“Evangélicos” pelo impeachment?

Amados, não acreditem em todo espírito, mas ponham-no à prova para ter a certeza de que o espírito vem de Deus, pois há muitos falsos profetas no mundo.” 1 João 4:1

”Líderes religiosos protocolam na Câmara pedido de impeachment de Bolsonaro. Documento é assinado por 380 pessoas ligadas a igrejas cristãs, incluindo católicas, anglicanas, luteranas, presbiterianas, batistas e metodistas, além de 17 movimentos cristãos.

O documento é assinado por 380 pessoas, entre as quais bispos, pastores, padres e frades, ligadas a igrejas cristãs, incluindo católicas, anglicanas, luteranas, presbiterianas, batistas e metodistas, além de 17 movimentos cristãos. ‘A motivação principal deste pedido está relacionada à ausência total de iniciativas da parte do governo para diminuir e conter os impactos da pandemia de Covid-19’, afirmou a pastora Romi Bencke, representante do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs.” (Por: Fernanda Calgaro e Elisa Clavery, G1 e TV Globo — Brasília 26/01/2021)

Já fui ateu socialista, mas me converti em março de 1987. Sou cristão evangélico protestante. Um conservador de viés ideológico de Direita. Já ouvi falar sobre esse tal “Conselho Nacional de Igrejas Cristãs”, um nome pomposo para uma instituição insignificante, sem nenhuma relevância junto à comunidade evangélica no Brasil.

Simplesmente não tem peso político, como por exemplo o Conselho Nacional de Pastores e os Conselhos Estaduais de Pastores. Um efeito colateral da Reforma Protestante, foram igrejas evangélicas completamente heterogêneas. Não existe uma liderança centralizada.

Igrejas históricas, hoje uma minoria, tradicionais, renovadas, pentecostais e neopentecostais. Como exemplo, o termo “igreja batista” foi tão banalizado e se tornou algo tão genérico, que hoje temos “igrejas batistas” históricas, tradicionais, renovadas, pentecostais e neopentecostais, uma bagunça.

Hoje no Brasil, evangélicos são cerca de 33% da população, e dentro dessa comunidade a maioria esmagadora é de conservadores de viés ideológico de Direita, sim essa é a verdade. Em abril de 2018 eu participei da reunião do Conselho Estadual de Pastores de MG, quando o então pré-candidato Bolsonaro participou. Fiquei em posição estratégica que me permitiu ouvir o Bolsonaro e ao mesmo tempo observar a reação dos pastores.

E posso afirmar que ali o apoio era praticamente total, e até hoje nada mudou, a maioria dos pastores apoia Bolsonaro, que não é um evangélico, mas sua afinidade com os evangélicos é grande. Bem, todo rebanho tem suas ovelhas negras, ou no caso vermelhas. Existe sim um numero muito pequeno de evangélicos de Esquerda. Uma verdadeira incoerência filosófica, repudiada por Karl Marx e aplaudida por Antônio Gramsci.

O barulho midiático cria uma ilusão de ótica que não representa a verdade dos fatos. O leigo, o desavisado, pode imaginar que o tal “Conselho Nacional de Igrejas Cristãs”, fala, representa os evangélicos no Brasil e isso não é uma verdade. Porem nunca ouvi falar sobre a tal “pastora” Romi Bencke, citada na matéria, resolvi pesquisar.

Encontrei um artigo escrito por ela: ”LAICIDADE E DIREITO AO ABORTO: Intersecções e conexões entre o debate feminista secular e feminismo religioso”, por Romi Márcia Bencke. Outubro de 2019. “Bacharel em teologia e pastora”

Vinte paginas de uma bela porcaria de leitura obrigatória para quem quer aprender sobre a infiltração da Hegemonia Cultural Marxista dentro do meio cristão. Em um exercício de malabarismo de sofismas típicos de ministros do STF. No artigo ela elabora uma estratégia para: ”Laicidade e direito ao aborto”.

Nas vinte páginas a palavra bíblia é sempre com b minúsculo, substantivo comum assim como igreja e a palavra Estado é sempre com E maiúsculo, pronome pessoal. Do inicio ao fim eu vi uma comunista defendo o aborto “seguro e legal”, criticando a oposição religiosa. Querendo uma “teologia feminina” para afirmar a laicidade do Estado? Tirou texto bíblico do contexto para servir de pretexto, defendeu uma fábula para ilustrar uma heresia. Se referiu a Deus, como um deus ciumento e vingativo. E ainda buscou inspiração em religião neopagã.

Criticou a bancada cristã no Congresso e a suposta manipulação de Bolsonaro e sua equipe sobre símbolos religiosos cristãos. Reconheceu que Bolsonaro recebeu o apoio da base conservadora evangélica e que ele tem atendido a todas essas bases cristãs conservadoras que o apoiaram. Observou que os tentáculos religiosos se expandiram para além do executivo e legislativo, alcançando o judiciário, onde na Operação Lava Jato os principais promotores eram evangélicos. Eu não sabia, é verdade? Fico orgulhoso.

Eu aconselho a leitura do artigo, ele é muito didático para mostrar o absurdo da infiltração satanista marxista no meio cristão. Vou me ater aqui apenas a defesa que essa “pastora” faz do aborto. Não vou entrar no mérito dos argumentos falaciosos que pedem o impeachment. Quero mostrar quem são os “evangélicos” que pedem o impeachment.

O mérito aqui é uma pessoa que se diz “pastora” falando em nome de uma organização, “Conselho Nacional de Igrejas Cristãs”, que não representa as igrejas evangélicas e o pensamento evangélico na sua maioria. Bem, o que dizer de uma pessoa que se diz cristã e defende o aborto? O que é o aborto?

O que é e quando começa a vida humana? Um feto? Não é uma parte do corpo da mulher para ela decidir amputar. É do ponto de vista teológico um espirito que possui uma alma em um corpo biológico em desenvolvimento. É do ponto de vista pratico uma criança inocente e indefesa. O aborto é sempre a tortura seguida de morte de uma criança.

É um sofisma o aborto legal para salvar a mãe e legalizar o assassinato da criança. Aborto é sempre o assassinato de uma criança. Não precisa ser cristão para deduzir que a ética e a moral cristã, condenam o aborto.

Como uma pessoa que se diz cristã, apresenta um diploma de bacharel em teologia, uma credencial de ordenação pastoral, pode defender o aborto? A OMS disse que em 2019 foram mortas 43 milhões de crianças por aborto, esse sim o verdadeiro genocídio. E essa falsa pastora faz parte do grupo que vem acusar o presidente de ser genocida? Ela não é cristã, não é pastora e ela e seu grupo não representam os evangélicos no Brasil.

A verdade é que a maioria dos evangélicos no Brasil não se deixa ser manipulada por um bombardeio midiático de uma mídia de viés ideológico de Esquerda que tenta desqualificar o presidente. Esse grupo que se apresenta como representantes ligados a igrejas cristãs, além de 17 movimentos cristãos, não expressa o pensamento da maioria dos evangélicos no Brasil. É apenas um grupo de idiotas uteis do marxismo cultural.

Pr. Cláudio Godoy BH-MG
28/01/202

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