Ditadura da China quer silêncio dos deputados do Brasil sobre democracia em Taiwan

Olha só que curioso! A Embaixada da China no Brasil emitiu um documento solicitando aos parlamentares brasileiros, o que significa indiretamente ao próprio governo, o silêncio quanto à reeleição da presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, do partido pró-independência.

Tasi foi reeleita para o seu segundo mandato, o que parece um incômodo para a ditadura comunista da China, visto que Taiwan se declara contrária à ideologia apontada pelo “Livro Negro do Comunismo” como responsável pela morte de mais de 100 milhões de pessoas no sec. XX.

“Em carta, a embaixada da ditadura chinesa recomendou o silêncio dos parlamentares brasileiros em relação à posse da presidente de Taiwan. Uma afronta”, comentou o jornalista e deputado federal Paulo Eduardo Martins.

Ele acrescentou, dizendo que o documento “diz que não podemos nem felicitar a presidente”, mas o deputado também aproveitou para ironizar. “Portanto, mesmo com atraso, felicito a presidente Tsai Ing-wen pela posse.” 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro também comentou: “Felicito a reeleição democrática da Presidente de Taiwan, Sra. Tsai Ing-wen. Terra sensacional que pude visitar em 2018 com excelente educação e nível tecnológico. Além disso, Taiwan tem demonstrado eficiência no combate à pandemia.”

China Vs Taiwan

O conflito entre a China continental e a Ilha de Taiwan, que é reconhecida mundialmente como independente de Pequim em termos de regime político e administrativo, dura desde 1949.

Isso porque a China não reconhece a independência total de Taiwan, enquanto que a Ilha já se declarou independente e afirma não ser mais necessário ter a chancela do lado comunista. Recentemente, porém, Ma Xiaoguang, porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, disse que Pequim não aceitará a separação.

“Temos uma determinação inabalável, confiança total e todas as capacidades para defender a soberania nacional e a integridade territorial”, afirmou ele em comunicado, segundo o jornal português Observador. “Nunca toleraremos nenhuma ação separatista”, destacou o porta-voz.