Rede Globo

Em clima de pânico, Globo demite 150 funcionários apenas em um dia após boicotes

Fim de patrocínio feito por empresas e críticas do presidente Bolsonaro agravam a crise na Rede Globo.

07/11/2019 16h29
Por: Will R. Filho
Fim de patrocínio e críticas do presidente Bolsonaro agravam crise na Rede Globo. Reprodução: Google
Fim de patrocínio e críticas do presidente Bolsonaro agravam crise na Rede Globo. Reprodução: Google

A Rede Globo está ficando cada vez mais distante dos seus dias de glórias do passado. Ao menos é o que indica o número de demissões em massa que vem ocorrendo nos bastidores da emissora. Apenas na última quarta-feira (06) foram 150 funcionários que tiveram o contrato encerrado.

Existe o temor de que esse número poderá mais do que dobrar nos próximos dias. A notícia da demissão em massa pegou o elenco da Globo de surpresa, quando atores e equipe começariam a gravar as cenas noturnas da novela Bom Sucesso.

O jornalista João Batista Jr., da Veja, informou que "chegaram informações desencontradas de cortes nos corredores da Rede Globo. Naquele primeiro momento, não havia precisão de nomes nem sinais de áreas mais afetadas. Mas instalou-se clima de pânico e especulações. A atriz Ingrid Guimarães chorou pelos colegas".

"Há meses está sendo desenhado um novo organograma de equipes e funções. Ontem, foram 150 cortes", escreveu ele. "Nesta quinta, 7, e sexta, 8, estão previstas reuniões entre a alta cúpula para falar do futuro. Uma lista chegou a circular em grupos de WhatsApp de atores, figurinistas e produtores, com os supostos nomes de quem teria sido cortado", completou.

Um dos motivos apontados pela demissão recorrente na Rede Globo é a queda da arrecadação através da publicidade. Como se não bastasse, duas grandes empresas do país anunciaram esta semana a suspensão das campanhas na emissora por violação dos "valores da família" e pelo jornalismo parcial. Uma delas foi a rede de lojas Havan, do empresário Luciano Hang.

"Em meio às demissões recentes, tem circulado na Globo nomes de autores de novelas e grandes diretores entre os próximos profissionais que estariam em novas listas de cortes, além de dois atores com décadas de casa", destaca a Veja, citando também as críticas do presidente Jair Bolsonaro como um dos gatilhos para a reação negativa contra a emissora.

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