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PF faz operação com base na delação de Palocci para apurar propina da era Dilma

Operação Appius investiga se houve o pagamento de R$ 50 milhões para o governo do PT na era Dilma

29/11/2019 13h42
Por: Will R. Filho
Operação Appius investiga se houve o pagamento de R$ 50 milhões para o governo do PT na era Dilma
Operação Appius investiga se houve o pagamento de R$ 50 milhões para o governo do PT na era Dilma

Uma nova fase da Operação Appius colocou a Polícia Federal nas ruas nesta sexta-feira (29/11), para cumprir mandados de busca e apreensão em dois escritórios de advocacia de São Paulo e de Brasília associados aos alvos de uma investigação que tem como base a delação do ex-ministro dos governo Lula e Dilma, Antônio Palocci.

Entenda: a operação Appius investiga se houve o pagamento de propina repassadas pela empreiteira Camargo Corrêa a agentes públicos, visando suspender e anular a Operação Castelo de Areia.

A Castelo de Areia, por sua vez, foi uma investigação aberta em 2009 para apurar se também houve o pagamento de propina feito pela Camargo a políticos, inclusive fora do período eleitoral, durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo a Polícia Federal, existe a suspeita de que a Camargo Corrêa teria repassado R$ 50 milhões para o governo do PT e aliados políticos em troca de uma interferência da então presidente Dilma Rousseff, em 2011, para enterrar a Operação Castelo de Areia na época, segundo o Correio Braziliense.

A Operação Appius, portanto, foi aberta tendo como base às denúncias de Antônio Palocci, então ministro da era petista na época em que a Operação Castelo de Areia estava em andamento e teria sido "enterrada". Atualmente a investigação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal.

Em nota, a Procuradoria justificou a operação de hoje por causa de "circunstâncias atípicas" encontradas durante a primeira fase da força-tarefa, no dia 7 passado. Na ocasião os investigadores não encontraram computadores nas residências dos advogados investigados, "embora ali houvesse impressoras, cabos de rede e de energia e monitores", indicando que os equipamentos podem ter sido retirados com antecedência.

Ainda na primeira fase da Appius, a Polícia Federal também chegou a pedir autorização para fazer buscas na residência da ex-presidente Dilma Rousseff, mas o juízo da 6.ª Vara Federal Criminal não autorizou. Entretanto, o escritório de advocacia de Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do Governo Lula, foi alvo de busca e apreensão.

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