Bolsonaro conseguiu quebrar o monopólio da grande mídia com celular e bananas

A última pesquisa feita pela Exame/IDEIA revela muito mais do que a reeleição do atual presidente Jair Bolsonaro em todos os cenários, caso a disputa eleitoral de 2022 fosse hoje. Ela indica um contexto de mudanças radicais no entendimento do povo brasileiro, mas como explicar isso?

A oposição alega que o crescimento da popularidade do presidente Jair Bolsonaro se deve ao auxílio emergencial. Entretanto, a pesquisa citada anteriormente também mostrou que às famílias com renda superior a cinco salários mínimos são as mais inclinadas a votar em Bolsonaro (35% das intenções de voto), assim como os moradores do Sul e Centro-Oeste (35%).

Ou seja, o maior eleitorado do presidente diz respeito a um público que não se enquadra nos critérios de recebimento do auxílio emergencial, o que desmonta, em tese, a narrativa de que a popularidade do presidente se deve ao benefício.

Por outro lado, às camadas mais humildes da sociedade possuem, atualmente, grande acesso à internet. É possível constatar que mesmo os mais pobres possuem algum aparelho celular em casa, certo?

Isso nos fornece uma explicação mais provável sobre os resultados da pesquisa Exame: a resposta está na quebra do monopólio nos meios de comunicação. Em outras palavras, o grande público, que antes se baseava largamente pelos noticiários tradicionais, hoje tem como alternativa mídias que repercutem de forma diferente às ações do governo.

São veículos como o Opinião Crítica, por exemplo, que sem qualquer centavo de financiamento publicitário, atua independentemente para levar ao cidadão opiniões como esta que você está lendo, a fim de mostrar a realidade dos fatos por outras perspectivas.

Bolsonaro e o celular

Jair Bolsonaro compreendeu a necessidade de “driblar” a grande imprensa para conseguir governar com o apoio da população, por isso tratou logo no início da sua gestão de estabelecer canais de contato direto com o público, e como ele fez isso?

Lives semanais, por exemplo, através do Facebook, sempre nas quintas-feiras, agora transmitidas também pelo Youtube e por rádios de alcance nacional, como a Jovem Pan, se consolidaram como um espaço independente da grande imprensa.

Tudo o que é dito na live pode ser conferido pelo público, pois é através do celular que o presidente (e assessores) disponibilizam o conteúdo na íntegra, não precisando mais passar pela edição das grandes redações, onde a informação pode ser pincelada, por exemplo.

O uso das redes sociais, como o Twitter e o Instagram, também são recursos que driblam o monopólio comunicativo, estabelecendo um canal direto com o cidadão, permitindo que a informação chegue na íntegra ao consumidor final, sem cortes, sem censura ou distorções.

A imagem de capa nessa matéria de opinião ilustra bem a nossa tese. Por ela nos vemos como através de mecanismos simples de gravação o presidente Jair Bolsonaro consegue alcançar milhões de pessoas, obtendo uma audiência maior do que muitos programas da rede televisiva.

Ao ver um governante prestando contas das suas ações de forma simples, espontânea e direta, com um cacho de bananas sobre a mesa e um copo americano, o público se identifica não só com a pessoa do político, mas com a figura humana que a imagem transmite pelo aspecto da intimidade cotidiana de cada brasileiro.

É nisso que reside a popularidade de Bolsonaro, a qual pode ser potencializada pelo auxílio emergencial, sim, mas não determinada por ele. Ela consiste no conjunto das ações e no formado como são executadas. Um celular lhe filmando por onde quer que vá e bananas sobre a mesa durante uma live ilustram isso.

Quem não enxerga esta realidade, despreza a linguagem não do presidente, apenas, mas da população como um todo.

O que resta é a censura

Diante desses fatos é fácil compreender o motivo pelo qual cresce no país projetos que visam “regular a internet“, pois eles carregam em seu escopo a intenção de grupos tradicionais de querer manter os velhos monopólios comunicativos.

A única saída para tais grupos é criar mecanismos onde eles mesmos possam se colocar “acima” das mídias alternativas, dos influenciadores, assumindo o lugar ocupado hoje – vejam só – das chamadas “agências verificadoras”, ou “Fact-Checking”.

Com o poder de determinar o que é ou não verdade (fake news), “desinformação” e “discurso de ódio”, tais grupos tentam manter o controle da informação repassada ao grande público, usando para isso a ferramenta de crédito ou descrédito contra os veículos menores – não por acaso, em sua maioria favoráveis ao governo.

É óbvio que o trabalho de checagem tem a sua relevância, mas quando tal mecanismo se insere, por exemplo, em uma “CPI das Fake News”, onde se cogita a criação de órgãos que teriam a função de regular a livre circulação de informações na web, fica evidente que estamos falando de um poder muito maior do que o aceitável em um Estado Democrático.

Por fim, cabe a cada cidadão fazer uso consciente da sua liberdade e da livre circulação de informações, defendendo-a, principalmente, dos que desejam impedir esse alcance. Isso é uma questão de cidadania e direitos fundamentais.

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