Rosário diz que treinamento do Exército na Amazônia foi para “brincar de guerra”

O Exército Brasileiro realizou no mês de setembro passado um treinamento histórico na floresta amazônica, onde foram empregados recursos avançados de combate, como o sistema de mísseis Astros 2020.

Para a petista Maria do Rosário, no entanto, a simulação de invasão inimiga feita pelo Exército Brasileiro, a segunda maior força terrestre das américas, teria sido para “brincar de guerra”.

“Gastaram 8.9 milhões para exército brincar de guerra, o governo ameaçar países vizinhos e agradar seu patrão Trump”, escreveu a petista na manhã de hoje em claro desrespeito aos comandantes do Exército, bem como a todos os militares.

Maria do Rosário ainda completou em tom de ironia: “E é bom ñ esquecer q no Brasil eles sempre se aprontam para perseguir o ‘inimigo interno’. Entendido?”.

Maria do Rosário erra feio

A declaração de Maria do Rosário é claramente uma afronta aos militares do Brasil. Dizer que o Exército estaria “brincando de guerra” pode ser considerado até uma falta ética em se tratando de uma parlamentar e, portanto, representante do seu país.

Todos os exércitos do mundo realizam exercícios militares e o Brasil, como um país continental que é, tendo a necessidade de estar pronto para defender a sua soberania de qualquer ameaça inimiga, não é exceção.

Além disso, o investimento feito pelo Governo Federal, anualmente, nas Forças Armadas brasileiras, é pequeno diante da importância que tem o Brasil no cenário global e da sua dimensão territorial. Tal feito só é possível devido ao país ser pacífico e não possuir inimigos declarados.

Entretanto, o fato do Brasil não possuir inimigos declarados não exime os militares da responsabilidade de estarem preparados para qualquer eventual ameaça, de modo que exercícios como o citado pela deputada são altamente necessários para à atualização e aperfeiçoamento das tropas.

Por fim, o orçamento militar também é dedicado exatamente para o uso militar, sendo da responsabilidade dos militares a decisão de como utilizá-lo. Maria do Rosário, portanto, não possui competência para julgar o que é ou não prioridade neste sentido, de modo que o seu comentário não passa de um erro crasso e arrogância contra toda a classe militar.