Após Bolsonaro desistir de Feder, Maia diz que “lunáticos” conseguiram prevalecer

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, concedeu uma entrevista para o canal GloboNews, onde criticou à aparente desistência por parte de Bolsonaro de indicar o Secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para o Ministério da Educação (MEC).

Maia considerou que Feder poderia ser “um bom ministro”, mas que não teria sido efetivado na pasta porque “lunáticos conseguem prevalecer”, supostamente, sobre às decisões do governo.

Segundo informações do Estado de Minas, Bolsonaro iria iria confirmar Renato Feder no MEC na última sexta-feira (03). Todavia, a chamada “ala ideológica” do governo iniciou uma série de críticas contra o candidato a ministro.

O Opinião Crítica noticiou, por exemplo, críticas feitas pela psicóloga e presidente do Avante-PR, Marisa Lobo, a um livro publicado por Feder em coautoria com um amigo, em 2007, onde existe a defesa da legalização das drogas no país.

Segundo Marisa, Feder também seria contrário ao projeto Escola Sem Partido, um tema de grande interesse do atual governo, tendo sido uma das suas bandeiras de campanha em 2018. Essas críticas também foram compartilhadas pelos chamados “olavistas”, apoiadores do presidente ligados ao pensamento do escritor Olavo de Carvalho.

Além disso, o fato de Feder ter sido elogiado como possível ministro por figuras do “centrão”, incluindo personalidades como o apresentador Luciano Huck e também o Movimento Brasil Livre (MBL), chamou à atenção dos bolsonaristas.

Com a repercussão das críticas, Bolsonaro teria desistido de nomear Feder para o MEC, segundo informações da CNN Brasil, gerando assim, aparentemente, a crítica de Rodrigo Maia durante a sua entrevista. Ele declarou, segundo O Globo:

“Não tem ministro da educação há um ano e meio. Um disse que estava desistindo do ministério, porque estava sendo fritado nas redes sociais, quadro que parece de qualidade, que talvez pudesse ser um bom ministro. Agora os lunáticos conseguem prevalecer em um debate onde a racionalidade deveria ser a principal palavra de um ministério da educação. Melhorar a qualidade do ensino.”