7 de setembro: um recado do Brasil para o mundo contra o totalitarismo ideológico

Amanhã, dia 7 de setembro, o Brasil fará uma grande manifestação pela liberdade do seu povo, além de outras pautas importantíssimas. Entretanto, não podemos deixar de reconhecer que a nossa luta vai muito além das nossas fronteiras. Ela diz respeito a algo que envolve a população mundial.

Em nossa história recente, nunca vimos no mundo o avanço tão agressivo e atuante do totalitarismo ideológico. No passado, as grandes ameaças à humanidade existiram pelo uso das armas. Ideologias como o comunismo e o nazismo fizeram uso da força militar para se impor, perseguindo, torturando, prendendo e assassinando milhões de pessoas.

No presente, o que vemos não é a força militar como ameaça, mas sim a força do totalitarismo ideológico, o qual não encontra barreiras físicas para se expandir, pois também está no mundo virtual, no ativismo judicial e nos grandes meios de comunicação.

Os ditadores modernos, portanto, não precisam mais empunhar espadas ou pistolas: eles podem usar uma simples caneta, um projeto de lei ou articulações corruptas entre os poderes e os grandes capitais para implementar medidas que visam cercear liberdades fundamentais, como o direito a livre comunicação e à liberdade de expressão.

Em países como Estados Unidos, França, Itália e Austrália, por exemplo, além do Brasil, protestos contra medidas restritivas ganharam força durante a pandemia. O tal “passaporte sanitário” tem servido como exemplo do quanto o controle estatal sobre as liberdades individuais cresceu assustadoramente, e não por questões de saúde.

Por tudo isso, não tenho dúvida de que a manifestação desse dia 7 de setembro de 2021, no Brasil, servirá também como uma lição para o mundo. Um recado de que nós, brasileiros, também não aceitaremos que algumas pessoas e grupos queiram nos controlar, dizer o que pensar e como agir. A nossa Independência é plena e não parcial.

A nossa Independência está delimitada pelas quatro linhas da Constituição Federal e não pela interpretação equivocada que alguns fazem dela. Direitos fundamentais como a liberdade de expressão, consciência, crença e comunicação são expressos de forma literal na Carta Magna, e não de forma subjetiva. Não há o que interpretar sobre o que é explícito.

Que amanhã, portanto, possamos dar um grande recado ao mundo. De forma pacífica e democrática, mostraremos que o totalitarismo ideológico não prosperará no Brasil e que direitos fundamentais são inegociáveis, pois somos livres não apenas territorialmente, mas também politicamente, conceitualmente e acima de tudo espiritualmente.