Censura? Twitter apaga publicação de Bolsonaro cumprimentando pessoas em Brasília

Duas publicações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro na noite deste domingo (29) foram excluídas pelo Twitter. A rede social alegou violação da sua política e no lugar das postagens colocou a seguinte mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

Nas publicações de Bolsonaro no Twitter, ele aparece cumprimentando populares nas cidades de Taguatinga e Sobradinho, em Brasília. Por causa disso, a rede social deu a entender que a exclusão das postagens seria por causa da preocupação com a pandemia do novo coronavírus.

“O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19”, disse o Twitter para o G1.

Em um post citado pela empresa, onde aparece uma lista de regras da sua política, constam exemplos de conteúdos que supostamente colocariam em risco a saúde pública em relação ao coronavírus. Como o presidente Bolsonaro publicou um post onde ele aparece em contato direto com a população, o conteúdo foi considerado nocivo.

Chama atenção, no entanto, o fato de que o Twitter não excluiu outros posts do passeio do presidente Bolsonaro em Brasília, assim como declarações que já deu, defendendo a necessidade de reabertura do comércio no país. Ou seja, quais critérios foram usados pela empresa para “selecionar” apenas duas publicações?

Aparentemente, se a justificativa do Twitter sobre a exclusão das postagens é o incentivo de Bolsonaro para que a população retorne ao trabalho, milhões de outras mensagens que são publicadas a todo instante, pela própria população e outras figuras públicas, também deveriam ser excluídas, ou não? 

Dessa forma, o que fica implícito no ato de exclusão das postagens do presidente é que se tratou, na verdade, de um ato de censura e não de cumprimento das políticas internas da empresa. Fica a dúvida.