Politizar a guerra na Ucrânia para atacar Bolsonaro é imoral e sinal de desespero

Quando achamos que os críticos do presidente Jair Bolsonaro chegaram no fundo do poço em matéria de apelação contra o governo, eis que surge o ex-ministro ‘Sérgio Morno’ politizando a guerra na Ucrânia para tentar demonizar a imagem do chefe da Nação. Isso não é só imoral, como um claro sinal de desespero.

Em uma publicação feita nesta segunda-feira, por exemplo, Moro afirmou que “o apoio pessoal dado por Bolsonaro a Putin não representa os sentimentos e desejos do povo brasileiro.” Não é a primeira vez que ele espalha informação falsa contra o presidente.

Em outra publicação feita no dia 26, Moro afirmou que “Venezuela, Nicarágua e Cuba apoiam a agressão Russa à Ucrânia. Alinhados com estas ditaduras estão também Bolsonaro e o PT.”

Pelas publicações, Moro deixa claro que está se referindo a um apoio “a agressão Russa à Ucrânia”, o que significa que ele está acusando Bolsonaro de apoiar os ataques russos aos ucranianos. Pergunto: existe algum registro do presidente manifestando apoio à invasão promovida por Putin? A resposta é um redondo NÃO!

A verdade é uma só

O Brasil votou pela condenação da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, e emitiu uma nota através do Itamaraty, fazendo um apelo pelo fim do conflito. Essa é a posição oficial do governo brasileiro, o que significa do governo Bolsonaro. Essa é a verdade. Qualquer coisa além disso é mera especulação.

Já na esfera pessoal, Bolsonaro se posicionou sobre o conflito de forma neutra. Em uma coletiva no domingo, ele foi claro ao dizer que o Brasil não tomará partido, e que qualquer passo nesse quesito deve ser dado com “muita cautela”.

Não existe, portanto, qualquer apoio declarado por parte do presidente aos ataques da Rússia na Ucrânia, diferentemente do que Moro tenta fazer parecer. O que muitos não entenderam ainda, quer seja por ignorância ou canalhice, é que qualquer “vírgula” dita por Bolsonaro é completamente diferente de quem não fala pelo governo.

Bolsonaro é o chefe de Estado mais importante da América, além do presidente dos EUA. Temos como vizinhos países como Venezuela e Argentina, notadamente alinhados com a política de Putin, bem como da China, as duas maiores potências militares abaixo dos Estados Unidos, sem falar da economia.

O nosso presidente sabe disso e, justamente por isso, sabe também que uma indisposição, agora, com o governo russo, pode trazer sequelas para o Brasil em nível regional (América do Sul) agora ou no futuro, tendo em vista que o conflito está em andamento e não sabemos qual será o seu desfecho.

Já imaginou se a Ucrânia e a Rússia chegarem num acordo, pondo fim à guerra nos próximos dias? Ou, se Putin conseguir contornar as sansões impostas pela OTAN e pela UE, obtendo alguma vitória em sua empreitada no final desse conflito, de modo que consiga restabelecer uma relação de equilíbrio com os demais países, como vinha tendo antes?

Você acha que na possibilidade dos dois cenários acima, seria melhor para o Brasil sair tomando partidos, agora, apostando em um futuro incerto? O bom senso me diz que não, e me parece que este também é o pensamento do nosso presidente Jair Bolsonaro, o que explica a sua cautela.

Buscar se manter neutro no conflito, mas sem deixar de defender a sua resolução de forma pacificadora, é a saída mais equilibrada para não se ver “amarrado” a qualquer um dos lados dessa disputa, garantindo maiores chances para uma relação diplomática favorável ao Brasil no futuro, e com qualquer país.

É isso o que Bolsonaro vem tentando fazer, mas que muitos ignoram porque o único interesse que possuem é atrair holofotes, parecer politicamente correto e moralista, quando na realidade não passam de hipócritas politizando uma tragédia humana (a guerra) para fins pessoais. Desses abutres eu tenho nojo!