Morreu na noite da última quarta-feira (21) o senador da República Arolde de Oliveira, fundador da MK Comunicações, uma das maiores e mais antigas empresas de mídia gospel do Brasil, responsável pela MK Music e também pelo site de notícias Pleno News, além da rádio 93 FM.

O senador morreu aos 83 anos de idade, portanto, em idade avançada, período da vida onde complicações de saúde geralmente fazem parte da velhice. Ao contrair o novo coronavírus, Arolde não resistiu à doença e teve falência múltiplas dos órgãos, segundo nota divulgada pela família:

“Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos.” (Salmos 116:15) Comunicamos que nesta noite (dia 21 de outubro) o Senhor Jesus recolheu para si nosso amado irmão, Senador Arolde de Oliveira. Falecido vítima de Covid e como consequência a falência múltipla dos órgãos”, diz o texto, segundo o Senado.

É de chamar atenção, infelizmente, a forma como grande parte da mídia tem retratado a morte do senador, onde fica evidente a utilização do falecimento do político como ferramenta de ataque ao governo Bolsonaro.

Isso porque Arolde foi um crítico do isolamento radical e defensor da hidroxicloquina para o tratamento do coronavírus. Com isso, mídias como o UOL, por exemplo, divulgaram manchetes como “Senador morto por covid-19 questionou ‘vírus chinês’ e criticou isolamento”.

O “senador que morreu ontem por causa de complicações causadas por covid-19, costumava questionar a gravidade do novo coronavírus. Aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele defendia o uso da cloroquina e criticava a prática do isolamento social”, diz o corpo da matéria.

Na Istoé, a manchete foi: “Defensor da cloroquina e contra isolamento social, senador Arolde de Oliveira morre de Covid-19”. Esses dois exemplos bastam, visto que a grande imprensa parece atuar de forma coordenada, replicando manchetes parecidas (para não dizer iguais).

Desonestidade e falta de respeito

O que há por trás dessas manchetes de exploração da morte é o desejo implícito de dizer “bem feito”, o que não é dito abertamente, mas de forma implícita. Em nome de um sentimento de vingança contra o governo, os militantes (jornalistas?) usam a morte de um idoso de 83 anos para atacar indiretamente o presidente da República.

Para isso, não apenas faltam com o respeito para com a família do senador Arolde de Oliveira, como também agem desonestamente, uma vez que defender o uso da cloroquina de forma alguma significa dizer que o medicamento cura o coronavírus em todas às circunstâncias.

Da mesma forma, criticar o isolamento radical também não constitui negar a existência da pandemia ou a possível contaminação de quem quer que seja, inclusive de si mesmo.

Arolde de Oliveira, como milhões de outros brasileiros, foi um crítico do radicalismo pandêmico, do terrorismo psicológico promovido pelas mídias e da politização contra um medicamento amplamente utilizado de forma precoce contra a doença, a cloroquina.

Buscar associar a morte do senador aos 83 anos como resultado direto das suas opiniões sobre a pandemia, portanto, é pura desonestidade, maucaratismo e agressão à família do político, assim como à sua história de vida.