Defensoria Pública quer excluir o termo “Black Friday” por considerá-lo racista

Lojistas do Amazonas foram notificados pela Defensoria Pública da região devido ao uso do termo “Black Friday” para anunciar descontos dos seus produtos. Isso porque, segundo o órgão, a expressão teria conotação “racista”.

Para o MP, é “como se a cor significasse algo com valor diminuído. A palavra preto (black), independentemente da língua ou vernáculo na qual é articulada, é utilizada de forma pejorativa, empregada no menosprezo a uma raça inferiorizada pela intolerância e subjugo histórico”, diz um trecho da recomendação.

A reação do MP, portanto, se deve ao fato do termo ‘Black Friday’, que em português significa ‘sexta-feira preta’, supostamente ter uma conotação de demérito racial.

O documento assinado pelos defensores Christiano Pinheiro e Leonardo Aguiar foi encaminhado à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL) e à Associação Comercial do Amazonas (ACA) solicitando uma resposta das entidades comerciais.

A sugestão do MP é que o termo ‘Black Friday’ seja substituído por ‘Semana Promocional’, segundo informações da Época.