Marisa Lobo

Estão me ameaçando por criticar Felipe Neto e apoiar Bolsonaro, diz psicóloga

Marisa Lobo disse que vem sendo ameaçada por alertar os pais contra a influência do Youtuber Felipe Neto

18/09/2019 14h51Atualizado há 1 mês
Por: Will R. Filho
Marisa Lobo disse que vem sendo ameaçada por alertar os pais contra a influência do Youtuber Felipe Neto. Reprodução: Google
Marisa Lobo disse que vem sendo ameaçada por alertar os pais contra a influência do Youtuber Felipe Neto. Reprodução: Google

A psicóloga, palestrante e escritora, Marisa Lobo, falou com o Opinião Crítica sobre a repercussão da matéria na qual ela fez um alerta aos pais contra a influência do Youtuber Felipe Neto, que se tornou alvo de críticas após distribuir 14 mil livros com temática LGBT na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro.

Marisa Lobo disse que após a matéria, os "esquerdistas" divulgaram uma foto dela [na capa da matéria] com o atual presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, para tentar desqualificar a sua opinião enquanto profissional e lhe intimidar junto ao Conselho Federal de Psicologia (CFP).

"O que aconteceu é que estou sendo ameaçada, sofrendo bullying, estão me xingando, fazendo denúncia no CFP, tudo porque eu critiquei o Felipe Neto", disse Marisa, que apesar de apoiar o atual presidente, não emitiu opiniões políticas em seu comentário. A psicóloga, no entanto, lembrou que recebeu amplo apoio dos seus seguidores e leitores da matéria que veiculou a sua opinião.

"Mas 100% dos comentários, eles estão a meu favor, porque a sociedade está em meu favor, mas a partir do momento em que eles pegaram essa foto, minha e do Bolsonaro e botaram lá no site deles [não especificado], o povo está (...) me xingando, me humilhando", disse ela.

Felipe Neto, por sua vez, reagiu à Marisa Lobo mencionando a matéria do Opinião Crítica, mas sem citar a origem. "Vi pessoas compartilhando uma psicóloga que afirma que eu sou péssima influência para jovens e ensino palavrões e coisas erradas", escreveu o Youtuber em sua conta no Twitter.

Na mesma postagem, Felipe Neto faz uma acusação falsa contra Marisa Lobo, dizendo que a mesma defende a chamada "cura gay", termo que foi inventado pela grande mídia simplesmente para rotular os psicólogos que acreditam na existência de ex-homossexuais.

"Essa psicóloga é uma fundamentalista cristã reacionária, defensora da 'cura-gay' e quase foi cassada em 2015", completou o Youtuber, publicando a foto de Marisa Lobo com Bolsonaro e também uma manchete, ao lado da ministra Damares Alves, onde cita uma condenação sofrida pela psicóloga por ter denunciado a aceitação da pedofilia (entenda este caso aqui).

Marisa Lobo deixou claro que nunca teve o seu registro profissional cassado, embora tenha enfrentado processos por "defender a verdade" e que a sua opinião está dentro da esfera da liberdade de consciência. "Como pessoa pública com milhões de seguidores, Felipe Neto está sujeito à crítica como qualquer outra pessoa", disse a psicóloga.

"Minha opinião discorda da qualidade do que ele produz. Não sou obrigada a aceitar tudo e dizer que é bom apenas para agradar o politicamente correto. Além disso, outras pessoas já criticaram Felipe Neto abertamente, inclusive na grande mídia. Quem quiser discordar de mim, tem o total direito, assim como eu tenho de pensar diferente", acrescenta.

De fato, em sua coluna no Estadão, a jornalista Rita Lisauskas publicou uma matéria intitulada "Não adianta a luta diária para educar os nossos filhos se eles assistirem ao Felipe Neto", onde a mesma tece críticas contundentes ao conteúdo do Youtuber.

"Basta assistir a dois ou três minutos de qualquer vídeo desse youtuber, tão querido pelas crianças, para perceber que deixar seu filho na 'companhia' dele é um desserviço para à educação que nós, pais, nos esforçamos a dar a eles todos os dias", escreveu a jornalista, autora do livro "Mãe Sem Manual".

O texto de Lisauskas confirma a observação feita por Marisa Lobo e também pela jornalista Patrícia Lages, do R7. que destacou o comportamento agressivo e influenciável de Felipe Neto como uma "péssima influência", segundo a psicóloga, para crianças e adolescentes.

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