Deltan: “A Lava Jato diagnostica um câncer com metástase: a corrupção política”

O coordenador nacional da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, comentou a deflagração de mais uma força-tarefa de combate ao crime organizado, destacando a gravidade dos níveis de corrupção no Brasil ao compará-los ao câncer com metástase.

Deltan se referiu à “Operação Má Impressão”, deflagrada em Minas Gerais pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que cumpriu mandados de prisão de 20 dos 27 vereadores de Uberlândia por suspeita de corrupção.

“Quantos casos não descobertos ainda existem? Lava Jato e outras operações diagnosticam um câncer com metástase: a corrupção política sistêmica”, comentou Dallagnol. “As grandes operações são necessárias e precisam continuar, mas é precioso que o Congresso dê um tratamento também sistêmico ao problema”.

A operação “Má Impressão” foi realizada na manhã desta segunda (16) para apurar supostas fraudes na emissão de notas fiscais por parte de empresas da cidade que prestaram serviços gráficos a parlamentares da atual legislatura, com o intuito de receber indevidamente o reembolso da verba de gabinete. Foram cumpridos 41 mandados de prisão e 41 de busca e apreensão, segundo o Diário de Uberlândia.

A declaração de Dallagnol é mais uma que defende a importância da Lava Jato poucos dias após o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, afirmar que a força-tarefa teria sido responsável pelo fechamento de várias empresas.

Para Dallagnol, a afirmação de Toffoli foi “irresponsável”, visto que a Lava Jato foi responsável pela prisão de dezenas de corruptos e a devolução de valores bilionários aos cofres públicos do país, sendo a corrupção o verdadeiro problema que afeta a nação, e não a Justiça.