O presidente Jair Bolsonaro rebateu críticas ao modo como vem gerindo a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Ele explicou que o Estado não pode “fazer tudo” pela população, uma vez que possui limitações e que a própria sociedade também tem a responsabilidade de cuidar uns dos outros.

“A preocupação tem que existir? Tem. Mas a primeira pessoa a se preocupar com grupo de risco é você, que tem um pai, um avô ou um bisavô dentro de casa. Essa é a preocupação. Não é esperar que o governo faça alguma coisa”, afirmou o presidente, ironizando em seguida os países onde regimes autoritários não permitem críticas ao governo.

“O governo está fazendo muita coisa, mas não pode fazer tudo que alguns acham que o estado pode fazer. Governo onde o estado faz tudo é só nas ditaduras. Tá uma maravilha na Venezuela, em Cuba, na Coreia do Norte. Lá ninguém reclama de nada”, completou.

Bolsonaro também rebateu críticas por ter classificado o coronavírus como uma “gripezinha”, enfatizando que a doença possui uma taxa baixa de mortalidade e que, assim como uma “chuva”, a pandemia deverá passar.

“Todos nós estamos preocupados com a vida, sem problema nenhum. Queremos que não haja morte nenhum no Brasil por causa desse vírus, mas ele é igual uma chuva. Fechou o tempo e você vai se molhar. E vamos tocar o barco”, afirmou o presidente em sua live no Facebook na última quinta-feira, 26.

“Não vou minimizar a gripe, mas se bem que dizem os infectologista que, para 90% da população, essa gripe não é quase nada. Não vou falar gripezinha se não vão me criticar (…) A gente vê os estudos e quem tem menos de 40 anos, a chance de óbito é quase zero”, concluiu.