Desemprego

IBGE: taxa de desemprego recua para 12% do primeiro trimestre de 2019

A contratação de curto período é um sinal de recuperação econômica que afetará a empregabilidade de longo período mais na frente

15/08/2019 11h46
Por: Opinião Crítica

No segundo trimestre, a taxa de desemprego do país recuou para 12%, percentual inferior aos 12,7% do primeiro trimestre deste ano e aos 12,4% do segundo trimestre de 2018.

A taxa caiu em dez das 27 unidades da Federação na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, segundo os dados divulgados hoje (15) pelo IBGE. As maiores quedas ocorreram no Acre, de 18% para 13,6%, Amapá, de 20,2% para 16,9%, e em Rondônia, de 8,9% para 6,7%. Nas outras 17 unidades da Federação, a taxa se manteve.

Na comparação com o segundo trimestre de 2018, a taxa subiu em duas unidades, Roraima (de 11,2% para 14,9%) e Distrito Federal (de 12,2% para 13,7%), e caiu em três: Amapá (de 21,3% para 16,9%), Alagoas (de 17,3% para 14,6%) e Minas Gerais (de 10,8% para 9,6%). Nas demais unidades, a taxa ficou estável.

Busca por emprego

Um contingente de 3,35 milhões de desempregados no país procura trabalho há pelo menos dois anos. Isso equivale a 26,2% (ou cerca de uma em cada quatro) pessoas no total de desocupados no Brasil. Os números do segundo trimestre deste ano são recorde desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

Os dados foram divulgados hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números, no segundo trimestre de 2018 o contingente de desempregados procurando trabalho há no mínimo dois anos tinha menos 196 mil pessoas, ou seja, era de 3,15 milhões.

No segundo trimestre de 2015, o total era de 1,43 milhão de pessoas, ou seja, menos da metade do segundo trimestre deste ano.

“A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas tem crescido nos mais longos. Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura para os dois anos”, avalia a analista da PNAD Contínua Adriana Beringuy.

Comentário:

Muitos veículos da grande mídia estão noticiando esses dados dando ênfase à taxa de desemprego de longa duração. A intenção nesse tipo de manchete é óbvia: abafar os sinais de recuperação da economia durante a gestão do governo Bolsonaro, fazendo o leitor desatento ter a impressão de que nada está mudando.

O que tais veículos não informam é que a diminuição da taxa de desemprego em qualquer país do mundo se dá, primeiramente, pela contratação de curta duração. Não há como fazer recusar a taxa de desemprego de longa duração sem haver contratações de curto prazo, simplesmente porque são dessas contratações que às longas se consolidam.

Isto significa que se está havendo recuo na contratação de curto período, é porque há sinais de melhora que poderão ser observados a longo prazo, mais na frente, de modo recíproco.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Blogs e colunas
Últimas notícias
Mais lidas