer Dizer Não"


  • As reformas provavelmente não acabarão com a epidemia de estupros na Alemanha.
  • Quando o assunto é imigração, a correção política muitas vezes substitui o estado de direito na Alemanha, onde muitos imigrantes que cometem crimes sexuais nunca são conduzidos à justiça e aqueles que vão a julgamento são punidos com penas brandas por juízes compassivos.
  • "Todo policial sabe que se espera que ele cumpra uma determinada meta política. É melhor ficar quieto (em relação aos crimes cometidos por migrantes) para evitar problemas." — Rainer Wendt chefe do Sindicato da Polícia Alemã.
  • "É inaceitável que candidatos a asilo aviltem nossa sociedade, ao mesmo tempo em que buscam aqui a nossa proteção." — Promotor Bastian Blaut.

     
    O parlamento alemão aprovou mudanças no código penal que ampliam a definição de estupro e facilitam a deportação de imigrantes que cometem crimes sexuais.

    Segundo o projeto de lei, também conhecido como a lei "Não Quer Dizer Não" ("Nein heisst Nein" ), qualquer forma de sexo não consensual agora será considerado e punido como crime. Anteriormente, apenas os casos em que as vítimas conseguiam provar que haviam resistido fisicamente aos seus agressores eram puníveis sob a lei alemã.

    As mudanças, provocadas pelos ataques sexuais em Colônia, onde centenas de mulheres foram atacadas por multidões de imigrantes, em sua maioria muçulmanos, na Passagem do Ano Novo, estão sendo comemoradas como uma "mudança de paradigma" na jurisprudência alemã.

    Mas as reformas, que têm como objetivo tornar mais fácil para as vítimas de ataques sexuais registrarem boletins de ocorrência, provavelmente não acabarão com a epidemia de estupros cometida por migrantes na Alemanha. Isso porque o Sistema Judicial politicamente correto da Alemanha é notoriamente brando quando se trata de ações, condenações e deportações de infratores estrangeiros.

    O projeto de lei foi aprovado por unanimidade em 7 de julho pelo Bundestag, parlamento da República Federal da Alemanha. A medida ainda deve ser aprovada pelo Bundesrat, o Conselho Federal, que vai votar as reformas depois do recesso de verão.

    De acordo com a lei original, conforme estipulado no Parágrafo 177 do código penal, as vítimas eram obrigadas a provar que tinham tentado se defender fisicamente de um ato que pudesse ser considerado estupro. Comunicação verbal — simplesmente dizer "Não" — não era o suficiente para apresentar acusações contra o agressor. A lei original foi elaborada daquela maneira para evitar falsas acusações de estupro e ações improcedentes, segundo juristas alemães.

    As reformas permitirão que os promotores e os tribunais levem em conta sinais físicos, verbais e não verbais da vítima ao determinarem se houve estupro ou não. Qualquer um que tenha sido condenado por investida sexual contra a "discernível vontade" (erkennbaren Willen) da vítima estará sujeito a uma pena de até cinco anos de prisão. A lei também amplia a definição de ataque sexual com o objetivo de incluir toques libidinosos, considerado e punido como crime com pena de até dois anos de prisão.

    Além disso, a nova lei insere o Parágrafo 184j, que tornará crime só o fato de alguém estar presente em um grupo que comete ataques sexuais. A medida tem como objetivo deter ataques como os ocorridos em Colônia, embora alguns legisladores digam que esta disposição é inconstitucional, porque uma pessoa poderia ser condenada por um crime que ele ou ela pessoalmente não cometeu. E por último, as reformas facilitarão a deportação de migrantes condenados por crimes sexuais na Alemanha.

    A Ministra de Políticas para as Mulheres Manuela Schwesig saudou a medida como um divisor de águas:
    "No passado havia casos em que as mulheres eram estupradas, mas os criminosos conseguiam se safar. A mudança na lei ajudará a aumentar o número de vítimas a registrarem queixa, reduzir o número de arquivamento de processos criminais e possibilitar que ataques sexuais sejam devidamente punidos."
    Segundo o Ministro da Justiça Heiko Maas, apenas um em cada 10 estupros na Alemanha é registrado e somente 8% dos processos por estupro acabam em condenações.

    Mesmo que a nova lei resulte no aumento do número de condenações por estupro, é improvável que ela sirva de dissuasão o bastante para aqueles migrantes que estão atacando sexualmente mulheres e crianças alemãs.

    Quando o assunto é imigração, a correção política muitas vezes substitui o estado de direito na Alemanha, onde muitos imigrantes que cometem crimes sexuais nunca são conduzidos à justiça e aqueles que vão a julgamento são punidos com penas brandas por juízes compassivos.

    Em 30 de junho, por exemplo, um tribunal da cidade de Ahrensburg no norte da Alemanha considerou um migrante de 17 anos da Eritreia culpado por tentativa de estupro de uma mulher de 18 anos nas escadarias de um estacionamento na estação de trens em Bad Oldesloe. A mulher ficou gravemente ferida no ataque em que o migrante tentou dominá-la por várias vezes mordendo-a no rosto e no pescoço. Com a chegada da polícia, o migrante resistiu à prisão e deu uma cabeçada no policial, que também foi encaminhado ao hospital.
    Apesar do eritreu ter sido considerado culpado de abusar sexualmente da mulher e agredir fisicamente o policial, o tribunal lhe concedeu suspensão condicional da execução da pena de sete meses e o condenou a 30 horas de serviços comunitários. Ele foi liberado da custódia e não será deportado.

    Além da clemência judicial, migrantes criminosos se aproveitavam das autoridades alemãs, que têm sido repetidamente acusadas de ocultarem a verdadeira dimensão do problema criminal dos migrantes no país, aparentemente para evitar alimentar sentimentos anti-imigração.

    Em janeiro, o jornal Die Welt relatou que a supressão de dados sobre a criminalidade dos migrantes é um "fenômeno que ocorre em toda a Alemanha". De acordo com Rainer Wendt, chefe do Sindicato da Polícia Alemã (Deutschen Polizeigewerkschaft, DPolG ), "todo policial sabe que se espera que ele cumpra uma determinada meta política. É melhor ficar quieto (em relação aos crimes cometidos por migrantes) para evitar problemas."

    Também em janeiro, um documento vazado para o jornal Bild revelou que uma série de políticos na cidade de Kiel no norte da Alemanha orientaram a polícia a fazer vista grossa no que tange a uma parcela considerável de crimes cometidos por migrantes. De acordo com o Bild, as polícias do Reno, Norte da Westphalia e da Baixa Saxônia também foram instruídas a serem tolerantes com migrantes criminosos.

    Em fevereiro, o jornal Die Welt, denunciou que autoridades do estado alemão de Hesse estavam suprimindo informações sobre crimes envolvendo migrantes, aparentemente devido à "falta de interesse público".

    Em maio, o diretor superintendente do departamento de polícia de Colônia revelou que um funcionário do Ministério do Interior do Estado do Reno, Norte da Westphalia orientou-o a remover o termo "estupro" de um relatório interno da polícia sobre os ataques em Colônia.
    A polícia de Colônia afirma que a cidade recebeu mais de 1.000 queixas de mulheres, incluindo 454 relatos de ataques sexuais relacionados à Passagem do Ano Novo. A polícia de Hamburgo assinala que recebeu reclamações de 351 mulheres, incluindo 218 relatos de ataques sexuais ocorridos naquela mesma noite.

    Em 7 de julho, mais de seis meses após os ataques em Colônia, (no mesmo dia em que o Bundestag (parlamento da República Federal da Alemanha) aprovou a nova lei de estupro "Não Quer Dizer Não"), um tribunal alemão expediu as duas primeiras sentenças: o Tribunal Distrital de Colônia concedeu suspensão condicional da execução da pena a um iraquiano de 20 anos de idade e a um argelino de 26.

    O tribunal considerou o iraquiano, identificado apenas como Hussain A., culpado de beijar uma das vítimas e lamber o rosto dela. O argelino, chamado de Hassan T., impediu que o namorado da outra vítima interviesse para parar o ataque e ofereceu-lhe dinheiro para ter relações sexuais com ela: "entregue-me as meninas ou morra", disse ele. Ele foi considerado culpado de cumplicidade no ataque sexual.

    O iraquiano, que tinha 20 anos na época, foi condenado segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente a frequentar um curso de integração e prestar 80 horas de serviço comunitário. O jornalBild publicou fotografias do júbilo de Hassan T. sorrindo ao sair do tribunal.

    Um observador disse que a leve sentença era uma zombaria da Justiça e serviria como um convite aos migrantes criminosos fazerem o que bem entenderem com as mulheres alemãs.

    O promotor Bastian Blaut ressaltou:
    "É inaceitável quando valores fundamentais como a igualdade entre homens e mulheres são violados. É inaceitável que os migrantes negociem nossas mulheres como se estivessem em um bazar. É inaceitável que candidatos a asilo aviltem nossa sociedade, ao mesmo tempo em que buscam aqui a nossa proteção."

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França: A Guerra Civil Está Chegando


Por Yves Mamou  •  19 de Julho de 2016
  • Para o presidente francês François Hollande o inimigo é uma abstração: "terrorismo" ou então "fanáticos".

  • O presidente francês opta por reafirmar sua determinação a favor de ações militares no exterior: "iremos reforçar nossas ações na Síria e no Iraque," ressaltou o presidente após o ataque em Nice.

  • Confrontados com esse fracasso da nossa elite -- que foi eleita para capitanear o país pelos perigos nacionais e internacionais -- causaria alguma surpresa se grupos paramilitares estiverem se organizando para retaliar?

  • Na França, foram as elites globais que fizeram a escolha. Eles decidiram que os "maus" eleitores da França eram pessoas desatinadas, idiotas demais, para enxergarem a beleza de uma sociedade aberta para aqueles que muitas vezes não querem se assimilar, que querem que você seja assimilado por eles e que ameaçam matá-lo se você discordar. A elite se alinhou contra os próprios idosos e pobres do país porque eles não quiseram mais votar neles. A elite também optou por não combater o islamismo, porque os muçulmanos votam coletivamente na elite global.

    A polícia francesa matou um terrorista islamista natural da Tunísia, que matou 84 pessoas em Nice, França em 14 de julho de 2016. (Imagem: captura de tela da Sky News)

    "Estamos à beira de uma guerra civil". Essa afirmação não foi feita por um fanático ou lunático. Não, ela foi feita por Patrick Calvar, Chefe do Departamento de Segurança Nacional França, DGSI (Direction générale de la sécurité intérieure). Na realidade ele já tinha se referido, por diversas vezes, sobre o risco de guerra civil. Em 12 de julho ele fez o alerta à Comissão dos Membros do Parlamento, responsável por um levantamento em relação aos ataques terroristas de 2015.

    Em maio de 2016, ele enviou uma mensagem bem parecida a uma outra comissão de membros do parlamento, desta vez encarregada da defesa nacional. A "Europa", realçou ele, "corre perigo. O extremismo cresce em todos os cantos e agora nós estamos voltando a nossa atenção para alguns movimentos de extrema-direita que estão se preparando para um confronto".

    Que tipo de confrontação? "Confrontos entre comunidades", ressaltou ele eufemismo para "guerra contra os muçulmanos". "Mais um ou dois ataques terroristas", acrescenta ele "e poderemos nos ver diante de uma guerra civil".

    Em fevereiro de 2016, diante da Comissão do Senado responsável pelas informações da inteligência, ele voltou a afirmar: "nós estamos dirigindo nossos olhares para a extrema-direita que está apenas esperando que aconteçam mais ataques terroristas para lançarem mão de confrontos violentos".

    Ninguém sabe se o terrorista que lançou o caminhão em cima da multidão no Dia da Bastilha em 14 de julho em Nice matando mais de 80 pessoas irá precipitar uma guerra civil na França, mas poderá ajudar a identificar o que irá gerar esse risco na França e em outros países como a Alemanha ou a Suécia.

    A principal razão é o fracasso do estado.

    1. A França Está em Guerra, Mas Nunca se Menciona o Nome do Inimigo.

    A França é o principal alvo de recorrentes ataques islamistas os banhos de sangue que mais ficaram em evidência ocorreram na redação da revista Charlie Hebdo e no supermercado Hypercacher de Vincennes (2015) na sala de espetáculos Bataclan, nos restaurantes próximos e no Estádio Stade de France (2015) no ataque frustrado contra o trem Thalys na decapitação de Hervé Cornara (2015) no assassinato de dois policiais em Magnanville em junho (2016) e agora no atropelamento do caminhão em Nice no dia do festejo da Revolução francesa de 1789.

    A maioria desses ataques foram cometidos por muçulmanos franceses: cidadãos voltando da Síria (os irmãos Kouachi contra o Charlie Hebdo) ou por islamitas franceses (Larossi Abballa que matou a família de um policial em Magnanville em junho de 2016), que mais tarde assumiu sua lealdade ao Estado Islâmico (ISIS). O assassino do caminhão em Nice era tunisiano, casado com uma francesa com a qual teve três filhos, viviam tranquilamente em Nice até que ele resolveu matar mais de 80 pessoas e ferir dezenas mais.

    Após cada um desses trágicos episódios o Presidente François Hollande se recusa a dizer quem é o inimigo, se recusa a dizer islamismo e principalmente se recusa em citar os islamistas franceses como inimigos dos cidadãos franceses.

    Para Hollande o inimigo é uma abstração: "terrorismo" ou então "fanáticos". Mesmo quando o presidente já ousa apontar o inimigo como sendo o "islamismo", ele se recusa a dizer que irá fechar todas as mesquitas salafistas, proibir na França a Irmandade Muçulmana e organizações salafistas ou proibir que as mulheres usem véus nas ruas ou nas universidades. Não, o presidente francês opta por reafirmar sua determinação a favor de ações militares no exterior: "iremos reforçar nossas ações na Síria e no Iraque," ressaltou o presidente após o ataque em Nice.

    Para o presidente francês, o posicionamento de soldados no próprio país deve ser empregado apenas em casos de operações defensivas: política de contenção, não o rearmamento ofensivo da república contra um inimigo interno.

    Confrontados com esse fracasso da nossa elite que foi eleita para capitanear o país pelos perigos nacionais e internacionais causaria alguma surpresa se grupos paramilitares estiverem se organizando para retaliar?

    Conforme salienta Mathieu Bock-Côté, sociólogo da França e do Canadá, no jornal Le Figaro:

    "As elites ocidentais, com uma obstinação suicida, opõem-se em identificar o inimigo. Confrontadas com ataques em Bruxelas ou Paris, elas preferem imaginar uma luta filosófica entre a democracia e o terrorismo, entre uma sociedade aberta e o fanatismo, entre a civilização e a barbárie".

    2. A Guerra Civil Já Começou e Ninguém Quer Dar um Nome a Ela.

    A guerra civil começou há dezesseis anos, com a Segunda Intifada. Enquanto os palestinos levavam a efeito ataques suicidas em Tel-aviv e Jerusalém, os muçulmanos franceses começavam a aterrorizar os judeus que viviam pacificamente na França. Durante dezesseis anos, os judeus na França foram massacrados, atacados, torturados e esfaqueados por cidadãos franceses muçulmanos, teoricamente para vingar os palestinos da Cisjordânia.

    Quando um grupo de cidadãos franceses, que são muçulmanos, declara guerra a outro grupo de cidadãos franceses que são judeus, que nome se dá a isso? Para o establishment francês, não se trata de guerra civil, é apenas um lamentável mal-entendido entre duas comunidades "étnicas".

    Até agora ninguém queria estabelecer uma ligação entre estes ataques e o ataque assassino em Nice contra pessoas que não eram necessariamente judias e chamá-lo como deveria ser chamado: guerra civil.

    Para o establishment francês, politicamente correto ao extremo, o perigo de uma guerra civil somente se concretizará se houver retaliação contra muçulmanos franceses se todos apenas cederem às suas exigências tudo estará bem. Até agora ninguém pensou que os ataques terroristas contra os judeus cometidos por muçulmanos franceses contra os jornalistas do Charlie Hebdo por muçulmanos franceses contra um empresário que foi decapitado há um ano por um muçulmano francês contra o jovem Ilan Halimi por um grupo de muçulmanos contra escolares menores de idade em Toulouse por um muçulmano francês contra os passageiros do trem Thalys por um muçulmano francês, contra pessoas inocentes em Nice por um francês praticamente muçulmano fossem sintomas de uma guerra civil. Estes banhos de sangue continuam a ser vistos, até hoje, como algo parecido com um trágico mal-entendido.

    3. O Establishment Francês Considera os Pobres, os Idosos e os Desiludidos o Inimigo

    Na França, quem reclama mais da imigração muçulmana? Quem mais sofre com o islamismo local? Quem gosta mais de beber uma taça de vinho ou comer um sanduíche de manteiga com presunto? Os pobres e os idosos que vivem perto das comunidades muçulmanas, porque não têm dinheiro para se mudarem para outro lugar.

    Hoje, como resultado, milhões de pobres e idosos na França estão dispostos a elegerem Marine Le Pen, presidente da Frente Nacional (partido de direita), como próxima presidente da República, pela simples razão da Frente Nacional ser o único partido determinado a combater a imigração ilegal.

    Visto que os franceses idosos e pobres estão dispostos a votar na Frente Nacional, eles se tornaram o inimigo do establishment francês, tanto da direita quanto da esquerda. O que a Frente Nacional está dizendo a essas pessoas? "Vamos restaurar a França como nação dos franceses". E os pobres e idosos acreditam porque eles não têm escolha.

    Na mesma linha, os pobres e idosos na Grã-Bretanha não tiveram outra escolha senão a de votarem a favor do Brexit. Eles fizeram uso do primeiro instrumento que lhes foi fornecido para expressarem seu descontentamento de viver em uma sociedade que não apreciam mais. Eles não votaram com o intuito de dizer: "matem esses muçulmanos que estão transformando o meu país, roubando o meu emprego e absorvendo meus impostos". Eles somente estavam protestando contra uma sociedade que uma elite global tinha começado a transformar sem o seu consentimento.

    Na França, foram as elites globais que fizeram a escolha. Eles decidiram que os "maus" eleitores da França eram pessoas desatinadas, idiotas demais, racistas demais para enxergarem a beleza de uma sociedade aberta para aqueles que muitas vezes não querem se assimilar, que querem que você seja assimilado por eles e que ameaçam matá-lo se você discordar.

    As elites globais fizeram outra escolha: se posicionaram contra os próprios idosos e pobres do país porque eles não quiseram mais votar neles. As elites globais também optaram por não combater o islamismo, porque os muçulmanos votam globalmente na elite global. Os muçulmanos na Europa também oferecem uma grande "recompensa" para a elite global: votam coletivamente.

    Na França, 93% dos muçulmanos votaram no atual presidente, François Hollande em 2012. Na Suécia, os sociais-democratas afirmaram que 75% dos muçulmanos suecos votaram neles na eleição geral de 2006 estudos mostram que o bloco "vermelho-verde" conquista de 80 a 90% dos votos muçulmanos.

    4. A Guerra Civil é Inevitável? É!

    Se o establishment não quer enxergar que a guerra civil foi declarada primeiro pelo extremistas muçulmanos se o establishment não quer enxergar que o inimigo na França não é a Frente Nacional, a AfD na Alemanha ou os Democratas Suecos e sim o islamismo na França, Bélgica, Grã-Bretanha e Suécia então haverá sim uma guerra civil.

    Tanto a França quanto a Alemanha e a Suécia, dispõem de militares e policiais fortes o suficiente para combaterem o inimigo islamista interno. Mas primeiro eles têm que apresentar o nome do inimigo e tomar medidas contra ele. Caso contrário se deixarem os cidadãos autóctones aflitos, sem opção a não ser se armarem e retaliarem sim, a guerra civil é inevitável.


     
    Yves Mamou, radicado na França, trabalhou por duas décadas como jornalista para o Le Monde.  Original em inglês:  France: The Coming Civil War, Tradução: Joseph Skilnik

Sem Ordem não há Progresso - "Chega de inversão de valores"


O estudo intitulado Perils of Perception (Perigos da Percepção) do instituto britânico Lpsos Mori, realizou uma pesquisa feita com 33 nações entre os dias 1 e 16 de outubro de 2015, ficando o Brasil com a medalha de bronze ao atingir o terceiro lugar no ranking dos países mais ignorantes sobre si mesmos do mundo. 

Como cidadão brasileiro mesmo que envergonhado, vejo que esta pesquisa possui sim uma certa credibilidade e que em dados demonstrou que a percepção de conhecimentos da nossa população é muito baixa, característica que nos torna uma sociedade desinformada, ignorante e facilmente enganada pela classe dominante. Visualizo também dois fatos que provavelmente fazem parte das causas que nos colocam nesta posição do ranking. Primeiramente destaco a péssima qualidade da educação publica hoje oferecida, que está objetivada apenas em atingir dados e não educar, aperfeiçoar e formar pessoas, exemplo disso é o Projeto “Progressão Continuada” do Estado de São Paulo, que conseguiu sim atingir um bom percentual referente ao número populacional formado ou em estudo, mas que infelizmente consegue formar no Ensino Médio pessoas que não sabem ao menos efetuar pequenos cálculos, ler e escrever corretamente. Em segunda instância destaco os meios de comunicação e informação deste país que são praticamente todos de posse de uma classe dominante, onde todo proprietário cobra de seus jornalistas, a edição de toda e qualquer notícia em prol de seu favorecimento próprio ou como método de denegrir seus rivais e para completar a mídia que não possui lá sua ligação com os membros dessa classe dominante, também vem a distorcer suas publicações em busca da tão sonhada audiência, usando quase que 100% da grade de programação com programas de “baixo calão”, que não nos oferecem nada que seja útil e passível de absorção de algum conhecimento.

Sendo assim estamos sendo dominados por uma classe chamada “políticos em exercício”, que usam de todas as formas para inibir a aquisição de conhecimento da população deste país, que sendo uma das mais ignorantes do mundo, nunca saberá através dos nossos processos eleitorais ditos como “democráticos” eleger bons administradores públicos, muito menos participar de uma administração em busca do progresso. Temos sim eleições bem fiscalizadas pela justiça, utilizamos de urnas eletrônicas dificilmente fraudáveis, todos nós cidadãos temos o direito de votar, mas isso não faz nossas eleições serem democráticas, pois se nossa classe dominante chamada “políticos em exercício” vem sendo a mesma desde 1988 e nada de melhorias tem nos oferecido, isso é sinal de que na verdade somos enganados e estamos sim fortemente dominados. 

Estes políticos nos dominaram sim, há anos estão nos enganando e tomando tudo aquilo que nosso deveria ser, mas devido as disputas dentro do poder público de quem roubava, desviava recursos ou buscava mais privilégios, os mesmos acabaram que perdendo a ordem entre eles. E o que antes era disfarçado e até invisível, chegou aos olhos e ouvidos da sociedade brasileira, que mesmo sendo ignorante saiu à luta em protesto a esta realidade. Pena que em alguns casos integrantes da nossa sociedade, incentivados por políticos agiram também sem o uso da ordem, saindo pelas ruas quebrando há tudo o que é nosso e já não é dos melhores ou até mesmo levantando bandeiras favoráveis a esta atual desordem.

Então sociedade brasileira é hora de manter a ordem e a paciência, buscar conhecimentos, analisar caso a caso das pretensões de voto e tentar eleger novos rumos dentro da nossa democracia, objetivados em buscar à ordem deste país, adquirir direitos e também deveres. Eleger alguém que nos ofereça segurança, educação e saúde, mas que nos desligue destes atuais dominadores e que no futuro tendo nós usufruídos de uma educação de qualidade não sejamos mais passíveis de ser enganados.

Temos hoje muitas leis, que nos oferecem muitas regras, muitos artigos, muitos parágrafos, mas com muito, muito pouca Justiça, o excesso de palavras confunde, contradiz-se e, ao fim, abre brechas à impunidade e a privilégios injustos, sendo assim além da “Lava Jato” temos que fazer é um “limpa” dentro dos nossos poderes, para que estes possam também fazer uma limpeza em nossas leis, criadas cada uma delas, para beneficiar a classe de seu próprio autor e não há uma sociedade em si. Chega de inversão de valores, de classes, de cotas, de assistencialismo, de direitos humanos que nos fazem dependentes de eleger novamente os mesmos representantes, nós cidadãos brasileiros queremos apenas aprender e ter condições de conquistar aquilo que almejamos, poder usar do que é nosso da melhor forma, queremos direitos cumpridos, mas também queremos cumprir a nossos deveres, para que nunca mais possamos perder a ordem, pois SEM ORDEM NÃO HÁ PROGRESSO. Agora se não conseguirmos nos livrar destes dominantes nas próximas eleições, Poder Militar nos ajudem, pois, nossa democracia não está funcionando.

Autor: Anderson Gimenes
Grifos: Opinião Crítica 

Anderson Gimenes é Agente Penitenciário, autor do livro "Diário de um Agente de Segurança Penitenciária", publicado pela editora Multifoco. Para saber mais e adquirir o livro, basta clicar na imagem abaixo ou AQUI

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Abraço e até a próxima...

Quebra de tabu - Um passo para evolução? Nem sempre!


Ainda vale a pena casar? Para muitos a resposta a essa pergunta está na ponta da língua:não vale a pena casar”. Esse pensamento ganha cada vez mais adeptos e o casamento parece já não mais figurar entre os grandes sonhos de uma “princesa”. Ele representa bem os anseios da sociedade moderna por uma postura questionadora, ávida por novos conhecimentos e soluções para seus dilemas, dedicada a quebra de tabu. Mas até onde isso deve ir?

Deixando como exemplo o tema "casamento" de lado, parte do pensamento destruidor de tabus deriva de outra concepção, a de que o modelo antigo de pensamento social representa um fundamentalismo a ser superado, onde ideias como fidelidade, família, amor e sexo são as que mais estão em pauta. A questão, no entanto, não se trata no que se deve ou não "superar", questionar, mas no como e por quais motivos?

Na Filosofia sabemos, por exemplo, que a grande definição do conhecimento, suas qualidades e proveitos não estão, necessariamente, nas respostas que damos, mas sim e principalmente nas PERGUNTAS que fazemos. Essa é uma lição elementar. Ora, se questionamos errado, temos grande probabilidade de responder errado e assim encontrar respostas inadequadas acerca daquilo que desejamos saber. Em outras palavras, a "quebra de tabu" é proporcional a maneira como entendemos e questionamos o valor de um tabu! Se compreendemos errado os conceitos representados por um tabu, romperemos com ele de forma igualmente errada.

Tendo esta noção, com relação ao tipo de questionamento que fazemos proporcional a qualidade das respostas, podemos colocar em foco, por exemplo, a primeira pergunta desse texto em dois formatos e tentar avaliá-las observando qual deva ser a melhor pergunta:

a)    Ainda vale a pena casar?
b)    Ainda é importante casar?

Parecem à mesma pergunta, certo? No entanto, acreditem, as respostas são naturalmente diferentes. Enquanto a letra A traz um significado mais social, político e cultural, a letra B denota valores, afetividade, moralidade. Se você fosse questionado por cada pergunta isoladamente, certamente responderia sob essas perspectivas  e consequentemente as respostas seriam diferentes. Todavia, se não soubermos diferenciar a qualidade desses questionamentos em relação ao contexto das respostas que pretendemos obter, seremos induzidos a tratar de forma equivocada a natureza do problema.

Chegamos ao ponto “X do texto, onde a pergunta é:

A sociedade atual quando quer reavaliar seus tabus, sabe fazer os questionamentos certos para obter soluções corretas?

Sendo mais sensato do que precipitado, posso assumir que a resposta não está na ponta da língua, mas também posso dizer que não me foge a intuição, porque o que se pode afirmar acerca de como a sociedade tem encontrado as soluções para seus tabus está na própria sociedade. No modo como vive, “evolui”, cumpre regras, trata os seus. Como se desenvolve política, econômica e culturalmente. Caso tenha dificuldade em olhar para a sociedade de modo geral, basta olhar para sua própria família, que é uma pequena célula desse corpo. Como ela tem passado, se desenvolvido? Quais seus dilemas e soluções, felicidades e frustrações? Ou seja, como a sociedade tem refletido seus padrões de comportamento e compreensão de mundo (modelagem cultural) dentro do seu ambiente familiar? O efeito causado tem sido bom ou ruim? Tudo isso demonstra não apenas o que questionamos, mas COMO questionamos e, principalmente, suas finalidades.

Olhando para os resultados de séculos quebrando tabus, podemos seguramente dizer se temos feito às perguntas certas ou não. Devemos enxergar nosso contexto, perceber a nossa volta o que existe de bom na perspectiva humana, ambiental, cultural, e avaliar se as quebras de tabus que estamos proporcionando tem contribuído para uma sociedade mais "humanizada", emocional, psicologicamente e ambientalmente saudável, politicamente coerente ou não. O resultado dessa análise é o que dirá se temos feito progressos, permanecido no mesmo lugar ou retrocedido.

Finalmente, podemos com isso pensar que o importante não é exatamente “quebrar tabu”, mas fazer deles uma ponte para conhecimentos que valorizam e favorecem o ser humano. Isso não tem relação alguma com o tipo de tabu, sua natureza, mas sim com os objetivos que pretendemos com base nas necessidades que possuímos. Desse modo não importa se a natureza do tabu estiver vinculada a questão comercial, sexual, religiosa, política, mas sim o que os resultados do seu questionamento e, possivelmente, "quebra", podem acarretar para nós hoje e amanhã.

Se, todavia, para algum progresso da civilização for necessário abandonar certos tabus, que assim seja, mas como consequência de uma compreensão onde, de fato, nos permita evoluir como seres sociais, morais, emocional, biológico e psicologicamente constituídos. Tudo que na prática vai de encontro a isso, não representa uma quebra de tabu, mas uma sucessão de questionamentos e respostas incorretas que hora ganhou espaço numa demanda que contraria às próprias necessidades.

Abraço e até a próxima...

Aborto Clandestino justifica Aborto Legalizado? - "Aborto como Medida de Saúde" é MENTIRA!

A coleguinha da imagem acima se esquece que dentro do útero dela, quando grávida, existe alguém que possui outro corpo, diferente dela, mas que por ser indefeso não tem condições de responder pela própria liberdade. Se fosse perguntado, o bebê gostaria de ser abortado? A "liberdade" que a moça defende é exclusiva dela, simplesmente porque ela já nasceu, percebe a ironia?
Um dos argumentos mais absurdos a favor da descriminalização do aborto e sua ênfase como medida de saúde é o de que muitas mulheres morrem pelo fato de fazerem aborto em clínicas clandestinas, ou em suas casas, por conta própria, etc. Que grande parte dessas mulheres são de origem humilde, "negras", excluídas socialmente, mas que em contrapartida, mulheres ricas e com influência social, econômica, fazem aborto e não encontram problema algum. O assunto então se resume a mera questão de "classe", poder aquisitivo e referência social, como se essa fosse a ênfase da questão. Será?

Outro argumento muito difundido é o da moralidade religiosa. Os defensores do aborto como "direito de liberdade" dizem que uma pessoa não pode usar sua concepção religiosa para querer, supostamente, impor uma decisão ao outro, limitando sua liberdade em escolher ter ou não um filho, porque, afinal, se trata apenas de uma questão religiosa e não também de ética humana, certo? 
Vale a pena ainda citar outro argumento, talvez o mais falacioso; o de que se o corpo é da mulher, logo, ela deve ter total direito sobre o seu corpo. Consequentemente, se essa mulher estiver carregando um bebê no útero, mas julgar que ela tem direito sobre seu corpo o suficiente para condenar a morte a vida de OUTRO corpo, (ou seja, do bebê) ela pode, entende?

Não vou refutar diretamente os três argumentos nesse texto, mas apenas o primeiro. Acredito que o leitor é inteligente o bastante para perceber que as respostas estão implícitas no próprio conteúdo.

Em primeiro lugar, a descriminalização do aborto não é redução de danos, porque não trata de uma decisão que envolve apenas um indivíduo, ou de uma condição na qual se veja "dependente" e prejudique a vida sem ter a intenção. Portanto, não deve ser enfatizada como medida de saúde. Não é matéria de saúde no que compete ao fazer ou não, meramente, um "tratamento", como quem está resfriado e precisa tomar um analgésico para resolver o problema. A associação e toda ênfase que os defensores do aborto fazem como medida de saúde é uma tentativa de reduzir a complexidade  do assunto, procurando resumir no tema "saúde" uma problemática que vai muito além e invade a concepção do que é a vida humana. As consequências dessa investida são trágicas, porque sua influência faz com que a população passe a enxergar a vida humana (feto) como algo passível de "tratamento", tal como uma doença indesejada, a qual podemos expulsar do corpo com intervenções médicas. A verdade, porém, é que a descriminalização do aborto propagada como medida de saúde é uma forma de ABSTENÇÃO DE RESPONSABILIDADE do Estado frente a um problema de ordem ÉTICA/moral, cultural, educacional, política, familiar, que diz respeito a maneira como valorizamos a vida. Em suma, é um problema que embora acarrete consequências na esfera da saúde, parte do SOCIAL em toda sua conjuntura.

Em segundo lugar, se o problema da "clandestinidade" for o grande responsável pelas mortes e complicações de saúde das mulheres que fazem abordo clandestino, logo, não deveríamos aplicar essa mesma premissa a outros problemas de ordem social que são igualmente crimes, tais como o tráfico de drogas, exploração sexual/tráfico humano (de menores e adultos), comércio de órgãos e armas? Ora, em todos esses casos existem comorbidades associadas que afetam as pessoas envolvidas pelo simples fato de estarem às margens da lei. Quantas pessoas não perdem suas vidas ou são violadas em seus direitos por se envolverem clandestinamente nessas atividades? Seguindo a falsa lógica de quem defende a descriminalização do aborto como medida pública de saúde, deveríamos também:
  
01 -  Descriminalizar o tráfico de órgãos - já que vender ou não seu próprio fígado, por exemplo, deveria ser uma escolha do proprietário, certo? Do contrário, inúmeras cirurgias clandestinas são feitas pelo tráfico de órgãos, expondo os "doadores" a riscos extremos de saúde. Sendo assim, porque não legalizar o comércio de órgãos e disponibilizar a extração deles no SUS? Se o lema "meu corpo, minhas escolhas" valem para retirar algo que não é "apenas" um órgão, mas a vida de um SER HUMANO, qual seria o problema de vender um pulmão?

02 - Descriminalizar todas as drogas icitas e principalmente o seu comércio (tráfico) - Se a justificativa para legalizar o aborto é o simples fato de algo ser clandestino e por causa disso acarretar vários danos ao usuário devido ao fato dele não poder fazer o que deseja por meios legais e "controlados" é absolutamente lógico dizer que deveríamos também legalizar imediatamente o uso e venda de crack, cocaína, heroína, maconha, etc, certo? Evidente que SIM. As consequências na esfera da SAÚDE de pessoas infectadas por HEPATITE, HIV, tuberculose, mortes por overdose, cirrose e tantos outros males em decorrência do uso clandestino e descontrolado de drogas é absurdamente maior do que os casos de aborto, logo, não há o que se discutir sobre a validade do argumento em favor do aborto como sendo, também, o MESMO para o problema das drogas (todas elas).

03 - Descriminalizar o tráfico humano/sexual - Os argumentos são rigorosamente os mesmos utilizados na questão das drogas e do tráfico de órgãos. Se o problema são as consequências em decorrência da clandestinidade, especialmente no que compete ao suposto "direito de escolha" de uma pessoa, deveríamos também legalizar a exploração sexual, reconhecendo como "profissão" a prostituição de quem vende não só o próprio corpo, como "administra" os de outros, certo?

Os exemplos acima são suficientes para demonstrar a razão do argumento em favor da descriminalização do aborto como "medida de saúde" ser FALSO, uma vez que partindo da saúde, meramente, muitas problemáticas sociais que operam na clandestinidade, isto é; como crimes, poderiam ser abordadas e aparentemente "justificadas", mas nem por isso serem tratadas como legais. Você concordaria em legalizar o tráfico de órgãos, por exemplo? Ou a exploração sexual, porte de armas? Porque se você defende a descriminalização do aborto como "medida de saúde" em decorrência da clandestinidade, está OBRIGADO(A) a concordar que os outros exemplos também deveriam ser descriminalizadosDiscordo desse ponto de vista, por entender que o ponto de partida para análise do tema "aborto" não deve ser a saúde, mas sim o social. E quando me refiro ao social falo principalmente de educação, ética e cultura. Não devemos deixar de acolher as consequências do aborto da esfera da saúde, todavia, precisamos falar do aborto como um problema de natureza SOCIAL.

Sendo assim, pela perspectiva da educação, ética e cultura, entendo que o problema do aborto diz respeito fortemente ao senso de responsabilidade pessoal de uma pessoa perante a cultura que pertence, com base na educação que possui. Ou seja, Ética! Não é uma questão de "classe", pois atualmente tanto o "rico" como o "pobre" dispõem meios de serem informados quanto a comportamentos sexuais de risco. Se recursos econômicos favorecem o aborto com menos chance de sequelas para mulheres "ricas", isso não tem absolutamente nenhuma relação com a NATUREZA DO PROBLEMA, em si, mas apenas com a sua PROPORÇÃO, comprovando se tratar de uma problemática social, uma vez que atinge todas as camadas sociais. Não vejo problema de saúde, por exemplo, numa pessoa que engravida em pleno sec. XXI por transar sem camisinha e chama isso de "gravidez indesejada". Ou mesmo em quem tenha se prevenido, mas o método falhado. Salvo em caso de estupro, toda relação sexual voluntária envolve a responsabilidade dos riscos, e isso não é, definitivamente, uma questão de saúde, mas sim de EDUCAÇÃO, consciência humana e responsabilidade social. Por qual razão, então, a vida de um inocente deveria pagar o preço como consequência das minhas decisões?  

Se é para defender a liberdade, que ela comece pelos mais indefesos em seu direito de viver!

Por fim, o tema é amplo e quando o encaramos via natureza os fatos, como um fenômeno de competência social, cultural, familiar, educacional, ética, vemos o quanto carece de pessoas aptas para abordá-lo de forma que as ideologias não contaminem a percepção do todo. Por hora, deixo nesse texto parte dos motivos pelos quais sou contrário ao aborto, esperando que os amigos compreendam e reflitam sobre isso que é, sem dúvida, uma das grandes discussões da nossa geração.

Abraço e até a próxima...

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