É imoral Pacheco continuar presidente do Senado se for pré-candidato à Presidência

Na semana passada o presidente do Senado Federal foi anunciado como pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante a sua cerimônia de filiação à legenda. Essas foram as palavras do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab: “Ele só não será candidato a presidente da República se não quiser”.

É isso mesmo o que você leu! Rodrigo Pacheco é anunciado como pré-candidato à presidência da República, estando ele hoje no cargo de presidente do Congresso Nacional. O que isso nos diz, na prática? O homem que recebeu o apoio do presidente Jair Bolsonaro no começo do ano, para ser eleito o líder do Senado, agora se volta contra o governo?

Sim, ao que parece, todas as ações de Pacheco foram orquestradas no Senado, a fim de prejudicar a gestão de Bolsonaro. Se trata de uma atitude digna dos piores e maquiavélicos estrategistas da suja e imoral velha política Brasileira, onde algumas figuras são capazes de praticamente tudo para se autopromover, o que é absolutamente imoral.

O jurista Fabricio Rebelo comentou o assunto fazendo uma observação que concordo, por isso faço questão de citar. Ele disse: “A formalização de pré-candidatura de um senador à Pres. da República o torna moralmente impedido de permanecer no exercício da Pres. do Senado, pois cria sobre todas as suas ações a dúvida de serem atos deliberados para prejudicar seu futuro adversário na tentativa de reeleição.”

É exatamente isso, Dr. Rebelo. Porém, sabe de uma coisa? Aposto minhas fichas que Rodrigo Pacheco NÃO TERÁ PEITO, coragem para realmente se lançar candidato à presidência da República. Isso, porque, políticos como ele usam essa estratégia de colocar seu nome como uma possiblidade ao Planalto para valorizar seu passe. No final, acabam negociando apoio a outros candidatos. É o que fazem os piores políticos do Brasil.

É uma forma suja de manipular a opinião pública para o seu próprio bem, em favor da sua imagem política. Eles se lançam e depois vão “extorquir” os candidatos oferecendo apoio em trocas de vantagens. Essa política indigesta, suja e indigna tem que acabar. Felizmente, Pacheco e outros como ele não enganam a todos, e eu estou entre esses, por isso faço essa crítica.

O Brasil que queremos não deve ter mais espaço para esse tipo de política de negociatas rasteiras. O povo cansou da baixaria que ocorre nos bastidores de Brasília. Queremos líderes que prezam pela moralidade, princípios e valores antes de qualquer decisão, tendo como fim último o bem do país e não os próprios umbigos.