CEO do Parler diz que “discurso de ódio” é arma usada contra oponentes ideológicos

O fundador da rede social Parler, John Matze, garantiu que a sua empresa não irá remover conteúdos da plataforma por questões de natureza política ou ideológica. A declaração surgiu ao comentar a reação de gigantes como o Facebook e o Twitter.

“A justificativa do Facebook por trás da proibição de pessoas como Alex Jones, @milo, @pjw etc. é ambígua e motivada pelo interesse próprio. É outro exemplo do uso do ‘discurso de ódio’ como uma arma de dupla expressão para impor regras arbitrárias voltadas contra seus oponentes ideológicos”, disse ele.

Matze comentou a remoção de contas no Facebook de figuras conservadoras como Alex Jones, da InfoWars, Paul Joseph Watson, Milo Yiannopoulos e Laura Loomer, segundo informações do Gadgism.

“As pessoas não serão banidas do Parler por causa de coisas que dizem fora da plataforma. Eles também estarão seguros aqui, desde que não violem nossas diretrizes comunitárias claramente definidas enquanto estiverem na plataforma”, destacou Matze.

Fora da política

Na sequência, o criador do app Parler explicou que o foco da empresa não é entrar no mérito de questões políticas ou ideológicas, mas sim o da informação, permitindo para isso que o público possa discutir livremente sobre o que pensa.

A visão do criador da rede social que vem atraindo conservadores no mundo inteiro reflete algo coerente, pois ele demonstra que sabe reconhecer os próprios limites no tocante ao objetivo da sua empresa, uma vez que classificar o que é ou não, por exemplo, um “discurso de ódio” ou coisas semelhantes, vai muito além de oferecer um espaço para a livre discussão.

“Não estamos no negócio da política, criando notícias e manipulando narrativas”, destacou o CEO do Parler. “Estamos no negócio de fazer parceria com nossos usuários e superar a divisão política por meio de discussões”, conclui.