Senador esquerdista do Paraguai: “Tem que matar aqui ao menos 100 mil brasileiros”

Um vídeo que mostra um senador paraguaio defendendo a morte de 100 mil brasileiros que vivem no país provocou reação dos meios políticos locais. A grande mídia no Brasil tem feio o possível para esconder o viés esquerdista do partido do qual ele faz parte, o “Movimento Nacional das Cruzadas“.

Ele é o advogado Paraguayo Cubas Colomes, de 57 anos, também chamado de “Payo”. Na gravação, o político se dirige a um grupo de pessoas na beira de uma estrada na cidade de Minga Porá, ao lado de um caminhão carregado de madeira, perguntando a origem do produto. Ao saber que era de brasileiros, ele dispara:

“Bandidos brasileiros, bandidos! Invasores! Agora desflorestando o país. Tem que matar aqui ao menos 100 mil brasileiros bandidos”, disse ele.

Grande parte das propriedades criticadas pelo esquerdista é de brasileiros que migraram ao país vizinho há décadas, conhecidos como brasiguaios, segundo a Folha. Um segundo vídeo, filmado logo em seguida, causou polêmica ainda maior no país. Nele, o senador investe contra policiais que, segundo ele, estariam protegendo os brasileiros.

Um esquerdista identificado com o totalitarismo

O Centro Estratégico Latino-Americano de Geopolítica (CELAG), uma instituição dedicada à pesquisa, estudo e análise dos fenômenos políticos, econômicos e sociais da América Latina, possui uma publicação sobre Paraguayo Cubas Colomes onde descreve o seu movimento da seguinte maneira:

“[Payo] é um senador do Movimento Nacional das Cruzadas que defende o totalitarismo sem vergonha e diz que quer se tornar um ditador do Paraguai [1] . Desde que foi eleito em 2018 por 56.427 votos [2] para ocupar um banco no Senado, ele marcou a agenda política do país com suas formas violentas e estilo de confronto.”.

“Ele se define abertamente como um político ‘anti-sistema’. Ele acredita que a melhor maneira de realizar mudanças reais na sociedade é através do estabelecimento de uma ditadura, com mão dura que pune a corrupção com pena de morte. Adota, assim, um discurso populista punitivo que tenta capitalizar a fadiga coletiva pelos altos níveis de corrupção no país. E aborda, portanto, os setores que vêm se mobilizando nas ruas contra os corruptos”, acrescenta o CELAG.

Qualquer estudante meia-boca de história geral sabe que regimes totalitários e ditatoriais são essencialmente de esquerda. Apesar do esforço geral da grande mídia para esconder esse fato, a verdade é que o senador metido a ditador-mirim é só uma versão explicitamente mais arrogante do que a de um Gulherme Boulos da vida. Assista: