“Versão moderna de Sodoma e Gomorra”, diz Marco Feliciano sobre bailes funk

O deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) utilizou suas redes sociais para criticar a maneira como a grande mídia está fazendo a cobertura do caso em que nove pessoas morreram pisoteadas durante um baile funk na favela Paraisópolis, Rio de Janeiro.

“Com Paraisópolis mídia bandidólatra demoniza polícia e vitimiza bailes funk”, escreveu Feliciano, se referindo, provavelmente, à quantidade de manchetes que destacam a ação de policiais militares usando a força contra a multidão que participava do baile.

“Quero saber o q esses jornalistas fariam se não pudessem dormir durante 4 dias da semana pq marginais transformaram a rua em uma versão moderna de Sodoma e Gomorra”, acrescentou o parlamentar, comparando os bailes às cidades que, segundo a Bíblia Sagrada, foi destruída por Deus devido ao grande número de pecados.

Segundo a Polícia Militar, o caso de Paraisópolis ocorreu depois que dois homens suspeitos em uma moto dispararam tiros contra policiais militares em uma abordagem nas proximidades da favela. Na fuga, eles foram ao encontro do baile funk, provavelmente para se esconder na multidão.

Ainda segundo a PM, pessoas que estavam no baile começaram à jogar pedras e outros objetos nos policiais, fazendo com que os mesmos utilizarem a força para conter a hostilidade do público contra a abordagem policial. O ato causou pânico e no tumulto nove pessoas morreram pisoteadas.

Gravações feitas por populares mostram alguns policiais agredindo parte das pessoas no baile funk, algo que muitos militares defendem como sendo a única forma de conter multidões em uma situação de risco eminente para suas vidas, visto que sempre estão em menor número.

Ainda assim, a Corregedoria da PM carioca comunicou à imprensa que continuará apurando se houve excesso no uso da força por parte dos PMs. Enquanto isso, os policiais envolvidos nas cenas de agressão foram realocados para funções administrativas, enquanto aguardam a conclusão das investigações.