Pandemia: FMI prevê “as piores consequências econômicas desde a Grande Depressão”

O número global de mortes pela pandemia do novo coronavírus está chegando a 100.000 no mundo inteiro, mas além das consequências do vírus no âmbito da saúde, a economia global pode estar à beira do pior colapso desde o período da Grande Depressão.

Só no estado de Nova York, mais de 160.000 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19,segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins. A região tem mais casos de contaminação do que qualquer outro estado nos EUA e em todos os países do mundo.

No mundo, mais de 1,6 milhão de pessoas foram diagnosticadas desde que o vírus surgiu na China, em dezembro. Acredita-se que os números reais sejam muito maiores devido a escassez de testes. Muitos casos não foram relatados e existe a suspeita de que alguns governos estejam escondendo essas informações.

Em uma prévia do evento World Economic Outlook na próxima semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que o mundo deve estar preparado para as piores consequências econômicas desde a Grande Depressão, devido ao novo coronavírus.

“Hoje somos confrontados com uma crise como nenhuma outra. O Covid-19 interrompeu nossa ordem social e econômica na velocidade da luz e em uma escala que não temos recordação”, disse Kristalina Georgieva, diretora administrativa do FMI, em comunicado na quinta.

Há três meses, o FMI disse esperar que pelo menos 160 países veriam um crescimento positivo da renda per capita em 2020. Até quinta-feira, a organização agora prevê que mais de 170 países experimentarão um crescimento negativo da renda per capita este ano.

“A perspectiva sombria se aplica a economias avançadas e em desenvolvimento. Essa crise não conhece fronteiras. Todo mundo vai sentir”, disse Georgieva. “De fato, prevemos as piores consequências econômicas desde a Grande Depressão”.

Nos EUA, mais de 16 milhões de pessoas entraram com pedido de seguro-desemprego em apenas três semanas, segundo dados divulgados quinta-feira pelo Departamento do Trabalho dos EUA, indicando a quantidade gigantesca de desempregados durante a pandemia. Os números refletem um cenário que pode se estender aos demais países do planeta. Com: ABC News.