Bolsonaro alerta argentinos: ”Não tem cachorro na Venezuela. Comeram tudo”

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), não deixou passar mais uma oportunidade de criticar a ditadura socialista na Venezuela, e de quebra usar o exemplo da crise humanitária no país para alertar os argentinos, que farão eleições presidenciais no mês de outubro.

Em sua última live realizada nesta quinta-feira (15) através do Facebook, o presidente Jair Bolsonaro voltou a falar esobre a derrota do presidente argentino Mauricio Macri nas prévias eleitorais do pais. Nas eleições primárias, ele perdeu para Alberto Fernández, que tem a ex-mandatária Cristina Kirchner como vice, ambos representando partidos de esquerda.

Bolsonaro lembrou que Kirchner tem relações com governos esquerdistas, como os de Lula, Dilma e Fernando Lugo (ex-presidente do Paraguai) e afirmou que “esse pessoal está afundando a América Latina”. O presidente também destacou que Fernández já deu “sinais” de que pode rever a participação da Argentina no Mercosul e que a relação entre os países deve ser “conflituosa” se ele for eleito. 

“Abriram-se as urnas. A turma da Cristina Kirchner ganhou e imediatamente a bolsa de valores caiu 30%. O dólar subiu 10%. A taxa de juros subiu a 70%. Não vou pedir voto para Macri até porque não tenho esse poder de convencimento, mas a política tá errada na Argentina. E a Argentina não indo bem é ruim para a gente. O cara (Fernandéz) vai rever o acordo com Mercosul, ele esteve visitando Lula em Curitiba. Nós não queremos para o Rio Grande do Sul o que está acontecendo com Roraima”, afirmou Bolsonaro.

Ao citar a Venezuela como exemplo de política econômica fracassada, Bolsonaro disse que “não existem mais cachorros nem gatos porque o pessoal comeu tudo”.

Segundo informações do Correio, a live do presidente dessa vez durou 1h30 e foram tratados vários outros assuntos, dentre eles, a suspensão dos radares de velocidade; o bloqueio dos repasses da Alemanha e da Noruega para preservação ambiental; o memorial da Anistia inacabado; legalização de garimpo; pacote de renegociação de dívidas voltadas para os donos de caminhão e linhas de crédito imobiliário indexado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), além da exportação de pedras renais de bois:

“Vale ouro. Era dinheiro que estávamos jogando fora nessa área”, concluiu o presidente.