PT comemora suposta “vitória da resistência palestina” contra Israel em cessar-fogo

O conflito entre Israel e o grupo terrorista islâmico Hamas terá um cessar-fogo nesta sexta-feira (21), e quem tratou de se manifestar de forma favorável aos radicais palestinos foi o Partido dos Trabalhadores (PT), que usou o seu perfil oficial em uma rede social para comemorar a suposta “vitória” palestina.

“Vitória da resistência palestina!”, diz o partido, afirmando ainda que todos os mortos no confronto entre Israel e Hamas teriam sido vítimas de injustiça. “Após mais de 240 mortes injustas em dez dias de conflito, acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor”, diz a legenda.

Mas, a quê o PT se refere quando comemora a suposta vitória palestina? Não pode ser outra coisa, senão ao grupo terrorista Hamas, visto que ele é quem controla desde 2007 a Faixa de Gaza e foi o principal ator nos atuais ataques a Israel, tendo lançado milhares de mísseis nas regiões urbanas da nação judaica. Não por acaso ele foi citado na publicação.

É preciso destacar que uma coisa são os palestinos e outra são os terroristas do Hamas. Todavia, o apoio da esquerda aos palestinos não parece fazer qualquer diferença entre ambos, uma vez que partidos como o PT enxergam Israel como um país “opressor”, e não como uma nação que há séculos luta para sobreviver em meios aos ataques árabes.

Qualquer especialista em conflitos do Oriente Médio, intelectualmente honesto, reconhece que o Hamas não quer ter paz com Israel, mas sim destruí-lo por completo. Não estamos falando, aqui, de diplomacia por disputa territorial, meramente, mas de divergências históricas de cunho religioso-extremista, a mesma que já motivou e ainda motiva diversos ataques terroristas em outros países do mundo.

Por exemplo: em 2011, pasmem, aqui no Brasil, durante uma palestra para universitários, o embaixador palestino Ibrahim Alzeben fez a seguinte declaração: “Esse Israel tem de desaparecer. E não é o embaixador do Irã nem o presidente [Mahmoud] Ahmadinejad quem está falando”.

O que você entende por “desaparecer”? A linguagem é clara e nada tem a ver com diplomacia ou desejo de paz, mas de destruição, intolerância e ódio.

PT comemora suposta vitória palestina contra Israel
PT comemora suposta vitória palestina contra Israel. Reprodução: Twitter

O alinhamento histórico do PT aos palestinos, portanto, significa o apoio implícito aos radicais de grupos como o Hamas. Não foi por acaso que durante o governo Lula a Câmara dos Deputados aprovou o envio de R$ 25 milhões para à Autoridade Nacional Palestina (ANP) em 2009, para a reconstrução da Faixa de Gaza.

O dinheiro não foi destinado especificamente para o grupo terrorista, mas sim ao governo provisório palestino, a ANP. Todavia, uma vez que o Hamas já havia assumido o controle da Faixa de Gaza em 2007, não há como negar que os recursos serviram, também, para o fortalecimento dos radicais, ainda que por tabela.

Por fim, é falsa a informação de que houve alguma “vitória da resistência palestina” nos atuais conflitos. Às Forças de Defesa de Israel mataram vários líderes do Hamas e inúmeros membros do grupo, além de ter feito a destruição de bases logísticas, armamentos e de comunicação.

Foram 232 mortos do lado palestino. De acordo com as Forças Armadas de Israel, mais de 120 dos mortos eram membros do Hamas e mais de 25 eram membros da Jihad Islâmica.  Já do lado de Israel, apenas 12 pessoas morreram, incluindo um menino de 5 anos e uma menina de 16, segundo o The Times of Israel.

O sucesso da defesa israelense é grandioso, visto que mais de 90% dos mais de 4.000 mísseis lançados pelo Hamas contra o seu território foram interceptados e abatidos pelo sistema de antimísseis conhecido como Cúpula de Ferro, considerado o melhor do mundo nesse tipo de contexto.

No histórico do conflito entre Israel e Hamas, o cessar-fogo sempre surgiu quando o grupo terrorista havia sido enfraquecido drasticamente pela confraofensiva de Israel, nunca o contrário! Na prática, portanto, quem sempre foi e continua derrotado é o Hamas, que precisa apelar por um cessar-fogo para continuar existindo, ainda que despedaçado.