Ciro Gomes diz que manifestantes do 7 de setembro são de “bolha extremista”

Escrever sobre política no Brasil está se tornando algo cômico, e nesse cenário aparentemente circense o que não faltam são palhaços. As manifestações de ontem, 7 de setembro de 2021, estão servindo também para nos dar boas doses de risadas sobre a reação de algumas figuras ilustres da política brasileira, como o eterno candidato à presidência da República, Ciro Gomes.

Assim como outros políticos de oposição ao atual governo, Ciro minimizou as gigantescas manifestações, quer em termos números quanto morais. Isso porque, para ele, quem foi às ruas externar apoio ao presidente Jair Bolsonaro e, sobretudo, protestar contra o cenário de violações do ordenamento jurídico brasileiro, fazem parte de uma “bolha extremista”.

“Manifestações de 7 de Setembro confinaram-se a uma bolha extremista”, afirmou Ciro durante entrevista para o portal UOL nesta quarta-feira. Em uma live transmitida já no dia 7, o “coroné”, como foi apelidado por alguns críticos do seu estado, se referiu ainda aos manifestantes como “gente agressiva”.

Para Ciro Gomes, a intenção de Bolsonaro seria a de dar um “golpe”, mas que o mesmo teria fracassado. “Vai dormir Bolsonaro com essa. Nesse país, bandido e ditador não se estabelecem mais. Podemos dormir sossegados hoje. Não aconteceu aquilo que ele sonhava que pudesse acontecer, milhões de pessoas depredando as instituições e entregando os poderes para ele exercer”, disparou.

O fato é que Ciro Gomes é só mais uma das muitas figuras que se enquadram em uma análise publicada anteriormente pelo Opinião Crítica, intitulada “Delírio ou canalhice? O pior negacionismo para um político é o do povo nas ruas”. Acontece que pessoas que fazem oposição cega e irracional como ele, no Brasil atual, estão cada vez mais sendo desprezadas pelo povo.

No final das contas, julgamentos irreais e toscos como o feito por Ciro Gomes sobre o 7 de setembro acabam virando mesmo motivo de piada, assim como os que o fazem. Se esse é o caminho que pessoas como ele acreditam poder convencer o Brasil de que são a melhor “alternativa”, estão muito enganados.