O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), usou parte da sua coletiva de imprensa nesta quarta-feira (03) para atacar diretamente o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, ao chamá-lo de “pária no mundo” ao vivo diante das câmeras.

Na ocasião, Doria culpou o presidente pelo número de mortos na pandemia do Covid-19, fazendo parecer que o vírus não é um problema global, responsável direto por milhares de mortes, também, em outros países, inclusive em nações com número de mortes por milhão de habitantes maior que o Brasil.

“A culpa é sua, por ser, além de incompetente, negacionista. O senhor é um pária no Brasil e um pária no mundo”, disparou João Doria contra o presidente da República. Na sua sequência de fala visivelmente eleitoreira, o tucano também apelou para o emocional dos telespectadores.

“Muitos dos brasileiros que estão enterrados neste momento estão enterrados porque o senhor não teve capacidade de fazer aquilo que deveria fazer: liderar o Brasil contra a pandemia, defender a vida e a saúde dos brasileiros”, afirmou, segundo o Antagonista.

Opinião Crítica

Repercutindo uma crítica feita a pouco pela deputada Carla Zambelli, também podemos questionar: em qual mundo João Doria vive? Ele realmente acredita que a população de São Paulo, em sua maioria, está apoiando a sua gestão na pandemia, e não o presidente Bolsonaro?

São Paulo foi, desde o começo da pandemia em 2020, um dos estados a adotar medidas mais rígidas de controle, assim como o início da vacinação no país, em janeiro de 2021. Todavia, é ao mesmo tempo o estado com o maior número de óbitos e casos em decorrência do coronavírus.

Segundo o G1, por exemplo, SP registrou na terça-feira (02) 468 mortes em 24h, o maior número desde o início da pandemia, ultrapassando os 60 mil mortos e 2.054.867 casos confirmados. Veja tabela abaixo:

Número de mortes pela Covid-19 nos estados do Brasil.
Número de mortes pela Covid-19 nos estados do Brasil. Fonte: Congresso em Foco

Se a gestão do tucano na pandemia fosse tão eficiente como faz parecer, ainda que com grande densidade populacional, destino industrial e turístico, será mesmo que São Paulo, após um ano de pandemia, ainda estaria no topo dos índices de mortalidade?

Ao criticar o cenário nacional, o tucano parece não enxergar o que está debaixo do próprio nariz, sob a sua responsabilidade. Enquanto isso, por onde passa o presidente Jair Bolsonaro é recebido por populares agradecidos por vê-lo defendendo a necessidade do trabalhador ganhar o seu pão de cada dia.

Bem diferente do que Doria imagina de dentro da sua bolha pandêmica, os paulistas parecem já ter compreendido que o seu governador transformou a ocasião de uma grave pandemia em um palanque político para 2022, o que pode, isto sim, ter custado a vida de milhares de pessoas. A resposta virá nas urnas!

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