Delírio ou canalhice? O pior negacionismo para um político é o do povo nas ruas

Não há o que discutir! Por mais que a oposição e a velha imprensa façam malabarismos retóricos para tentar minimizar a grandiosidade das manifestações do dia 7 de setembro passado, os fatos registrados pelas câmeras e os olhos do Brasil e do mundo jamais serão alterados ou esquecidos.

Apenas em Brasília, segundo informou o portal Metrópoles a partir de uma nova atualização da Polícia Militar, o público estimado no local foi de 400 mil pessoas, e não os 105 mil que havia sido divulgado anteriormente, inclusive pelo próprio portal que, diga-se de passagem, possui claro viés oposicionista.

Se levarmos em consideração as estimativas – honestas – dos atos em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Salvador, Alagoas, Fortaleza e em tantas outras cidades do país somadas em número de pessoas, podemos concluir sem qualquer dúvida que a manifestação de apoio ao governo foi um grande sucesso e ficará para a história.

Apesar disso, ainda ao longo dia dia 7 e principalmente na parte da noite, políticos de oposição e a desvirtuada imprensa “profissional” já começaram a falar de “fiasco”. Joice Hasselmann e Renan Calheiros foram alguns deles. Do lado midiático, alguns analistas concluíram que Bolsonaro estaria “isolado” ou “desesperado” ao visualizar uma suposta derrota em 2022.

Mas, diante do mundo real, o que essas pessoas e veículos têm em comum é nada mais do que o negacionismo do povo. Por quais motivações? As possibilidades são muitas. Talvez por mero ódio ao presidente? Ódio aos valores que ele representa? Ódio pela falta de abertura para a corrupção, repasses de verbas, acordos espúrios ou a sanha por uma perpetuação de poder travestida em revezamento partidário?

O fato é que, para a vida de um político, não há nada pior do que se tornar um negacionista do povo nas ruas. Quem está agora articulando pelo impeachment de Bolsonaro está também, ao mesmo tempo, apontando uma arma contra a própria carreira política, pois deixa claro que não enxerga, não se importa e, portanto, despreza a mensagem que vem da população.

População essa que também é Brasil e, portanto, também tem pai, mãe, filhos e filhas, irmãs e irmãos que concordam ou não com as posições do atual presidente. Ou seja, que querendo ou não também influencia e envolve outros segmentos políticos, como a própria oposição, quer direta ou indiretamente, já que todos vivem no mesmo país.

Entretanto, o ódio cega e invalida até o juízo, infelizmente. Mas há muitos também que não parecem ignorar a realidade pelo ódio, mas por interesses corruptos, os quais vingaram no Brasil durante décadas e sem qualquer ameaça real aos seus protagonistas.

Interesses esses que, também pela grande herança da operação Lava Jato, nos últimos anos vêm minguando e expondo, ao mesmo tempo, quem é quem por trás dos bastidores de Brasília. É daí, deste cenário, de onde vem a cegueira, e junto com ela o negacionismo do povo. Melhor que fossem apenas delírios.