O uso do termo “fake news” nunca foi tão aplicado como nos últimos dois anos, e isso na esfera política principalmente. Porém, na maioria das vezes se trata de uma referência que tem como objetivo atacar o contraditório e não apontar notícias falsas, de fato.

Para o jornalista e escritor Guilherme Fuiza, por exemplo, a oposição ao governo atual utiliza o termo fake news como tentativa de cerceamento da opinião pública, a exemplo do que ficou em evidência nas últimas horas, após a polêmica decisão do Ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“A ação ditatorial do STF contra a liberdade de expressão foi apoiada por Rodrigo Maia e David Alcolumbre – que vai botar o Senado na caçada. O que eles chamam de fake news é a opinião pública livre apoiando a agenda reformista do país. Os democratas de auditório exigem a censura”, escreveu Fuiza em seu Twitter.

Fiuza fez referência a um projeto de Lei que deverá ser votado no Senado na próxima semana, anunciado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre:

“Para combater essa avalanche de fake news, que agride cada cidadão brasileiro, todos os dias,o @SenadoFederal deve votar,na próxima terça-feira (2), o projeto (PL 2630/2020,de autoria do @Sen_Alessandro ) que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência”, escreveu o senador em sua rede social.

O projeto, no entanto, já está sendo criticado, pois é visto como mais uma tentativa de mordaça do contraditório. O próprio Alcolumbre, por sinal, manifestou apoio indireto à decisão de Moraes, endossando a narrativa sobre “fake news”.

“As notícias falsas não minam apenas as instituições, os políticos ou as celebridades. Elas contaminam a sociedade como um todo, ofendem qualquer cidadão, distorcem qualquer fato e comprometem a liberdade de expressão, que é o princípio básico  da democracia”, destacou o senador.