Quem defendeu criança tocando homem nú não tem moral para falar de abuso infantil

Que tal deixarmos a hipocrisia de lado? Sim, é o que parece, se não toda, a maior parte da comoção gerada sobre o caso da menina de 10 anos vítima de abuso sexual desde os 06, e que por consequência foi levada a passar por outro trauma violento: o aborto!

Como repercutido horas atrás pelo Opinião Crítica, casos desse tipo não são novidades no país. No Brasil, cerca de 6 abortos são realizados por dia entre meninas de 10 e 14 anos, vítimas de estupro, segundo levantamento feito pela rede BBC.

Ocorre que o abuso sexual infantil não cai do céu. Além de ser fruto da perversão de pessoas de índole maldosa, cruel e em alguns casos doentia, ele também reflete um contexto que, se favorável, potencializa e muito a sua prática.

Contextos esse como a performance “teatral” ocorrida no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) em 2017, protagonizada por um sujeito chamado Wagner Schwartz, onde ele completamente pelado foi tocado por crianças. Sim! Meninas da mesma faixa etária da que foi abusada no Espírito Santo.

Na época, grupos conservadores e a grande maioria da população reagiu condenando a exposição de “arte”, apontando se tratar de incitação à pedofilia, mas o que outros fizeram? Como a grande mídia abordou o caso? O que entidades feministas fizeram? O que a esquerda fez?

O G1, por exemplo, do Grupo Globo, poetizou a questão, enfatizando o “premiado artista”:

“Em ‘La Bête’, o premiado artista Schwartz, que trabalha há quase 20 anos com coreografia, manipula uma réplica de plástico de uma das esculturas da série e se coloca nu, vulnerável e entregue à performance artística, convidando o público a fazer o mesmo com ele.”

Inspirador, não acham? A procuradora da República Ana Letícia Absy também não viu problemas na cena de crianças expostas a um marmanjo pelado, afinal, tudo em nome da “arte”, certo?

“Com efeito a mera nudez do adulto não configura pornografia eis que não detinha qualquer contexto erótico. A intenção do artista era reproduzir instalação artística com o uso de seu corpo, e o toque da criança não configurou qualquer tentativa de interação para fins libidinosos”, disse ela na época, segunda a Exame.

No mesmo sentido, figuras da esquerda política também defenderam a exposição. Todos, expondo uma visão absurdamente ignorante sobre a realidade da pedofilia, a qual não precisa das tradicionais cenas eróticas para se manifestar.

A simples exposição de crianças a um homem (ou mulher) adulto sem roupas, fora de uma circunstância natural (como uma mãe que toma banho com a própria filha, por exemplo), caracteriza por si só um contexto de estímulo à pedofilia.

Exposição Santander Queermuseu

Outra exposição também defendida pelos “progressistas”, os mesmos que hoje se dizem indignados com o abuso sexual sofrido pela menina de 10 anos, foi a do Santander Queermuseu, também em 2017.

O evento, com curadoria de Gaudêncio Fidelis, reuniu 270 trabalhos de 85 “artistas” que abordavam a temática LGBT, questões de gênero e de diversidade sexual. Entre essas obras, cena de orgia, pedofilia e relações entre humanos e animais, e tudo aberto ao público infantil, já que “ainda não existe classificação indicativa para exposições de arte”, segundo a Veja.

Só depois, após a repercussão, houve classificação para o público a partir de 14 anos, no Rio de Janeiro.

Exposição polêmica do Santander que expôs imagens eróticas para crianças
Exposição Santander Queermuseu, a qual expôs obras de cunho erótico para crianças. Reprodução: Google

A exposição do Santander Queermuseu, apesar de inicialmente aberta para o público infantil, também foi defendida, não apenas por setores do judiciário, como por grande parte da mídia e figuras ligadas à esquerda política. Tudo, claro, em nome da “arte”.

“Desde logo, afasto, dessas imagens por si, o aspecto de pedofilia, eis que não contém criança ou adolescente na cena captada ou produzida. Ressalto que não se depreende das imagens, por si, a instigação à prática de ato sexual com o objetivo de satisfazer a lascívia de outrem, elementos fundamentais dos tipos penais do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), antes invocados. Em razão disso, ao menos neste momento, não vislumbro a necessidade de procedimento investigatório criminal”, afirmou o promotor Júlio Almeida na ocasião, segundo a Veja.

Por fim, o que temos com base nesse resumo de informações é uma demonstração do quanto a formação de uma cultura permissivista para com a erotização infantil resulta, sim, em um contexto favorável para a pedofilia.

Uma imagem por si só, cena ou exposição de nudez, podem não ser suficientes para caracterizar a pedofilia, mas eles alimentam o imaginário do pedófilo. E vamos além! Tais produções podem ser frutos da própria imaginação pedofílica já refletida na produção “artística”.

Portanto, quem hoje fala contra o abuso sexual infantil e demonstra indignação sobre o caso da menina de 10 anos violentada, mas defendeu tais exposições em 2017, não possui moral alguma para falar em nome da proteção infantil. Se você é/foi uma dessas pessoas, tu és um(a) hipócrita!

Criança deve ser preservada de qualquer ambiente, cultura e contexto que seja permissivo para com a sexualização precoce. A sexualidade da criança é descoberta por ela mesma, naturalmente, em seu devido tempo. Qualquer intervenção adulta neste sentido constitui uma violação de consciência e, por vezes, física, resultando no abuso. Assista: