Ministro critica Moro: “Abandonou o país. E volta agora para querer ser candidato?”

O ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, Fábio Faria, resolveu se posicionar sobre a chegada de Sérgio Moro ao Brasil, onde participará de uma cerimônia de filiação ao Podemos, no próximo dia 10. Para o parlamentar, o ex-juiz abandonou o próprio povo ao deixar o país durante a pandemia do novo coronavírus.

“Onde ele [Moro] estava nesse último ano, quando estávamos com pandemia, as pessoas morrendo? Ele foi para os Estados Unidos. Foi embora, abandonou o país. E volta agora para querer ser candidato?”, questionou o chefe das Comunicações.

Moro deixou o Brasil em 2020, após renunciar o seu cargo de ministro do governo em 24 de abril daquele ano. O ex-juiz da Lava Jato viajou, supostamente a trabalho, onde permaneceu até retornar para a sua filiação partidária. Os rumores é de que sairá candidato à presidência da República.

Para Farias, no entanto, a postura de Moro diante do presidente em 2020 custou um preço, de modo que muitos que apoiaram Bolsonaro não votarão nele, e muito menos os da esquerda.  “Vai ter o voto de pessoas que eram bolsonaristas e já não são mais, poderiam estar votando em outro nome da terceira via e vão optar por ele”, afirmou.

“Não vejo ele captando gente de dentro do governo, da base, do grupo do presidente Bolsonaro”, destacou o ministro, frisando ainda que para ele Moro não teria “capacidade para ser presidente da República”, politicamente falando.

A crítica de Fábio Faria a Sérgio Moro reflete a opinião de muitos apoiadores do governo, incluindo defensores da Lava Jato, os quais agora se encontram divididos entre o apoio ao presidente atual e a possibilidade futura do ex-juiz.

A avaliação é de que, enquanto juiz, Moro atuou de forma exemplar e fez muito pelo Brasil, mas que ao decidir entrar na política, passou a revelar interesses pessoais que agora estariam sendo revelados, de modo que os seus argumentos para renunciar ao cargo em 2020 teriam sido apenas uma desculpa para se lançar como oposição ao atual presidente.