Direita irracional que só atrapalha já começou a demonizar Janaína Paschoal

Se a intenção da direita é vencer a disputa presidencial em 2022, assim como para a Câmara e o Senado, a postura de alguns que se julgam super “bolsonaristas” precisa ser revista imediatamente. Caso contrário, a derrota poderá acontecer e não será por culpa do presidente, e sim pela ação irracional desses apoiadores.

Exemplo disso é o fato de alguns, incluindo figuras ilustres que integram o próprio governo, já estarem demonizando a deputada Janaína Paschoal por causa de uma simples colocação, onde ela disse que poderá apoiar Sérgio Moro em um eventual segundo turno contra Lula! Isso mesmo, Lula!

A deputada apenas levantou uma hipótese, onde não tratou de Moro e Bolsonaro, mas sim de Moro contra Lula. De quem esperavam que ela se posicionasse a favor? De Lula? Por mais hipotético que seja o cenário, e você não considere a ausência de Bolsonaro no 2° turno, essa possibilidade não pode ser encarada como loucura.

Tudo o que Janaína quis dizer, na prática, foi que a esquerda comandada pelo PT não pode retornar ao poder sob nenhuma hipótese, motivo pelo qual não há chance de votar em Lula, independentemente de quem seja o seu adversário, se Moro ou Bolsonaro.

O fato mais importante aqui, é que Janaína não falou sobre qual será a sua posição no tocante ao primeiro turno, nem numa eventual disputa entre Bolsonaro e Moro no segundo turno, algo que demonstra a sua consideração em relação ao apoio a qualquer um dos candidatos, mas ainda sem definição.

“Quero esperar mais eles exporem suas ideias, indicarem quem serão seus vices, que isso para mim é muito importante”, afirmou Janaína sobre os dois, mostrando que a sua decisão ainda será tomada. Todavia, pelo desenrolar dos fatos, o distanciamento da deputada em relação a Moro parece cada vez maior.

Nesta quinta-feira (23), por exemplo, Janaína criticou uma postagem feita por Moro sobre a vacinação de crianças. O ex-ministro pediu urgência na questão, e a deputada rebateu, indicando que o argumento da não obrigatoriedade não funciona na prática.

“Ministro, a questão é: Permitirão que os pais decidam? Os pais dos adolescentes não estão podendo decidir! Os adultos sequer podem decidir sobre si próprios. O sr considera constitucional demitir uma pessoa com justa causa, por não querer se vacinar?”, rebateu Janaína em resposta a Moro.

Ao longo da pandeia, Janaína também vem demonstrando concordar com o presidente Jair Bolsonaro em diversos pontos, como na defesa da abertura dos comércios; a liberdade de escolha sobre a vacinação; a não obrigatoriedade do passaporte sanitário e os questionamentos sobre a imunização infantil.

Além disso, pesará na decisão de Janaína sobre quem apoiar em 2022, se Bolsonaro ou Moro, as pautas morais, algo que depõe bastante contra o ex-ministro da Justiça.

Isso porque, a deputada defende posicionamentos conservadores. Ela é contra o aborto e à ideologia de gênero, por exemplo, assim como é contra a descriminalização das drogas e a favor do direito ao uso de armas para defesa pessoal.

Moro, por outro lado, vem dando sinais de que é um desarmamentista, favorável ao aborto e ao ativismo LGBT, entre outras pautas progressistas. A única coisa favorável à imagem do ex-ministro é a pauta anticorrupção, fruto da sua atuação enquanto juiz da operação Lava Jato, e só!

Bolsonaro, por sua vez, possui uma agenda muito mais ampla que envolve não apenas o combate à corrupção, como também as pautas conservadoras defendidas pela maioria da população, especialmente os cristãos, entre os quais se encontra a Janaína Paschoal, uma católica praticante.

Por tudo isso, qualquer crítica nesse momento contra a deputada é irracional e precipitada, pois desgasta a imagem de uma pessoa com um nome de peso, extremamente forte no maior reduto eleitoral do país, que é São Paulo, e que dentro de alguns meses poderá manifestar apoio ao presidente Jair Bolsonaro.