Doria: “Desprezo Jair Bolsonaro e desprezo todos que, como ele, são negacionistas”

O governador João Doria (SP) voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira. Segundo o tucano, o líder do Executivo é um “negacionista” e estaria promovendo um “genocídio” no Brasil.

“Daqui a pouco vai faltar oxigênio, daqui a pouco vão faltar condições básicas para o país, que vive a sua maior tragédia, e temos um presidente que sorri, que anda de jet-ski, que come leitãozinho e despreza a vida”, afirmou o governador.

“Pois eu desprezo Jair Bolsonaro e desprezo todos que, como ele, são negacionistas (…) O que ele está promovendo no Brasil é um genocídio, completou o tucano. Mas, diferente do que opositores do governo fazem parecer, a vacinação no Brasil tem apresentado bons resultados considerando o tamanho do país.

Até dados no último domingo (14), o Brasil vacinou 9.716.458 milhões de brasileiros que receberam ao menos uma dose de vacina contra o coronavírus, equivalente a 4,59% da população num período de 57 dias de campanha nacional, segundo o UOL.

Se trata de um número maior do que a população total de vários países do planeta. Israel, por exemplo, é o país que mais vacinou no mundo até agora, segundo a Veja, mas a sua população total é de apenas 8,884 milhões de pessoas, portanto, um número inferior ao de pessoas que tomaram ao menos a 1ª dose no Brasil.

Mas para Doria, a vacinação no Brasil tem sido muito mais promessa do que realizações por parte do governo. “Até agora, o Ministério da Saúde, que promete, promete, promete e promete, só disponibilizou 4 milhões de doses da vacina de Oxford e da vacina AstraZeneca para os brasileiros”, disse o tucano.

Doria ainda criticou manifestações contra o lockdown em seu estado e em outras partes do Braisl. “Ontem, aqui, tive manifestações na porta da minha casa, xingamentos a mim, ameaças a mim, a minha esposa, aos meus filhos. Não foi a primeira vez, não será a última vez. Esse é o clima, infelizmente, que temos no País, e é o preço que nós, governadores, pagamos”, concluiu o governador.