Augusto Nunes cala jornalistas: “Não existe crime de pensamento numa democracia”

O experiente jornalista Augusto Nunes, um dos principais âncoras da TV brasileira, teve um trecho de fala viralizado nas redes sociais, após aparecer literalmente “calando” jornalistas e comentaristas durante o programa Direto ao Ponto, da rede Jovem Pan, ao defender a liberdade de expressão da população.

Na ocasião, o entrevistado da vez foi o também jornalista Alexandre Garcia, que falou sobre a sua recente demissão da emissora CNN Brasil, justamente por expressar opiniões contrárias aos críticos do chamado “tratamento precoce”.

“Eu achei irônico, desafiador um programa com o nome ‘Liberdade de Opinião’ que não aceita a liberdade de opinião. Eu falei porque vejo resultados desse tratamento todos os dias”, explicou Garcia, apontando em seguida possíveis interesses comerciais por parte da indústria farmacêutica.

“Eu chego a pensar que essa censura é lobby de grandes laboratórios, um para vender vacina e outro para vender antivirais, porque as coisas são tão óbvias, é tão barato. É tão fácil de usar e de ver resultados que não entendo”, completou.

Foi nesse contexto que, em dada ocasião, Augusto Nunes rebateu a fala de uma participante da sabatina, após ela transmitir a ideia de que algumas críticas devem ser reprimidas e punidas. Há, de fato, dispositivo no Código Penal Brasileiro para a repressão de calúnias, ofensas e ameaças, e pareceu ser essa a intenção da comentarista ao tentar exemplificar sua ideia.

Contudo, Augusto Nunes buscou demonstrar que no Brasil atual que pessoas estão sendo censuradas e punidas antes mesmo de qualquer queixa formal, julgamento ou condenação, o que na prática configura censura prévia, especialmente quando há uma confusão entre crítica e a prática de crime.

Após este episódio, o jornalista fez uma postagem em sua rede social explicando melhor a sua posição: “Não existe crime de pensamento numa democracia. Essa é uma verdade eterna. Só ditaduras tratam como criminoso quem apenas exerce o direito à liberdade de opinião”, afirmou. Assista o momento, abaixo: