Bastou o nome de alguns dos mais renomados médicos e cientistas do país sair em defesa da hidroxicloroquina para o tratamento do Covid-19, para a grande mídia se manifestar de forma contrária à substância. Mas o que estaria por trás disso, afinal?

Sem dúvida não é a preocupação com a vida da população, já que matérias em uníssono que buscam colocar em dúvida o uso da cloroquina não parecem atender o critério da imparcialidade jornalística. Elas parecem, sim, fazer parte de uma militância que tem por objetivo minar o sucesso do governo atual na luta contra a pandemia.

Desde a última segunda-feira (06) o Brasil vem registrando o aumento de relatos de pessoas curadas da Covid-19 após fazerem uso da cloroquina. Entre elas estão o Dr. Roberto Kalil, um dos mais renomados médicos do mundo, e também o infectologista David Uip, que embora não tenha confessado o uso, deixou entender claramente que assim o fez.

A médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi, outro nome de peso na área médica nacional, também defende o uso do medicamento, assim como o médico infectologista Anthony Wong, que é diretor do Instituto Brasileiro de Estudos Toxicológicos e Farmacológicos. 

Além desses nomes de renome nacional e internacional, mais de 30 cientistas assinaram uma carta na quarta-feira (08), dirigida ao ministro Henrique Mandetta, apontando o número muito superior de vantagens da cloroquina para o tratamento da Covid-19, condenando a ideia de que é necessário aguardar estudos mais aprofundados em um momento de emergência pandêmica.

Guerra contra a cloroquina

Um dia após uma coletiva de imprensa do governador João Doria, de São Paulo, onde ele e David Uip deram claros indícios de que já estão dando o braço a torcer em favor da cloroquina, a grande mídia tratou de tentar colocar em dúvida o uso do medicamento.

O portal O Antagonista, em mais uma das suas “matérias” de duas linhas, publicou a manchete: “Ninguém sabe se funciona”, ignorando o amplo número de relatos sobre os benefícios do medicamento dentro e fora do Brasil.

A Folha de S. Paulo, por sua vez, publicou: “Médico de Kalil diz que não tem como dizer se foi cloroquina que o curou de coronavírus”.

A ênfase dessas matérias – replicadas largamente por seus pares – está no fato de que se a cloroquina é usada em conjunto com outros medicamentos, logo, não é possível dizer se ela funciona ou não. Uma tremenda canalhice! Fazem parecer que para constatar a eficácia da cloroquina a mesma deveria ser ingerida isoladamente.

Ora, numa condição de saúde, evidentemente vários medicamentos podem ser administrados ao mesmo tempo, visto que sintomas diferentes exigem, muitas vezes, posologias diferentes.

O que esses jornais-ativistas não informam é que qualquer médico sensato e intelectualmente honesto saberá reconhecer o que, de fato, influenciou a recuperação do seu doente, tendo como base o antes e depois das substâncias ingeridas, suas taxas no organismo e efeitos esperados.

Ataque indireto a Bolsonaro

Aparentemente, o verdadeiro motivo da oposição midiática contra o uso da cloroquina está em querer desacreditar o presidente da República, Jair Bolsonaro, que desde o início da pandemia do Covid-19 no Brasil já vinha apontando o medicamento como uma possibilidade de tratamento.

Nos Estados Unidos não está sendo diferente. O presidente Donald Trump, que também defende a cloroquina, está sendo atacado pela imprensa por suas posições.

“Antes que o presidente dissesse qualquer coisa a respeito, havia uma cobertura justa e equilibrada dessa droga muito promissora e o fato de ter um histórico tão longo, e assim que o [presidente Trump] disse algo positivo sobre ela, a mídia entrou em jihad para desacreditar este medicamento”, disse o procurador-geral dos EUA, William Barr para a Fox News. 

A grande pergunta é: qual é o interesse por trás disso? Criar o caos no país para desestabilizar o governo, obtendo assim a chance de derrubá-lo? Ter motivos para acusar o presidente de fracasso e morte de inocentes nas próximas eleições? É o que parece.