Bolsonaro deu um xeque-mate na oposição com vitórias de Lira e Pacheco

Bolsonaro deu um xeque-mate na oposição com vitórias de Lira e Pacheco
Reprodução: Google

Muitos ainda não compreenderam a dimensão da reviravolta ocorrida no Congresso Nacional, após a vitória de Artur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados e Rodrigo Pacheco para o Senado Federal.

Há exato um ano, a oposição sem dúvida não esperava de que agora, em 2021, o governo do presidente Jair Bolsonaro conseguiria emplacar duas vitórias de tamanha importância, especialmente após a saída midiática do então ministro da Justiça, Sérgio Moro, em 24 de abril, do governo.

Com a pandemia, a crença de que Bolsonaro estaria perdendo apoio popular e político só aumentou. Acontece que tudo não passou de mera narrativa produzida pela oposição, a qual detém o controle de grande parte dos meios de comunicação.

Moro, reações do STF, pandemia, eleição americana, polêmica das vacinas e uma classe inteira de “artistas” não foram suficientes para comprometer a imagem do presidente da República diante da grande massa, a população que hoje já não acompanha mais os feitos do governo através da Rede Globo, apenas, mas também por mídias alternativas como o Opinião Crítica.

Internamente, os parlamentares do Congresso Nacional sempre estiveram cientes da popularidade de Bolsonaro, ou você acha que as dezenas de pedidos de impeachment já protocolados na Câmara contra o presidente permaneceram engavetados por acaso? Maia não acolheu nenhum dos pedidos por saber que eles não passariam diante da pressão popular.

A vitória de Arthur Lira com mais de 300 votos na Câmara, e Rodrigo Pacheco também por maioria absoluta, é uma prova contundente de que o governo continua com grande poder de articulação. Isto muda completamente o jogo político! Pautas que antes eram travadas para negociatas, agora poderão fluir com maior facilidade.

Reforma administrativa, tributária, a privatização dos Correios e da Eletrobrás, entre outras, poderão se concretizar, fazendo o Brasil avançar economicamente e, consequentemente, fortalecer ainda mais a gestão do presidente Bolsonaro, tornando-o mais forte para uma eventual reeleição em 2022.

Indicações para secretarias, comissões e relatorias importantes também serão inevitáveis. A indicação de Bia Kicis para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Câmara, é um exemplo disso. Em outras palavras, a configuração do jogo mudou e agora é totalmente favorável ao Planalto.

Quem se precipitou em 2020 ao pedir o fechamento do Congresso Nacional ou do STF, hoje tem do governo a lição de que é preciso esperar. Paciência em um contexto de tamanha articulação e forças opositoras é algo vital para se conseguir avançar. Agora, o alívio é maior e o Planalto já respira melhor. Isso ficou evidente em uma publicação feita pelo presidente nesta quarta-feira. Leia a íntegra, abaixo:

Não é fácil reconstruir um país destruído ao longo de décadas, ainda mais quando quem deveria ter trabalhado ao nosso lado para levar adiante o projeto escolhido nas urnas em 2018 decidiu, de forma egoísta, sabotar o próprio país e o próprio povo, mesmo em meio a uma pandemia.- Hoje, iniciamos um novo capítulo e temos uma nova oportunidade de trabalhar em conjunto pelo Brasil; colocando o país, e não mais interesses pessoais, no coração de cada decisão tomada ; respeitando, acima de tudo, os anseios e as tradições do povo brasileiro.

– Temos tudo o que qualquer país sonha ter: recursos naturais, belezas sem igual e um povo maravilhoso e trabalhador. É preciso apenas coragem para levar adiante as mudanças e os valores que formam a identidade de nossa nação: Soberania, Liberdade, Fé e Família.

– Cabe a nós a consciência do momento histórico. Não existe nada mais gratificante para um homem do que servir a pátria e deixar um legado para as próximas gerações. Embora o caminho seja árduo, sabemos que a honra é feita de sacrifícios. Brasil acima de tudo; Deus acima de todos!