Agravamento dos transtornos mentais e o marxismo cultural – Uma análise psicanalítica

Muito se discute a respeito do aumento dos transtornos mentais, especialmente em populações cada vez mais jovens, basta observar os comportamentos e as noticias que chocam o país; comportamentos compulsivos, índices de suicídio, homicídios envolvendo casais e pessoas de mesma família.

 No entanto, antes de analisar caso a caso, precisamos traçar um panorama nacional comum em que todos estão envolvidos: o ambiente cultural do país. Como anda o nosso ambiente cultural e politico? O que nossas elites pensam, comunicam e agem em respeito às pessoas comuns e como isso afeta o horizonte da saúde mental dobrasileiro?  

Em primeiro lugar devo apontar os baixos índices de crescimento econômico registados em 2012, lamentavelmente, ano após ano, os mesmos índices baixos repetiram-se como regra nacional propagando um cenário de desesperanças. 

Nesse sentido, as crises econômicas contribuem para desestabilizar o humor de indivíduos suscetíveis à depressão, além disso, essas alterações de humor levam muitas pessoas a sentirem-se desamparadas, como se não houvesse um sentido ou propósito para suas vidas. Uma economia próspera impele às pessoas para atividades produtivas e satisfatórias, elas voltam a sonhar e com isso reestabelecer a saúde psíquica.

Em segundo lugar, eu devo destacar o modo psicótico como nossas elites culturais e politicas lidam com a população. Qualquer pessoa que sonha em trabalhar e estabelecer uma vida satisfatória no Brasil depara-se com o problema dos altos impostos e da burocracia, são necessários meses para regularizar exigências envolvendo documentos, requerimentos e certidões: o cidadão comum deve provar para o Estado que ele é ele mesmo, quem ele nasceu, que ele está em dia para com sua obrigação de votar, e que ele está em dia com suas obrigações militares.

Quer dizer, no Brasil, não basta respirar estar presente portando documento único para provar sua existência ao Estado, essas e outras várias situações denunciam um padrão psicótico de relacionamento entre o Estado e o povo, no qual a burocracia esconde a paranoia e a desconfiança das nossas elites, que teimam em esconderem-se atrás de leis, cada vez mais malucas, a fim de se distanciarem do povo que desprezam. 

Por fim, eu preciso destacar a adoção do marxismo cultural, que nada mais é do que uma expressão ideológica doentia posta como ação politica nos meios oficiais de modo a agravar problemas e dificuldades: o Estado desconfia que um empresário possa ser um empreendedor honesto (luta de classes), que uma mulher possa ser mulher e que um homem possa ser homem (ideologia de gênero), que um produtor rural possa abastecer o país com seus produtos (greves e lutas armadas no campo), que exista plena cidadania entre indivíduos de etnias diferentes (luta das minorias). 

Estamos cada vez mais doentes, porquanto cada vez mais cercados pró-idiotas.