Dinamarca detecta mutação do coronavírus que coloca em risco todas as vacinas

Enquanto cientistas em várias partes do mundo correm para tentar desenvolver uma vacina segura contra o novo coronavírus, a Dinamarca fez uma descoberta que mais parece um banho de água fria na expectativa de obtenção do medicamento a curto prazo.

Se trata de uma mutação do Covid-19 que foi detectada em 12 pessoas, mas que teria vindo da contaminação do vison, uma espécie de animal da família de mamíferos mustelídeos do gênero Mustela.

Como resultado, o governo dinamarquês está planejando sacrificar 17 milhões de visons para tentar conter a propagação do coronavírus mutante. Desde junho alterações de natureza semelhante já foram detectadas, cerca de 214 no total.

Entretanto, a contaminação observada em 12 pessoas se trata de uma mutação mais grave da doença. Segundo a Exame, entre os infectados “com a variante mais perigosa do vírus, 11 delas eram da região da Jutlândia do Norte, no noroeste do país, e uma na Zelândia.”

“Essa descoberta é preocupante, pois pode ter um impacto potencial no futuro efeito de uma futura vacina contra a covid-19 na infecção com esta e outras novas variantes do vison. Também pode representar um risco de comprometimento da imunidade após a infecção por covid-19”, diz um relatório divulgado pelo editorial da revista.

Com medo, paulistas já entram na Justiça contra eventual vacina obrigatória chinesa