Conservadores não negociam valores, por isso somos tão odiados

O conservadorismo tem as suas características, mas sem dúvida a principal delas é a defesa dos seus valores. No mundo atual, essa qualidade é algo extremamente desafiador, visto que vai de encontro às políticas desconstrutivistas que surgiram e avançam no mundo inteiro, em praticamente todos os países.

Quando me refiro ao mundo atual, falo do globalismo (não confundir com globalização), algo que décadas atrás não existia com a força de hoje porque não havia, naquela época, os atuais meios de comunicação. Meios esses que, agora, possibilitaram que a cultura de desconstrução do conservadorismo avançasse rapidamente.

Como nós, conservadores, lutamos justamente para defender os valores que acreditamos, sendo muitos deles contrários à agenda cultural do globalismo, consequentemente nos tornamos alvos do ódio de quem deseja impor sobre a sociedade uma visão de mundo onde a herança da cultura judaico-cristã é eliminada.

Nós somos, portanto, os alvos que precisam ser eliminados para que o globalismo continue avançando com seus tentáculos, moldando o pensamento e o comportamento das populações. Porém, quem realmente é conservador não negocia valores, e é aqui onde travamos inúmeras batalhas, porque infelizmente no mundo político esse tipo de “negócio” é muito presente.

Na política, especialmente de 2016 para cá, quando a “onda conservadora” começou a surgir e ganhou força, elegendo o presidente Jair Bolsonaro em 2018, muitos falsos conservadores também apareceram. São os oportunistas que viram na ascensão dos verdadeiros conservadores e líderes a chance de “surfar” na popularidade deles, a fim de conquistar fama, cargos ou a vitória nas eleições.

São esses joios que muitas vezes dificultam o trabalho dos verdadeiros conservadores, porque além de enganar parte da população, eles também negociam “trocas” visando atacar e prejudicar os seus adversários. Nós precisamos estar atentos sobre essas pessoas, especialmente durante o período eleitoral, onde são capazes de tudo.

A melhor forma de identificar os falsos conservadores no meio político é observar a coerência das suas atitudes, o passado de militância e as bandeiras que defendem. Quem negocia valores em algum momento desliza e se revela. O verdadeiro conservador, por outro lado, abre mão até de ganhos pessoais para defender uma causa justa.

O olhar do verdadeiro conservador é sobre o todo e não para o próprio umbigo. É alguém que pensa em garantir para a geração dos seus filhos os mesmos valores que herdou dos seus pais e avós. Assim, nenhum conservador genuíno é capaz de “passar a perna”, por exemplo, em quem quer que seja, para obter ganhos pessoais, pois isso contraria os nossos princípios.

Espero que em 2022 o Brasil saiba separar o joio do trigo entre os que se dizem conservadores. Não podemos repetir os mesmos erros de 2018, quando votamos em algumas figuras pela fama de momento, sem levar em consideração o passado de militância.

Como alguém que está há mais de 20 anos lutando contra a desconstrução familiar no Brasil, já tendo enfrentado inúmeros processos judiciais e batalhas por isso, por me levantar contra o ativismo LGBT e de gênero, posso dizer por experiência própria que não é fácil ser alvo do ódio dos inimigos e falsos conservadores, mas a exemplo de alguns colegas que confio, sigo em frente na certeza de que Deus é o nosso Justo e Perfeito Juiz.