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Mesmo vacinadas, pessoas podem transmitir o Covid-19 e devem usar máscaras, diz OMS

Mesmo vacinadas, pessoas podem transmitir o Covid-19 e devem usar máscaras, diz OMS

Reprodução: Google

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, afirmou nesta sexta-feira (12) em entrevista coletiva que algumas pessoas vacinadas contra a covid-19 ainda podem contrair o vírus e, mesmo que não adoeçam, correm o risco de infectar outras.

“Se você tiver a vacina e contrair a doença, a carga viral é muito menor, portanto as chances de infectar outras pessoas também podem ser menores”, afirmou Soumya, que completou:

“Até sabermos mais, é importante que todos, mesmo que estejam vacinados, continue mantendo medidas de segurança: uso de máscaras, lavagem frequente das mãos e manter um distanciamento seguro.”

A maioria dos ensaios clínicos mostrou que as vacinas protegem contra o desenvolvimento de formas graves da doença, mas não é certo que elas previnam completamente a infecção. “Nossa compreensão disso está evoluindo à medida que os diferentes estudos surgem.”

Também estão em andamento estudos sobre imunidade após a infecção pelo vírus. A OMS recebeu relatos de pessoas sendo contagiadas pela segunda vez com uma das novas variantes.

O que é certo, segundo Soumya, é que após contair a covid-19, o paciente desenvolve anticorpos que duram ao menos seis meses. Além disso, é criada uma resistência celular contra células potencialmente afetadas, que, embora mais difícil de medir, pode durar anos. Com: R7

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A primeira coisa que podemos concluir diante da vacinação contra o Covid-19 é que o uso do termo “imunização”, “imunizante” ou “imunizado” está absolutamente equivocado. Afinal, quem é imune a algo não pode ser contaminado por esse mesmo algo.

Estar “imunizado” é o mesmo que estar “protegido”, não podendo ser afetado pelo que se protege. No caso das vacinas em questão, portanto, nenhuma até então garante 100% de imunidade, permanecendo o risco não só de contaminação, como de transmissão, confirme explicou Swaminathan.

Sendo assim, não seria mais correto afirmar que a vacinação é, na verdade, uma espécie de tratamento preventivo, ainda assim não 100% eficaz? Fica a dúvida. Leia também:

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