Vitória da esquerda no Chile serve de alerta para o Brasil; a luta não está vencida

Restando menos de um ano para às próximas eleições presidenciais no Brasil, o anúncio da vitória da extrema-esquerda no Chile, país que até então possui um dos melhores índices econômicos e de desenvolvimento humano da América Latina (IDH), deve servir para nós, brasileiros, como um grave sinal de alerta sobre o risco que ainda corremos sobre uma eventual derrota nas urnas.

Não se engane! Qualquer pessoa que já considera a vitória de Bolsonaro uma certeza antecipada, erra e contribui para um tipo de relaxamento político que só tende a nos prejudicar, pois faz parecer que estamos numa situação de conforto, quando não estamos, e isso por vários motivos.

Diferentemente de 2018, quando a oposição subestimou a força das redes sociais, e quando havia uma mobilização nacional para expurgar o PT do poder, incluindo os falsos conservadores e o posicionamento tímido por parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal em relação à “onda conservadora”, o cenário de agora é bastante diferente.

Temos, agora, uma esquerda fortalecida pelo ativismo judiciário. A militância conservadora nas redes sociais passou a ser taxada como “milícia virtual”, algo que, na prática, significa a criminalização da liberdade de expressão e mobilização social pela internet, a nossa principal ferramenta de combate contra o monopólio dos grandes veículos da imprensa.

Em contrapartida, a esquerda, através dos seus militantes, tem tido liberdade total para criar toda espécie de narrativa contra o governo, fomentando a base argumentativa utilizada em decisões judiciais contra influenciadores, canais e ativistas independentes aliados ao presidente. O objetivo é claro e visa sufocar o nosso movimento pela raiz.

Ao mesmo tempo, temos também pessoas que se dizem da “direita” e até “conservadoras”, mas que se revelaram oposição ao governo. A chamada “terceira via”, na verdade, é só mais uma face de uma esquerda fabiana travestida de ideais democráticos, mas que tem como essência os mesmos objetivos autoritários e anticristãos do socialismo marxista ortodoxo.

O que temos em nosso favor, apenas, para a disputa em 2022, é o amplo apoio da população que compõe a grande massa trabalhadora. Se por um lado temos um cenário político onde a sabotagem é o que dita as regras, e um Judiciário disposto a sair das quatro linhas da Constituição para sufocar a militância conservadora, por outro temos uma camada de pessoas reais que reconhece a honestidade do governo Bolsonaro e que é a maioria.

O problema, no entanto, é que nesse jogo político macabro não basta termos a maioria ao nosso lado. Gabriel Boric, o presidente eleito do Chile, foi eleito após ampla abstinência de votos. Com apenas 35 anos, um dos países mais desenvolvidos da América Latina praticamente elegeu o equivalente a Guilherme Boulos para o seu comando. Você tem noção do estrago que virá pela frente?

O que quero dizer, é: o poio popular nem sempre se converte em voto nas urnas! O cidadão humilde que comemora a chegada das águas do São Francisco no sertão nordestino, e agradece a Bolsonaro por isso, pode ser manipulado durante o percurso eleitoral para votar em Lula, e isso graças à força dos meios de comunicação.

Não é por acaso que estamos vendo pesquisas de intenção de votos sendo divulgadas praticamente a cada semana, todas absurdamente contrárias ao que vemos nas ruas. Aos poucos, a força da mídia vai induzindo a mente do eleitor comum, que é a maioria, a enxergar o candidato fabricado pelo sistema como a pessoa ideal; o “salvador”.

Por fim, no final das contas temos como inimigos comuns o ativismo judiciário persecutório, traidores segregacionistas, a militância dos meios de comunicação, os “isentões” que votarão nulo enganados pela ilusão do não comprometimento e, como se tudo isso não bastasse, o desserviço de alguns da própria direita que, em vez de unir, divide.

Dito isso, finalizo reiterando o alerta que a vitória da esquerda no Chile nos dá. O momento não é de relaxamento. Precisamos nos mobilizar muito mais do que em 2018, não só pelas redes sociais, mas presencialmente, nas ruas, praças e esquinas. A hora é de união em prol do presidente Jair Bolsonaro, pois em 2022 é Jair ou “Já era”!