Igrejas, pandemia, abre ou fecha?

“Todos os odiarão por minha causa” (Lucas 21:17) – Decisão monocrática do ministro do STF, Nunes Marque, liberou atividades religiosas com cultos ou missas presenciais, desde que respeitadas medidas sanitárias, como:

”Limitar a ocupação a 25% da capacidade do local; Manter espaço entre assentos com ocupação alternada entre fileiras de cadeiras ou bancos; Deixar o espaço arejado, com janelas e portas abertas sempre que possível; Exigir que as pessoas usem máscaras; Disponibilizar álcool em gel nas entradas dos templos; Aferir a temperatura de quem entra nos templos”.

É claro que a decisão do ministro não agradou os prefeitos e governadores, não sem surpresa todos de partidos políticos de viés ideológico de esquerda, que por natureza tem a tendência a serem o que são, ditadores. Que estão tendo na pandemia a desculpa perfeita para “brincarem” de tiranetes.

Há algo muito estranho nessa pandemia provocada pelo vírus chinês, no momento em que ela deveria já estar em declínio, afinal, no Brasil, após um ano, 12.953.597 casos confirmados com 330.193 óbitos, uma taxa de letalidade de 2,55%, ou melhor dizendo, de 97,45% de curados.

Com a chegada de vacinas liberadas em caráter emergencial, que teoricamente tem uma eficácia satisfatória. E é claro a imunidade de rebanho que está acontecendo de forma natural. A pandemia ao invés de finalmente chegar ao fim, ela toma um folego? Muito estranho… acho que essa pandemia vai ser “esticada” até às eleições de 2022!

No inicio da pandemia, diante do desconhecido, do fato de que era uma doença contagiosa, transmitida por via respiratória, portanto aglomerações deveriam ser suspensas, e infelizmente tecnicamente, igrejas são aglomerações, mesmo não gostando, eu dentro do contexto histórico do momento, diante da nossa falta de conhecimento do que poderia acontecer, por cautela defendi naquele primeiro momento o fechamento das igrejas.

Não me arrependo disso. Porém, passado um ano de uso de máscaras, posso dizer que muitas máscaras caíram…

Não é uma questão de ser negacionista, o vírus mata. Porem a politização da pandemia, fez dela um pandemônio na vida do brasileiro. A desculpa perfeita para a implantação de um clima de ditadura. Em nome da coletividade, direitos individuais vêm sendo gradualmente retirados do cidadão.

A hipocrisia e descarada, sem máscaras, igreja não pode, afinal é um ato “genocida”. E em tempos de ditadura, policia para fechar igreja é o que não falta, porem polícia para fechar baile funk clandestino na favela, falta coragem. O pobre não pode ir ao culto na igreja, mas é obrigado a aceitar o transporte coletivo com aglomeração? Não é só o pobre, aviões estão voando com capacidade máxima sem nenhum distanciamento social.

Como cristão protestante há 34 anos, e pastor evangélico, o meu conselho hoje, dentro do contexto atual, é que pessoas que fazem parte do grupo de risco, não devem ir a cultos presenciais, e ainda devem ficar em casa, vejam o culto pela internet. Porem, para os jovens e adultos saudáveis, respeitadas as medidas sanitárias restritivas, os cultos devem ser liberados.

Nem 8 nem 80. Esse lockdown exagerado, virou um sofisma, uma utopia, não são igrejas abertas respeitando as medidas sanitárias restritivas, que vão influenciar na pandemia. A verdade seja dita, sim a verdade seja dita, a pandemia virou a desculpa perfeita para uma perseguição de cristofobia…

*O artigo acima é de total responsabilidade do seu autor e não representa, necessariamente, a visão do Opinião Crítica.