A oposição tenta sobreviver com narrativas, grande mídia e a CPI do Fim do Mundo

Conforme 2022 se aproxima, a oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro vem se tornando mais agressiva e, claro, fantasiosa. Não porque a gestão do país esteja fracassando, mas justamente o contrário: porque com ela dando certo, não há outra forma de sobreviver politicamente, senão com narrativas e a CPI do Fim do Mundo.

Ninguém da oposição esperava que Jair Bolsonaro pudesse sobreviver politicamente à força somada de grandes inimigos, a saber: da grande mídia, da esquerda, dos traidores da falsa direita, do centrão e de uma… pandemia! Isso sem falar, claro, das forças políticas do cenário internacional, como a influência do Partido Comunista Chinês.

No meio disso tudo, ainda surgiu a renúncia escalafobética do ex-ministro Sérgio Moro, o outrora pop-star da maior operação anticorrupção do Brasil, a Lava Jato, o qual saiu atirando sob os holofotes da Rede Globo contra o próprio presidente da República. Mas quem pensou que o governo iria cair, na verdade, acabou vendo o contrário.

A divulgação da reunião ministerial ocorrida em 22 de abril de 2020 praticamente pôs fim à narrativa do ex-ministro Moro, e desde então o então amplamente admirado ex-juiz passou a cair no ostracismo. Muitos acreditam que foi graças à renúncia de Moro, por exemplo, que os ministros do STF tomaram coragem para soltar e anular às condenações do ex-presidente Lula.

Isso porque, Moro fora do Ministério da Justiça e agora tido como traidor pelo governo e por boa parte da população, ele já não representaria uma ameaça. Passada a tempestade Moro, sem sucesso, a oposição focou na gestão da pandemia, e para isso tomou como seu bode expiatório o injustiçado “tratamento precoce”.

Infeliz o dia em que Bolsonaro apareceu exibindo uma caixa de cloroquina. Milhares poderiam estar vivos agora, caso a oposição – apoiada pela grande mídia – não resolvesse politizar o uso do medicamento. E para sustentar essa narrativa, não restou outra saída, senão apoiar os protótipos de ditadores nos estados e municípios.

O STF, claro, deu a sua mãozinha, estabelecendo a competência concorrente entre os poderes, o que na prática instituiu o caos administrativo da saúde no Brasil, visto que cada gestor pôde tomar suas próprias decisões, acatando ou rejeitando às orientações da esfera federal. Apenas verbas públicas não foram rejeitadas, obviamente!

Com o caos estabelecido e milhares de mortos debaixo do chão, a cartada da vez agora, claro, só poderia ser uma CPI. Afinal, é preciso “culpar os responsáveis”, leia-se: o presidente da República. Entretanto, durante o curso da zorra administrativa nos estados e municípios, a internet continuou funcionando no Brasil.

Felizmente, assim como em 2018, o efeito informativo produzido pelas mídias sociais permitiu mais uma vez com que a população furasse a bolha da grande mídia, rompendo o monopólio de comunicação que a todo momento visou manipular a compreensão dos cidadãos. Tratamentos, estudos e especialistas até então anônimos vieram à tona, abusos de autoridade e caos econômico provocado por decisões arbitrárias de governadores e prefeitos, também.

A CPI da Pandemia, quando instalada, já estava destinada ao fracasso. E para piorar, enquanto depoimentos e mais depoimentos deixavam explícitas às intenções meramente politiqueiras da maioria dos senadores, o Brasil passou a dar sinais surpreendentes de recuperação econômica.

Recordes de arrecadação, obras e mais obras concluídas, previsão de aumento do PIB melhorada por onze vezes seguidas, geração positiva de empregos, prorrogação do auxílio emergencial, mais de 100 milhões de doses de vacinas aplicadas e, para o maior desespero da oposição, “motociatas” com milhares de pessoas em apoio ao presidente da República.

Com isso, a CPI da Pandemia ainda tentou emplacar coisas como o caso da Covaxin, que não durou uma semana sem que fosse desmoralizado. De último, uma notícia recente diz que Renan Calheiros, relator da comissão, pretende convocar a ex-cunhada do presidente para depor sobre um suposto caso de “rachadinha” envolvendo o então… deputado Bolsonaro (risos). Precisarão fazer um grande malabarismo para isso!

O que era a CPI da Pandemia, aparentemente, está virando agora a CPI do Fim do Mundo, pois é isso o que é, na prática: uma tentativa desesperada da oposição de encontrar algo que possa incriminar o presidente da República, ainda que no final das contas tudo não passe de muita especulação, denúncias vazias e sede de poder.