Augusto Nunes

Augusto Nunes emite nota: "Não resisti a voz dos instintos e honra ferida"

"Peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias", diz o jornalista em nota

07/11/2019 20h51
Por: Will R. Filho
Reprodução: Google
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O jornalista Augusto Nunes se pronunciou nesta quinta-feira após o episódio envolvendo o ativista Glenn Greenwald no programa Pânico, da rádio Jovem Pan.

"Lamento o ocorrido. E peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias políticas, e mesmo a indignação provocada por insolências inaceitáveis", diz em nota.

Nunes atingiu Greenwald com um tapa em seu rosto, após ser chamado de "covarde" repetidas vezes por ele ao vivo no programa. O jornalista foi acusado de ofender a criação dos filhos adotivos do ativista com o seu companheiro David Miranda, com quem mantém um relacionamento homossexual.

O Grupo Jovem Pan também emitiu nota em lamenta o episódio, segundo o R7. "A liberdade de expressão e crítica concedida pela Jovem Pan a seus comentaristas e convidados, contudo, não se estende a nenhum tipo de ofensas e agressões. A empresa repudia com veemência esses comportamentos".

Leia a íntegra da nota de Augusto Nunes:

Já no início do programa Pânico desta quinta-feira, 7 de novembro, o convidado Glenn Greenwald voltou a acusar-me de ter recomendado à Justiça, num comentário em os Pingos nos Is, que lhe retirasse a guarda dos dois filhos. E pela terceira vez, agora pessoalmente, qualificou-me de “covarde”.

Em resposta, expliquei que ele não havia compreendido que meu comentário fora apenas uma ironia. Lembrei também a Glenn a gravidade da ofensa com que me atingira. Alheio aos sucessivos pedidos que lhe fiz, ele repetiu cinco vezes o insulto. “Covarde! Você é covarde!”

Até pensei em abandonar o estúdio. Mas entendi que essa atitude confirmaria o teor das agressões verbais que sofrera. E não resisti ao que me sugeriam a voz dos instintos e honra ferida.

Desde o começo da minha carreira pratico e recomendo que todos pratiquem o convívio dos contrários. Neste 5 de novembro, ao receber o Prêmio Comunique-se, reiterei a disposição de lutar para que seja encerrada a versão política do Fla-Flu que ocorre no brasil há alguns anos.

Lamento o ocorrido. E peço aos ouvintes, espectadores e leitores que evitem traduzir em atos físicos quaisquer discordâncias políticas, e mesmo a indignação provocada por insolências inaceitáveis.

Como disse na festa de premiação do Comunique-se, no meu mundo sempre será possível torcer pelo Fluminense no meio da torcida do Flamengo. Sem ofensas aos torcedores adversários.

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