Aborto na Globo

"Não é nem um humano", diz atriz sobre bebê em novela da Globo que defende o aborto

Quem financia a "aula" de aborto da Globo em sua novela é a audiência do telespectador.

28/10/2019 17h08
Por: Will R. Filho
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Quem financia a "aula" de aborto da Globo em sua novela é a audiência do telespectador. Reprodução: Google

A rede Globo de televisão é conhecida pela imoralidade de suas novelas, que apesar de cada vez pior, continuam sendo financiadas pela audiência de pessoas que fazem questão de continuar trazendo para dentro de suas casas a influência negativa desses conteúdos.

Um exemplo recente chamou atenção do público, no capítulo da novela Bom Sucesso que foi ao ar no dia 19 desse mês, quando uma das personagens fez apologia ao crime por defender o aborto, prática essa condenada pela legislação brasileira.

"Pensando bem, ainda não é um bebê. É só um embrião. Não tem sistema nervoso, não tem coração, não é nem um humano ainda", disse a personagem Nana em conversa com Paloma (Grazi Massafera), se referindo ao seu desejo de abortar o filho.

Na sequência, Nana usa a típica narrativa feminista de direito sobre o corpo, fazendo parecer que o bebê é um prolongamento do corpo da mulher, e não uma pessoa completamente distinta da mãe.

Ou seja, na prática, quem decide abortar não está decidindo sobre o seu corpo, apenas, mas também sobre o de outra pessoa em seu estágio mais frágil de desenvolvimento e proteção, que por triste ironia se vê a mercê de quem deseja lhe matar sem qualquer chance de defesa.

"Eu não sou a favor do aborto, ninguém é. Mas sou a favor do direito de decidir sobre o meu corpo, sobre a minha vida", completou a personagem.

Em outra cena, Nana usa como argumento outra falácia feminista, a de que o aborto clandestino vitimiza especificamente mulheres pobres, por não terem condições de pagar pelo procedimento "seguro". 

"Aqui é ilegal, mas todo mundo conhece alguém que já fez. Quem tem dinheiro consegue fazer um aborto seguro. Quem não tem condições, pode até morrer ou ser presa. Sou privilegiada, eu sei, mas eu não queria estar passando por isso", diz a personagem.

Ora, em uma matéria publicada recentemente pelo Opinião Crítica foi noticiada a prisão de uma mulher que fazia abortos em Brasília, DF, cobrando valores entre 4 e 8 mil por procedimento. Ela realizava o assassinato de bebês de pessoas até fora do país, acredite, usando remédio de vaca para isso.

Ou seja, mulheres pobres não pagam essas quantias. Na verdade, são mulheres (e homens) com boas condições financeiras as grandes interessadas na legalização do aborto, tanto por razões ideológicas, quanto por estilo de vida irresponsável.

Pessoas simples não querem passar por tais procedimentos. Querem mesmo é ter condições de criar seus filhos, ou no máximo doá-los para adoção. O senso de justiça e moralidade entre os humildes é muito mais preservado do que entre os ideólogos de gabinete.

Ministério Público

Com a reação dos internautas, o Ministério Público Federal foi acionado para abrir um inquérito visando apurar a denúncia contra a rede Globo. No entanto, a preocupação do órgão não contra à apologia ao aborto, mas sim quanto ao horário da sua exibição.

"O MPF solicitou para a Coordenação de Classificação Indicativa, do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça, do Ministério da Justiça, o horário de exibição e a classificação indicativa adotada para a novela. O MPF também pediu análise específica do capítulo em que a temática sobre aborto foi discutida, sob justificativa de incompatibilidade de exibição desse tipo de conteúdo ao horário infantojuvenil", disse o órgão em nota.

O próprio site oficial do MPF deixa claro que a preocupação não é sobre a "aula" de aborto na novela da Globo, mas apenas quanto ao seu horário de exibição. Sendo assim, resta ao telespectador ter a consciência de como deve reagir, decidindo se quer ou não continuar financiando com sua audiência esse tipo de conteúdo na TV. A escolha é sua!

 

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