Mandetta defende suas orientações do passado e diz que cloroquina “não tem eficácia”

O ex-ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta, voltou a defender às orientações que deu no passado, enquanto esteve gerindo às políticas de Saúde durante a pandemia do novo coronavírus.

Na época, conforme o Opinião Crítica já noticiou, Mandetta desaconselhou que pessoas infectadas com sintomas leves do coronavírus fossem procurar ajuda hospitalar. Segundo ele, a ida deveria ocorrer “somente quando apresentam quadro respiratório grave.

“Levar essas pessoas [infectadas] para dentro de um ambiente hospitalar, somente quando apresentam quadro respiratório grave. E não levar pessoas que estão com um resfriado, um quadro com bom estado geral, se alimentando, conversando, com febre baixa, que pode usar um antitérmico. Se houver piora no quadro clínico, aí sim ele é levado para um ambiente hospitalar”, declarou o ministro na época.

Em uma entrevista para à agência Reuters, Mandetta voltou a defender a sua visão, argumentando que ele foi amparado por uma equipe de profissionais, os quais desenvolveram o protocolo de saúde adotado na época – já modificado pelo atual ministro interino, Eduardo Pazuello.

“Eles pedem às pessoas para irem à unidade de saúde para receber a cloroquina”, disse Mandetta ao criticar o protocolo atual. “Prefiro aquele caminho do que esse caminho de mandar as pessoas saírem de casa, procurar uma unidade de saúde e tentar vender para elas uma medicação que não tem eficácia”, completou.

Mandetta rebateu críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro à sua gestão, uma vez que, atualmente, o entendimento do ex-ministro é visto como um erro, pois conforme foi demonstrado nesta matéria, o tratamento precoce contra o novo coronavírus tem se mostrado mais eficaz.

Ou seja, a recomendação atual é para que os infectados não esperem os sintomas da doença agravarem, em casa, para buscar ajuda médica, mas sim que comuniquem às autoridades de saúde sobre os primeiros sintomas o mais rápido possível, a fim de que o tratamento seja iniciado.

“Eu não levo essa assunto muito profundamente porque as orientações que dávamos eram amparadas por um conselho muito grande do Ministério da Saúde… e eles saíram, não são mais ouvidos. Não sei quem formula a política do Ministério da Saúde, não me parece que militares tenham formação técnica para formular”, afirmou Mandetta.

Mandetta: infectados só deveriam ir ao hospital com “quadro respiratório grave”