De aliado a “traidor”? Petistas e Renan atuam para Pacheco ser vice de Lula em 2022

A postura do senador Rodrigo Pacheco já não tem agradado aliados do governo, e uma notícia veiculada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (22) parece trazer a explicação. Segundo a mídia, Renan Calheiros e senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) estariam articulando para que o presidente do Senado seja o vice de Lula na campanha de 2022.

Segundo o jornal, Pacheco e Calheiros já chegaram a conversar sobre essa possibilidade este mês. Senadores do PT que mantêm boa relação com Pacheco também o sondaram sobre a disposição de assumir o posto de vice do ex-presidente.

Pacheco teve o apoio do presidente Jair Bolsonaro para se tornar o novo presidente do Senado no começo desse ano, substituindo Davi Alcolumbre. A posição é crucial para faze com que pautas de interesse do governo tenham andamento no Congresso, como a indicação de ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Aliados do governo, por exemplo, têm apontado a aparente omissão e silêncio de Pacheco em relação à postura de Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, responsável por pautar a sabatina de André Mendonça, já como um claro sinal de oposição ao chefe do Executivo.

Isso porque Alcolumbre está se recusando a marcar a sabatina de Mendonça, indicado por Bolsonaro para o STF, já faz três meses, algo completamente inédito no Brasil, e Pacheco estaria inerte diante da situação, uma vez que, como presidente do Senado, poderia se pronunciar a respeito, cobrando o colega senador.

Se confirmada as tratativas para Pacheco se tornar vice de Lula em 2022, a atitude do senador poderá ser considerada uma espécie de traição em relação ao presidente Bolsonaro. Por outro lado, estará ao mesmo tempo dando um passo extremamente comprometedor perante o eleitorado, uma vez que estará se aliando a uma figura acusada de chefiar o maior esquema de corrupção do planeta.