“Esquerdistas são zumbis”, diz procurador Aílton Benedito, aliado de Aras na PGR

Ailton Benedito, chefe da Procuradoria da República em Goiás que foi convidado pelo subprocurador Augusto Aras para integrar a sua equipe de trabalho na Procuradoria Geral da República (PGR), utilizou suas redes sociais para criticar a esquerda política do país, chamando os esquerdistas de “zumbis”.

“Esquerdistas são zumbis que precisam do caos econômico, social e político para canibalizar a energia que os mantém assombrando os vivos”, publicou Benedito. Para quem o conhece, sabe que o posicionamento do procurador não é novidade, mas pelo contrário, só confirma a maneira explícita como enxerga o embate político no país, algo demonstrado há anos.

O diferencial na exposição de Benedito está no momento em que ele se expõe, uma vez que cotado para a nova PGR, Aílton Benedito se tornou um alvo ainda maior para os ataques da oposição ao governo. Em uma entrevista recente para a Folha de S. Paulo, o procurador mais uma vez demonstrou que não tem “papas na língua”.

Aílton Benedito defendeu o Escola Sem Partido, alegando que o professor não possui liberdade de expressão dentro da sala de aula e reafirmou suas posições nas redes sociais, mas deixando claro que elas não interferem em sua atuação enquanto profissional.

Aílton Benedito sobre a CPI da Lava Toga

O procurador também virou alvo de polêmica por fazer uma publicação em sua conta no Twitter, dizendo que a CPI da Lava Toga, apoiada por juristas do calibre de Modesto Carvalhosa e Janaína Paschoal, não possui condições de investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal, por suposta falta de constitucionalidade.

“É farta a jurisprudência do STF no sentido de que atos jurisdicionais não estão sujeitos a sindicância por CPI. Portanto, quem acha que eventual #CPIdaLavaToga servirá para investigar condutas de ministros do tribunal está redondamente enganado”, publicou o procurador.

Benedito acredita que a intenção de alguns senadores (entre eles, alguns que se mostraram críticos ao governo) com a CPI da Lava Toga é transformá-la em um instrumento contra a Lava Jato, como ocorreu com às 10 Medidas Contra a Corrupção, que originalmente era boa, mas foi usada para ser aprovada a Lei do Abuso de Autoridade.

“Há pessoas que descreem na política, que tratam todos os políticos como igualmente corruptos, que têm certeza de que nada de bom é feito no Congresso Nacional, mas, contraditoriamente, desejam que uma #CPIdaLavaToga no Senado terá um resultado maravilhoso para o Brasil”, destacou Benedito.

“Cuidado! Você pode conseguir o que deseja. Lembra-se das #10Medidas contra a corrupção, que tiveram extraordinário apoio da sociedade? Pois então, resultaram na aprovação do projeto de lei contra supostos abusos de autoridade para atingir delegados, procuradores e juízes”, publicou Benedito.