Desespero? Mídia inicia campanha de narrativas para desconstruir manifestações

Desde o início da última noite (06/09), quando um número muito grande de pessoas começou a se dirigir à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, chegando a passar um bloqueio que havia sido feito pela Polícia Militar, ao lado de caminhoneiros, a grande mídia passou a se manifestar em tom de desespero sobre os atos do 7 de setembro.

O momento em que os caminhoneiros conseguiram passar o bloqueio da PM, após muita pressão sobre os militares, foi emblemático. O jornalista Ricardo Noblat, por exemplo, notável opositor ao governo Bolsonaro, deixou transparecer o clima de pânico através de uma sequência de postagens em seu Twitter.

“Para os jornalistas, pelo menos, Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, continua desaparecido até essa hora desde que os bolsonaristas invadiram a Esplanada dos Ministérios, obrigando a Polícia Militar a render-se”, esceveu Noblat.

“Voltei a teloefonar para o governador Ibaneis Rocha. Não atendeu. Voltei a lhe mansar mensagem. Espero retorno”, apontou o jornalista em outra publicação, indicando a preocupação com o número de pessoas passando o então bloqueio policial. Noblat chegou a insinuar que a ‘rendição’ da PM teria tido o aval do próprio governador do DF, Ibaneis Rocha.

Desde então, várias mídias passaram a publicar matérias dando destaque a termos tendenciosos, como “invasão”, “atos golpistas” e “antidemocráticos”. Esse será o tom daqui em diante ao longo de toda a manifestação, nada mais do que uma forma da velha imprensa tentar desconstruir o caráter legítimo e democrático dos atos que ocorrem hoje.

Veja abaixo o momento em que os caminhoneiros passaram o bloqueio policial, e outro da situação em Brasília hoje pela manhã, logo cedo: